Mag-log inAntes de tomar banho, peguei um livro de romance que eu já havia lido no mínimo umas vinte vezes. Se chamava “Par Perfeito” e estava na lista dos meus preferidos por uma cena picante em especial, que estava marcada com um pequeno post-it de cor amarelo neon, para que eu pudesse encontrá-la facilmente, sempre que quisesse.
Me dirigi a sala de banho com o livro em mãos e o pus no balcão enquanto retirava minha roupa sem pressa. Contemplei meu corpo nu no espelho que ia do chão ao teto. Deveria fazer um corte especial nos pêlos pubianos? Ou melhor seria raspá-los por completo? Se Max optasse por fazer sexo oral em mim, como será que preferiria? Ou aquilo não influenciaria em nada? Se eu gostasse muito, deveria perguntar-lhe se da próxima vez ele quereria com pêlos ou sem pêlos?
Respirei fundo, certa de que gostaria sim que aquela noite fosse a qual eu perderia minha virgindade. Já havia feito dezoito anos e era hora de começar minha vida sexual. Embora eu quisesse casar com um príncipe, um rei divorciado ou viúvo (que sequer sabia se existia) ou mesmo alguém com um título de nobreza, a certeza de que não queria ser inexperiente na noite de núpcias sempre me acompanhou.
O difícil até o momento havia sido encontrar a pessoa certa para me entregar. Até que optei por Max, já fazia um tempinho, embora só houvesse falado para Odette naquele dia.
Muito fiz listas de prós e contras para ele ser o escolhido.
Prós:
# Era lindo, com seus belos olhos cor de mel, mais de dois metros de altura, corpo completamente forjado numa academia a qual ele frequentava 2 horas diárias, cabelos castanhos claros lisos e sedosos, nariz na medida e aquela boca com lábios grossos que sabiam beijar bem para caralho.
# Era rico e de uma família conhecida nacionalmente, ou seja, risco zero de depois querer me chantagear por conta do acontecido.
# Cursava Direito, então sabia sobre leis e exatamente por isso me rejeitou numa vez em que eu estava disposta a lhe dar uma noite de sexo e só tinha 17 anos.
# Era meu segurança particular, um homem totalmente confiável.
# Era quente, seus beijos bons e me fazia molhar a calcinha com facilidade, cada vez que me tocava.
Contras:
# Não era o homem que eu amava (onde mesmo haviam dito que para perder a virgindade tinha que ter amor? Sexo não era sobre prazer? Ok, se eu dissesse que nunca sonhei com este momento de forma mágica estaria mentindo).
# Eu não seria mais uma princesa virgem dos contos de fada (isso não poderia estar nos prós?).
# Ele era grande demais para mim e talvez isso desse algum problema, do tipo o pau dele ser maior do que eu poderia suportar (eu não conhecia o pau dele, embora já tivesse uma noção do tamanho algumas vezes sob a calça).
# Max achar que o fato de eu ter decidido perder a virgindade com ele significasse que o amava.
Estas listas mentais me deixariam louca ainda. Balancei a cabeça, aturdida, tentando tirá-las do meu cérebro. Peguei novamente o livro e abri na página marcada: “... Então, Sasha puxou-a para a lateral da cama, pegando suas pernas, abrindo-as e colocando-as sobre seus ombros enquanto a penetrava, fazendo movimentos circulares enquanto ela gemia, enlouquecida de prazer...”
De imediato minha respiração acelerou e o coração bateu mais forte. Percebi a umidade entre minhas pernas e corei, fechando imediatamente o livro enquanto tocava-me, sentindo um prazer indescritível.
Era possível colocar as pernas nos ombros do homem e ele penetrar daquele jeito que descrevia ali? Por que os movimentos circulares dele, certamente com o pau dentro dela?
Abri novamente na mesma página... Droga, não poderia ficar tendo orgasmos com a página de um livro e pensando no “Sasha” que nem real era.
Era hora de pôr em prática os movimentos circulares eu mesma e entender de fato o que era aquela porra.
Respirei fundo e bati nas maçãs do rosto, ainda ruborizadas. Sempre as considerei muito salientes, ao mesmo tempo que nunca tive coragem de fazer um procedimento estético. Embora achasse minha estrutura facial muito delicada, me julgava atraente. Mas desejava ter uma aparência menos frágil e mais forte. Minhas sobrancelhas eram bem definidas e eu só retirava o excesso de pêlos.
Minha altura era 1,60 e eu me considerava de estatura média, o que não se aplicava quando estava próxima de meu segurança e “peguete” secreto, Max.
Meus olhos eram azuis claros e amendoados, que diziam meus pais serem herança de minha avó paterna, já que papai tinha olhos avelã e mamãe castanhos. Os cabelos louros eram herança do senhor Estevan D’Auvergne Bretonne, o homem mais lindo de Alpemburg, decretado por mim, depois da partida de Andrew Chevalier.
