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Desfiz a sua trança

ผู้เขียน: Ivi Santiago
last update วันที่เผยแพร่: 2026-08-04 00:37:19

Salim

Conheci a garota nova durante uma visita ao Chile na companhia de Mohamed. Ele havia me convencido com a ideia de expandir nossos negócios para lá em sociedade com o tenente Júlio Albuquerque. Ao analisar o folheto da proposta, vi que Júlio era um homem sério e com excelente reputação para os padrões ocidentais. Sua fortuna conjunta com a da esposa ultrapassava um trilhão e meio, algo raríssimo no mundo dos grandes negócios.

Descendente de portugueses, ele me pareceu o parceiro ideal para a extensão da nossa rede de hotéis. Não que eu precisasse aumentar meus bens; meus economistas garantiam que minha fortuna sustentaria até a sexta geração, além de eu já possuir sociedades nos Estados Unidos, Inglaterra e França. Mas aceitei os conselhos de Mohamed para não desdenhar da oportunidade.

No Chile, encontrei um cenário muito diferente do que esperava. O tenente Júlio era um homem respeitado, trajando farda repleta de medalhas, com um escritório coberto por fotografias da família, troféus e honrarias. Fechamos negócio na mesma tarde. Ele era direto, sem enrolações ou pegadinhas nas cláusulas contratuais.

Após a reunião, fomos a uma das boates localizadas em seus prédios comercialmente prósperos. Mohamed, sempre afeito a festas, me levou a um local repleto de mulheres vestidas com trajes sumários. Enquanto meu irmão, mesmo casado, saiu acompanhado por duas delas, fiquei no balcão bebendo a noite toda. Embora o álcool seja um pecado em minha terra, não me considero um homem estritamente religioso a esse ponto; transitar entre o Ocidente e o Oriente exige certa flexibilidade de costumes.

Naquela época, eu já mantinha seis submissas em meu castelo,  cada uma de uma nacionalidade diferente: francesa, chinesa, italiana, americana, inglesa e jordaniana. No entanto, não me deitaria com nenhuma daquelas ocidentais da boate, pois as achava fúteis e esnobes. Meu pai quase enlouquecia quando eu rejeitava casamentos formais para viver com minhas submissas. A verdade é que não nasci para viver preso a ninguém sob as leis de outros; não sou como Mohamed, que se acomodou facilmente.

Enquanto tomava meu uísque, vi um grupo de garotas dançando e bebendo. Uma delas chamou minha atenção imediatamente: era belíssima e graciosa. Mandei o garçom servir uma bebida ao grupo, mas a garota mais bonita rejeitou a oferta. Ela procurou na multidão quem havia oferecido a bebida até o garçom apontar na minha direção. Ergui o copo em um cumprimento cortês, exatamente como os homens fazem no Ocidente, e ela veio feroz na minha direção. Sorri de leve, erguendo a sobrancelha. Não buscava sua companhia, apenas queria agradá-la, mas me pareceu aceitável que ela se aproximasse.

Uma mulher costuma ficar ainda mais bela ao ser agradada, porém aquela garota fez o oposto: jogou o líquido do copo diretamente no meu peito, me deixando impregnado pelo cheiro forte de álcool. Em seguida, girou nos calcanhares como um gênio retornando à lâmpada e voltou rindo para as amigas. Senti-me humilhado.

Fui ao banheiro masculino para me limpar e, no corredor, dei de cara com ela. Estávamos frente a frente. Desta vez, ela vestia uma blusa brilhante, menos espalhafatosa, com o cabelo negro solto na altura dos quadris, a calça jeans escura colada ao corpo e tênis brancos. Meu coração acelerou ao ver seus passos em minha direção. Quando nossos ombros se esbarraram, ela tocou meu terno manchado de álcool. Senti o calor de suas mãos e seu aroma leve de baunilha abafado pelo cheiro forte da bebida.

Olhamo-nos fixamente. Ela tinha sobrancelhas escuras, olhos pretos brilhantes, nariz afilado e lábios carnosos e rosados. Falou algo enquanto eu permanecia em êxtase, observando o movimento de sua boca e seus cílios. Ao sentir o cheiro forte de álcool, sua expressão mudou. Ela segurou meu casaco com cuidado e, hipnotizado por sua beleza, eu o tirei sem perceber o que fazia. Ela sorriu devagar. Meus olhos caíram involuntariamente para a blusa mais curta, imaginando seus seios redondos.

