FAZER LOGINLeonardo
Vi Luisa sair com aquele cara, de repente escuto alguém falar: Será que finalmente Thiago vai conseguir algo com a Luísa? Ele é louco por ela. Então Thiago era o nome dele, e ele gostava dela, será que ela gosta dele? Passou um tempo e percebi que eles não voltaram mais. Fiquei mais um tempo na festa, conversei com algumas pessoas e então decidi ir embora. Cheguei em casa, tomei banho e decidi dormir,no sábado fui almoçar com meus pais, fiquei um tempo conversando, e depois fui pra casa, ainda estava me acostumando à rotina, decidi descansar pelo resto do dia.
Logo começou a semana, conforme prometido, comecei a trabalhar com o senhor Antônio, lembrava vagamente dele e logo entendi pq ele e meu pai eram tão amigos, ele era educado, gentil, percebi que era bem atencioso com os funcionários. Ele me mostrou os contratos, combinei de revisá-los essa semana e fazer uma fila de prioridade para podermos resolver as questões jurídicas. O contador que meu pai recomendou, também começou a fazer seu trabalho e infelizmente percebemos que o problema era maior do que pensávamos, precisamos trabalhar com muita atenção para que tudo ficasse organizado e a empresa não corresse o risco de quebrar. Terminamos a reunião e o senhor Antônio pediu para que eu ficasse um pouco mais para conversarmos.
- Leonardo, obrigada por aceitar vir trabalhar aqui.
- Não preciso agradecer, além de ajudar um grande amigo de meu pai, ainda continuo fazendo o que gosto.
- Eu sei que seu pai já conversou com você sobre a Luísa, não quero que pense que estou dando minha filha como pagamento aos seus serviços, mas depois do que viu hoje, acho que entende minha preocupação a respeito do futuro financeiro dela.
- Não estou pensando nisso, mas Luísa é uma mulher adulta, ela trabalha, meu pai disse que ela é uma de suas melhores funcionárias, então acredito que ela não precise de um casamento.
- Sim, ela me disse a mesma coisa.
- Então ela já sabe?
- Sim, mas não gostou nada da ideia, eu sei que ela tem seu próprio salário, mas temo que algo aconteça a mim, a minha esposa, a empresa e ela fique desamparada.
- Bom, eu e Luisa podemos ser amigos e caso ela aceite esse acordo, posso aceitar também.
- Obrigada Leonardo.
Sai da sala, pensando na minha resposta, eu estava ficando louco? Ela não queria, eu também não e ainda lembrei do cara que estava com ela na festa, talvez ela gostasse dele, talvez tivessem um relacionamento, e só os pais não sabiam. Entrei na minha nova sala e ouvi um toque do meu celular, quando olhei, era uma mensagem de Antônio com o número da Luísa, fiquei um tempo olhando para aquele contato, até que criei coragem e enviei uma mensagem:
Oi aqui é o Leonardo, salva meu número. Bem, você já deve saber que estou a par da situação, quer conversar sobre?
Enviei a mensagem e fiquei esperando uma resposta, que não veio. Voltei ao trabalho e logo já era hora de ir embora. Cheguei em casa, tomei banho e fui jantar, depois sentei no sofá e decidi assistir algo, então ouço meu celular vibrando, quando vejo o nome que aparece na tela.
Mensagem:
Oi Leonardo, desculpe a demora e me desculpe por essa situação, salvei seu número aqui. Por favor, não se sinta obrigado a nada. Logo meu pai entenderá que eu cresci e posso me virar sozinha. Boa noite.
Essa foi a resposta dela, pensei no que poderia dizer, mas na verdade eu me sentia obrigado sim, pela amizade do meu pai, por ver que Antônio era uma boa pessoa e pela mulher linda que a Luisa era, mas não queria que nada fosse desconfortável para nós dois, se ela aceitasse uma amizade e depois seguir com esse acordo, por mim tudo bem, mas eu não queria que fosse algo totalmente obrigado e que no fim nós dois acabarmos nos odiando. Então, apenas respondi:
Mensagem:
Boa noite Luisa.
