INICIAR SESIĂNO que foi esse final, hein? O Aeron nĂŁo sĂł descobriu o segredo, como inverteu o tabuleiro completamente. De babĂĄ desastrada para prisioneira... e agora NOIVA?
Ele foi genial (e um pouco psicopata, do jeito que amamos!). Agora, a Jinx estĂĄ presa na "jaula dourada", devendo milhĂ”es e servindo de escudo humano. A dinĂąmica mudou: sem mĂĄscaras, apenas tensĂŁo pura e convivĂȘncia forçada com o homem que ela tentou roubar.
O prĂłximo arco serĂĄ uma Guerra Fria. Esperem provocaçÔes, ciĂșmes possessivo e, claro, o perigo real batendo na porta.
E a pergunta de milhĂ”es Ă©: VocĂȘs acham que o Aeron fez isso apenas para usar as habilidades dela ou ele jĂĄ estĂĄ obcecado demais para deixĂĄ-la ir? đ
Deixem um đ nos comentĂĄrios se vocĂȘs topariam esse "noivado forçado" com o CEO, ou um đââïž se fugiriam para o MĂ©xico!
Não esqueçam de adicionar o livro na biblioteca, a nova fase da nossa história vai começar!
Beijos,
Ravenna V.
O sol estava se pondo sobre o vale do rio Hudson, pintando o cĂ©u de tons violentos de roxo e laranja, como um hematoma cicatrizando.Aeron estava na varanda de pedra da casa principal, apoiado no parapeito largo, segurando uma copo de uĂsque envelhecido. O lĂquido Ăąmbar capturava a luz do crepĂșsculo.LĂĄ embaixo, no gramado que se estendia atĂ© a orla da floresta, a vida acontecia.Luna estava correndo atrĂĄs de vaga-lumes, com um pote de vidro na mĂŁo, rindo enquanto as luzes piscavam ao redor dela. Liam, agora com passos firmes e desajeitados de um ano e meio, tentavam seguindo a irmĂŁ, caindo na grama macia e levantando-se com a determinação teimosa de um Vale. O cachorro da famĂlia â um pastor alemĂŁo aposentado da unidade K-9 que Jinx adotou de um canil da polĂcia â vigiava as crianças com uma paciĂȘncia estoica.Era uma cena perfeita. Era tudo o que Aeron pensou que nunca teria, porque homens como ele nĂŁo tinham finais felizes; eles tinham danos colaterais.â VocĂȘ estĂĄ pensando demais,
A festa tinha acabado.O silĂȘncio desceu sobre a casa de campo como um cobertor pesado e confortĂĄvel. Os convidados tinham ido embora, Bit tinha se retirado para sua "caverna" na casa de hĂłspedes (provavelmente para limpar o glacĂȘ do teclado), e as crianças... bem, as crianças tinham desmaiado.Liam dormia em seu berço, exausto pela overdose de açĂșcar e atenção. Luna tinha adormecido no sofĂĄ da sala e Aeron a carregou para o quarto dela minutos atrĂĄs.Jinx estava sozinha no quarto principal.Ela caminhou atĂ© o closet.Haviam vestidos de seda, casacos de caxemira e sapatos de grife. Roupas de uma mulher que frequenta leilĂ”es beneficentes e jantares de gala.Jinx passou a mĂŁo pelos tecidos caros, sentindo a maciez. Eram bonitos. Eram confortĂĄveis. Mas nĂŁo tinham histĂłria.Ela caminhou atĂ© o fundo do closet, onde uma prateleira alta, quase fora de alcance, guardava caixas de armazenamento. Ela pegou uma escada de mogno e subiu.LĂĄ, escondida atrĂĄs de uma caixa de chapĂ©us de inverno que n
Jinx segurava a faca como se fosse matar alguĂ©m.Seus dedos se fecharam no cabo, calculando o Ăąngulo de ataque. A lĂąmina era longa, serrilhada e brilhava sob a luz do sol que inundava o jardim. Ela respirou fundo, focou no alvo e desceu o braço.â Sarah, querida, vocĂȘ estĂĄ tentando assassinar o bolo ou quer cortar uma fatia?A voz da Sra. Potts quebrou o transe.Jinx piscou, olhando para o bolo de trĂȘs andares coberto de glacĂȘ azul-bebĂȘ Ă sua frente. Ela tinha acabado de decapitar um urso de açĂșcar com uma violĂȘncia desnecessĂĄria.â Desculpa, Sra. Potts â Jinx murmurou, soltando a faca de corte e pegando a espĂĄtula. â SĂŁo velhos hĂĄbitos.O jardim da Fortaleza estava irreconhecĂvel. Onde antes havia perĂmetros de segurança e sensores de movimento, agora havia balĂ”es prateados e azuis amarrados Ă s ĂĄrvores. Onde antes tinham atiradores de elite, agora havia uma mesa de buffet carregada de doces que poderiam induzir um coma diabĂ©tico em um exĂ©rcito.Era a festa de um ano de Liam Vale.E e
