FAZER LOGINA CENA QUE ENRICO VIA de sua janela o despertou de vez de seu transe misturado com sono.
— O que será que está acontecendo dessa vez? – Disse para si mesmo tentando acertar seus pensamentos com os fatos – afinal das contas, Enrico estava tão acostumado a acordar ao meio-dia que acordar às seis da manhã era uma novidade, para não dizer um gigante terrível para Enrico.
Nesse instante o telefone toca, trazendo os pensamentos de Enrico a realidade – o acordando de vez.
Enrico tirou o telefone do gancho e atendeu.
— Alô – disse ele.
Seu sogro estava completamente alterado do outro lado da linha.
— Você viu as notícias, seu imprestável? O mundo está um caos, minha filha está aí? Preciso me certificar que está tudo bem com ela.
A felicidade de Enrico durou menos do que ele pensava.
— Estou procurando por ela também – mentiu ele –, mas não estou encontrando-a em nenhum canto da casa... talvez ela tenha saído... – mentiu Enrico, ele sabia que Gwen nunca saía de casa sem avisar, e muito menos sozinha.
A voz de Donald se acentuou ainda mais.
— Você tem cinco minutos para encontrá-la, senão, eu mesmo te mato, você está entendendo seu porto-riquenho duma figa... cinco minutos...
Donald desligou o telefone na cara de Enrico.
A felicidade de Enrico se igualou ao seu desespero.
Que culpa tinha ele se sua esposa tinha sumido?
Enrico percebeu que aqueles treze anos de casamento não tinham dado em nada...
Tinha sido tudo uma grande ilusão?
Seu sonho de ser um grande mafioso estava indo por água abaixo – feito as cachoeiras do Niágara.
ENRICO LIGOU PARA A ADVOGADA E AMIGA de sua esposa – Alicia C. Becker –, infelizmente ela não tinha nenhuma notícia de sua esposa – o que gerou um desespero ainda maior no coração de Enrico.
Enrico olhou da janela de seu apartamento novamente e viu os capangas de seu sogro entrando discretamente no prédio. Ele percebeu que precisava tomar uma atitude drástica – e rápida.
Como Enrico praticava esportes radicais quase todos finais de semana desde que havia se casado com Gwen – a não ser quando estava fazendo alguns serviços extras para seu sogro – não foi algo tão difícil de pensar.
Seu esporte favorito era pular de paraquedas.
Enrico pegou sua mochila de paraquedas – e alguns poucos milhares de dólares que tinha guardado – subiu até o último andar do prédio onde morava e ficou esperando o momento certo para agir.
Quando os capangas de seu sogro colocaram a cabeça para fora da janela de seu apartamento – procurando vestígios dele –, Enrico passou por eles em plena queda-livre dando tchauzinho, e um beijo no ar frio e cortante de Manhattan.
Não deu nem tempo deles sacarem suas armas e atirarem em Enrico, e mesmo se atirassem, eles sabiam que era arriscado acertarem algum cidadão, e isso era tudo que Donald Dunhill não queria – chamar atenção desnecessária.
Assim que Enrico chegou ao chão – são e salvo –, entrou no primeiro taxi que conseguiu e sumiu do mapa.
***
DONALD DUNHILL ESTAVA DENTRO do seu carro admirando a cena – enquanto fumava seu charuto cubano favorito.
— Ele é liso feito um quiabo – disse num sussurro Donald Dunhill para si mesmo – gosto muito desse garoto, vai me dar um trabalho maravilhoso caçá-lo.
O assassino preferido de Donald Dunhill – Carlos Ortiega – estava no carro e deu um sorriso se alegrando com a notícia que há tempos esperava receber.
— Espero que goste da brincadeira, Carlos, conto com seu casamento com a morte para pegá-lo.
Carlos Ortiega abriu ainda mais seu sorriso malicioso, tirou seus óculos modelo BL e mostrou seus olhos vermelhos como o sangue e disse:
— Estava contando os minutos para o senhor me dar essa ordem, nunca entendi porque o senhor sempre defendeu esse cara, mas finalmente ele é meu...
Donald retribuiu o sorriso malicioso.
— Ele foi o único que ousou se casar com minha filha... Carlos, ele se arriscou ao ponto de ter a pior de todas as mortes, e outra, nunca vi minha filha tão feliz...
Como se eu ligasse para a felicidade... – pensou ele...
— De certa maneira, ele merece o meu respeito, mas agora que ela estava morta junto com a grande maioria da população do planeta – isso ele descobriu por causa de um de seus funcionários, que era encarregado de vigiá-la vinte e quatro horas por dia, e há três horas havia informado que após o ataque de seu sócio, um motorista de carro que estava morrendo por causa da Plaga acabou atropelando ela e sua sogra –, não tenho motivo algum de poupá-lo. Afinal, não vou poupar muita gente daqui para frente já que agora sim meu plano de conquistar esse mundo estúpido vai começar a se realizar...”
