LOGINKNOX KINGSLEY
Enola se joga contra a madeira do chão em uma fração de segundo.
E eu aperto o gatilho sem hesitar.
O estrondo ensurdecedor do disparo ecoa com violência nas paredes confinadas da sala.
O primeiro mercenário cai de joelhos e desaba com um baque pesado e s
KNOX KINGSLEYTRÊS SEMANAS DEPOISMinhas mãos suam frio dentro do tecido grosso do paletó.O estômago se revira em um nó apertado e ácido.Passo a mão pelos meus fios castanhos naturais.O reitor Branson cedeu o auditório principal da Northwood University para anunciarmos o noivado. Há dezenas de jornalistas lá dentro, sussurrando e ajeitando as lentes de câmeras. Estão todos famintos para registrar o início do nosso plano.Caminho com passos pesados até Ariane, que permanece encostada na parede fria do corredor.— Alguma movimentação suspeita nos arredores?— Negativo —
ENOLA HARRINGTONSe alguém me dissesse há uma semana que eu estaria usando o anel de um duque e planejando um casamento com o amigo do meu irmão, eu diria que a pessoa estava louca.Mas o perigo tem uma forma estranha de acelerar o tempo. E, no meio de tantas mentiras, o calor da pele do Knox contra a minha e a promessa silenciosa no chuveiro são as únicas verdades que me restam.Solto um suspiro assim que paro diante da porta de madeira escura do quarto de hóspedes onde Justin está instalado.Aperto o metal frio do anel de sinete do Knox contra a palma da minha mão.Dobro o indicador e bato na madeira com três toques firmes. Espero alguns segundos, com o coração na garganta, até que ele finalmente abre.
KNOX KINGSLEYAs lágrimas descem devagar pelo rosto da Enola.Os olhos azuis, antes tão cheios de respostas, agora estão arregalados, fixos em mim.Ela deve estar me chamando de louco.E é loucura mesmo o que vou falar. Mas pode ser a loucura que vai nos salvar.Sinto o sangue pulsar com força nas minhas têmporas.Eu nunca tive tanta certeza assim toda a minha vida.— Eu vou te dar uma escolha — aviso e ela inclina o rosto para o lado. — Mas se a resposta for a que eu não quero ouvir, meus planos terão que ser modificados para o meu azar.Enola tem o direito de escolher cada passo sobre a própria vida.
ENOLA HARRINGTONLevo a xícara de cerâmica fria até a boca e tomo o último gole do chá morno.O gosto amargo da camomila parece se prender à minha língua.Vasculho a minha mente, repassando cada linha do banco de dados do consórcio de notícias.Nada. Absolutamente nada.Nenhum arquivo confidencial mencionava a morte da Kate, o exílio do Justin ou o envolvimento do meu pai com os Maddox. Muito menos que a pequena Maya é filha de um duque escocês.Não tem nada de normal nessa história.Justin me explicou algumas coisas, mas eu ainda sinto que faltam tantas informações para eu finalmente finalizar esse quebra-cabeça.
KNOX KINGSLEYRespiro fundo assim que Lennox fecha a porta pesada do escritório.O clique da fechadura ecoa no meu peito como um tiro de advertência.Ariane me encara em guarda, o corpo tenso sob as roupas escuras de combate. Como se soubesse que eu sou capaz de pegar o meu irmão pelo colarinho e socar várias vezes a cara dele.A raiva queima no meu peito.A vontade de quebrar o nariz do Lennox é enorme. Mas eu preciso me controlar, pelo menos um pouco, para entender o objetivo do plano deles.Porque o meu irmão pode não ter confiado em mim, mas eu sei que ele seria capaz de queimar o mundo para proteger o Callum.Então, se fingir de morto… sim,
ENOLA HARRINGTONO mundo está girando.Na verdade, está capotando em câmera lenta bem diante de mim.E eu sou a passageira indefesa dentro desse carro desgovernado, esmagada ao lado do Knox.Recebendo um bombardeio de verdades capaz de… sei lá, acabar de me pulverizar de vez.Meu. Deus.A Maya. Minha irmãzinha.Não é a minha irmãzinha de sangue.Ela é do Callum. Sobrinha do Knox. E filha do Duque de MacLeod que não está morto.— É a pura verdade — Justin afirma ao quebrar o silêncio pesado da sala e me encara hesitante. — Quando eu falo







