LOGINYago chamou Alison:— O que você está fazendo? Venha logo, está na hora de comer.Alison esperou mais um pouco antes de levar Miguel para a mesa. Ele não ficou na sala de estar, mas foi direto para a sala de jantar.Yago percebeu imediatamente que algo estava no ar e se aproximou de Anita:— Vocês dois brigaram?— Não — disse Anita. — Por que estaríamos brigando?Yago pensou um pouco e concordou:— É, você está grávida agora, meu irmão está ocupado demais paparicando você.Ele olhou em direção à mesa e comentou, em tom significativo:— Mas ele dormiu no próprio quarto ontem à noite... Parece até que não dormiu bem.Ele colocou a mão de leve no ombro de Anita e a guiou suavemente em direção ao restaurante:— Vamos comer logo, estou morrendo de fome. A vovó disse que tínhamos que esperar você descer.Alison já havia acomodado Miguel na cadeirinha e olhou na direção deles. Seu olhar passou rapidamente pelo ombro de Anita, com a expressão séria.Ele se sentou ao lado do lugar de Anita, ma
Alison disse:— Estou falando sério, contanto que você esteja disposta.— Eu não quero — interrompeu Anita. — Se você está insinuando que posso contatar Miguel quando quiser, eu digo que não quero.E continuou:— Se você não pretende me entregar o Miguel, então é impossível para mim ter qualquer contato com ele. Você precisa saber que ele precisa de um ambiente de vida normal, e um ambiente de vida normal não pode me incluir.Antes que Alison pudesse falar, ela prosseguiu:— Talvez você esteja querendo dizer que eu posso ficar na família se eu quiser.Ela se lembrou do beijo que ele lhe dera na testa ao meio-dia e sentiu-se um pouco sufocada, mas ainda assim disse:— Eu também não quero.Anita respirou fundo:— Nem vamos discutir se sua família vai concordar, vamos falar apenas de mim...Ela riu com amargura:— Eu realmente, realmente, realmente odeio sua família. Se não fosse por Miguel, eu não aguentaria nem um dia.— Anita — disse Alison —, eu consigo lidar com tudo isso.— Não pre
Anita dormiu até o anoitecer, sendo despertada apenas pela fome.Depois de lavar o rosto, ela desceu as escadas e viu a senhora idosa na sala de estar, acompanhada por Miguel.O garotinho estava sentado no sofá, usando uma coroa de flores na cabeça e segurando um brinquedo transformável na mão, ensinando a senhora idosa a brincar com ele.A senhora idosa imitou muito bem e foi bastante compreensiva, dizendo: "Nossa, eu nem tinha percebido que era assim! Nem tinha notado."Miguel estava muito orgulhoso de si mesmo: "Consigo aprender isso rapidinho. Sou muito inteligente."E acrescentou: "Mais tarde poderei ensinar minha irmã a brincar."A senhora idosa sorriu e deu um tapinha na cabeça dele: "De agora em diante, confiarei sua irmãzinha a você. Você cuidará dela, está bem?"Miguel baixou a cabeça e continuou montando o brinquedo: "Certo."Ele disse isso com muita seriedade: "Eu posso preparar a fórmula para ela e trocar as fraldas."Após pensar por um instante, acrescentou: "Também poss
Almoçamos fora. O telefone de Alison não parava de tocar durante o almoço. No início, era apenas um toque, indicando que uma chamada estava chegando. Ele não respondeu. Então houve uma vibração e, em seguida, chegou uma mensagem. Ele olhou para aquilo, mas não respondeu. Mais tarde, seja porque ele silenciou o telefone ou porque a outra pessoa desistiu, as coisas finalmente se acalmaram. Alison não deu explicações, e Anita também não perguntou, então eles só puderam supor que provavelmente era a família Mashini que o estava procurando. Afinal, ele tinha acabado de fazer algo parecido na empresa, colocando Mariana numa situação muito embaraçosa. A preferência da mãe de Alison por Mariana torna tudo muito compreensível; é perfeitamente normal que ela ligue ou mande mensagens para questioná-lo. Após a refeição, Alison acompanhou Anita de volta à sua antiga casa. Não fez muita coisa durante a manhã, mas Anita estava com muito sono. O carro ainda estava na estrada quan
Assim que Yago disse isso, não apenas Mariana, mas até mesmo a velha senhora franziu a testa imediatamente.Dona Marieta bateu os talheres na mesa:— Yago, cuidado com a boca.Yago costumava ser brincalhão e não seguir muitas regras, mas sabia identificar os momentos sérios. Ao perceber que a avó estava realmente desagradada, não teve escolha senão se conter e murmurar:— Eu estava apenas brincando, por que estão levando isso tão a sério?— Sério? — disse a velha senhora, mantendo a expressão rígida. — Não faça mais esse tipo de brincadeira. Se você falar demais sobre certas coisas, alguém pode interpretar de forma inadequada...Essas palavras eram claramente direcionadas a Anita, no intuito de evitar que ela alimentasse expectativas descabidas.Anita não disse nada. Fingindo não ter ouvido, continuou a servir-se em silêncio.O clima à mesa permaneceu opressivo. Mesmo quando Yago tentou descontrair o ambiente contando algumas histórias da empresa, não obteve sucesso.Após terminar a r
Anita carregou o pequeno Miguel até ele, um pouco hesitante em encarar Alison, principalmente porque não conseguia parar de pensar na noite anterior.Ela caminhava lentamente e, assim que chegou à beira do jardim, o carro de Yago retornou em alta velocidade. Ele parou no estacionamento, abriu a porta e reclamou em tom elevado:— Você saiu do trabalho sem nem me esperar!Yago aproximou-se e, ao notar a presença de Anita e Miguel, demonstrou surpresa:— O pequeno Miguel está acordado.Ele deu um passo à frente e estendeu os braços para segurá-lo.O garotinho contorceu o corpo e recusou:— Não.Yago riu, com vontade de beliscar a bochechinha dele, mas no fim apenas a tocou levemente:— Seu garoto ingrato! Fiquei acordado com você por várias noites enquanto você não se sentia bem, e você ainda dizia que a sua pessoa favorita era o seu tio... Seu mentirosozinho!O pequeno Miguel o ignorou e pediu para Alison:— Papai, me segura.Yago bufou:— Um dia eu também terei um filho, para provar qu