Ela tirou meus pertences dos bolsos do terno e entrou no banheiro feminino. Quando desapareceu pela porta, retornei a mim,  arrepiado, encantado e excitado. Vinte minutos depois, ela voltou, entregou-me o paletó limpo e sorriu novamente antes de ser puxada por uma amiga pela multidão. Ao vestir o terno ainda morno, notei que seu perfume de baunilha havia ficado impregnado no tecido.

Ela era linda, mas me lembrava um gênio ruim. Voltei para a festa com o terno limpo, e lá estava ela de novo, exibindo um vestido longo brilhante. Às vezes me olhava, fazia caretas e chegou a me dedar o meio. Decidi ir embora, deixando Mohamed para trás. No estacionamento, enquanto procurava por Samar, vi a garota novamente. Ela chorava, batia no volante com raiva e abriu o capô do carro para tentar consertar algo. Ignorei a cena e fui para o hotel.

Na manhã seguinte, Mohamed chegou ao hotel em péssimas condições. Uma semana se passou rapidamente e fomos do Chile para o Brasil para negociar com o fazendeiro Ricardo Samartini, amigo de Júlio. Fomos atendidos no escritório do sogro do tenente Júlio, onde vi um quadro enorme na parede retratando uma mulher muito parecida com a garota que me humilhara. Na mesa, havia porta-retratos da própria garota segurando um instrumento musical, além de fotos de outros jovens. Mohamed explicou que a mulher no quadro era esposa de Júlio, e a garota parecida com ela era filha de Ricardo.

Instalados em um hotel em São Paulo, esbarrei sem querer com uma moça de cabelos negros longos na recepção. Quando Mohamed pediu desculpas, percebi que era ela de novo: a odalisca. Saí de perto para conter minha irritação, enquanto Mohamed conversava com ela. Ela vestia uma saia jeans justa que destacava suas coxas e pernas, e uma blusa que acompanhava o ritmo de sua respiração. Fiquei mordendo os lábios ao avaliar seu corpo, mas ela nem sequer me notou. Mohamed percebeu meu olhar e brincou: “Se controla, irmão. As brasileiras são bravas, mas muito boas de cama.”

Eles passaram a tarde conversando e Mohamed sequer me apresentou. À noite, soube que era aniversário dela e haveria uma comemoração em uma boate. Mohamed foi; eu decidi ficar no quarto assistindo a um jogo de futebol. Quando a partida terminou, decidi ir até a festa para ver o ambiente. Ao sair do quarto, encontrei a garota no corredor vestindo um vestido vermelho. Descemos pelo elevador em silêncio; o perfume dela agora era diferente, mais forte.

No estacionamento da boate, ela desceu de seu carro branco e franziu o cenho ao me ver chegar. Entrei no local logo em seguida. Pouco depois, vi a garota subir ao palco usando um macacão bege-claro. Ela falou ao microfone, sob aplausos de todos, e sentou-se ao piano de vidro para tocar uma melodia impecável. Mais tarde, ela voltou ao palco com um vestido vermelho colado ao corpo e exibiram um vídeo com um rapaz que eu já tinha visto nas fotos do escritório.

Cansado da movimentação, fui para o estacionamento e vi Mohamed saindo acompanhado por uma mulher loira. Entendi que o caminho estava livre, pois ele não tinha interesse na brasileira. Voltei para o interior da festa e a encontrei perto do banheiro feminino. Ordenei a Samar que a pegasse. Ele agiu com rapidez, aplicando uma substância em seu nariz para fazê-la desmaiar, e a carregou para o porta-malas do carro. Saí tranquilamente pela porta da frente.

Com minha nova aquisição no veículo, pedi a Samar que providenciasse nosso retorno imediato para casa. Deixei apenas um bilhete para Mohamed avisando que estava voltando. No jato particular, a garota permaneceu adormecida sobre a cama de lençóis brancos. Toquei sua pele macia, inalei o cheiro de baunilha em seus cabelos e passei o dedo por seus lábios carnudos. Não resisti e a beijei devagar; seus lábios quentes e doces.

Ao chegarmos ao castelo, ordenei que a acomodassem em uma ala separada das outras submissas. Pouco depois, Mohamed ligou avisando que o negócio com Júlio e Ricardo havia sido cancelado devido ao desaparecimento de uma das filhas deles.

