INICIAR SESIÓNA porta do escritório se fechou com um clique seco.
O som ecoou como uma sentença.
Ricardo permaneceu sentado.
Mas sua postura já não era a mesma.
Pela primeira vez… havia tensão em seus olhos.
Matteo esta
O silêncio dentro do esconderijo subterrâneo era absoluto.Até mesmo o barulho dos tiros parecia distante.Matteo permanecia imóvel, segurando a folha retirada do diário de Marco.Ninguém dizia uma palavra.Sofia não estava ali.Lorenzo observava atentamente a expressão de Matteo.E Isabella...Ela tremia.Não de medo.Mas de reconhecimento.— O que está escrito? — perguntou Lorenzo.
A trilha era estreita.Escorregadia.As chuvas dos últimos dias haviam transformado o caminho em lama, obrigando todos a avançarem com cuidado.Mesmo assim, os disparos continuavam ecoando atrás deles.Enzo e parte da equipe permaneciam na retaguarda, respondendo ao fogo dos homens de Marco.Cada minuto conquistado significava alguns metros a mais de vantagem.— Continuem! — gritou Enzo. — Nós seguramos eles!Matteo olhou para trás apenas uma vez.Confiava em Enzo havia mais de quinze anos.
O eco da última frase de Marco permaneceu suspenso sobre o vale."A guerra sempre foi uma questão de família."Matteo permaneceu abaixado atrás da caminhonete, mantendo Isabella protegida enquanto observava as encostas.Os disparos haviam cessado.O silêncio repentino era mais perigoso do que o tiroteio.Marco nunca desperdiçava munição.Se tinha parado de atirar...Era porque queria que todos o ouvissem.— Não saiam da cobertura — ordenou Matteo aos seus homens
A chuva havia parado.Mas o céu permanecia coberto por nuvens escuras.Como se até a natureza soubesse que algo irreversível estava prestes a acontecer.A caminhonete seguia por uma estrada estreita entre as montanhas.Lorenzo mantinha as duas mãos firmes no volante.O ferimento ainda doía.Cada movimento lembrava a bala que atravessara seu peito.Ao seu lado, Isabella observava o retrovisor pela terceira vez em menos de um minuto.— Ainda acha que estamos sozinhos? — perguntou Lorenzo.E
A chuva começou antes do amanhecer.Gotas pesadas batiam contra os vidros da mansão, abafando o silêncio que dominava a casa.Matteo permanecia no escritório.A fotografia da mulher misteriosa estava sobre a mesa, ao lado da imagem de Lorenzo.Desde a noite anterior, ele havia observado aquelas duas fotos dezenas de vezes.Cada detalhe.Cada sombra.Cada reflexo.Havia aprendido, ainda jovem, que uma guerra raramente era vencida pela força.Ela era vencida pela informação.
A fotografia permanecia sobre a mesa.Lorenzo.Vivo.Ferido.Mas vivo.E isso já seria suficiente para transformar a noite.Mas não foi.Porque agora havia algo muito maior.Uma mulher desconhecida.Uma aliada misteriosa.E uma frase impossível de ignorar:"Os fantasmas sempre voltam."Matteo observava a imagem em silêncio.Enquanto S