Eu tinha pouco dos traços de minha mãe. E alguma coisa do meu pai, embora a maioria fosse da família dele. Pior que eu, somente Alexia, que era ruiva. Já Pauline era a mistura de nossos pais.
Eu gostava dos meus lábios e algumas vezes ficava como naquele momento, fazendo caras e bocas na frente do espelho, exercitando para aumentá-los ainda mais, porém de forma natural.
Ok, já tinha me analisado, quase gozado e até perdido a virgindade em pensamento. Agora era hora do banho.
Levei menos de 20 minutos debaixo do chuveiro. Quando cheguei no meu closet gigantesco, escolhi a roupa: um vestido branco, solto, de um tecido fino, mas sem transparência. Era mais para um estilo moderno e eu complementaria com os cabelos soltos, para deixar o visual mais leve.
Eu era descrita pelos críticos de moda como tendo um estilo pessoal que refletia um equilíbrio entre requinte e modernidade, usando roupas que realçam minha elegância natural.
Liguei meu celular e postei os momentos de maquiagem e o look pronto. Parecia que haviam pessoas que passavam o tempo só esperando por alguma postagem, visto que assim que eu colocava algo na minha página, imediatamente já tinha um like. Um minuto depois e já havia vários compartilhamentos.
Eu tinha mais de 13 milhões de seguidores na única rede social que utilizava, já que havia sido acordado com meus assessores, com o consentimento de meu pai, a escolha de somente um lugar onde eu postasse sobre mim.
Meu pai passou uma vida longe dos holofotes, a ponto de sequer saberem quem ele era. Minha irmã Pauline pouco sabia o que era rede social e nunca criou uma. Só queria distância da mídia depois de tudo que houve e o quanto foi prejudicada no passado por conta de suas fotos na internet. Alexia sabia que existia, mas só usava para fins profissionais, ou seja, todos podiam saber sobre a rainha Alexia D’Auvergne Bretonne, mas ninguém tinha conhecimento de qualquer coisa pessoal dela. Tanto que havia acordado com Andy e nossos pais que os filhos deles não seriam expostos de forma alguma na mídia.
Eu sabia que meu pai não gostava muito da exposição que eu fazia. Mas ao mesmo tempo ele convenceu a Corte de que os tempos evoluíram e minha popularidade já era algo de muitos anos para ser mudado. Vez ou outra ele me criticava quando eu postava o que comia e dizia ser desnecessário. Eu não tinha culpa se as pessoas gostavam de saber como me alimentava de forma saudável.
Claro que eu tinha os meus segredos. Dentre eles, meu fascínio por sucos naturais. Por que não postava nada sobre eles? Porque nunca achei que alguém se interessaria por aquilo. E também porque poderiam achar que eu era meio louca.
Assim que saí do quarto, ouvi a batida na porta e Odette entrou. Já estava ponta, vestindo um macacão amarelo, que combinava com sua pele morena e os cabelos lisos compridos, tão pretos que chegavam a brilhar com a luz artificial do meu dormitório.
POV KATRINA LEE CHEVALIER- Tem certeza que o endereço é este? – Perguntei para Magnus enquanto andávamos pela rua completamente deserta, na madrugada.- Tenho.- Mas isso aqui parece um bairro residencial.- E creio que realmente seja. Mas não há nada que diga que o encontro precisa ser num bar. Isso foi coisa inventada por Dom.- Não foi Dom que inventou que tinha que ser num bar. Era mais seguro na época. E inclusive tiveram alguns que foram em casas.- Ah, não quero saber dos encontros que você foi... Por favor.Comecei a rir: - Está com ciúme?- Eu? Ciúme de Dom? – ele riu – Sempre.- Seu bobo! – Comecei a rir.- Não achei que você e Dom fossem ser amigos para o resto da vida. Não depois de tudo que houve entre vocês.- Ele casou com a minha irmã.- Eu sei. Caso não lembre, ela também era minha irmã. O que passou, passou Magnus. Eu gosto de Dom... E por você eu sinto amor... Paixão... É bem diferente.Ouvimos passos atrás de nós e não olhei para trás, amedrontada. Magnus virou a
POV ALEXIA D’AUVERGNE BRETONNEAndrew e eu pegamos um voo comercial. Eram tantos convidados naquela festa de Aimê que não houve jatos suficientes para serem alugados. Sean ficou com um dos meninos no assento de traz. Arthur conosco.- Você não achou nossos pais muito estranhos?Andrew me olhou:- Como assim?- Eu não sei explicar! Mas... Pareciam querer que achássemos que pouco se importavam com qualquer coisa.- Acho que estão numa fase que pouco se importam mesmo. Querem viver, só isso.- Minha mãe nunca foi uma pessoa de viver sossegadamente.- Nem a minha. Mas ela não é mais aquela garota rebelde que lutava contra a monarquia.- Para mim Katrina ainda é a garota rebelde que luta contra a monarquia.- Acha que nossos pais se rebelarão contra as monarquias e acabarão com todos os reinos do mundo? – Andrew riu, com aquele sorriso que me derretia por dentro.Peguei a mão dele e balancei a cabeça:- Talvez você tenha razão. Estou imaginando coisas...- Ou não! – Sean levantou no assent
