Share

ANOS DEPOIS 

last update publish date: 2024-05-28 23:35:12

Vinte anos depois 

No réveillon de 2022 Paula em suas lembranças voltou no tempo como fazia a cada réveillon que passava desde que passou por tamanha aventura anos atrás, ali de pé na janela de vidro do chão ao teto de seu quarto em seu luxuoso apartamento em Londres, deixado por sua amada mãe, Berlinda Buris. Paula voltou ao tempo relembrando a única vez que esteve no Brasil, com sua prima para a tão famosa queima de fogos na praia de Copacabana, réveillon, esse que deixou o ano de 2002,  marcado pra toda vida. 

—Mamãe, você não vem?

—Sim, meu amor a mamãe já está indo, seus amigos já chegaram?

—Sim mamãe, papai mandou vir ver se a senhora já estava pronta!

—Sim, meu amor, já estou pronta! Podemos ir.

—Então vamos?  —  Falou o rapaz dando o braço a mãe que depois de consentir com a cabeça, passou seu braço entre o do filho e juntos seguiram para sala onde os demais já estavam reunidos para a passagem de mais um réveillon em família, pois depois da experiência que teve na sua primeira ida ao Brasil, ela jamais quis voltar naquele lugar e se soubesse o que estava lhe aguardando naquele ano jamais teria ido, pois apesar de não se  arrepender de ter conhecido um certo rapaz na qual em seus únicos contatos,  engravidou e também teve uma infecção no qual nunca mais pode engravidar, apesar de ter se casado não pode até hoje gerar um filho do marido. 

Mas o seu Jackson Buris Perris, é o seu príncipe.

Quando chegaram na ampla sala, todos ali presentes a saudaram com abraços e beijos nas bochechas, seu amado marido se aproximou pagando em sua mão direita levando até seus lábios beijando seus dedos e falando:

 — Você está linda meu amor!

Ela o olhou com carinho sorrindo agradeceu falando:

— Você também, meu querido! Eu te amo muito! Obrigada por todos esses anos ao meu lado nos amando — ela falou olhando para o filho que estava próximo da janela com os amigos.

—Senhora Paula, sua decoração está linda como sempre! —Falou uma jovem se aproximando.

—Obrigada, Vânia, então mais uma vez você não quis ir para o Brasil com seus pais!

—Não, não mesmo, aquela bagunça toda não e pra mim, não sei como minha mãe insiste em ir todos os anos fazendo o pobre do meu pai acompanhá-la mesmo a contragosto, já que não se permite passar o réveillon longe dela!

—Sim, minha querida, enquanto sua avó viver, ela jamais deixará de ir passar o réveillon com a mãe!

—Sim, ainda bem que agora já sou maior e já posso tomar minhas decisões  onde me permiti ficar com meus tios que assim como eu, preferem uma reunião mais tranquila! Como está aqui em sua casa, assim que eles falaram que viriam para cá, não pensei duas vezes em aceitar vir com eles, pois além de ficar com eles, também posso ficar com vocês que são tão queridos.

 — E ainda tem o Jackson, né minha querida, vocês dois sempre se deram bem! — Falou Paula piscando para a linda moça na qual sabe que sempre gostou de seu filho que parece não perceber que ela o vê mais que um amigo.

A noite foi perfeita, passaram o réveillon como Paula gostava, com seu filho no qual amava muito, seu marido que desde que se conheceram na faculdade não se separam mais, e  todos os familiares e amigos que iam todos os anos ficarem com ela, pois desde que perdeu sua mãe anos atrás, os amigos não deixaram de estar ao seu lado confortando-a e apoiando-a que mesmo rodeada de amigos e familiares, não deixava de lembrar-se da mãe e do padrasto que se casou novamente e formou família lhe dando um casal de irmãos que viviam em Portugal. 

Paula também como todos os anos se lembrava da noite que conheceu o pai de seu amado, J.B. Que depois que sua prima a encontrou naquela noite nunca mais o viu nem ouviu falar, já que procurou pelo nome e não encontrou nada. 

Pensando nele, ela imaginou que assim como ela, ele também poderia ter dado um nome falso. 

Mas em sua mente ainda sentia o aroma do seu perfume e o sabor de seus beijos, até os toques de suas mãos percorrendo por sua pele, onde só em pensar se arrepiava até aquele dia, perdida em seus pensamentos Paula não ouvia nada do que os outros conversavam sentados ao seu redor.

