INICIAR SESIÓN
Alguns meses atrás...
Sou um homem frio. Mas não é frieza… é defesa. Aprendi, da pior forma, que o amor pode ser o investimento mais arriscado de todos e o único capaz de quebrar até o homem mais sólido. Eu acreditei em alguém. Confiava tanto que abri minha vida, meus planos, meu coração… e a minha empresa. Poliana. O nome ainda tem gosto amargo. Ela apareceu em um dos eventos de gala da minha rede: o lançamento de uma das minhas safras mais exclusivas de vinho. Bonita, inteligente, com aquele olhar que parecia atravessar as minhas defesas. E eu, que sempre mantive distância de intenções duvidosas, me vi desarmado. Ela dizia que não ligava para o dinheiro. Dizia que me amava pelo homem que eu era fora das manchetes. E eu, tolo, acreditei. Eu tinha trinta quatro anos, era um dos empresários mais cobiçados do país e, ainda assim, solteiro. O status de “solteirão milionário” me perseguia como uma sombra atraía sorrisos calculados, olhares que mediam o saldo bancário antes de medir o coração. Mulheres vinham para ocupar um posto, não para compartilhar uma vida. Eram conquistas, não companhias. Mas Poliana… ela parecia diferente. Ela sabia rir do meu humor seco, me perguntava coisas que iam além do expediente, e, de vez em quando, me empurrava para fora do meu próprio silêncio. Pela primeira vez em anos, achei que o destino havia jogado no meu caminho alguém que não se importava com o meu status e o peso que o meu sobrenome carregava. Por meses vivi iludido. Acordava acreditando que alguém finalmente via o Rafael por trás do título, e não o Medina estampado em capas brilhantes. Havia uma inquietação pequena que eu já não conseguia ignorar uma fresta de desconfiança que cresceu e virou fissura. Poliana sorria, mas o sorriso não alcançava os olhos; havia um riso que não ia ao canto da boca, uma precisão nervosa nos gestos que me corroía por dentro. Por semanas tentei me convencer de paranoia. Até que, em silêncio e sem alarde, paguei para que alguém buscasse a verdade. Por mais que dentro de mim, já sentia que havia algo de errado. O detetive me recebeu numa sala discreta, cheia de arquivos e cafeína. Olhos cansados, mas firmes; mãos calejadas em papéis. Ele estendeu um envelope grosso, pesado como uma sentença. — Abre — disse sem rodeios. Rasguei o lacre e as fotos me atingiram primeiro: encontros tarde da noite, mensagens trocadas, notas sobre reuniões de negócios em que meu nome aparecia como peça de barganha. Havia extratos de transferência em pequenas parcelas, anotações sobre cláusulas que deveriam ser tratadas pessoalmente e prints: conversas em que Poliana e Hugo riam de um plano infalível. — Isso é suficiente? — perguntei, controlando a voz com dificuldade. O detetive teve um olhar seco, sem piedade. — É o suficiente para provar que tem algo errado. Não é apenas suspeita, senhor. Eles arquitetaram um esquema para alterar contratos e retirar participação. E sua namorada aparece em todas as etapas. Senti o mundo girar, mas não fui abduzido pela surpresa; foi como se cada peça daquela traição encaixasse num quebra-cabeça que eu fingiria não ver. Abri mais páginas: e-mails, agendas, nomes de contas suspeitas. Era um dossiê extenso meticuloso, frio e cada evidência era um golpe. — Eles estão juntos? — perguntei, a pergunta mais direta que já fizera. — Sim. Não apenas juntos — respondeu ele, abrindo uma pasta com mais documentos — Estão trabalhando para desviar ativos e depois pedir que o senhor regularize assinando contratos. Querem você distraído para iniciar retiradas. E o pior: combinaram uma saída… quando tudo estiver consolidado. O riso que vira em minha garganta era de angústia. Agora eu teria uma sentença para cada um deles. Mandei uma mensagem para o meu advogado para preparar o contrato: exigências para que Hugo abrisse mão de tudo, renunciasse às participações e deixasse a empresa para ontem e que foi me enviado em casa. O detetive me olhou. — Eu posso expor tudo, senhor. Jornais, conselho, polícia — ofereceu. — Não ainda — respondi, a voz um fio. — Quero que Henrique assine. Quero que ele volte para casa com a ilusão de que venceu. Quero que sinta o peso antes da queda. Mas se ele hesitar… Recadinho da autora! esse livro faz parte de uma série: Além das Aparências! É uma junção de trabalho com a autora Nalva Martins. 1° A vida Dupla do Ceo 2° O segredo do Ceo 3° A tentação do Ceo 4 A proteção do Ceo as histórias são de quatros amigos, que vive de curtidas e baladas e contra o relacionamento, porém quando o amor b**e a sua porta, eles precisam enfrentar o medo e o desafio de ter a mulher amada, porém o Segredo da identidade acaba atrapalhando, mas que aparece persistente para ter a amada em seus braços! espero que vcs curtam e espero muito surtos e comentários!- Sim... - diz, ofegante.Sem lhe dar tempo para pensar, eu a viro, deixando-a de costas para mim. Suas mãos se apoiam na parede, enquanto eu me aproximo e começo a espalhar beijos por sua nuca, saboreando cada reação. Seguro sua cintura com firmeza, guiando seus movimentos, sentindo-a se arquear contra mim.Faço questão de deixá-la sentir o quanto me afeta, o quanto me desarma. E, ao menor toque, seus gemidos escapam abafados, quase como um segredo compartilhado apenas entre nós.Ela se move, provocando, deixando claro o quanto está envolvida. Então seguro delicadamente seu pescoço, trazendo seu rosto até o meu para roubar um beijo profundo, daqueles que tiram o fôlego e embaralham qualquer pensamento. E eu continuo, explorando cada limite, cada reação, cada suspiro.Até que, quando percebo que ela está completamente entregue ao momento, eu paro.O protesto vem imediato.- Se você parar agora, será um homem morto... - ela ameaça, ainda sem fôlego.Dou um