A presença da brasileira me deixava agitado. Tentei me satisfazer com as outras submissas, mas nenhuma me agradava; eu só pensava na garota nova. Na manhã seguinte, minha irmã mais velha, Latifa, entrou no quarto e se ofereceu para cuidar da brasileira. Concordei, pois ela falava a língua da garota. Passei o dia fora e, ao retornar, soube que a brasileira fora colocada no calabouço. Exigi que trocassem suas roupas ocidentais por trajes adequados.

Viajei para Dubai por um mês e, ao retornar, ordenei que a retirassem do calabouço e a levassem para um quarto confortável. Foi quando Latifa me procurou e pediu: “Ela ainda não está pronta. Dê mais tempo para ela se acostumar.” Achei estranho minha irmã interceder por uma submissa, mas decidi atender ao seu pedido.

Com o passar dos dias, as duas conversavam no quarto como amigas. Cheguei a deitar ao lado da brasileira durante duas noites apenas para sentir seu perfume de baunilha enquanto ela dormia. Porém, o clima mudou quando uma das submissas me disse ter visto a brasileira no jardim sorrindo acompanhada de Ami. Tomado pela possessividade, saí do trabalho e voltei para casa. Encontrei a garota ao piano. Em um impulso, agredi-a e ordenei que os seguranças dessem uma surra de pau em Ami, expulsando-o da propriedade para trabalhar nas minas de pedras preciosas.

Passei cinco dias afastado de casa, hospedado com meu irmão. Durante esse período, soube que a família da brasileira estava mobilizando recursos políticos no Oriente para encontrá-la, tendo Dubai como destino final. Tratei de negar qualquer conhecimento a Mohamed; não pretendia abrir mão da minha nova aquisição.

Quando retornei ao castelo, ouvi a brasileira tocando piano na sala. Fiquei no sofá observando-a. Ela percebeu minha presença, encarou-me com seus olhos negros e subiu as escadas rapidamente. Fui atrás dela e entrei no quarto. Ela estava sentada perto da janela. Aproximei-me, peguei-a no colo e a joguei na cama. Ajoelhei-me sobre ela e a beijei com intensidade, apreciando a maciez de seus lábios. Mas, quando pensei que a teria por completo, senti um golpe certeiro e doloroso na minha genitália.

Gritei de dor ao ver sua risada desafiadora. Saí do quarto cambaleando e encontrei Latifa na porta, rindo e batendo palmas pela reação da garota. Recuperei-me no meu quarto e ordenei a Samar e Zafir que a levassem de volta ao calabouço. Latifa me ameaçou, dizendo que eu arderia no inferno, mas ignorei seus avisos.

Mais tarde, no escritório, recebi um relatório dos criados sobre os dias em que estive fora: a brasileira estava aprendendo nossa língua, tocava piano, ajudava Latifa nas tarefas diárias e mantinha um comportamento doce. Fui ao quarto dela e peguei seu diário. Pedi a Samar que traduzisse as páginas. O conteúdo alternava entre cartas para a família, poesias, desenhos e inúmeros xingamentos direcionados a mim. As cartas para os pais e irmãos me comoveram a ponto de ordenar que fossem entregues aos destinatários, exceto as dirigidas a outros homens da família, pois eu devia ser o único homem presente em sua vida.

À noite, ordenei a Samar que a tirasse do calabouço e a levasse de volta ao quarto. Ao caminhar pelo corredor, ouvi música vindo da ala dela. Olhei pela fresta da porta e vi Latifa ensinando a brasileira a dançar nossas músicas tradicionais. As duas riam enquanto a garota tentava acompanhar os movimentos dos quadris. Observei a cena em silêncio por um tempo e depois voltei ao meu quarto.

Mais tarde, entrei no quarto dela na ponta dos pés. Ela dormia calmamente. Deitei-me ao seu lado, soltei sua trança devagar e a puxei para perto, inalando o cheiro de baunilha. Pela manhã, beijei sua testa e saí antes que ela acordasse.

Fui até a ala das outras submissas, levei uma delas ao calabouço e amarrei seus pulsos e pernas para descarregar minha frustração. No entanto, no meio do processo, senti o aroma de baunilha pairar na minha mente e perdi totalmente o interesse, deixando a mulher amarrada e saindo do local.

Retornei ao meu quarto para tomar banho e me vestir. Ao sair, encontrei Latifa no corredor, radiante. Ela me deu um beijo na bochecha como costumava fazer na infância. Entrei no carro intrigado com o comportamento da minha irmã e com o impacto que aquela garota brasileira causara na rotina da casa, mas sorri ao ver algumas submissas se afastarem com respeito no portão.

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