—Meu amor! Amor— chamou o marido ao notar que ela estava distraída. 

—Hã, oi, desculpe-me, eu não pude deixar de lembrar de minha mãe — falou disfarçando para que ninguém percebesse que ela estava lembrando da única vez que fez sexo em pé encostada em um carro com o pai do seu filho no Brasil. 

—Tudo bem minha querida, eu também sempre me lembro dela já que era igual você nessa época do ano, que gostava de reunir todos e passar um réveillon tranquilo já que tinha seus traumas de passar nas ruas. 

—Sim, apesar de mamãe ter esse trauma, nunca deixou de comemorar por mim e pelo meu pai, que segundo ela, adorava festas, principalmente as de fim de ano. E é por isso que sempre me lembro dela e dele também, mesmo não o tendo conhecido pessoalmente, só em fotos. 

Mas, chega, não vamos falar mais de coisas tristes pois hoje mais uma vez começa um novo ano, então, quero saber dos planos desses jovens aqui presente. Começando por você, Vânia, me fale o que pretende e espera desse ano que se inicia?

E  assim os adultos ficaram ali ouvindo os planos dos jovens onde riram com os delírios de alguns e a maturidade de outros.  A noite chegou ao fim, os que moravam perto e não tinham bebido bebida alcoólica, foram embora. Os demais ficaram e dormiram nos quartos disponíveis. 

O ano seguiu como os outros, cada um seguiram com seus compromissos, 

Orlando é dono de uma grande gráfica em Londres, onde Paula é uma das acionistas, já que com a herança que sua mãe lhe deixou, ela investiu em ações na empresa do marido na qual juntos fizeram muitas melhorias proporcionando mais empregos.  

A gráfica é uma prestadora de serviços cujo a função passa pela impressão de produtos. Maioritariamente, em transferência de (papel, cartolina, plásticos, etc.) através de um sistema de impressão, como offset, digital, rotogravura, flexografia e outros produtos. Onde JB. Estava se preparando para se juntar à mãe e ao pai que ele sabe que não é seu pai biológico, já que a mãe o criou sem omitir tudo que aconteceu quando e como foi concebido. 

Aos seus vinte anos ele assim como ela foi criado dentro dos princípios que a família sempre fizeram questão de preservar. 

E sendo assim igual sua mãe, nunca deu trabalho aos pais, sempre se dedicou aos estudos e se prepara para assumir o legado da família, pois no momento era dali que vinha a única renda de todos. 

Seis meses depois, um grande amigo de Orlando que morava no Brasil ficou de visitá-lo, pois queriam fazer negócios juntos, já que ele assim como Orlando também era dono de uma gráfica no Brasil que foi de onde Orlando tirou a ideia no passado, de construir sua própria gráfica, já que os dois quando eram jovens sempre sonharam com isso. Pois sabia como funcionava já que quando garotos, trabalhavam juntos em uma pequena gráfica onde moravam no Brasil quando o pai de Orlando precisou passar um tempo lá para se tratar de uma doença. 

Naquela semana o amigo chegou mas como não quis se hospedar no apartamento de Orlando, ficou em um hotel próximo a gráfica do amigo, mas na sua primeira noite em Londres, Paula e o marido ofereceram um jantar de boas vindas ao amigo, já que era a primeira vez que vinha em Londres e não conhecia ninguém a não ser Orlando. Que o chamava de J P.  

Ao chegar ao apartamento do amigo

J.P. Contou-lhes dá coincidência logo que saiu do hotel e estava para entrar em um táxi, quando ouviu alguém o chamar e ao olhar na direção se deparou com um amigo que a quinze  anos não o via, pois desde o dia do seu casamento a qual foi a última vez que se viram e se falaram, já que logo depois esse mesmo amigo foi embora  morar em Buenos Aires. E naquele momento estava em Londres a negócios, pois ele tinha uma rede de hotéis e estava prestes a comprar o hotel o qual J.P estava hospedado. 

Os três adultos passaram o jantar todo falando de negócios, J.B logo depois do jantar se despediu e saiu para se encontrar com os amigos.  Enquanto os três adultos ficaram conversando até tarde da noite onde depois, J. P se despediu e foi embora com o compromisso de ir até a empresa dos amigos no dia seguinte. 

Depois que o amigo saiu, Paula decidiu se recolher dizendo que estava exausta, enquanto o marido ficou de ir logo em seguida, depois que terminasse de tomar a dose de whisky que havia colocado no copo achando que ela iria o acompanhar mais um pouco. 

