Share

4

last update Tanggal publikasi: 2021-09-10 08:32:51

Adonis

— Se divertindo muito? — pergunto com um tom ríspido. A garota tenta conter o riso, mas me olha com olhos divertidos e gargalha mais uma vez. Rolo os olhos impacientes. — Posso saber qual é a graça?! — rebato irado.

— Você. — Ela diz e volta a rir.

— Maluca! — resmungo.

— Nossa, que mau-humor! Posso? — pede, apontando o banco vazio ao meu lado. Dou de ombros.

— Se prometer não me dá um banho de uísque! — resmungo carrancudo e lhe dou as costas.

— Grossoooo! — cantarola, se acomodando ao meu lado. Tento levar a noite na boa, mas parece que a garota irritante resolveu me chatear ainda mais. Ela pede uma bebida colorida e o tempo todo olha para o meu rosto. Encabulado, finjo que não vejo, mas sério, estou me perguntando o que tanto ela olha para mim?

— Kappas, mas é claro!  Você é o Adonis Kappas, não é? — diz, e pronto, ela já tem a minha atenção.

— Sim, te conheço? — Ela abre um sorriso largo e espontâneo.

— Claro que me conhece! Sou a Flávia, Flávia Simões. Estudamos juntos no fundamental. Colégio Marista, lembra? — Definitivamente forço a minha memória e não me lembro da tal Flávia. Isso faz o quê, cinco, seis anos?

— Ah! Qual é, Tigrão? — Ela rir alto. — Lembra do apelido? — Ôh, se lembro! Abro um sorriso, o primeiro em dias.

— Não acredito, você é a…

— Maluquinha, mas ninguém me chama assim há muito tempo. — Levanto-me do banco, de braços abertos, e ela vem para os meus braços. Um abraço forte e cheio de saudades. Definitivamente, Flávia era a maluquinha da turma. A mulher tagarelava e armava para todo mundo. Todo mundo mesmo, nem mesmo o diretor carrancudo e careca do colégio fugia as suas armações. A última que aprontou para o Tigrão aqui, foi inesquecível.

— E a pomba-lesa? — inquire, assim do nada. Não seguro uma boa gargalhada.

— Porra, Flávia! Com tanta coisa para perguntar, você cai de boca nessa? — pergunto baixinho e ela dá de ombros.

— Ué, claro que sim! Você entrou naquele beco escuro com a menina e desde então não te vimos mais. Ela fez? — pergunta. O meu rosto queima na mesma hora.

— Podemos mudar de assunto? Isso não tem graça. — Seus olhos se estreitam para mim, depois uma única sobrancelha se ergue e não, ela não desistirá. Maluquinha do caralho!

— Tá com vergonha de dizer que recebeu um boquete de uma garota? — Puta que pariu! — Adonis você não muda!

— Digo o mesmo de você, maluquinha. — Seu sorriso se amplia.

— E, aí?

— O quê?

— Ela fez ou não fez? — Porra!

— Ok, ela fez? — Flávia faz um “O” com a boca, bebe a sua bebida em um canudo e me sorri em expectativa. — O quê? — ralho, já sabendo o que quer.

— Desembucha Kappas, eu sempre quis saber os detalhes sórdidos daquela brincadeira. Foi uma pura putaria o que fez conosco.

 — Olha a boca suja, maluquinha! — A repreendo. Suas sobrancelhas se erguem, me dizendo claramente você-não-vai-me-enrolar-essa-noite. Bufo audivelmente e esvazio o meu copo, fazendo sinal para o barman trazer outra bebida.

— Você não desistirá, não é?

— Não. — Ela responde e eu assinto.

— Ok, foi um dos melhores que já recebi na vida. A garota parecia bobinha, mas de boba, não tinha nada.

— Detalhes Adonis.

— Ah! Vai se foder, maluquinha! — digo. Seus olhos brilham e seu sorriso se alarga. A noite segue animada. Flávia realmente soube me animar com suas loucuras. Não tenho certeza, mas depois do meu quinto copo e do quarto copo dela, fomos dançar. Três músicas bem animadas, que me fizeram sacudir o corpo como a muito não fazia, e depois mais duas músicas lentas, onde pude pela primeira vez, sentir seu corpo delicioso. De brincadeira, deixei minha mão escorregar para sua bunda redonda, e ganhei dois t***s de advertência.

— Não ouse, Tigrão! — disse sem deixar seu sorriso divertido sumir e agora estamos aqui, do lado de fora do bar, sentados em um banco que concreto e apreciando a brisa fria da noite. São quase uma e meia da madrugada e nós só saímos, porque a Flávia disse que precisa trabalhar em poucas horas.

— O que tem feito da vida, Tigrão? — Sorrio.