Mais uma semana se passou,não houve mensagem, não nos vimos, até pensei em convidá-la para almoçar, mas acabei desistindo, era sábado e decidi sair com Eduardo para almoçar e conversar um pouco. Quando entro no restaurante, meus olhos logo se focam em uma mesa de canto, lá estava ela, sorrindo e conversando, então Eduardo fala:
- Olha, a Gabi e a amiga dela, vamos cumprimentá-las e logo escolhemos uma mesa.
Nem tive tempo de responder, então só segui.
- Olá Gabi, tudo bem?
- Oi Edu, essa é minha amiga Luísa, você lembra dela né?
- Como poderia esquecer. Tudo bem Luisa?
- Olá Eduardo. Leonardo?
- Oi, Luisa, tudo bem? Prazer Gabi.
- O prazer é meu.
A amiga Gabi, é muito simpática e logo nos convidou para almoçar com elas, percebi o desconforto de Luísa e logo disse que não queria incomodar, mas Eduardo parecia muito interessa em Gabi e logo aceitou o convite, percebi que Luísa ficou um pouco sem jeito com a minha presença e eu não queria constrangela.
Eduardo e Gabriela conversavam sobre tudo, eles pareciam não perceber o desconforto entre mim e Luísa, mas se perceberam, não ligaram. Terminamos o almoço e pedimos uma sobremesa, e então escutei uma voz:
- Oi Lu, tudo bem?
Lu?? Era ele, Thiago, o cara que eu não sabia se tinha algo com ela.
- Boa tarde pessoal. Dessa vez ele cumprimentou a todos.
- Bom, não quero atrapalhar o almoço de vocês. Tchau.
Percebi que Luísa ficou sem graça. Lu, ela gostava de ser chamada de Lu? Tirando-me de meus pensamentos, Gabi e Eduardo levantaram e disseram que iriam sair, Gabi perguntou se eu poderia dar uma carona para Luísa e eu claro disse que sim, então os dois saíram.
- Leonardo, não precisa se incomodar, eu posso pedir um uber.
- Não é incômodo e acho que precisamos conversar. Diga seu endereço e eu te levo, enquanto isso podemos conversar.
Percebi que ela não queria, mas realmente precisávamos
LuísaNo dia seguinte à festa, o clima era de calmaria. Luca brincava com os laços dos presentes, mais interessado nas embalagens do que nos brinquedos em si. E Laura, claro, fazia questão de mostrar tudo a ele.— Esse é do vovô e da vovó, olha que legal! — dizia com entusiasmo, balançando um carrinho de madeira na frente do irmão.Ela pegava os brinquedos, apertava os botões, mostrava como funcionavam e ria toda vez que Luca se encantava com o som ou com as luzes. E quando ele tentava se levantar para pegar algum, ela já estendia as mãos.— Vem, eu te ajudo — dizia com delicadeza.Ele segurava nos dedinhos dela e dava passinhos ainda incertos, mas firmes, e ela seguia guiando com paciência e orgulho. Era incrível ver como Laura havia se tornado uma irmã mais velha carinhosa, cuidadosa, atenta. Era como se ela tivesse nascido para aquele papel.— Você está fazendo um excelente trabalho, mocinha — disse Leonardo, observando os dois.— Eu sou a irmã mais velha, né papai? — respondeu ela
LuísaOs dias estavam passando rápido, e eu sentia que, finalmente, tudo estava entrando nos eixos. Me sentia bem, inteira. Voltar ao trabalho foi revigorante. Eu amo o que faço, e estar envolvida novamente nos meus projetos me faz sentir viva. A rotina com as crianças era puxada, mas encontrar esse equilíbrio entre casa e profissão me trazia um orgulho silencioso.O resort que estávamos trabalhando no litoral estava com a obra bem avançada. Os projetos estavam ficando lindos, do jeitinho que eu havia imaginado. As áreas externas estavam ganhando forma, os quartos começando a receber acabamento, e eu me pegava sonhando com o dia em que tudo estaria pronto. Ver algo nascer do papel, do meu traço, e se tornar um espaço real... era mágico. Me realizava.E além da rotina corrida, estávamos animados com a nossa primeira viagem em família. Havíamos escolhido a data para a viagem a Belize. O lugar onde vivi um dos momentos mais especiais da minha vida ao lado de Leonardo. E agora, íamos volt