Depois de dá um selinho no marido ela seguiu para seu quarto e depois de colocar sua camisola deitou-se pegando no sono tão rápido que não viu a hora que o marido entrou no quarto e começou a chupa-la mesma vendo-a dormindo, pois quando ele queria transar ela sempre o satisfazia sem reclamar, já que se sentia em dívida com ele por a ter ajudado muito no passado assumindo seu filho como dele e até  aquele momento ela não lhe dando um filho próprio. Mas também adorava quando ele a acordava desse jeito só que depois que ela já tinha descansado um pouco, coisa que ainda não tinha acontecido naquele momento, mesmo assim acordou e o satisfez como sempre, sem deixá-lo perceber que não estava afim.   

Logo pela manhã os dois levantaram e depois de se aprontarem e de um farto café da manhã, seguiram para a empresa onde cada um seguiu para suas salas e começaram seus dia com muitos compromissos como reuniões e finalização de pedidos. Até que pouco antes do almoço J.P chegou, mas não chegou sozinho pois mais um vez encontrou com o amigo e o convidou para conhecer os amigos que moravam em Londres a razão por ele está num país tão distante do seu.  

Logo que se identificou na recepção foi conduzido a sala do amigo que já estava ciente de sua chegada e já havia comunicado a esposa que o amigo já estava subindo que assim que ela pudesse passasse em sua sala logo após a última reunião para que assim se juntasse a eles para almoçarem juntos no restaurante próximo a empresa. 

Depois de responder a mensagem com um ok, Paula, seguiu com a reunião que demorou pouco mais de meia hora, onde depois seguiu imediatamente para a sala do marido,  mas quando abriu a porta já falando:

 —Pronto podemos ir almoçar ago…

— Paula parou de falar no momento que se deparou com o homem que tanto procurou no passado quando descobriu que estava grávida. Desmaiando e caindo no chão próximo a porta onde parou congelando no momento que os três homens viraram-se e olharam em sua direção.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • O RÉVEILLON MARCANTE    DIAS APÓS

    Dois dias depois João Pedro, enfim, resolveu ir até a empresa fazendo uma surpresa a Orlando que não o esperava, João se desculpou e disse que iria ao Brasil ver os filhos e passar um tempo com eles e quando estivesse pronto para voltar e iniciar sua vida novamente o procuraria, mas queria que o amigo, tivesse paciência de esperar por seu tempo, pois ele foi o único que perdeu muito, já que tinha sido distanciado dos seus amados filhos. Orlando e claro concordou e prometeu esperar sim até quando o amigo estivesse pronto para então os dois se assumirem. Logo que João saiu da sala, Orlando ficou pensando por um tempo e tomou uma decisão, então saiu e seguiu para a sala de Paula, encontrando-a sentada focada lendo alguns documentos de uma novo cliente. Ao vê-lo entrar depois de bater na porta, Paula se surpreendeu com o semblante do ex esposo.— Orlando, o que ouve? — Perguntou levantando-se e dando a volta na mesa seguindo até Orlando de pé olhando-a sério.— Paula, eu preciso de s

  • O RÉVEILLON MARCANTE    LIVRE E DESIMPEDIDA

    Uma semana depois o divorcio de Paula e Orlando, enfim, como ela havia pedido ao seu advogado que agilizasse, saiu, Paula novamente era uma mulher Livre. O dia do aniversário de J.B chegou, seu pai J.J resolveu preparar uma festa surpresa para o filho onde chamou os amigos inclusive os pais de Talita, para assim todos conhecessem tanto o filho como Paula, que até então, todos a chamavam de a moça fantasma.A reunião entre amigos estava acontecendo no grande salão do hotel. Talita não tinha ideia do porque estava sendo arrastada para aquele lugar pelo pai, justo naquele dia que marcou de ir jantar com seu amado e comemorar seu aniversário somente os dois como vinham fazendo a dias que passavam seus tempo livres, somente um nos braços do outro. Mas o pai exigiu que ela fosse com ele e a mãe a uma pequena reunião entres os amigos com a promessa que logo ela iria liberada. Contra sua vontade Talita concordou já que o pai não estava pegando mais em seu pé, deixando-a namorar, J.B em paz.

  • O RÉVEILLON MARCANTE    A PRIMEIRA VEZ DE...