POV AeronAeron jĂĄ tinha ouvido muitos tipos de gritos. Gritos de dor em campos de batalha, gritos de raiva em salas de interrogatĂłrio, gritos de terror durante sequestros. Ele conhecia a frequĂȘncia exata do desespero humano.Mas nada, absolutamente nada, o preparou para o som que Jinx fez naquela sala de parto.NĂŁo era um grito de vĂtima. Era um rugido. Primitivo, gutural, rasgando o ar estĂ©ril da sala de parto do hospital como se ela estivesse declarando guerra contra a prĂłpria biologia.â Aeron! â Ela esmagou a mĂŁo dele. Ele sentiu os ossos de seus dedos estalarem sob a pressĂŁo. Se ela nĂŁo estivesse conectada a monitores, ele juraria que ela quebraria sua mĂŁo. â Se vocĂȘ disser "respire" mais uma vez, eu juro que arranco sua laringe!Aeron estava pĂĄlido. O suor escorria por suas costas, encharcando a camisa cirĂșrgica azul que o obrigaram a vestir. Ele era um homem que comandava exĂ©rcitos privados, mas ali, segurando a mĂŁo da mulher que amava enquanto ela se contorcia em uma agonia q
O quarto do bebĂȘ cheirava a tinta fresca, madeira serrada e frustração masculina.Jinx estava sentada na poltrona de amamentação â um mĂłvel absurdamente confortĂĄvel que custava mais do que o primeiro carro de fuga que ela roubou â, com as mĂŁos pousadas sobre a barriga de oito meses.O bebĂȘ se mexeu. NĂŁo foi um chute delicado. Foi um movimento de rolamento, como se ele estivesse tentando encontrar uma posição tĂĄtica melhor ou, mais provavelmente, tentando escapar do Ăștero. Jinx soltou um gemido baixo, massageando a pele esticada.â Ele estĂĄ agitado â ela comentou.â Ele estĂĄ sentindo a tensĂŁo no ambiente â Aeron resmungou do chĂŁo.O CEO da Vale Security, o homem que projetava sistemas de defesa para governos e bancos internacionais, estava sentado no tapete felpudo, cercado por peças de madeira branca, parafusos e uma chave Allen minĂșscula. Ele estava sem camisa, o suor brilhando em suas costas largas, e parecia pronto para declarar guerra contra o berço desmontado.â Essa instrução es
POV AeronAeron saiu do quarto como quem foge de um incĂȘndio invisĂvel.Ele disse a Jinx que precisava de cafĂ©. Disse que precisava ligar para a Sra. Potts para avisar que eles passariam a noite no hospital por precaução. Era mentira. Ele precisava sair daquele quarto porque o ar lĂĄ dentro tinha ficado subitamente pesado demais para seus pulmĂ”es.O corredor da ala VIP do hospital estava deserto. Eram trĂȘs da manhĂŁ. O silĂȘncio era quebrado apenas pelo zumbido elĂ©trico das lĂąmpadas fluorescentes e pelo som distante de um elevador subindo.Aeron caminhou atĂ© o final do corredor, onde uma janela panorĂąmica dava para a cidade.Ele apoiou a testa no vidro frio. A cidade brilhava lĂĄ fora, indiferente.GrĂĄvida.A palavra ecoava em sua mente, batendo contra as paredes do seu crĂąnio. Depois do primeiro susto, a palavra âgravidezâ o atingiu. A notĂcia deveria ser o ĂĄpice da felicidade humana. Mas para Aeron Vale, aquela palavra começou a ter gosto de metal retorcido e cheiro de gasolina queimada







