FAZER LOGINQUANDO DERAM ALTA PARA DYLAN, chegou em sua casa e descansou por mais duas semanas – ficou em completo isolamento – nem seus amigos imaginários tinham a sua atenção, muito menos Monique.
Sua mãe foi visita-lo todos os dias nessas duas semanas.
Ele só pensava como tinha sido a sua vida até aquele momento...
Como ele se sentia?
É difícil de dizer como Dylan se sentia naquele momento... Amado, mas ao mesmo tempo sem ninguém para compartilhar a felicidade. Realizado, mas o mais maldito dos homens... na verdade... Dylan sentia tudo ao mesmo tempo, é difícil de encarar a realidade quando chega ao fundo do poço no auge de uma carreira brilhante, é difícil compreender isso.
Ele fez enfim o seu último show...
Dylan anunciou a toda imprensa, eles fizeram toda a divulgação. O show foi no ginásio do meu time de basquete do coração – o Detroit Pistons –, eles fizeram questão de ceder o local para o seu último show.
Dylan cantou todos os seus maiores sucessos, e ainda mais as quatro canções inéditas que tinha escrito no hospital. Foi incrível como sua vida renasceu de repente.
Jennie chegou perto dele e o abraçou. O público foi ao delírio, Jennie havia recebido o convite do partido Republicano para ser a candidata a presidente. Uma das músicas que Dylan havia escrito no hospital fora exatamente a música da campanha, e o refrão não poderia ser outro:
Todos nós somos vencedores...
Jennie agradeceu ao público por todo carinho e saiu.
ENQUANTO ESTAVA CANTANDO a penúltima música do show, Dylan viu uma mulher chorando em sua frente, era a garota mais linda que já tinha visto.
Na hora ele pensou...
Pronto, lá vamos nós de novo, eu e a minha imaginação...
Mas ela era diferente... Dylan olhou para ela e no mesmo instante todos olharam também, ele parou o show pediu para ela subir ao palco, e perguntou para todos...
— Vocês estão vendo essa garota?
Todos responderam com um sonoro SIM...
No mesmo instante seu coração bateu muito forte:
— Qual o seu nome?
— Karin... – disse ela um pouco sem jeito – Karin Studdy.
— Uau! Que nome lindo, Karin – ele falou mais alto do que queria.
Todos deram risada da maneira que ele falou – até mesmo ela.
— Acabei de compor uma canção – disse Dylan a ela – gostaria que fosse dedicada a você Karin.
Ela ficou sem voz na mesma hora.
Dylan começou a tocar uma canção nova, naquele mesmo momento. Cantou uma canção do nada para ela, mas era uma canção que vinha do seu coração naquele momento, se não fosse pela gravação, eu nem poderia cantá-la novamente, mas era mais ou menos assim...
Meu amor...
O que dizer quando o coração se cala
Diante de toda a verdade que diz a razão?
Sim... Meus olhos me mostram a verdade que habita em mim
Refletem em seus olhos tudo que há de bom
Que existe verdade dentro de mim
Por favor... seja o meu anjo
Sim... Vem e me salve dessa vida
Chorei muito essa noite
Mas o seu sorriso me fez sorrir novamente
Não quero parecer estúpido e nem mesmo um cantor solitário
Que se ilude em versos cantados em sons sem sentido
Não... não...
Eu sei, meu amor... Agora é de verdade
Você me fez ver essa verdade
Meu coração não me deixa mentir
Segure a minha mão
E deixe o vento do amor nos levar...
Para onde? Ah! Para qualquer lugar
Quando estou com você, estou em paz...
Karin... Karin...
Sem sombra de dúvidas aquela era a melhor canção que ele tinha escrito em toda a sua vida – e a mais verdadeira também.
O público o aplaudia em pé, foram mais de três horas de show, agora, com cinco canções inéditas.
Dylan pediu para Karin ficar ali no camarim com ele naquela noite, queria comemorar aquela noite especial com alguém especial. Não sabia nada sobre ela, apenas sabia que de alguma forma ela era especial, ela era de verdade, poderia ver o amor verdadeiro dessa vez.
QUANDO FORAM JANTAR no restaurante do estádio, Dylan percebeu que ela era muito inteligente, independente – além de ser muito linda.
Monique... quem era Monique?
Dylan já nem mais se lembrava mais do seu passado que o condenava, apenas enxergava um futuro, Karin...
Isso sim é que era uma mulher de verdade, uma garota sem rótulos, sem mácula, tinha o brilho do amor no olhar...
