FAZER LOGINA cobertura
Capítulo 128 — Duas almasNarrador:Quando Cleo finalmente chegou ao altar, Nero estendeu a mão para ela. Seus dedos se entrelaçaram imediatamente, como se tivessem esperado uma vida inteira para fazer isso. Ele olhou fixamente para ela e, por um instante, a dureza de sua expressão se quebrou.—Você está linda —murmurou ele, quase inaudível, mas o suficiente para que ela ouvisse.Cleo sentiu as pernas tremerem e, sem conseguir se conter, retribuiu com um sorriso trêmulo, cheio de emoção. O padre pigarreou suavemente, abrindo o livro com um gesto solene. O murmúrio da plateia se extinguiu completamente quando sua voz encheu a igreja.—Estamos aqui reunidos para unir em matrimônio Nero Valmont e Cleo Morel.O eco dessas palavras fez vibrar cada canto da igreja. Cleo respirou fundo, e Nero apertou um pouco mais sua mão, como uma promessa silenciosa: você não está sozinha. A cerimônia havia acabado de começar, mas para eles, o mundo inteiro já se resumia àquela união. O padre fechou o livr
Capítulo 127 — O boatoNarrador:Os dias passaram em uma calma enganosa, até que chegou o documento oficial. O juiz havia ordenado um inventário detalhado de todos os bens que por herança pertenciam a Cleo e que durante anos haviam sido administrados apenas por Marianne. Nero revisou cada folha meticulosamente, sentado em seu escritório na mansão. Quando terminou, redigiu um acordo que refletia exatamente o que Cleo havia decidido: dividir os bens como se ambas fossem filhas legítimas de Morel, sem disputar o sobrenome nem despojar Marianne do que ela já havia recebido. A reunião foi realizada no escritório de Nero, com todas as partes presentes. Marianne estava rígida, os lábios apertados em uma linha de raiva. Ela assinou os papéis com relutância, carimbando sua assinatura com um golpe seco, como se quisesse atravessar o papel. Quando ergueu os olhos, o olhar que lançou a Cleo era puro veneno.— Eu te odeio — ela cuspiu, com voz baixa, mas cheia de rancor — Eu te odiarei pelo resto d
Capítulo 126 — Surpresa...!!!Narrador:A mansão ficou em silêncio depois que Lia se retirou para a cobertura, ainda com o sorriso estampado no rosto. Cleo e Nero permaneceram na sala, em pé diante da lareira, como se o mundo inteiro tivesse parado ali. Nerón pegou sua mão, acariciando com o polegar o anel que brilhava em seu dedo. Ele a olhou com aquela intensidade que lhe arrepiava a pele, mas desta vez havia algo diferente: uma serenidade perigosa, a calma de um homem que não tem mais dúvidas.— Agora você é minha de todas as formas possíveis — murmurou ele, inclinando-se em seu ouvido — E vou comemorar como deve ser.Cleo mal conseguiu sorrir antes que ele a levantasse no ar, levando-a escada acima. Ele a deixou cair suavemente sobre a cama, mas o peso do seu corpo a prendeu imediatamente. O beijo foi feroz, úmido, um vaivém de línguas e suspiros que a deixou sem fôlego. Suas mãos firmes percorreram sua pele com a mesma avidez com que, minutos antes, ele lhe pedira para ser sua esp
Capítulo 125 — No banheiro do tribunalNarrador:O corredor fervilhava de murmúrios quando Cleo parou de repente, com os olhos marejados.— E se eu não for uma Morel? — sussurrou ela com um fio de voz — Ficarei sem sobrenome.Nerón a segurou pelo pulso sem dizer nada e a arrastou para um banheiro próximo. Ele bateu a porta e trancou-a com um golpe seco. O eco do metal ricocheteou nas telhas.Em um segundo, ele a encurralou contra a parede. Segurou seu pescoço com uma mão, inclinando seu rosto em direção ao dele, e com a outra apertou sua cintura até colá-la ao seu corpo. Seus lábios se curvaram em um sorriso perigoso.—Você não tem com o que se preocupar. Se você não é uma Morel... então você se casa comigo e será uma Valmont.Cleo olhou para ele, incrédula, com o coração prestes a sair pela boca.—O quê...?Nerón não esperou por uma resposta. Ele a beijou. Ele a tomou com uma urgência brutal, apertando seu pescoço enquanto sua boca devorava a dela. Sua língua abriu caminho e prendeu a
Capítulo 124 —ADNNarrador:O ambiente da clínica era frio, quase cirúrgico. Corredores brancos, silêncio e aquele cheiro de desinfetante que impregnava tudo. Cleo caminhava ao lado de Nero com os braços colados ao corpo, tentando disfarçar o tremor que percorria suas costas. Não era medo... era a pressão de saber que, em questão de horas, tudo poderia mudar. Marianne já estava lá, acompanhada por seu advogado, um homem de aparência severa que parecia mais um guarda-costas de terno do que um advogado. Assim que a viu, o sorriso frio em seu rosto se transformou em uma careta de raiva.—Olhem quem apareceu... —cuspiu, levantando a voz mais do que deveria—. A impostora.Cleo parou bruscamente. O insulto a atravessou como uma faca, mas ela não baixou a cabeça. Nero, por outro lado, deu um passo à frente, colocando-se entre as duas.—Modere seu tom, senhorita Morel —advertiu o Dr. Valmont com aquela calma perigosa que o caracterizava—. Aqui não estamos no seu consultório, nem na sua casa.O
Capítulo 123 — Não me pesaNarrador:A mansão estava em um silêncio expectante quando Nero fechou a porta atrás deles. O eco seco da fechadura parecia marcar o início de algo inevitável. Cleo mal teve tempo de se virar quando ele já a tinha encurralada contra a parede, com uma mão em sua nuca e a outra percorrendo sua cintura.—Hoje não vou deixar você pensar, pequena... —sussurrou ele contra sua boca antes de beijá-la com violência.Ele a beijou como se quisesse arrancar-lhe o ar, mordendo seus lábios, devorando-a. Cleo gemeu, entrelaçando os dedos em seus cabelos, mas ele os prendeu, levantando seus braços acima da cabeça e pressionando-a com mais força contra a parede. O fogo na lareira iluminava a sala, criando sombras que dançavam sobre eles. Nero desceu a boca pelo pescoço dela, deixando marcas vermelhas, úmidas, mordidas que arrancavam suspiros cada vez mais intensos. Ela tentou se mover, se libertar um pouco, mas ele não permitiu.— Nero... — ela balbuciou, com os olhos arrega