LuísaA festa foi linda. Simples, mas cheia de amor. Laura estava radiante, sorridente, se divertindo com os amiguinhos, abraçando os avós, correndo de um lado para o outro com as bexigas e se deliciando com os doces e o bolo. E no fim, era isso o que eu mais queria: vê-la feliz.Conforme o sol foi se escondendo e o céu começava a se pintar de tons alaranjados, os convidados começaram a se despedir. Ajudamos as crianças a entregarem as lembrancinhas e demos tchau a cada família com um sorriso cansado, mas satisfeito. Foi um dia intenso, cheio de emoção, e eu só conseguia agradecer por cada pedacinho dele.Depois que todos foram embora, a casa estava um pouco bagunçada, mas nada que nos preocupasse. Leonardo levou Luca para o banho e eu fui com Laura para o banheiro dela. Ela estava tão cansada que encostou a cabeça no meu ombro enquanto eu a despia, com os olhos meio fechados.— Foi legal, mamãe… — murmurou ela, sonolenta.— Que bom, meu amor. Era tudo pra você — respondi com um beijo
LuísaAcordei com o coração apertado — mas não de dor, e sim de emoção. Era o aniversário da minha menina. Quatro anos. Já? Me espreguicei devagar e fiquei ali deitada, olhando para o teto por alguns minutos, tentando absorver a dimensão daquele dia. Era impossível não voltar no tempo.Lembrei com nitidez do momento em que tudo começou: A ligação que mudou a nossa vida. Uma criança linda de dois anos, saudável, e já disponível para conhecer a nova família.Lembro do frio na barriga, da mão suada segurando a dele no carro enquanto íamos até o abrigo. O coração acelerado. Quando entramos naquela sala simples, ela estava ali, sentada no cantinho, tímida, linda, os cabelos cacheados caindo sobre os olhos grandes, atentos, desconfiados.Ela parecia comigo. Era como se o destino tivesse dado um jeito de nos encontrar. E quando ela olhou para mim e deu aquele sorrisinho tímido… foi ali. Foi ali que eu soube que ela era minha filha.Lembrei também do dia em que a levamos para casa pela primei
LuísaO tempo estava voando. Na próxima semana eu já voltaria ao trabalho. Parte de mim sentia a necessidade de sair de casa, ver pessoas, falar sobre algo além de fraldas, mamadas e brinquedos espalhados pela sala. Mas, mesmo assim, havia um nó no peito. Eu não me sentia totalmente pronta.Além disso, o aniversário da Laura estava se aproximando, e eu queria organizar tudo com carinho — como nossa princesinha merece.“Gabi, topa ir comigo comprar umas coisas pro aniversário da Laurinha?”“Claro que sim! É só me avisar o horário.”E foi assim que, no sábado, saímos juntas. Compramos itens de decoração, descartáveis e outras coisinhas que eu queria escolher pessoalmente. Depois fomos almoçar. Desde que o Luca nasceu, nós não tínhamos tido um momento só nosso. Estava com saudade disso também.— Lu, as coisas do aniversário estão lindas. Vai ficar perfeito!, disse Gabriella.— Eu tô ansiosa... Às vezes nem acredito que temos ela, sabe?— E ela é tão linda! Você sabe que ainda quero essa
LeonardoFoi intenso. E maravilhoso.Estar com Luísa daquele jeito de novo… depois de tudo o que vivemos, depois da chegada do Luca, depois das noites em claro e da correria do dia a dia — foi como reencontrá-la por inteiro. Eu queria mais. Queria fazer amor com ela em cada canto da casa, em cada oportunidade, em cada silêncio roubado entre mamadas e cochilos infantis.Mas eu também sabia que tinha sido um recomeço. Que o corpo dela ainda estava se adaptando, ainda sensível. E que, mesmo com toda a vontade que existia em mim, o respeito por ela vinha em primeiro lugar.Ficamos deitados, nossos corpos ainda quentes, nossas respirações se acalmando.— Não usamos camisinha... e você também não está tomando nada — comentei, com o olhar fixo no teto, mas o pensamento no que havíamos acabado de viver.Ela virou o rosto para mim, ainda com um leve sorriso.— Acho que não vou engravidar agora. Acabei de ter um filho, meu corpo nem teve tempo de entender isso ainda — respondeu. — E… acho que d







