INICIAR SESIÓNJoão não entendeu o que Jéssica estava pensando, mas mesmo assim concordou.— Aliás, do lado da UME está uma confusão por causa dos dados, como a gente vai lidar com isso? — Perguntou João.Na verdade, ele também tinha sentido que tinha algo errado.No dia anterior, ele tinha acabado de pegar a tecnologia no computador de Paula, e no dia seguinte a acusação de plágio já tinha virado uma confusão, além de que as provas tinham aparecido rápido demais, com rascunhos e linhas de raciocínio bem detalhados, claramente já tinham se preparado.Mesmo que eles já tivessem feito mudanças grandes, a UME tinha muitos fãs, e a força da opinião pública não dava para subestimar.Eles precisavam dar uma explicação que fizesse sentido, senão isso não teria como acabar.Ele pensou um pouco e testou:— A gente joga um bode expiatório pra fora?Jéssica ergueu o canto dos lábios e levantou os olhos na direção em que Paula tinha saído.João também seguiu o olhar dela e viu, ao longe, Paula entrando chorando
Rafael suspirou.A enfermeira realmente se deixou intimidar pelo que ele disse.Ela sabia que a posição de Rafael não era comum, apressou-se em garantir que não falaria com ninguém e, em seguida, entregou o remédio a Rafael.— Eu vou manter isso em segredo, mas o senhor também precisa lembrar de procurar médicos e especialistas conhecidos nessa área.Depois que a enfermeira foi embora, Rafael olhou para longe.Tudo à frente dele ficou meio borrado, como se houvesse uma névoa branca. Ele fechou os olhos por um instante e soltou um suspiro fundo.— Vai ficar tudo bem. — Ele disse em voz baixa.…Sete dias antes, depois que Paula saiu correndo do escritório chorando, ela ficou meio atordoada.As palavras de Tiago ecoavam nos ouvidos dela.— Paula, eu confio muito na sua capacidade, e não foi fácil para você chegar até aqui. Eu não quero que você, por causa de assuntos pessoais, faça alguma besteira no trabalho.— Se você contar direitinho tudo sobre o vazamento de dados, a empresa pode pe
Como se estivesse andando num andar altíssimo e, de repente, pisasse no vazio.Estela estremeceu e acordou assustada.— Teve um pesadelo? — A voz de Rafael veio do lado, com um sorriso leve.Estela levantou a cabeça e só então percebeu que, sem notar, tinha dormido.Ela endireitou o corpo, esfregou as têmporas, e a manta que estava sobre ela escorregou. Devia ter sido o Rafael, ele não quis acordar ela, mas também ficou com medo de ela pegar frio, então cobriu ela.Estela pegou a manta e olhou a hora.Ela tinha dormido uns dez minutos, mas o estranho era que o cansaço não tinha passado, parecia que estava ainda mais cansada.— Descansa um pouco. — Rafael desceu da cama do hospital e apertou de leve o ombro dela. — Você está fazendo hora extra há mais de uma semana. Nem um corpo de ferro aguenta sem descansar.Estela balançou a cabeça e se obrigou a parecer bem.— Está tudo bem. Eu já descansei agora há pouco, estou com muita energia.Esse projeto decidia a vida ou a morte da UME, ela n
Os olhos de Mateus brilharam.— Posso perguntar qualquer coisa?— Sim. — Helena assentiu.De qualquer forma, Mateus agora estava do lado dela.Na verdade, no começo ela tinha planejado voltar sozinha pra Cidade N, mas Mateus ficou preocupado, insistiu em ficar ao lado dela pra garantir a segurança dela, e ela não conseguiu recusar, então só deixou.Chegando a esse ponto, tinha coisas que ele devia saber.Helena achou que ele ia perguntar por que o outro lado estava mobilizando tanta gente pra cercar ela, ou se ela estava correndo risco de vida, ou alguma coisa sobre se eles iam conseguir fugir.Só que Mateus fez uma pausa e, meio sem jeito, perguntou:— O Daniel não é o seu noivo? Por que você está se escondendo tanto dele?— Noivo? — Helena travou por um instante. — Quem te disse que ele é meu noivo?Ao ouvir Helena negar, os olhos de Mateus brilharam, mas logo o olhar dele ficou confuso.Ele lembrava de Lucas ter dito que o noivo de Helena era Daniel.Esse nome ele tinha repetido na
Estela ainda engoliu o que ia dizer.Naquela época, ela tinha concordado com Lucas justamente pra colocar uma condição impossível e deixar claro que aquilo não tinha como acontecer, ela nunca teve a intenção de voltar com ele.Antes de Lucas cumprir o que tinha prometido, ela podia resolver isso sozinha....Mansão da família Lacerda.O sol ofuscante foi baixando aos poucos e, devagar, virou um pôr do sol vermelho-sangue.A fila passou, tremendo, diante de Daniel, mas ninguém ousou ir embora, todos ficaram parados não muito longe, formando outro grupo.Os seguranças rondavam aquele grupo e não deixavam ninguém sair.Quando a fila estava chegando ao fim, o rosto de Daniel ficou cada vez mais fechado, cada vez mais feio.Até a última pessoa passar e Helena não aparecer, o ar ao redor de Daniel caiu para o zero.— Ela não está aqui. — Disse Daniel.Samuel estava ao lado e falou apressado:— Do lado de fora já está tudo com gente posicionada, nem uma mosca sai voando.— Se a Srta. Helena a
Estela se levantou.Lucas, por instinto, deu dois passos na direção dela, querendo explicar o que tinha acontecido agora há pouco, mas Estela não deu chance.Ela estendeu a mão e, sem hesitar, empurrou ele pra fora.Quando viu o olhar frio dela enquanto fechava a porta, Lucas entendeu que, pra ela, ele já era o culpado por ter machucado o Rafael.Lucas ficou fora de si de raiva.E o que deixou ele ainda pior foi que Estela nem sequer deu a ele a chance de explicar.Ele tinha como provar que não tinha feito nada com o Rafael, mas ela não estava nem questionando se tinha sido ele, naquele instante ela já tinha decidido que tinha sido.Por dentro, Lucas se sentiu impotente.No quarto, Estela apertou a campainha de emergência. O médico chegou rápido, examinou e disse que não tinha encontrado nada grave, mandou a enfermeira prescrever mais remédio e continuar com o soro.Estela correu de um lado pro outro, deu água pra Rafael enxaguar a boca e trocou o lençol manchado de sangue.Quando viu







