Share

Encrencadas

Penulis: Luciy Moon
last update Tanggal publikasi: 2022-06-17 00:07:14

O estranho só afastou seu toque flamejante quando se acomodaram em volta de uma mesa escolhida por Ana.

O alívio durou pouco. No lugar havia um sofá em forma de U de seis lugares e uma mesa de vidro, enorme o suficiente para Penélope manter distância do atraente homem, mas Ana fez com que se senta-se ao lado dele. Estavam tão próximos que seu braço nu roçava o dele causando uma sensação gostosa que, ao mesmo tempo, a confundia. Era como se uma força invisível a atraísse para ele, envolvendo-a em um calor aconchegante, acelerando seus batimentos e fazendo-a desejar se aninhar a ele.

— Oh, que cabeça a minha! Nem me apresentei. — Ana estendeu a mão com sua alegria esfuziante, sem vergonha alguma em dizer o sobrenome falso que estampava as identidades. — Sou Ana Waldorf. — O sujeito sorriu minimamente e aceitou o cumprimento, enquanto Ana terminava as apresentações. — Essas são minhas primas, Penélope e Jéssica.

Penélope suava frio, com medo de ele associar o sobrenome falso ao da estrela da série “Gossip Girl”, que Ana adorava tanto a ponto de copia-lo nas identidades. Discrição não era o lema da amiga.

Ele não pareceu notar nada e se apresentou, deixando as três boquiabertas e geladas de medo.

— Diego Freitas. Prazer em conhecê-las!

Elas ouviram que o filho mais novo de Roberto retornara à cidade no mesmo dia que Enrique Mendez, mas não haviam visto sequer a sombra dele e, de repente, ele as encontra em uma boate. Pior, pagou bebida alcoólica para as filhas menores de idade de seus empregados. Estavam encrencadas.

— Nossa! Tem o mesmo sobrenome de um dos donos da Freitas & Mendez. — Riu-se Ana com nervosismo. Rezou para que não fosse o Diego Freitas, filho do severo Roberto Freitas. O patrão de seu pai tinha fama de prezar o nome de sua família. Certeza que a mataria - e colocaria seu pai na rua - por envolver o filho mais novo em uma travessura juvenil.

— Meu pai é um dos donos — ele disse com pouco caso. Como se ser o herdeiro dos Freitas fosse à coisa mais banal do mundo. — Vocês são de Cezário?

— Não! Claro que não! — Ana respondeu risonha, os olhos não acompanhando a risada. Sempre tinha acesso de riso quando ficava nervosa. — Somos... Ah, universitárias... — jogou a mentira com tanta pressa que temeu ser descoberta. Diego ainda a encarava com interesse, então concluiu rindo: — Curtindo as férias antes de retornar aos livros.

Penélope cerrou os olhos com aflição. Uma nova mentira, na pilha que construíram desde que saíram de casa, não era uma boa ideia. No entanto, dizer a verdade estava fora de cogitação.

— Hum...

Se desconfiou de algo, Diego não demonstrou. Penélope acabou não tendo oportunidade de analisa-lo, pois, ele esticou o braço no assento do sofá, acima dos ombros dela, quase a abraçando no processo. E, para acabar com a sanidade da jovem, envolveu uma fina mecha do cabelo dela nos dedos.

Sentiu a face esquentar e o olhou espantada, sendo sugada pelos olhos castanho-escuros. Ele parecia um falcão prestes a agarrar a presa, e, para desespero de Penélope, a caça da vez era ela.

— Diego!!! — Foram surpreendidas pela chegada de três pessoas: Enrique e suas acompanhantes. — Cara, como consegue sumir desse jeito? — ele perguntou ocupando sem cerimônia o lugar ao lado de Jéssica, que corou da face acetinada até o pescoço.

Para alívio das três, ele não pareceu reconhecer Jéssica como a garota que lhe servira cappuccino em algumas manhãs na cafeteria de Cezário.

— Não sumi, encontrei companhia melhor — Diego respondeu ácido, o que surpreendeu Penélope, mas fez Enrique gargalhar.

— Três lindas mulheres. Sempre guloso. — Enrique deteve o olhar sobre Penélope. — Não vai nos apresentar?

Diego bufou antes de apresentá-las com tom entediado, até chegar em Penélope.

— Essa é Penélope — informou, deslizando o braço de modo a pousá-lo nos ombros nus da jovem.

Enrique sorriu com malícia, o que só aumentou a vergonha de Penélope.

— Esse é o meu melhor amigo, o intrometido Enrique Mendez, e suas primas, Fiona e Vera. — Terminou de apresentar, indicando a ruiva e a loira.