Ela o olhava da mesma maneira que ele a olhava.
Karin disse:
— É um sonho estar aqui com você, sou sua fã desde o começo de sua carreira.
— Depois dessa noite, também virei seu fã.
Ela deu risada.
— Não tenho nada de tão especial para que tenha fã, ainda mais você.
Mas ela não se enxergava da mesma maneira que ele a enxergava.
Karin não acreditou quando Dylan disse que tinha escrito aquela música naquela hora – mas era verdade, a mais pura verdade.
Quando Dylan viu Karin, foi como se tivesse visto a sua própria salvação, viu o seu recomeço, tudo estava diferente.
Eles pegaram um taxi.
Dylan a deixou em casa, e deram o primeiro beijo na porta de sua casa...
TUDO ESTAVA TÃO DIFERENTE agora, pela primeira vez na vida Dylan sabia o que era felicidade de verdade, realização, Dylan escreveu a canção que todo compositor sonha a vida inteira compor...
Aquela canção que vem do mais profundo do seu coração...
Aquela que saia do seu mais íntimo, a sua própria verdade. Agora ele sabia o que David sentiu quando escreveu aquela canção para Ivy.
Eles começaram a sair juntos.
Para Karin era tudo novidade – não estava acostumada a sair nas capas dos jornais, ser convidada para entrevistas e outras futilidades que a mídia adorava dar ênfase, mas mesmo assim, eles acreditaram no amor...
Era um amor puro...
Ela deu forças para Dylan fazer aquela turnê realmente limpo. Ela saiu do seu trabalho para ir com ele em todos os lugares – para que Dylan não caísse novamente nas drogas –, mas isso era a última coisa em que ele pensava. Dylan sabia que o amor era maior do que tudo aquilo que já tinha vivido até hoje em sua vida, estava curado de tudo, das drogas, álcool, ilusões e até mesmo de sua solidão.
Aquela turnê foi singela, não quis fazer os shows em estádios, Dylan queria apenas tocar em lugares pequenos, casas de espetáculos, mas fez pouquíssimos shows.
Dylan fez muitos programas de televisão, estava tão feliz com tudo aquilo, sim... – feliz de verdade – não se iludindo com a felicidade como das outras vezes. Fazendo a sua própria felicidade, não... dessa vez era amor de verdade, estava até mais jovem.
Sua aparência mudou radicalmente, estava com um ar jovial, como se tivesse voltado no tempo. Depois de dois anos de turnê-mundial, Dylan resolveu voltar para casa, para poder se casar com Karin. Sua família ainda não a conhecia, a tinha visto apenas pelas revistas, pois ela estava sendo considerada como a nova Cinderela.
Quando visitou sua mãe, ela ficou pasma com o que viu, achou Karin extremamente linda, disse que dessa vez ele tinha acertado em cheio...
Elas ficaram muito amigas.
Amigas até demais... – em minha opinião – mas era bom demais tudo aquilo...
Quando Dylan foi falar com seu pai, não conseguia encontrá-lo em nenhum lugar, encontrou-o no último lugar onde imaginaria – na casa de Dannie novamente – pois eles tinham voltado, mesmo depois de tudo que ela aprontou com ele. Dylan não levou Karin para conhecê-lo, não queria que ela tivesse uma decepção como ele teve.
Seu pai deu um sorriso sarcástico dizendo que ela era a mulher que ele amava – Dannie com toda a pose de madame de sempre – estava grávida e somente Deus sabia se aquele filho era realmente do seu pai, pois todos sabiam que ela o traía descaradamente. Dylan cansou de vê-la em restaurantes com outros homens, e até mesmo mulheres.
Dylan nunca se intrometeu nos problemas dele, seu pai merecia viver tudo que viveu, e agora...
Mais do que nunca...
Ainda bem que ele tinha uma mãe que valia pelos dois, porque se dependesse do pai, certamente estaria ferrado. Dylan estaria nas drogas até hoje, já que nunca foi visitá-lo, mesmo depois de tudo que ele fez por ele...
A ingratidão é com certeza o maior defeito de um ser humano, pois a raiva, o ódio, o desamor, são coisas que você já espera de qualquer pessoa, mas a ingratidão de uma pessoa que você ama, isso realmente machuca o coração, mata a nossa alma...