Antes que eu diga qualquer coisa, decido agir. - Está bom, agora vou levar minha baixinha para descansar. Puxo Amanda de volta para os meus braços, encaixando-a junto a mim como se aquele fosse o lugar mais natural do mundo. - É tão lindo ver essa cara de apaixonado! - Andreia provoca, arrancando risadas de todos. Amanda levanta o rosto para me olhar, e aquele sorriso... ah, aquele sorriso é capaz de desmontar qualquer defesa que eu ainda tenha. Então ela responde, sem hesitar: - Ele é lindo de qualquer jeito. E, naquele instante, cercado pela minha família e com Amanda nos meus braços, eu tenho a absoluta certeza de que nunca quis tanto que algo durasse para sempre. - Sabia que o seu momento chegaria, meu filho. E estou orgulhoso de você. Agora vamos descansar. Amanhã teremos um dia e tanto pela frente. - meu pai diz, com um sorriso satisfeito. Nos despedimos, e eu conduzo Amanda até o nosso q
Já quase pegando no sono, ele olha para mim e diz, com a sinceridade que só uma criança é capaz de ter:- Tio Bruno... hoje foi um dos melhores dias da minha vida.Meu coração aperta.Porque, de alguma forma, ele não faz ideia do quanto essas palavras significam para mim.Sorrio, acaricio seus cabelos e respondo com toda a verdade que existe em mim:- Pode ter certeza... que foi um dos melhores dias da minha também.Não demora muito, e Théo adormece. Fico alguns segundos observando seu rosto sereno antes de me levantar. Então, saio em silêncio, fecho a porta com cuidado e vou em busca de Amanda.Mas, antes mesmo de alcançá-la, escuto sua voz.Ela está contando à minha família como nos conhecemos.E, sinceramente, ouvir Amanda narrar a nossa história tem um efeito inesperado em mim. Então, sem perder a oportunidade, acabo revelando para todos que, no começo, ela achou que eu era gay.As risadas surgem imediatamente.E eu também rio, porque
Ter Amanda aqui, cercada pela minha família, só reforça o que eu já sabia desde o início: fiz a escolha certa. Ainda assim, preciso agir com cuidado. Quero preservar a imagem dela, proteger Amanda e Théo de qualquer comentário, de qualquer olhar maldoso. Assim, não teremos problemas. Logo meus pais começam a se despedir dos convidados, mas, quando percebo, Amanda e Théo já não estão mais por perto. Procuro por Andreia com o olhar e, no mesmo instante, deduzo onde eles devem estar. Minha irmã certamente os levou para algum lugar da casa, provavelmente para a sala de cinema. Era a cara dela. E, honestamente, isso me faz sorrir. Foi bom demais ver o Théo tão animado, tão à vontade. E ver minha família acolhendo Amanda e o garoto daquela forma... eu realmente não tenho palavras para descrever o quanto isso significa para mim. Quando minha mãe fez o convite para ficarmos o fim de semana, eu já sabia que isso aconteceria. E, para ser sincero, não ne
- Eu sei que sim... - respondo, ainda um pouco tensa. - Só fiquei séria por um instante, pensando que meu pequeno me chamaria... - Você precisa entender que o Bruno é assim - ela continua, com um leve sorriso orgulhoso. - Quando ele gosta de alguém, ele quer cuidar. E, só de ver o brilho nos olhos do meu filho, eu sei que vocês fazem bem a ele. - Seus olhos então se voltam para mim, curiosos. - Agora, confesso que estou curiosa, como vocês se conheceram? Ele nem mencionou que tinha alguém! Sinto meu coração acelerar, mas sorrio, lembrando. - Eu sei, ele é incrível. - Solto um pequeno suspiro. - Digamos que nosso primeiro encontro foi um pouco turbulento, mas, ao mesmo tempo, mais incrível do que eu poderia imaginar. - Fala logo, eu também estou curiosa! - Andreia insiste, cruzando os braços, com um sorriso travesso. - Até agora não saiu da minha cabeça que você é uma feiticeira! Eu rio, negando com a cab
- Mamãe, não pode ficar triste... tem que dividir. Igual eu faço com o tio Bruno. Aquilo me pega desprevenida. Forte. Doce. Doloroso. - Olha como ele é esperto! É isso aí, Théo! - Andreia vibra, entrando na onda. - Então... o que acha de a gente ligar o antigo videogame do Bruno? - Andreia, não dá ideia pro Théo! - repreendo, já sabendo que perdi essa batalha. - Vai, Amanda... vai se divertir! Vamos! O papai deixou tudo instalado na sala de cinema! - ela diz, já se levantando, decidida. E eu só consigo suspirar... Porque, no fundo, sei que não estou mais lutando contra aquilo. Estou... começando a fazer parte. Seguimos para a sala de cinema e, enquanto atravessamos os corredores, não consigo deixar de reparar no tamanho daquela casa. É muito maior do que a casa de campo do Bruno. São vários ambientes, todos bem decorados... e, em alguns deles, vejo porta-retratos espalhados. Fotos do Bruno em diferentes







