LOGINThomas e Natalie cresceram. Agora, com seus dezesseis anos, eles vão passar pela experiência de serem adolescentes. E seus pais, vão passar pela experiência que todo pai e mãe passa: a de verem seus filhos serem aborrecentes. Cometer erros, namorar — muito — e estudar bastante para serem o que foram criados para serem: o que quiserem ser. E no caminho disso, ambos terão de ser fortes, se manter unidos e amadurecer para estarem preparados para os momentos difíceis que virão. E ao lado de ambos seus pais, ajudarão Bryan, o irmão do meio, a lidar com as pendências que ele tem com sua verdadeira origem.
View MoreANOS DEPOIS — Bryan. Ele se virou ao reconhecer aquela voz. Ela se aproximava com o sorriso de sempre. Nada nela havia mudado desde que soube de seus sentimentos. Mesmo achando que eles não seriam os mesmos, que ele se sentiria desconfortável perto dela e que eles não conseguiriam ser os amigos de antes, o sorriso dela continuava o mesmo. Ela era a mesma com ele. Carinhosa, cuidadosa, amável. E sorridente. Até quando o irmão fazia comentários que deixava a ambos envergonhados, algo que com o tempo eles começaram a saber lidar. Henry era e sempre seria inconveniente. Um bom amigo, mas muito inconveniente. Ele não sabia quando calar a boca. Tinha vezes que acabava levando a mão atrás da cabeça dele. Isso quando não fazia um pedido mudo para que Nicholas o fizesse. O que não era incomum, já que Nicholas sempre reagia àquela maneira quando o amigo deles falava alguma besteira. Com as mãos nos bolsos, ele esperou que Hope se aproximasse. Ela vestia-se com a costumeira saia e a camiset
— Agora acabou? Finalmente acabou? — Sim, acabou. – Nathan quem respondeu a Mia. — Com a confissão dela, as provas que nós encontramos e o que o gênio do Matteo conseguiu... ela vai passar o resto da vida miserável dela na cadeia. – Liam contou. Mia se virou para o filho mais novo, vendo-o sentado no sofá, com Hope ao lado. — Meu amor, como você está? — Estou bem. É claro que foi um choque escutar tudo que ela disse sobre mim, mas... eu já sabia que ela não se importava comigo. Ou importou um dia. — Ela quem perde. – Hope diz. – Ela está sozinha e atrás das grades, e você tem uma família incrível. — Sim, sua amiga está certa. – Nathan diz. – Akemi perdeu muito aqui. Inclusive a liberdade dela. — E o luxo, que era o que ela mais queria nessa vida. Mais até que você, Nate. – Natalie diz. – Psicopata. – Estremeceu. – Quando ela começou a falar, meu estômago revirou. — O que importa é que isso acabou. – Mia sorriu para o garotinho dela. – Nós estamos todos juntos, e felizes.
Liam entrou naquela casa, que mais parecia um labirinto, como uma que ele morou quando era mais novo, observando tudo atentamente. Atrás dele, estavam seus dois filhos mais velhos, seu filho mais novo e Hope. Sim, a garotinha insistiu que estaria ao lado do melhor amigo, e o pai do menino não teve opção a não ser concordar. Enquanto isso, Nathan fazia o trabalho de manter Holly bem longe daquela casa. Não foi fácil tirá-la dali, menos ainda de forma que ela não desconfiasse de nada. Mas ela era gananciosa e quando o “marido”, no seu modo tanto faz, insistiu para que ela comprasse um vestido e um sapato por causa da festa da empresa que aconteceria no fim da semana, ela aceitou. Tudo como planejado. Ela nunca iria desconfiar da festa da empresa de Nathan. E menos ainda quando ele era obrigado a levá-la como sua esposa. O que de certa forma fazia com que ele se enojasse por saber que teria de passar mais de três horas com ela ao seu lado. Mia tinha ficado em casa com os mais novos. Sob
— Bryan. O menino percebeu a surpresa nos olhos do pai, o que já era esperado por ele. — Não vai me abraçar? Não houve resposta. — Tudo bem, eu faço isso. E então Bryan se aproximou, abraçando o pai, que o correspondeu após um segundo, relaxando. A tensão no corpo de Nathan evaporou no instante em que teve o filho em seus braços. Foram tantos dias se perguntando se ele estava bem. Emocionalmente, no caso, já que ele era um tanto sensível quando o assunto era “família”. Ele podia estar muito feliz por ter o outro pai de volta em casa, mas não queria dizer que estava completamente feliz, não quando não podia ver o outro pai. Nathan também se sentia mal. Triste. Com saudades. Mas foi a única forma de fazer com que Holly deixasse aquela família, o que incluía seu garotinho, em paz. Se ela soubesse que eles ainda estavam se vendo, ela poderia imaginar em sua cabecinha, que ele estava tramando contra ela. E ele realmente estava. — Senti sua falta. — Eu também senti. – Suspirou. –
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