MasukE ai meus amados leitores o que vocês acham de tudo isso? O que será que acontecerá nesse evento?
“Às vezes, coragem não é deixar de sentir vergonha ou medo, mas permitir-se desejar alguma coisa sem fugir dela.” Irina PetrovaA ordem de Ekaterina permaneceu em meus ouvidos enquanto eu retirava a caixa do guarda-roupa, ainda sem imaginar que minha melhor amiga havia decidido resolver muito mais do que o simples problema de eu não ter o que vestir.Levei-a até a cama e comecei a desfazer a fita.— Ekaterina, se isso for alguma coisa absurda...— Apenas abra.Retirei a tampa e afastei devagar o papel de seda que escondia o conteúdo, mas bastou ver o que havia embaixo para ficar completamente em silêncio.— Irina?Segurei o vestido pelas alças e o ergui diante de mim.— Katy...— Gostou?— Você comprou um vestido para mim?— Comprei.— Para eu sair com Nikolai?— Tecnicamente, comprei antes de saber que ele finalmente criaria coragem para convidar novamente você.— Meu Deus.Ela riu.— Vista.Observei o vestido melhor.— Não.— Irina.— Nem pensar.— Você nem experimentou.— Não prec
“Talvez a expectativa seja apenas a felicidade chegando cedo demais e deixando o coração nervoso antes da hora.”Irina PetrovaPassei os últimos dez minutos diante do guarda-roupa procurando alguma coisa para vestir e rejeitando uma opção atrás da outra, porque aparentemente escolher uma roupa para jantar com Nikolai Romanov era muito mais difícil do que deveria ser. Suspirei, analisei mais um vestido por alguns segundos e acabei devolvendo-o ao lugar junto com todos os outros que já havia descartado. Até aquele momento, porém, nenhuma opção parecia funcionar. Suspirei, retirei mais um vestido do guarda-roupa, analisei-o por alguns segundos e o devolvi ao perceber que aquele também definitivamente não serviria.Meu celular vibrou sobre a cama.Estiquei o braço para alcançá-lo e encontrei o nome de Ekaterina na tela. Atendi enquanto devolvia mais um vestido ao guarda-roupa.— Oi.— Estou ligando para avisar que não vou jantar em casa hoje.Parei com a mão ainda no cabide.— Não?— Não
“Às vezes, reconhecemos no outro aquilo que ainda não percebemos que começou a acontecer em nós.” Nikolai RomanovTalvez Dmitri ainda não tivesse percebido até onde aquilo estava chegando.Eu, sim.Conhecia meu amigo desde que usávamos fraldas e, depois de tantos anos, sabia reconhecer quando alguma coisa realmente conseguia atravessar a facilidade com que ele sempre levara relacionamentos, mulheres e sentimentos.Ekaterina estava conseguindo.E o sorriso distraído que ainda permanecia em seus lábios era provavelmente a maior prova disso.Quando Dmitri finalmente percebeu meu silêncio, franziu a testa.— O quê?Balancei a cabeça.— Nada.— Você está me olhando estranho.— Estou ouvindo você falar sobre ela há vários minutos sem perceber que está falando sobre ela há vários minutos.Ele abriu a boca como se fosse responder, mas desistiu antes que qualquer palavra saísse e, depois de me encarar por alguns segundos, acabou rindo.— Talvez eu esteja um pouco interessado.— Um pouco?— Nã
“Há felicidades que tentamos esconder até perceber que já estamos sorrindo por causa delas.”Nikolai RomanovEu conhecia Dmitri há tempo suficiente para perceber quando alguma coisa estava errada.Naquela tarde, o problema era justamente o contrário.Ele estava sorrindo.Não o sorriso debochado que costumava surgir quando estava prestes a me irritar ou aquele educado que distribuía durante reuniões e eventos aos quais nenhum de nós realmente queria comparecer.Era um sorriso diferente, distraído e satisfeito, que continuava em seu rosto quando ele atravessou a porta do meu escritório sem sequer se dar ao trabalho de bater.Observei-o caminhar até uma das poltronas diante da minha mesa.— O que aconteceu com você?Dmitri parou.— Comigo?— Você está sorrindo.Ele franziu a testa.— Não me compare a você, Nikolai. Eu sempre sorrio. — Não desse jeito.Por um segundo, ele apenas me encarou.Depois balançou a cabeça e se sentou.— Você definitivamente precisa trabalhar menos se começou a
“Alguns amores não precisam ser vistos pelo mundo para atravessar os anos; basta que duas pessoas continuem escolhendo voltar uma para a outra.”Olga RomanovTalvez Mikhail tivesse razão.Nikolai podia cometer erros. Podia se assustar, recuar ou levar tempo demais para compreender algumas coisas que o próprio coração parecia já ter entendido, mas não brincaria deliberadamente com os sentimentos de Irina.Eu conhecia o homem que meu filho havia se tornado.E, ainda assim, enquanto continuávamos caminhando pelos jardins, percebi que minha preocupação já não dizia respeito apenas a ele.Em algum momento das últimas semanas, Irina também havia se tornado importante para mim.Talvez mais do que eu pretendia admitir.Mikhail pareceu perceber exatamente para onde meus pensamentos tinham ido.— Você realmente gosta dela.— Gosto.— Muito?Olhei para ele.— Mikhail...— Só estou perguntando.— Muito — admiti.Ele sorriu.Balancei a cabeça antes de continuar:— Irina tem alguma coisa que...Int
“Quando duas pessoas começam a se aproximar, nunca existe apenas um coração correndo riscos.” Olga RomanovAs palavras de Mikhail permaneceram comigo mesmo depois que ele voltou a caminhar.Talvez porque, em poucas palavras, tenha conseguido resumir aquilo que eu levei semanas observando em Nikolai.Algumas coisas simplesmente valiam o risco.Fiquei olhando para o homem ao meu lado por alguns segundos.Às vezes, Mikhail dizia as coisas mais importantes como se estivesse apenas comentando sobre o tempo.Apertei sua mão.— Você sabe que é muito sábio para alguém que passa o dia discutindo com plantas?— Eu não discuto com elas.— Não?— Elas sabem escutar.Minha risada escapou antes que eu pudesse contê-la, arrancando de Mikhail um sorriso que permaneceu em seus lábios enquanto seguíamos pelo jardim, mas, pouco a pouco, meus pensamentos retornaram às palavras que ele havia acabado de dizer.Talvez fosse exatamente aquilo que estivesse mudando em Nikolai.O medo ainda existia, assim com







