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O castigo pela liberdade

Autor: Serena
last update Data de publicação: 2026-01-29 16:10:39

Acordo determinada a conversar com a minha mãe. Acredito que, depois do que aconteceu ontem, ela aceitará fugir comigo e com Elena.

Estou esperançosa de que sim.

Quando desperto por completo, percebo que Elena não está mais na cama. Tomo banho, me arrumo e desço para o café da manhã. Ao chegar à mesa, encontro todos já sentados em seus devidos lugares.

Meu olhar vai direto para Elena — ela está estranha. Minha mãe também não parece bem. Seu olho está roxo, resultad
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  • O altar da máfia   O castigo pela liberdade

    Acordo determinada a conversar com a minha mãe. Acredito que, depois do que aconteceu ontem, ela aceitará fugir comigo e com Elena. Estou esperançosa de que sim.Quando desperto por completo, percebo que Elena não está mais na cama. Tomo banho, me arrumo e desço para o café da manhã. Ao chegar à mesa, encontro todos já sentados em seus devidos lugares.Meu olhar vai direto para Elena — ela está estranha. Minha mãe também não parece bem. Seu olho está roxo, resultado claro do tapa que levou do meu pai. Fecho a mão em punho ao ver aquilo. Minha mãe não merece continuar sofrendo nas mãos dele.— Não estoucom fome. Vou para o meu quarto — diz Elena, fazendo menção de se levantar, mas o papai segura seu braço com força.— Senta na merda dessa cadeira — ele ordena, forçando-a a se sentar.— O que está acontecendo? Por que você está assim, Elena? — pergunto, confusa.— O que está acontecendo? Você ainda tem a co

  • O altar da máfia   Plano de fulga

    — O que você pretende fazer, Isabela? — Elena pergunta, me fazendo olhar para ela.— Eu ainda não sei... Mas eu não vou me casar com aquele homem — falo, sentando-me na cama.— Eu vi vocês dois conversando. Vocês formam um lindo casal. Ele é muito lindo, Isabela! Seria um sonho me casar com um homem como aquele. Será que um dia isso vai acontecer comigo? — ela diz, se jogando na cama e olhando para o teto.— Eu espero que isso nunca aconteça, apesar de eu ter meio que te oferecido para se casar com ele no meu lugar — falo. Então ela olha para mim.— Você está falando sério? O que ele falou para você? Ele aceitou? — Elena pergunta, com uma empolgação que não me agrada.— Foi um erro o que eu fiz. Eu falei que você era até mais bonita do que eu, que ele podia se casar com você no meu lugar, que você era diferente de mim, obediente, submissa e que seria a esposa perfeita para ele. Mas eu não deveria ter falado aquilo. Eu não quero que você tenha um destino desse. Você ainda é uma menina

  • O altar da máfia   Sem escolha

    Entrei no quarto e tranquei a porta com um clique seco, definitivo. Encostei as costas nela por alguns segundos, o peito subindo e descendo rápido demais, como se o ar não fosse suficiente. O silêncio me envolveu — não como conforto, mas como uma trégua frágil antes da próxima explosão.A conversa com Alessandro ecoava na minha mente, repetitiva, sufocante. Ela não só confirmou meu maior medo… escancarou tudo.Ele não era apenas o homem que tentariam enfiar à força na minha vida.Ele era o símbolo de tudo o que eu desprezava. Controle disfarçado de proteção. Frieza travestida de dever. Arrogância sustentada pelo poder.E o pior de tudo: ele realmente acreditava que conseguiria me dobrar.Caminhei até o espelho e arranquei os brincos com raiva, jogando-os sobre a penteadeira. O som metálico pareceu alto demais naquele quarto abafado. Encarei meu reflexo, os olhos ardendo, a maquiagem começando a borrar. Quem era aquela mulher?A que sorriu durante o ensaio.A que apertou mãos.A que ou

  • O altar da máfia   Fascínio E Tentação

    As palavras caíram sobre mim como uma sentença.Não precisaram ser ditas em tom alto para doer, para marcar cada espaço ao meu redor.E, ainda assim, eu não desviei o olhar.Meu peito queimava, cada batida parecia mais alta que a anterior, ecoando na minha cabeça.Raiva, medo, desafio… tudo se misturava em um turbilhão que eu não sabia controlar.Eu podia sentir o poder dele, a presença esmagadora que parecia prender meu corpo, minha mente, meu ar. E, mesmo assim, uma parte de mim se recusava a ceder.Eu queria fugir, correr para qualquer lugar que não fosse aquela sala, aquele olhar, aquele homem.Mas sabia que não podia. Não agora.Não quando cada movimento meu era observado, pesado, julgado.E, ao mesmo tempo, havia algo no jeito como ele me encarava que me fazia querer testar os limites, provocá-lo, descobrir até onde eu poderia ir sem ser quebrada.Respirei fundo, sentindo o ar pesado e quase sufocante.— Eu não sou o que você quer e espera, Alessandro — disse, a voz tensa, os ol

  • O altar da máfia   O encontro - Você é minha.

    O dia seguinte amanheceu abafado, como se até o ar estivesse pesado demais para respirar.Eu mal tinha dormido. Passei a noite inteira tramando planos de fuga que pareciam se desfazer assim que o sol ameaçava nascer.Agora, sentada no sofá da sala principal, torcia as mãos no colo, o coração batendo descompassado, como se fosse explodir a qualquer momento.Elena, ao meu lado, tentou me oferecer um sorriso tranquilizador, mas o nervosismo era palpável até em sua respiração.A porta se abriu.— Elas chegaram — anunciou o mordomo, com uma reverência tensa.Tive que me obrigar a me levantar. O chão sob meus pés descalços parecia feito de espinhos.Forcei um olhar calmo, embora não quisesse estar ali. Meu corpo inteiro gritava para fugir.A primeira a entrar era uma mulher alta, de cabelos loiros impecavelmente presos, olhos duros como vidro quebrado. Vestia um conjunto de linho branco que exalava riqueza e frieza — uma presença impossível de ignorar.Atrás dela, vinha uma jovem da minha

  • O altar da máfia   Prólogo

    O quarto estava em meia-luz. As cortinas fechadas abafavam o calor da tarde, mas não conseguiam conter a tensão que sufocava o ar. Eu andava de um lado para o outro, os pés descalços quase não faziam barulho contra o piso de madeira, mas meus passos eram frenéticos, desesperados.— Eu não posso fazer isso, Elena… — sussurrei, como se as paredes pudessem ouvir. Meus olhos ardiam, cheios de lágrimas que eu me recusava a deixar cair. — Faltam só duas semanas… duas semanas para eu ser entregue a um homem que eu nem conheço.Sentei-me na beirada da cama e apertei um travesseiro contra o peito, como se aquilo pudesse me impedir de desmoronar. Elena era meu único consolo naquela casa que mais parecia uma prisão disfarçada de lar.— Talvez ele não seja tão ruim assim — ela arriscou, a voz fraca, insegura.Soltei uma risada amarga e passei as mãos pelos cabelos, sentindo o desespero crescer no peito.— Não seja tão ruim? — repeti, incrédula. — Você já ouviu as histórias, Elena. Dizem que ele é

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