    André sofreu horrores pensando na hipótese de ter perdido a mãe, mas logo que chegou em casa viu que ela estava viva, mesmo que acamada muito mal, e vendo o pai naquele estado teve que se tornar o chefe da casa da noite para o dia e assim para mostrar a todos que era capaz, se tornou um rapaz duro com todos os empregados da casa, pois na cabeça dele o que havia acontecido com ele não foi por acaso, pois os criminosos estavam bem informados. Então ele tomou as rédeas de tudo, despediu todos os empregados e contratou novos, menos a senhora que o viu nascer e o criou, os seguranças o amigo policial de seu pai escolheu a dedo os que achou confiáveis. Sua mãe assim ficou ciente de sua volta, deu uma melhorada e com tratamento logo ficou boa.Quatro anos depois o pai dele faleceu. E assim André aos seus vinte e um anos, tornou-se o único homem da família, ficando cada vez mais responsável, duro e implacável como seu pai era. Naquele réveillon nós insistimos muito para ele ir conosco, el

  • O RÉVEILLON MARCANTE    A HISTÓRIA POR TRÁS

    —Não meu querido, só que eu e ela não gostávamos de tocar nesse assunto — falou Orlando se aproximando do amigo e levando as mãos ao seu rosto acariciando, até que olhando um nos olhos do outro não resistiram e selaram seus lábios, se beijando em um beijo terno, no entanto naquele exato momento a porta foi aberta e Ana se deparou com os homens a sua frente aos beijos ficando completamente horrorizada.Ao perceber que alguém havia aberto a porta, João afastou Orlando rapidamente olhando na direção da porta e viu a esposa parada olhando-os espantada e pálida. "Ana!" — falou João em choque. A mulher sem saber o que fazer e o que falar saiu fechado a porta.Trêmula, Ana caminhou cambaleando, segurando-se nas paredes do corredor até que chegou na sala caindo sentada no sofá.João chegou logo em seguida.—Ana deixa eu explicar.Mas a mulher nem sequer o olhou, pois o que tinha acabado de presenciar não tinha explicação. Ali sentada ela começou a ligar as coisas e em Flashback as di

  • O RÉVEILLON MARCANTE    A ADMINISTRAÇÃO DO PAI E DO FILHO

    De frente um ao outro, pai e filho ficaram se olhando sem saber como prosseguir, vendo aquela cena que desejou presenciar um dia, Paula resolveu intervir naquele silêncio constrangedor.— Filho, esse é seu pai — disse Paula de pé olhando para os dois homens parados à sua frente. — O-Oi, boa tarde, Jacinto Jackson Jovian — falou J.J levando a mão direita na direção de J.B apresentando-se. J.B, rapidamente esticou o braço elevando a mão e apertando a do pai dizendo:— Prazer Jackson Buris Perrís, mas parece que já, já, o Perrís vai ser tirado né — disse rindo de nervoso, olhando para a mãe que enrugou os lábios, fazendo um gesto com as sobrancelhas enquanto deixava a cabeça cai de leve para o lado em sinal de que sim, pois seria o correto a se fazer naquela situação.—Vem, vamos nos sentar — falou J.J seguindo para uma mesa no quarto já posta para que fizessem o Afternoon tea.— Então Jackson, ou J.B como todos te chamam, eu posso te chamar assim também?—S-Sim, claro! — Disse J.B

  • O RÉVEILLON MARCANTE    PAI E FILHO FRENTE A FRENTE

    Aqui está o que levantei sobre meu garoto, eu ainda não fiz um DNA, mas você que me conhece desde criança, vai chegar à mesma conclusão que eu. —J.J falou esticando a mão com a pasta com todos os dados de Paula e seu filho ao amigo sentado à sua frente, depois levantou-se e seguiu para a janela ficando de pé olhando para o dia que já tinha amanhecido sem que ele tivesse percebido. Enquanto o amigo André, lia o dossiê, J.J pegou seu celular para ver a hora e viu que o aparelho estava desligado desde que embarcou em Londres. Logo que ligou viu que tinha uma ligação de Paula e uma mensagens de voz que ele ouviu imediatamente, ficando ainda mais feliz com o que ela havia dito sobre o que o filho havia resolvido mesmo sem saber o que ele estava fazendo por ele. — Jackson meu amigo, eu nem sei o que te dizer, isso é impressionante, eu lamento muito você só descobrir isso agora depois que esse rapaz já é um homem feito, eu não estou surpreso sobre o que li nesse dossiê pois já ha

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status