— Faz tempo que não me chamam assim — comento, e a olho rapidamente. — Me formei em gastronomia fora do Brasil, quando voltei a algumas semanas, comprei um prédio que em breve será o meu bistrô.

— Bistrô, hein? — Assinto sorrindo, mas solto um suspiro pesado.

— O quê, o que foi? — A olho por um tempo e o meu sorriso se desfaz.

— Era o meu sonho, maluquinha — falo com pesar e pela primeira vez nessa noite, Flávia também perde o seu sorriso.

— Era? — confirmo com a cabeça.

— Cheguei a sonhar tão alto, que não percebi que a queda seria bem maior — informo.

— Como assim, Adonis? — questiona. Sorrio sem vontade.

— Juntei uma grana boa nesses anos. Eu tinha um propósito, mas, perdi tudo.

— Como assim, perdeu tudo? — indaga. Ajeito-me no banco que concreto e encaro o céu escuro e sem estrelas. Até isso me negaram… As estrelas.

— O dinheiro sumiu.

— Não entendi. Dinheiro não some, não sozinho. O que aconteceu?

— Aí é que está, eu não sei! Ele só… sumiu — explico.

— Fez alguma denúncia?

— O banco está cuidando disso — comunico. Eu gostaria de conversar mais, de desabafar, e de verdade Flávia está sendo uma ótima companhia. Mas o seu carro acaba de chegar, então nos despedimos com beijos audaciosos no canto da boca e um abraço demorado e apertado.

— Se precisar de mim, me liga — pede, me oferecendo um cartão. Eu o pego e o olho rapidamente.

“Flávia Simões, assessora particular. Quer mudar sua vida, apagar suas cenas negativas? Ligue para mim.”

Sorrio para a mensagem do cartão de visitas.

— Boa noite, Flávia!

— Boa noite, Tigrão! — diz e entra no táxi. A olho ir embora, para depois ir para o meu carro. Deito minha cabeça no volante por um tempo e penso para aonde ir? Droga!

Chego em meu apartamento pouco mais das três horas da manhã. O céu já começa a receber alguns tímidos raios de sol. Desfaço-me das minhas roupas e sigo para um banho quente e demorado. No chuveiro não consigo evitar pensar nessa noite. A Flávia me salvou e ela nem sabe disso. O seu jeito divertido e descontraído, as conversas, a dança, uma companhia para beber e desabafar, nem que seja um pouquinho. Tudo isso me ajudou a pensar que tenho que tentar. Quando termino o banho, saio do banheiro enrolado em uma toalha pequena e o meu corpo começa a reclamar, pedindo cama. Encaro a janela de vidro transparente e noto que a claridade logo, logo estará aqui dentro. Fecho as cortinas blecaute e me jogo na cama, apagando literalmente em seguida.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • O Chef - Livro 1   Bônus extra

    Simone BorbolineTrês meses depois...— Ai está perfeito, Téo! — digo para um dos seguranças contratado para Proseg - Segurança e Portaria. Três meses depois que deixei a federal, Petrus e eu colocamos os nossos planos em prática e em sessenta dias os nossos sonhos se concretizaram. A Proseg agora tem um formato, uma logomarca e uma pequena equipe treinada por mim. Com os seus conhecimentos em administração, não foi difícil passar pelas camadas burocráticas e depois disso, preenchemos o lugar com equipamentos necessários para um trabalho perfeito. — Ponha as armas no estoque, Virgínia — peço e logo em seguida ouvi o som da porta se abrindo atrás de mim. Petrus entrou na sala de tiro ao alvo e eu suspirei baixinho, observando seus cabelos agora mais curtos, a barba delineada com perfeição em seu rosto, que o deixou ainda mais másculo e sexy.— Pronta? — indagou assim que me abraçou por trás e após beijar a minha nuca suavemente. Um arrepio se espalhou por todo o meu corpo apenas com e

  • O Chef - Livro 1   162

    Adonis KappasNão tem maior desespero do que não saber onde a sua filha está. Foi o que pensei algumas horas atrás. Agora sei que o desespero maior é receber um telefonema de uma pessoa desconhecida e descobrir que ela está em uma cama de hospital e morrendo lentamente. Entro no corredor branco e largo com passos largos e precisos, e confesso que não faço ideia de como cheguei até aqui. Na recepção a única coisa que nos disseram foi aguardássemos que em breve o médico nos traria notícias e é exatamente isso que estamos fazendo a quase duas horas. Ao meu lado, Agnes parece completamente perdida no tempo. Ela já chorou, se desesperou e agora parece completamente desligada do planeta terra. Oliver e Petrus ficaram tomando conta das meninas e a Flávia não sai de perto de nós dois nem por um minuto. Em um canto afastado, estão os pais de Felipe esperando o mesmo e parecem tão desolados quanto estamos.— Quem são os familiares de Kelly Ferraço? — Um policial pergunta entrando na sala de espe