— Primas?! Que ótimo! — exclamou Jéssica eufórica, encolhendo-se e tomando um longo gole de sua bebida ao ser alvo dos olhares de todos.

Rapidamente as três foram alvos de várias perguntas, a maioria feita pela ruiva que encarava Penélope com azedume.

— Cursam o que e onde? — interrogava voltando-se para o elo mais frágil: Jéssica.

Penélope disse o nome de uma faculdade em outro estado, que só conhecia por desejar um dia estudar lá. O que não aconteceria. Sua mãe não tinha dinheiro suficiente para o curso que queria e não se sentia capaz de concorrer a uma bolsa de estudos. 

— Temos de ir — Penélope pronunciou erguendo o corpo, temendo que caíssem em contradição e fossem descobertas. — Jéssica exagerou na bebida e já passa da meia noite — disse após verificar as horas em seu relógio de pulso em plástico rosa.

— Meia-noite? Qual a idade de vocês, quinze?

— Não, é dez...

Ana tapou rapidamente a boca de Jéssica.

— Dez...? — insistiu Fiona com olhar desconfiado fixo em Jéssica.

— Temos dezenove, algum problema? — questionou Penélope com olhar intimidador.

A ruiva abanou a mão com pouco caso.

— Vamos! — ordenou firme para as amigas

Ana levantou-se de imediato, amparando Jéssica para fazer o mesmo, querendo ir embora o quanto antes. Também tinha medo que Fiona desconfiasse da verdade. Já vira a moça em algumas ocasiões. Não que a Mendez lhe dedicasse um segundo de atenção, mas, como diria sua mãe: Era melhor não brincar com fogo.

— Espere! Dê-me seu telefone — Diego pediu para Penélope antes que se afastasse, puxando do bolso da jaqueta uma caneta e pegando um guardanapo da mesa.

— Eu... — O que faria? Por mais que se sentisse tentada, não podia dar seu telefone. As mentiras que contara poderiam vir à tona e o caos se instalaria na sua vida e na da família de Ana e Jéssica.

— O telefone do lugar em que estamos hospedadas está quebrado — socorreu Ana diante do olhar desesperado da amiga. — Amanhã voltaremos.

Óbvio que, se possível, Penélope nunca mais cruzaria o caminho de Diego, mas forçou os lábios pintados de rosa choque esticar um sorriso e balançou a cabeça em concordância.

— Aguardarei com ansiedade.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi
Komen (1)
goodnovel comment avatar
Luci Soares
Essas 3 vão aprontar muito kkk
LIHAT SEMUA KOMENTAR

Bab terbaru

  • O filho secreto do CEO   Nunca me canso

    Ao chegarem ao quarto, Diego depositou Penélope gentilmente no colchão macio. — Aqui estamos, meu amor! — sussurrou admirando as íris avelã. — Eu amo o seu cabelo. — Seus dedos se moveram pelos fios sedosos, deslizando até a nuca para atrai-la para mais perto. — Amo seu rosto, sua boca e o seu corpo inteiro. Amei desde o primeiro instante em que a vi e com um desejo tão poderoso que vai além da minha compreensão. Seus lábios encontraram os dela cheios de desejo, a língua movendo-se sensual, fazendo-a estremecer de excitação. Agarrando-se aos ombros largos e deixando-se dominar pela paixão dele, Penélope sentia a região mais íntima de seu corpo pulsar de desejo. Seus mamilos sensíveis e enrijecidos pressionavam o tecido rendado do sutiã. — Você é perfeita! — Diego murmurou deslizando beijos suaves pelo pescoço delicado. — É a minha tentação, Pen — complementou pressionando o corpo contra o dela, fazendo-a sentir a excitação do membro rígido, quente e ávido por baixo da calça. — E vo

  • O filho secreto do CEO   Importante pra mim

    A biblioteca da mansão Freitas estava envolta em um silêncio sereno quando Penélope finalmente ergueu os olhos do documento e encontrou o olhar de Diego.— Diego... Isso... isso é... — Engoliu em seco, tentando encontrar sua voz. — Você abriu mão de tudo que tem direito?Penélope olhou novamente para o documento, em que Diego renunciava a qualquer direito sobre a guarda e o herança dos futuros filhos que tivessem juntos, e também transferia o que recebeu em testamento para Samuel. Essa segunda parte era a que mais a emocionava, mostrava que ele de fato se importava com o menino que até pouco tempo desejava se livrar.— Sim, e não apenas por você, também é pelo Samuel, pela família que estamos construindo. — Segurando a mão dela, a levou de volta ao sofá, para sentarem. — Sou seu marido, você é minha esposa e Samuel é nosso filho agora — indicou com ternura. — Não quero que nada, muito menos dinheiro, se interponha entre nós. Eu quero estar ao lado de vocês, sem segredos, sem mentiras,