Carlos Ortiega colocou seus óculos novamente e saiu do carro ajeitando seu sobretudo preto e seguiu na direção que Enrico tinha ido...
DAVID DEMOROU ALGUNS SEGUNDOS para entender e absorver o que estava acontecendo com sua esposa quando ouviu um barulho e um selvagem que ele conhecia muito bem abriu a porta e disse:— Desculpe, Sr. Heringer – disse Chain –, mas temos que sair imediatamente ou uma guerra vai eclodir por causa de seu filho.— Guerra? Que merda você está falando, Chain?— Seu filho... senhor Heringer... ele está no comando de tudo e está pronto para tirar tudo do senhor.David olhou para a esposa sem vida na sua frente.— Não sei se eu tenho tanta coisa assim para ser tirada, Chain... simplesmente mais nada...
IVY COMEÇOU A SENTIR as contrações:—David, está na hora.David a levou até ambulatória que tinha mandado fazer no prédio de seu escritório em Londres.—É a melhor sensação do mundo, querido.—Não fale nada você precisa descansar e se concentrar.Norman havia acompanhado toda a gravidez e tinha orientado que não havia mais partos naturais naquela época, mas Ivy foi efusiva quanto a isso.—David – chamou Brady – preciso realmente fazer uma cesárea, é muito perigoso um parto normal.—Ela escolheu assim, Norman, tenho que respeitar a sua vontade, ela sabia de todos os riscos.—Não entendo a teimosia de vocês, sabia?—Não é teimosia, é fé.—Se ela morrer, só quero ouvir sua justific
KARL ARRUMOU A SUA MESA enquanto Brian ficou olhando sentado com os pés na mesa da presidência da N.O.M.—Te desejo sucesso, Brian.—Acordo é acordo.—O que você fez foi realmente o melhor para todos, espero que seja tão feliz quanto fui.Karl colocou um documento em cima da mesa.—Só assina, você sabe o que é... te concedi poderes temporários sobre a N.O.M., mas não te dá o direito de usurpá-lo, sabe que Kev deverá sucedê-lo e não haverá negociações.—Eu sou um Johnson também.—Você é só um moleque mimado.Brian quase nem viu o movimento que Karl fez, o segurando pelo pescoço, apertou um botão e a janela se abriu.—O... o... que... você... fará? – disse em um esforço heroico.
— ESTAVA ANSIOSO EM SABER MAIS DETALHES do porquê ter me convidado para jantar, Brian.—Tenho o nome da pessoa que irá voltar no passado.—Acredito que não será de graça essa informação.—Meu preço é bem salgado, espero que esteja preparado.—Só preciso do nome, Brian, e um mundo novo se abrirá para você.Brian estender um contrato e Karl o leu atentamente.—Você é louco, não é?—Você sabe que sou, mas agora só desejo que assine... uma assinatura por um nome.—Não... um reino por um nome você quer dizer.—Sabe muito bem que se Burke vencer, você jamais existirá, os Johnson’s jamais chegarão ao poder e o mundo como conhecemos jamais existirá.—Assinarei de bom grado
TAT ACOMPANHAVA DE PERTO toda a construção de Salém, mas acima de tudo acompanhava de perto a vida do homem que desejava ardentemente se vingar, ela sabia muito bem no que aquilo implicava, morreria para tirar a vida do homem que tirou tudo dela.Olho por olho e dente por dente...Apesar de ser uma inscrição milenar, ela achou que valeria a pena arriscar tudo, era simplesmente sua vida, ou o que restara dela.Tat acompanhava a restauração de uma das cidades mais antigas do mundo e ver aqueles homens desnudos trabalhando fez com que sua libido voltasse à mil por hora, pela primeira vez desde que conheceu Norman desejava estar com um homem novamente.Conheceu alguns selvagens que a fez rever seu conceito sobre eles.SUA MAIOR FONTE DE INFORMAÇÕES eram aqueles que conheceu e trabalhavam nas obras e passavam informaç&oti
COMO EM UM PASSE DE MÁGICA, em pouquíssimos meses o projeto deslanchou, toda a mão-de-obra que precisava estava com os selvagens, que usaram de seu desejo mais íntimo em fazer parte daquela sociedade que não se preocuparam em trabalhar ao extremo por suas ambições.David recebia relatórios semanais e aquilo estava fazendo um bem danado a ele, seu sonho enfim estava começando a se concretizar, a cidade de David estava se erguendo como nos tempos antigos, mas agora para nunca mais ser tombada.Brady mostrou a planta atualizada e David disse que queria tudo de mais moderno que estava à disposição da tecnologia, o aeroporto seria o maior de todos da União dos países, além de um prédio comercial que abrigaria um escritório dos principais fornecedores do mundo todo, além de um convênio que ele conseguiu firmar com o