  • O Chef - Livro 1   161

    Kell— Foi impressão minha, ou você fez planos para nós dois esse tempo todo? — Ele brinca depois de um tempo em silêncio, enquanto esperamos os nossos corpos se acalmarem. Rio do seu comentário.— Você não? — Ergo a cabeça para olhá-lo e ele dá de ombros.— Vou mentir se disser que não. Kell, ano que vem estarei indo para a faculdade de direito e assim que me formar, quero me casar com você. Não quero ter filhos logo, porque sei que quer fazer a sua carreira como chef, mas assim que estiver pronta, quero ter um monte deles. — Confessa entre beijos cálidos. Rio escandalosamente.— Um monte deles?! — O questiono embasbacada. Ele faz um sim, com a cabeça e rir também.— Tipo um time de futebol inteiro — diz com um sorriso divertido.— Minha nossa, Lipe! — ralhei impressionada e ele gargalhou. — Que horas são? — pergunto me ajeitando ao seu lado.— Deixe-me ver. — Ele pega o relógio de pulso largado ao lado do cobertor. — Pouco mais de meia-noite.— Santo Deus! — sibilo exasperada, salta

  • O Chef - Livro 1   160

    Kelly Horas antes do acidente…— Não vamos ter pressa — disse baixinho, bem perto do meu ouvido, me fazendo fechar os olhos e curtir a leve sensação de arrepios que se espalhava por toda a minha pele. Lipe beijou o meu pescoço suavemente uma, duas, três vezes antes de se afastar e encontrar os meus olhos. Ele pegou o celular em seu bolso e foi até o som que está em um móvel encostado na parede, mexeu no aparelho por alguns instantes e logo o som da voz de Lewis Capaldi se espalhou pelo ambiente cantando Someone You Loved. Quando ele girou em seus próprios calcanhares, sorriu de lado e o seu sorriso me fez relaxar um pouco. — Primeiro quero dançar com você, Kelly — falou segurando uma de minhas mãos e a outra mão sua se apossou da minha cintura. Os nossos corpos começam a se mexer gostoso e lento. Fecho os meus olhos e deixo minha cabeça se acomodar confortavelmente no seu peito. Daqui é possível ouvir as batidas desenfreadas do seu coração. Está ritmado, como se fosse uma escola de s

  • O Chef - Livro 1   159

    Kell— Nossa, Kelly, você está… Linda! — Ele disse se aproximando para um beijo rápido que me deixou envergonhada. Abro um meio sorriso.— Obrigada! E esse carro? — pergunto olhando o Audi vermelho e lustroso atrás dele. Meu namorado olha para o veículo, passa a mão em sua lataria e quando volta a me olhar, exibe um grande sorriso.— Acabei de ganhar de presente dos meus pais. — Havia uma alegria palpável estampada em seu rosto. Meus olhos se engrandeceram de surpresa e confesso que não tenho palavras. — Vamos, senhorita? — pede com a educação de um lorde, abrindo a porta do carona para mim e antes de entrar, o beijo levemente.— Feliz aniversário, Lipe! — sussurro assim que me afasto e entro no carro.****A casa do Felipe não é muito diferente do que eu imaginava. É um apartamento enorme que fica em cobertura de um dos prédios mais luxuosos aqui da cidade. Passamos pouco tempo ali, só alguns minutos em uma comemoração particular — digo entre nós dois e os seus pais — até o momento d

  • O Chef - Livro 1   158

    Kell Não sei dizer se isso é normal, mas ir à casa dos pais do meu namorado pela primeira vez, está me deixando de cabelos em pé. Em cima da minha cama há uma infinidade de roupas jogadas e bagunçadas, e confesso que nenhuma delas está me agradando. Eu sei, é bobagem. A Maah e a Cris já me disseram isso infinitas vezes. “Você é linda de todo jeito e suas roupas são maravilhosas! O Lipe te ama do jeito que você é.” Elas repetiram isso por várias e várias vezes, mas não é só isso. É o fato de hoje ser o aniversário do Felipe e eu tenho toda uma programação especial preparada só para essa noite. Sorrio e não sei dizer se é de felicidade ou de nervoso. O fato é que estou decidida a dar um passo delicado e não menos importante em nossa recente relação e que sei, que mudará muitas coisas na minha visão do mundo. Com um suspiro, ergo o vestido vermelho, estilo tubinho, todo trabalhado no guipir brilhoso, de alcinhas finas e delicadas e tem o comprimento até a altura dos meus joelhos. Bufei

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status