FAZER LOGIN**Sinopse** Deise Alencar, nascida em uma família de classe média alta. Sua mãe, Eliana Munhoz, nutricionista, porém parou de trabalhar quando ela nasceu. Seu pai, Arthur Alencar, empresário, infelizmente faleceu em decorrência de um infarto. Foi nesse momento que as vidas delas mudaram drasticamente. Eliana, após a morte de Arthur, com uma filha adolescente e sem dinheiro, entra em depressão. Deise, vendo a situação em que elas se encontram financeiramente, decide reabrir o escritório de contabilidade do seu pai; o que ela não esperava era encontrar muitas fraudes. Fernando Freitas, empresário arrogante, autoritário e vingativo, processará o escritório de contabilidade e assim começará uma guerra judicial entre ele e Deise. Ela fará de tudo para provar a inocência de seu pai; Fernando, em contrapartida, fará de tudo para destruir ela e sua família. Convido a todos para, juntos, desvendarmos o desfecho dessa história. Autora: Renata Rodrigues. Instagram: autora_renata_rodrigues
Ver maisCapítulo 1
Primeiro dia de aula Deise Hoje acabam as férias! Escuto o despertador, mas a vontade é de continuar na cama. Mamãe abre a porta do meu quarto e fala: — Hora de acordar, Deise! Primeiro dia de aula, não quer chegar atrasada. — Bom dia, mamãe, só mais 5 minutos! — Deise, você entra na escola em 30 minutos! Eu dou um pulo da cama: — Mamãe, eu coloquei o relógio para despertar às 05:30! — Você dormiu de novo! Eu me arrumo e desço as escadas que nem vejo. Mamãe fala: — Vem tomar café! — Não dá tempo, mamãe, tomo café na escola! E saio correndo. Quando vou atravessar o farol da avenida, vem um carro em alta velocidade! Escuto os pneus derrapando no asfalto. Escuto um riquinho metido a besta xingar: — Menina estúpida, eu poderia ter te matado! Eu olho para o farol, que está vermelho, e falo: — Riquinho desequilibrado, eu estou na faixa, presta atenção na rua e esqueci o celular! — Garota petulante, tem sorte de eu estar atrasado ou ia te ensinar uma lição! O farol abre e ele sai em alta velocidade! Fico olhando ele sumir, que cara louco, quase passa com o carro por cima de mim! Continuo correndo, já estou atrasada! Quando chego no portão da escola, Dona Marlene, a inspetora, já olha reclamando: — Primeiro dia de aula e atrasada, garotinha! Eu peço desculpas e entro como um furacão! Quando chego na porta da sala, escuto a voz da professora Carol. Meu Deus, não acredito! Essa professora me odeia, como vou conseguir estudar o ano todo com ela? Saio dos meus pensamentos e bato na porta. — Posso entrar, professora? Ela me olha com uma cara de poucos amigos e responde: — Deveria ter chegado mais cedo, agora vai ter que esperar a segunda aula! — Tudo bem, desculpa ter atrapalhado a sua aula! Vou para o pátio e espero a segunda aula. Entro na sala e ela continua lá, como assim, ela vai dar duas aulas? Essa mulher não vale nada, custava deixar eu entrar? Mas fico quieta, escuto toda a explicação dela sem falar nada. A aula acaba e entra na sala a professora Andreia de Artes! Ufa, ela é maravilhosa e vai dar aula para a nossa turma de novo! Saímos para o intervalo, falo para os meus amigos: — Esse é o último ano do colegial e estamos todos na mesma sala! Nic, Carlos, Lucas, Pedro, Paulo, Débora, Larissa e Bárbara: estudamos juntos desde a 5ª série, somos inseparáveis. O intervalo acaba e voltamos para as duas últimas aulas de matemática, professora Regina, a minha matéria preferida. Só tiro ótimas notas e me dou bem com a professora! A aula termina e vou direto para casa. Vou pensando em tudo que estamos vivendo. Me chamo Deise Alencar, tenho 17 anos e estou no terceiro ano, sou filha única de Eliana Munhoz e Arthur Alencar. Mamãe é nutricionista, mas parou de trabalhar quando eu nasci, e papai era dono de uma empresa de contabilidade com o seu sócio, Tiago Souza. Infelizmente, papai teve um infarto quando eu tinha 13 anos. Foi aí que a nossa vida mudou drasticamente, mamãe teve que voltar a trabalhar. Não conseguiu na sua área de nutrição, então começou a fazer faxina uma vez por semana e atende algumas pacientes online; assim, conseguimos seguir a vida com dificuldade. Depois que papai faleceu, o sócio dele mudou muito, disse que papai não tinha dinheiro e a empresa estava falida. Como eu era muito pequena e mamãe não entendia nada de números, ficou difícil. Papai sempre foi conservador, mulher não precisa trabalhar, pois, na família dele, o homem é responsável pela família. Mamãe tentou questionar, mas papai sempre alegava que estava tudo bem e que ela não precisava se preocupar. Papai cuidava de tudo, ela nunca se preocupou em saber senhas nem sobre a empresa.Capítulo 35Algo contra DeiseFernandoEstamos todos à mesa. Nic desce a escada falando ao telefone:— Ok, vovô, te encontro na empresa às quatorze horas. Até mais tarde, também te amo!