INICIAR SESIÓNPOV Francisca
— Por que eu preciso ficar aqui? — perguntei a Romeo, desconfiada.
— Por segurança. O médico só irá liberá-la quando não houver mais nenhum risco para você e o bebê.
— Isso significa... que ainda há riscos? — senti um aperto no peito.
— Precaução, Frankie. Só isso! — ele alisou meus cabelos carinhosamente.
Eu cheguei a fic
Respirei aliviada. Ele e minha mãe ficaram frente a frente. E então ela o abraçou. E chorou. E foi naquele momento que eu entendi que querer odiar era diferente de odiar.Minha mãe queria odiá-lo, mas não conseguia.Eu queria não queria odiá-lo, mas não conseguia.Mas não podia privar a minha filha da convivência com Leonardo. E não era porque eu achava que ele merecia. O que eu acreditava era que ela merecia.Leonardo era um ser horrível e repugnante. Mas considerava a família o bem mais precioso do mundo. Felicity era parte da família dele. Eu deveria ter sido. Mas não fui. E nada mudaria isso.Ele olhou para Romeo, que lhe estendeu a mão. Na palma havia uma chave e um cartão.— As chaves são do carro — ele voltou-se para o Bentley estacionado do outro lado da rua. — o cartão é de uma suíte do Hotel Califórnia.Retirei do bolso um cartão e entreguei a ele:— Para suprir suas necessidades.— Mamãe... é um cartão black? — Felicity arregalou os olhos. — Você furtou do papai?Romeo ergu
Os enormes muros de concreto, cercados por arames farpados e torres de vigilância, tornavam a penitenciária ainda mais intimidadora sob o céu cinzento daquela manhã.Depois do ocorrido na mansão, há anos atrás, Leonardo se apresentou à polícia voluntariamente e confessou ter sido o responsável pelo atentado contra mim e Coral. E adicionou o sequestro relâmpago. Por vários fatores, foi condenado há seis anos. E aquele seria o dia em que finalmente ganharia sua liberdade.Minha mãe o visitava algumas vezes. Eu nunca tive certeza se ela ainda o amava ou se fazia aquilo porque tinham vivido por muito tempo juntos e não foi um casamento ruim.Mas eu esperava que, a partir do momento que eu, por vontade própria, decidi estar ali, minha mão não se sentisse constrangida se quisesse voltar atrás e perdoar.Ela nunca falou sobre mim para Leonardo. Segundo ela, ele jamais perguntou. Não por falta de curiosidade, mas porque tinha certeza de que ela nunca responderia.Cíntia seguia presa. E não ha
POV FranciscaAssim que encerrei a ligação com a minha mãe, olhei pela janela e vi que o sol já estava se pondo. Chamei por Romeo e Felicity, mas eles não responderam.Saí pela porta e admirei as águas do lago com os reflexos do sol que se despedia. A imensidão de águas misturadas com o dourado era quase como uma pintura de um quadro desenhado por um grande artista.O que eu duvidava era que, qualquer artista, por mais famoso que fosse, conseguisse captar a essência do que eu via...Eu via duas pessoas sentadas num trapiche. Ambos sorriam e balançavam os pés na água. Meu mundo inteiro estava ali... em uns velhos paus de madeira.Respirei fundo e fui até eles. Felicity já havia tomado banho e eu já tinha advertido ela que não era para nadar depois do banho. Mas conforme eu me aproximava e via pai e filha com pijamas iguais, de ursinhos, toda a minha autoridade se dizimava por completo.Assim que Romeo e Felicity me viram, se afastaram alguns centímetros, me dando espaço entre eles. Sen
POV RomeoQuando eu recebi a ligação, senti novamente o mundo desabar.— Romeo, eu estou com Francisca. — era a voz de Leonardo — e quero que você a busque... na mansão Deschamps. Venha sozinho.Polícia. Foi a única coisa que eu pensei na hora. Mas ele tinha dito que não era para envolver a polícia. Ou seja, aquele filho da puta tinha sequestrado Frankie.Liguei para André:— Preciso de ajuda. Agora!Bendita hora que Frankie me presentou com um Porsche 918 Spyder, que fazia 100 km/h em 2,6 segundos e chegava a 345 km/h. E o que era melhor: não foi comprado com o meu cartão. Minha esposa era bilionária. Mas não gostava de usar o dinheiro com ela mesma. Então eu e Felicity ganhávamos muitos presentes.Assim que cheguei na casa, a porta estava aberta. Entrei correndo e gritei pelo nome dela:— Frankie! Onde você está?Eu não sabia para onde ir. Mas escolhi subir as escadas. E então ouvi o choro dela. Fiquei imóvel por alguns segundos e depois peguei um vaso que encontrei num aparador.Pr
Ele limpou a lágrima de crocodilo que escorreu do seu olho:— Eu te amei. Eu te machuquei. E eu te amei de novo.— Eu não sabia o que era amar quando você me amou — limpei a lágrima traiçoeira que mais uma vez apareceu — mas eu senti todas as vezes que você me machucou. E doeu... não só em mim, mas também pela forma como você destruiu o homem que eu amava.Respirei, tentando não desabar, não gritar com todas as minhas forças, não deixar que aquilo simplesmente me amolecesse fizesse com que tudo de ruim desaparecesse.Era só um quarto. Só algumas malditas roupas e sapatos. Só uns ursos inúteis. Mas ao mesmo tempo tudo que a vida inteira eu sonhei... ser desejada. Ser amada. Ser aceita.— Você não me ama, Leonardo. Só está tentando reparar o que fez. Está tentando aliviar a sua própria culpa.— Não. Eu só precisava fazê-la entender que eu estive lá por nove meses, enquanto você se formava no útero da sua mãe. E que eu estaria ao longo desses vinte e seis anos... te amando incondicionalm
Eu nem percebi qual foi o momento em que ele saiu do carro e foi parar ao meu lado, abrindo a porta. Mas também não importava.Ele estendeu a mão para mim, a qual recusei.Parei defronte à mansão Deschamps e senti meu coração acelerar. A última vez que pisei ali foi quando prometi pagar a ele o valor que eu achava que faria com que minha mãe fosse libertada daquele lugar.Foi quando percebi que ela nunca foi obrigada a estar ali. Sempre esteve porque era sua vontade. E posteriormente, entendi exatamente o motivo.Leonardo pegou meu braço, porque sabia que se não fosse daquela forma, eu me recusaria a acompanhá-lo.Ele praticamente me arrastou para dentro. Não havia nenhum empregado... somente o vazio. Fazia um tempo que ninguém mais morava ali, nem o próprio Leonardo.— Eu vou fugir e você será preso por sequestro. — falei, enquanto ele tentava me puxar pelos degraus que levavam ao segundo andar.Me agarrei ao corrimão e Leonardo meu puxou com força, pegando-me no colo. Tentei me desv