DAVID DEMOROU ALGUNS SEGUNDOS para entender e absorver o que estava acontecendo com sua esposa quando ouviu um barulho e um selvagem que ele conhecia muito bem abriu a porta e disse:— Desculpe, Sr. Heringer – disse Chain –, mas temos que sair imediatamente ou uma guerra vai eclodir por causa de seu filho.— Guerra? Que merda você está falando, Chain?— Seu filho... senhor Heringer... ele está no comando de tudo e está pronto para tirar tudo do senhor.David olhou para a esposa sem vida na sua frente.— Não sei se eu tenho tanta coisa assim para ser tirada, Chain... simplesmente mais nada...
IVY COMEÇOU A SENTIR as contrações:—David, está na hora.David a levou até ambulatória que tinha mandado fazer no prédio de seu escritório em Londres.—É a melhor sensação do mundo, querido.—Não fale nada você precisa descansar e se concentrar.Norman havia acompanhado toda a gravidez e tinha orientado que não havia mais partos naturais naquela época, mas Ivy foi efusiva quanto a isso.—David – chamou Brady – preciso realmente fazer uma cesárea, é muito perigoso um parto normal.—Ela escolheu assim, Norman, tenho que respeitar a sua vontade, ela sabia de todos os riscos.—Não entendo a teimosia de vocês, sabia?—Não é teimosia, é fé.—Se ela morrer, só quero ouvir sua justific
KARL ARRUMOU A SUA MESA enquanto Brian ficou olhando sentado com os pés na mesa da presidência da N.O.M.—Te desejo sucesso, Brian.—Acordo é acordo.—O que você fez foi realmente o melhor para todos, espero que seja tão feliz quanto fui.Karl colocou um documento em cima da mesa.—Só assina, você sabe o que é... te concedi poderes temporários sobre a N.O.M., mas não te dá o direito de usurpá-lo, sabe que Kev deverá sucedê-lo e não haverá negociações.—Eu sou um Johnson também.—Você é só um moleque mimado.Brian quase nem viu o movimento que Karl fez, o segurando pelo pescoço, apertou um botão e a janela se abriu.—O... o... que... você... fará? – disse em um esforço heroico.
— ESTAVA ANSIOSO EM SABER MAIS DETALHES do porquê ter me convidado para jantar, Brian.—Tenho o nome da pessoa que irá voltar no passado.—Acredito que não será de graça essa informação.—Meu preço é bem salgado, espero que esteja preparado.—Só preciso do nome, Brian, e um mundo novo se abrirá para você.Brian estender um contrato e Karl o leu atentamente.—Você é louco, não é?—Você sabe que sou, mas agora só desejo que assine... uma assinatura por um nome.—Não... um reino por um nome você quer dizer.—Sabe muito bem que se Burke vencer, você jamais existirá, os Johnson’s jamais chegarão ao poder e o mundo como conhecemos jamais existirá.—Assinarei de bom grado
TAT ACOMPANHAVA DE PERTO toda a construção de Salém, mas acima de tudo acompanhava de perto a vida do homem que desejava ardentemente se vingar, ela sabia muito bem no que aquilo implicava, morreria para tirar a vida do homem que tirou tudo dela.Olho por olho e dente por dente...Apesar de ser uma inscrição milenar, ela achou que valeria a pena arriscar tudo, era simplesmente sua vida, ou o que restara dela.Tat acompanhava a restauração de uma das cidades mais antigas do mundo e ver aqueles homens desnudos trabalhando fez com que sua libido voltasse à mil por hora, pela primeira vez desde que conheceu Norman desejava estar com um homem novamente.Conheceu alguns selvagens que a fez rever seu conceito sobre eles.SUA MAIOR FONTE DE INFORMAÇÕES eram aqueles que conheceu e trabalhavam nas obras e passavam informaç&oti
COMO EM UM PASSE DE MÁGICA, em pouquíssimos meses o projeto deslanchou, toda a mão-de-obra que precisava estava com os selvagens, que usaram de seu desejo mais íntimo em fazer parte daquela sociedade que não se preocuparam em trabalhar ao extremo por suas ambições.David recebia relatórios semanais e aquilo estava fazendo um bem danado a ele, seu sonho enfim estava começando a se concretizar, a cidade de David estava se erguendo como nos tempos antigos, mas agora para nunca mais ser tombada.Brady mostrou a planta atualizada e David disse que queria tudo de mais moderno que estava à disposição da tecnologia, o aeroporto seria o maior de todos da União dos países, além de um prédio comercial que abrigaria um escritório dos principais fornecedores do mundo todo, além de um convênio que ele conseguiu firmar com o