  • O filho secreto do CEO   Quando se apaixonam

    Os olhos da maioria das pessoas na biblioteca se voltaram para Marcela, com quem Roberto um dia compartilhou mais de trinta e cinco anos de casamento e a perda de um filho. Seu rosto estava pálido, porém desprovido de emoção.— Escondi a verdade por que, se essa história viesse à tona, causaria a desonra da memória do nosso filho. — Roberto continuou com um peso visível em suas palavras: — Eu... Eu fui o responsável pelo acidente fatal dele, não Paloma. — Fechou os olhos por um momento, antes de continuar a colocar para fora o fardo insuportável que carregava. — Luiz queria se divorciar de Tereza e casar com Paloma. Ameacei deserdá-lo se persistisse em me desobedecer, prosseguir com os planos que acabariam com a união entre as famílias, mas ele não se importou e foi atrás dela quando descobriu que a expulsei de Cezário.Marcela sentiu um nó se formar em sua garganta. A dor da perda de seu filho era uma ferida que nunca cicatrizou.— Meses depois descobri sobre Samuel, nosso neto, mas

  • O filho secreto do CEO   Joguei xadrez

    Estando com o desgosto dos termos da primeira parte corroendo-a, Penélope tinha os olhos arregalados na tela, sem crer no que ouviu. Alucinava ou Roberto, conhecido por nunca mudar de ideia, desistiu de impor que a porcentagem seria repassada futuramente aos hipotéticos netos?A incredulidade estampada no rosto de Penélope era compartilhada por Diego. Sentado ao lado dela, ele fitava o televisor, sem compreender a declaração, esperando o truque após a fala.— Imagino que esta mudança o surpreenda, Diego — Roberto disse como se pudesse enxergar o filho através da tela. — Certa vez, Luiz me taxou de manipulador, sem consideração pelos sentimentos dos demais, que tratava todos como peças de um cruel e egoísta jogo de xadrez. Nunca joguei xadrez, mas ele estava certo — comentou dando de ombros. — Para ter a minha vontade atendida, o enganei Diego.A confissão de Roberto não surpreendente nenhum dos adultos na biblioteca. Diego, sentindo um nó se formar em seu estômago, apostava que, se en

  • O filho secreto do CEO   Últimos desejos

    A figura de Roberto Freitas preencheu a tela. Parecia imponente, olhando diretamente para a câmera com uma intensidade desconcertante, como se estivesse frente a frente com todos os presentes em pessoa e não em uma gravação.— Vovô! — Samuel gritou saindo do colo de Penélope para correr até o televisor. — Vovô! — Chorou, deslizando as mãos espalmadas no rosto preenchendo a tela.Sendo uma profissional pronta para qualquer situação, Tereza pausou o vídeo antes que a primeira palavra saísse dos lábios de Roberto.Diego e Penélope se precipitaram até o menino ao mesmo tempo, tentando confortá-lo da melhor maneira que podiam. O garoto estava visivelmente perturbado, a saudade do avô refletida em seus olhos marejados fixos na tela, a dor cortante saindo em súplicas para o avô voltar.— Tudo ficará bem, filho — sussurrou Diego, segurando o menino nos braços. — Seu avô sempre estará com você, em seu coração — disse olhando fundo nos olhos do menino e levando a mão pequena dele ao coração ag

  • O filho secreto do CEO   Culpa

    A tensão na biblioteca era palpável. Todos estavam apreensivos, esperando para ouvir o que Tereza tinha a dizer sobre o futuro de cada um naquele cômodo, especialmente sobre Samuel. Penélope era a mais tensa e preocupada, tentando não demonstrar fraqueza, mas, sem perceber, agarrando a mão de Diego com força.Tereza finalmente quebrou o silêncio, respirando fundo antes de falar com frieza:— O direito de tutela nunca esteve em perigo. No entanto, como assinalei anteriormente, nos próximos dias será feito uma avaliação completa de sua capacidade como tutora — indicou. — Eu e o advogado que elaborou o testamento ajudaremos em todo o processo para garantir que a avaliação seja positiva.Sufocando um riso de alívio, Penélope moveu a cabeça em concordância. Determinada a fazer de tudo para garantir que a avaliação fosse positiva.— Antes de continuarmos, há algo que preciso confessar. — Tereza deslizou as mãos pela borda de mogno. — Embora tenha tido fama de sem coração, de impiedoso, Robe

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status