— Hugo: Filha, bom dia! Venha tomar café com a gente. Você vai para a empresa hoje?— Bom dia a todos! Sim, vou para a empresa hoje. Ontem, com a morte do pai do Paulo, não consegui pedir desculpas a vocês por ter quebrado a casa, então me desculpem. Referente a como tratei vocês, é tudo que penso, mas não era motivo de eu expor, então também peço desculpas.Todos olham tristes para ela, mas ela nem liga!— Fernando, me passe o café e o leite, obrigada! Papai, o senhor poderia me fazer dois favores?— Claro, minha filha, pode falar...— Alguns amigos meus estavam passando dificuldade financeira. Nós fizemos uma reunião e conseguimos resolver o problema de todos. Três amigas minhas têm vários cursos no setor da beleza, então abriram um salão na avenida. Tia Flávia, mãe do Lucas, é dona de uma clínica de
Capítulo 32Quero te fazer uma propostaFernandoNic está muito chateada comigo, nem quis jantar. Estou com muita raiva dessa situação. Quando vou descendo para jantar, meu telefone toca.— Alô.— Fernando, tudo bem? Sou Liliane, nós nos conhecemos na boate nos Estados Unidos. Cheguei no Brasil hoje, vamos sair?— Olá, Liliane, tudo bem? Vamos sair sim. Onde você está hospedada?— Eu tenho um apartamento em São Paulo.— Ok. Vou me arrumar. Me mande a localização que passo aí e te pego para jantarmos juntos.Dei meu cartão para essa garota. Nem o nome dela perguntei na hora. Quem iria imaginar que ela também é de São Paulo? Mas é tudo que eu estou precisando: uma boa noite com uma mulher gostosa, e tenho certeza de que Liliane me ligou para isso.Volto para meu quarto, tomo banho, me arrumo e desço.— Vai sair, filho?— Sim, mamãe, vou encontrar uma amiga.Saio em menos de meia hora e estou na frente do prédio onde Liliane mora. Ela já estava me esperando. Jantamos e fomos para meu apa
Capítulo 31Futuro incertoDeiseA noite está sendo longa, mais uma noite sem conseguir dormir. Também estou preocupada com Nic, minha amiga. Tudo que passamos juntas: se ela voltar a cair, eu não poderei ajudar e mamãe sofrerá muito. Nic é filha de coração, mamãe já está sofrendo antecipadamente.E, para piorar a situação, Fernando está despertando algo inexplicável em mim. Desde o meu primeiro encontro naquele farol, ele perturba os meus pensamentos e sentimentos. Ao mesmo tempo que quero me afastar, sinto falta de vê-lo. Quando ele me prendeu contra a parede, a única vontade que tinha era de tocar, sentir seu corpo, seu cheiro. Acho que estou ficando maluca. Esse homem só pensa em me destruir, e eu aqui fantasiando estar próxima dele. Vou tentar dormir. Faltam menos de duas horas para o dia amanhecer, logo o despertador toca. Fecho os olhos e durmo.O telefone toca. Eu me assusto, nem peguei no sono direito. Quem é o maluco que está me ligando uma hora dessas?Abro os olhos e descu
Capítulo 30Ótimo, aguentem as consequênciasFernandoSubo as escadas pensando em Nic. Ela continuará estudando no período da manhã; no período da tarde, fará alguns cursos para ocupar o tempo, também a matriculei em outra academia.Sei que ela ficará furiosa, mas não há negociação. Aquela loirinha é bem gostosinha, atiça todos os meus desejos, porém tenho que agir com a razão: ela é péssima companhia para minha irmã.— Meu filho, está tudo bem? Chegou cedo?— Fui ao Colégio Fernandes assinar a transferência da Nic.— Filho, estou preocupada. Nic não me aceita. Quando ela souber que você cumpriu a promessa de transferi-la, vai me odiar mais ainda.— Nic precisa de limites. Se a senhora e meu pai não a educaram, eu vou, ela aceitando ou não.— Fernando, Nic é uma adolescente, não seja duro com ela.— Nic é tudo que tenho na vida; estou fazendo isso para o bem dela, por mais que me doa.— Ok. Você tem razão!Saio e deixo minha mãe no corredor, tomo um banho relaxante, escuto gritos e de












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