INICIAR SESIÓNAlex
O som do elevador se fechando foi como o disparo de uma execução. Alex permaneceu imóvel, os olhos fixos no ponto exato onde Clara desaparecera de sua vista. Por um segundo, ele esperou que as portas se abrissem
Com o encerramento de O Dominador de Clara, finalizamos uma história de superação onde as cicatrizes foram transformadas em ouro. Preciso fazer um agradecimento especial pela paciência e compreensão de todos; sei que, em diversos momentos, houve demora no lançamento de alguns capítulos, mas cada espera valeu a pena para entregarmos este desfecho. No entanto, o fim de um império é apenas o prefácio para o nascimento de outro, muito mais sombrio e implacável. Preparem-se para a nova obra de Lina Amar: Próximo Lançamento: Sequestrada por um Traidor O que acontece quando o seu carrasco é a única ponte para a sua coroa? Esqueça as histórias de amor convencionais. Em Sequestrada por um Traidor, entramos em um território onde a lealdade é moeda de troca e o desejo nasce do ódio mais profundo. O que esperar? Aqui, a sobrevivência não é uma escolha, é uma guerra. Prepare-se para uma narrativa visceral, onde o poder da máfia siciliana encontra a fúria de uma mulher que se recusa a se
A quietude da madrugada na cobertura foi interrompida não por um alarme ou uma ameaça, mas pelo som mais transformador que já ecoou entre aquelas paredes: o primeiro choro de uma vida que carregava nosso sangue e nossa história.O nascimento não foi apenas um evento médico; foi uma cerimônia de cura. Alex não saiu do meu lado por um único segundo. O homem que outrora buscava o controle absoluto através da força, ali, naquela sala de parto, encontrou seu poder na entrega. Suas mãos, que já haviam segurado armas e assinado contratos bilionários, tremiam ao sustentar o corpo minúsculo do nosso filho enquanto ele o entregava ao meu peito.— Ele é perfeito, Clara — Alex sussurrou, a voz embargada, enquanto nos envolvia em um abraço que selava definitivamente o nosso dest
O ateliê da cobertura, que antes era o santuário da minha arquitetura profissional, transformou-se no quartel-general do nosso projeto mais ambicioso. Sobre a grande mesa de carvalho, as plantas de edifícios corporativos deram lugar a amostras de tecidos orgânicos, paletas de cores suaves e esboços de móveis com cantos arredondados.— Quero algo que não pareça uma redoma de vidro, Alex — eu disse, riscando um detalhe no papel. — Precisa ser um espaço onde a criança possa explorar, sentir as texturas.Alex estava ao meu lado, mas não apenas como observador. Ele segurava um escalímetro e analisava a incidência de luz solar que entrava pela janela do quarto vizinho ao nosso, que havíamos escolhido para ser o berçário.— A ilumina&cce
O silêncio do banheiro da cobertura parecia amplificado pelo som da chuva batendo contra o vidro. Eu segurava o pequeno bastão de plástico com as mãos trêmulas, o coração martelando contra as costelas como se quisesse escapar. O tempo de espera indicado na embalagem parecia uma eternidade, um hiato entre a mulher que eu era e a que eu poderia me tornar.Quando os dois traços vermelhos finalmente apareceram, nítidos e incontestáveis, o mundo ao meu redor pareceu perder o peso. Não houve gritos ou lágrimas imediatas; apenas um suspiro longo, como se eu finalmente estivesse expelindo o último resquício de luto que guardava no peito.Saí do banheiro e encontrei Alex no quarto. Ele estava parado junto à janela, já vestido para o trabalho, mas não tinha saído. Ele estava
Os meses que se seguiram à nossa união na fazenda foram marcados por uma serenidade que eu, por muito tempo, julguei impossível. A vida na cobertura voltou ao seu ritmo, mas com uma nova cor. O Kintsugi florescia como escritório, e Alex aprendera a equilibrar sua intensidade natural com a leveza de um lar que não era mais uma fortaleza, mas um refúgio.No entanto, havia um silêncio que ainda ecoava nos cantos do nosso quarto durante as madrugadas. Um silêncio que tinha nome e uma dor antiga.— No que você está pensando? — Alex perguntou, sua voz vibrando contra minhas costas enquanto ele me abraçava na varanda, observando o horizonte da cidade.— No que perdemos — confessei, minha mão repousando instintivamente sobre o meu ventre. — E no que eu ainda t
As semanas que antecederam a cerimônia trouxeram uma mudança sutil, mas profunda, na nossa rotina. O Alex que eu via agora não era mais apenas o homem que exigia obediência ou que se escondia atrás de protocolos de controle. O trauma compartilhado e a superação do que enfrentamos haviam suavizado as arestas. Ele ainda era intenso, mas o domínio dera lugar a uma parceria protetora e genuína.— Não quero uma festa impessoal em um salão de festas — Alex me disse certa noite, enquanto compartilhávamos uma taça de vinho na cobertura. — Quero que este momento tenha raízes. Vamos fazer na fazenda.Eu concordei imediatamente. A ideia de oficializar nossa união sob o céu aberto, cercados pela terra que ele tanto amava, parecia o fechamento perfeito para a nossa reconstrução.No dia escolhido, o ar do campo estava fresco e perfumado. A fazenda, que geralmente era