POV SATINI D’AUVERGNE BRETONNEEu estava levemente bêbada. E sabia porque meu corpo estava bem mole. Levantei a taça na direção de Estevan:- Casamos nossa última filha! Elas são lindas, saudáveis e felizes. O que podemos querer mais?- Lutar por Alpemburg! Afinal, é de vocês por direito. Você é um D’Auvergne Bretonne. – Dereck mencionou, bebendo todo seu Champagne de uma vez, enquanto provocava Estevan.- Ah, lute em Noriah Sul, primo. Eu não quero mais lutas. Estou cansado das batalhas que já travei com a vida. – Estevan mencionou.- Dereck ama uma guerra – Katrina riu – Aliás, faz um tempo que não encontramos uma, não é mesmo? – Bateu no ombro do cunhado.- Até parece que você também não gosta de uma batalha. – Magnus riu.- Ultimamente minha maior batalha tem sido contra a balança. Engordei quatro quilos, acredita? – Katrina me olhou.- Deve estar fazendo pouco exercício físico! – Debochei.- Faço diariamente, se quer saber! – Ela gargalhou.- Vocês são umas pervertidas. – Kim não
Eu e Catriel nos olhamos ao mesmo tempo.- Um filho? – Perguntei, impressionada.- E casará com a mãe da criança.- Isso sim é uma notícia bombástica. – Catriel riu, balançando a cabeça.- Quer dizer que não sabe quem é a mãe do filho dele, Majestade? – Max olhou para Catriel, confuso.- Não...- É a ex esposa do duque Giancarlo Cappel.- Anna Julia? – Quase gritei.- Ela mesma. Eu jurava que vocês sabiam.- Não... Eu estou completamente chocada com a notícia. E aposto que ela não está grávida.- Sim, ela está. A gravidez foi anunciada publicamente...- Você sabe que eu falei numa coletiva, no dia da coroação, que ele tinha engravidado uma mulher não é mesmo? E seria papai... E o povo deveria abrir a mente para coisas “novas”...- Exatamente por isso imaginei que você soubesse que ele e Anna Julia iriam se casar e teriam um filho. – Max me olhou.Olhei para Catriel e comecei a rir. Ele, por sua vez, ficou sério, assim como Max, me observando como se eu fosse uma louca.Quando minha ba
Suspirei, lembrando a forma como Catriel Levi Mallet havia me julgado, desde o primeiro momento em que me viu. E talvez eu tenha me apaixonado bem antes, ainda em Alpemburg, pelo bumbum redondinho e perfeito.Mal sabia que o rosto dele era emoldurado por cílios perfeitos, que combinavam com os olhos azuis exatamente da cor do mar de País del Mar. A cicatriz no supercílio mostrava que também havia tido um acidente ao longo da vida... E lutou, assim como eu. Éramos vencedores. E merecíamos brilhar naquele dia, o nosso dia.Assim que cheguei na frente de meu futuro marido, vestido em traje branco, de gala, sussurrei no seu ouvido:- Você está lindo, seu mal agradado.Ele riu:- Não teria que ser eu a dizer esta frase?- Neste caso, eu disse primeiro.- Lhe entrego minha preciosidade, minha filha caçula – disse meu pai – Se soubesse o quanto lutamos para ela estar aqui hoje, neste lugar, na sua frente... – ele limpou as lágrimas – Faça valer cada dia da vida dela...- Farei, Estevan! Juro
- Nem pensar... Meus pais devem ter transado ali.Fazer faculdade em Alpemburg significaria jamais assumir minha verdadeira identidade, devido aos comentários que poderiam surgir com relação a minhas notas e real capacidade, como por exemplo as pessoas acharem que os professores poderiam estar me beneficiando de alguma forma por eu ser futura rainha.Em País del Mar era diferente. Eu não fingia ser outra pessoa. Estava sendo Aimê D’Auvergne Bretonne, futura rainha consorte do país. Fiz amizades logo no primeiro dia e embora todos me conhecessem, me trataram sem diferença. Aquele era um dos motivos pelo qual eu amava aquele país: o respeito que tinham com a família real.O fato da população ter sabido que a rainha Nair matou o próprio marido chocou as pessoas, assim como os próprios filhos dela. E não foi mencionado sobre o incidente com Ariel, a fim de preservar não o nome da rainha, mas dos filhos dela e futuros herdeiros.Aos poucos o assunto sobre o responsável pelo envenenamento d







