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125: Reencontro

last update Fecha de publicación: 2026-08-09 01:41:10

Aurora Whitmore

Eu só queria conseguir proteger o pouco de equilíbrio que reconstruir em Boston sem deixar que a simples presença de Magnus desmoronasse tudo de novo, mas quando abri a porta e o vi ali, cansado e real, o coração traiçoeiro bateu tão forte que eu soube que a distância não tinha curado nada — apenas adiado a dor.

Duas semanas depois Clara entrou na sala com uma expressão estranha.

— Temos visita.

Olhei para ela, o livro esquecido no colo.

— Quem?

Ela não respondeu de imedia
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  • O Magnata Que Esqueceu De Amar   Epílogo

    Cinco anos depoisEmily Blackwood, 12 anosEu só queria conseguir explicar direito o que a minha família significa sem parecer uma daquelas meninas piegas dos livros, mas cada vez que eu pego a boneca sem braço no fundo da gaveta, a garganta aperta e as palavras saem tortas de tanta verdade.Eu tinha três anos quando a mamãe morreu. Três anos é uma idade pequena demais para entender quase qualquer coisa, mas grande o suficiente para sentir o buraco. Eu não lembro da voz dela com clareza. Não lembro do cheiro de verdade. Só tenho pedaços: uma risada alta em algum lugar da casa, o tecido de um vestido azul contra o rosto, a sensação de ser carregada. O resto eu construí com as fotos que o papai guardava e com as histórias que a Aurora depois me contou. A casa ficou enorme depois que ela se foi. Os corredores pareciam mais longos e soavam ocos quando eu corria. O quarto dela ficou fechado por um tempo; o ar lá dentro cheirava a poeira e a um perfume doce que foi sumindo devagar até virar

  • O Magnata Que Esqueceu De Amar   150: Nosso menino

    Aurora Whitmore Meses depois Eu só queria conseguir trazer nosso filho ao mundo com segurança sem deixar que o medo de que algo desse errado me paralisasse, mas as contrações começaram fortes demais, rápido demais, e o hospital ficava a quase uma hora de distância. A primeira dor veio de madrugada. Achei que era só o bebê se ajeitando. Às sete da manhã já não conseguia fingir. A onda veio baixa e profunda, apertando a barriga como uma mão gigante. Eu segurei a beirada da pia do banheiro e soltei o ar devagar, exatamente como a doula tinha ensinado. Quando a dor passou, olhei no espelho. O rosto estava pálido. Os olhos, assustados. — Magnus — chamei. A voz saiu rouca. Ele apareceu na porta em segundos, ainda de calça de pijama, o cabelo bagunçado. Assim que viu minha expressão, o sono sumiu do rosto. — É agora? — Acho que sim. E está vindo rápido. Ele não perdeu tempo. Pegou o telefone e ligou para o médico enquanto me ajudava a voltar para a cama. Outra contração me dobrou. De

  • O Magnata Que Esqueceu De Amar   149: Para sempre

    Aurora Whitmore Eu só queria conseguir atravessar aquele dia sem desabar de tanta emoção, mas entre o peso do vestido, o olhar de Magnus esperando por mim e a visão de Emily caminhando ao lado de Cometa com as alianças, o coração ameaçava não aguentar tanta felicidade de uma vez. O dia amanheceu limpo e dourado, como se o Texas tivesse decidido colaborar. Eu acordei no quarto de hóspedes — Abigail tinha insistido que Magnus não me visse antes da cerimônia — com a mão já descansando sobre a barriga ainda discreta. Dois meses e meio. O enjoo tinha diminuído, mas a emoção de carregar um pedaço de nós dois só aumentava. Clara entrou carregando café e o vestido protegido por uma capa de tecido. — Levanta, futura senhora Blackwood. Hoje você vai fazer história. O vestido era exatamente como eu sonhara, mesmo nunca tendo admitido em voz alta. Renda francesa off-white, decote em V suave, mangas longas transparentes que se fechavam nos punhos com pequenos botões. A saia fluía em camadas le

  • O Magnata Que Esqueceu De Amar   148: Doce surpresa

    Aurora Whitmore Eu só queria conseguir organizar um casamento que fosse nosso sem deixar que o excesso de opiniões e a ansiedade me fizessem perder o controle, mas entre provas de bolo, discussões sobre flores e a vertigem súbita que me derrubou, a vida decidiu me entregar a notícia mais inesperada de todas. Clara chegou ao rancho numa manhã de sexta-feira com duas malas, uma lista do tamanho de um romance e a energia de quem ia comandar um desfile militar. Abigail apareceu meia hora depois, impecável como sempre, carregando pastas, amostras de tecido e um sorriso que misturava elegância e ameaça. — Pronto, o conselho de guerra chegou — anunciou Clara, largando as malas no meio da sala. — Onde está a noiva? Precisamos decidir o bolo antes que eu enlouqueça. Eu estava na cozinha tentando terminar um café. Magnus tinha saído cedo para uma reunião e Emily estava na escola. Eu me sentia relativamente no controle. Aquela ilusão durou exatamente três minutos. Abigail me beijou no rosto

  • O Magnata Que Esqueceu De Amar   147: Porto

    Magnus Blackwood Eu só queria conseguir reparar os anos em que estive emocionalmente ausente na vida de Emily sem deixar que a culpa me paralisasse de novo, mas cada pergunta sincera dela e cada sorriso no palco da escola me mostravam o quanto ainda precisava aprender a ser o pai que ela merecia. Na manhã seguinte acordei cedo. O sol ainda não tinha subido de verdade. Fui até o quarto de Emily. A porta estava entreaberta. Ela dormia de lado, o ursinho apertado contra o peito, o cabelo espalhado no travesseiro. Fiquei parado no batente observando minha filha. O peito apertou com uma mistura familiar de amor e arrependimento. Quando ela nasceu, eu prometi que seria o melhor pai do mundo. Não consegui cumprir. Não porque não a amasse — eu a amei desde o primeiro segundo, com uma força que me assustou. Mas porque eu estava quebrado. A morte de Eleanor me esvaziou. Eu me escondi no trabalho. Transformei a dor em distância. Confundi proteção com ausência. Agora eu entendia que amor e cap

  • O Magnata Que Esqueceu De Amar   146: Presença

    Magnus Blackwood Eu só queria conseguir ser o pai que Emily realmente precisava sem deixar que anos de ausência disfarçada de proteção continuassem a machucá-la, mas a forma como ela ainda tentava cuidar da minha tristeza me mostrava o quanto eu ainda tinha a reparar. Eu achava que ser pai era proteger. Pagar as melhores escolas. Garantir segurança. Estar presente quando alguma coisa desse errado. Comprar o que Emily precisasse. Resolver problemas antes que ela soubesse que existiam. Durante muito tempo confundi responsabilidade com presença. Eu estava na mesma casa que minha filha, mas nem sempre estava com ela. Essa diferença parecia pequena. Hoje sei que era enorme. Porque uma criança não precisa apenas de um pai que resolva seus problemas. Ela precisa de alguém que escute suas histórias. Que assista aos desenhos que ela faz. Que saiba qual é sua matéria favorita. Que perceba quando ela está triste mesmo quando diz que está tudo bem. Que esteja ali. De verdade. E eu tinha perdido

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