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CAPÍTULO 44 DAVID HERINGER

last update publish date: 2021-05-17 20:20:06

DAVID DESCEU DO AVIÃO e olhava as ruínas da grande cidade que um dia foi reinada por alguém que tinha o seu nome...

David...

Coincidência ou não, era conhecida por ser A Cidade de Davi e agora era a sua cidade.

Ivy o abraçou por trás e disse:

—Estou muito orgulhosa por tudo o que você tem feito.

David se ajoelhou e lhe beijou a barriga.

—Eu não fiz nada, nós fizemos, e acredito que essa criança que você carrega no ventre seja a maior prova disso.

 Ivy o ajudou a se levantar:

 —Vamos viver juntos até o fim.

 —Então que não haja fim.

 Eles se beijaram e, de repente ouviram o disparo e um animal parecido com algum felino muito estranho estava morto ao seu lado.

—Estamos em uma zona perigosa, senhores, precisamos primeiro limpar a cidade antes de trazemos as pessoas para viverem aqui.

 David olhou para o animal e assentiu.

 —Foi uma boa ter trazido você aqui, Ralf.

 Ele assentiu:

 —Enquanto me pagar bem, será sempre uma honra protege-lo, David.

APESAR DO GRANDE NÚMERO DE ANIMAIS SELVAGENS que habitavam o lugar, não houve nenhum incidente para a restauração de Jerusalém, eles instalaram aparelhos sônicos que fazia com que os animais se mantivessem afastados.

A cidade estava em boas condições, e com o grande capital que David dispunha, foi fácil modernizá-la, e pagando bem as pessoas, houve grande procura.

DAVID ESTAVA EM SEU ESCRITÓRIO, quando um homem alto chegou até ele e disse:

 —Boa tarde, Senhor Heringer, eu represento a N.O.M.

 —Sente-se, senhor...

 —Briant... Ken Briant.

 —Sobre o que a N.O.M. está querendo tratar?

 —Você sabe que somente sete capitais existem no mundo, e uma oitava capital cultural e outra colônia de férias na antiga América do Sul, mais especificamente, no Rio de Janeiro.

 —Sim, estou ciente e atualizado sobre o mundo de vocês.

 —E todas elas seguem as regras da N.O.M. como ensino, leis de habitação, televisão, direitos trabalhistas...

 David o interrompeu:

 —Senhor Briant, onde quer chegar?

 —Queremos nos certificar que vai seguir as regras.

 —Tem alguma que vocês literalmente me proíbem de realiza-la?

 —As sete cidades seguem uma em especial, de não nos envolvermos com as pequenas cidades que sobreviveram e seguem suas próprias leis, os selvagens como os chamamos.

 —Quer dizer que existem outras cidades além das Sete Capitais?

 —Claro, o senhor não...

 —É claro que ele não sabia – interveio Norman Brady.

 —O que faz aqui?

 —Impedir que cometa novos erros.

 —Por exemplo?

  —Por exemplo, de criar uma nova capital da qual não terá nada para acrescentar às outras, cada Capital tem uma grande responsabilidade para com a humanidade, e você no caso, só tem dinheiro, nada além disso.

  —E então, senhor Heringer, o que oferecerá à humanidade em troca de acordos comerciais?

—No fim das contas, tudo se resume no clubinho dos sete?

—Trocando em miúdos, sim – disse Briant.

—Então, Brady, o que me recomenda, já que veio de tão longe para me encher o saco?

Norman Brady sorriu.

—Existe algo que podemos fazer exatamente na exceção.

—Seja mais específico – disse David efusivamente.

—Bem, como você não está tão atualizado – David fez cara de poucos amigos, mas Brady continuou – existem diversas cidades subdesenvolvidas pelo planeta, quase tribos, com sua linguagem nativa e suas tradições retrógadas, o governo de tempos em tempos lança o V.O. para que não haja mais contaminação de qualquer espécie sobre as Sete Capitais da N.O.M., querendo ou não, a Nova Ordem Mundial tem extremo interesse que seus interesses caiam sobre todo o mundo, e fazer a ponte entre todos os seres humanos é a sua maior ambição.

—Pelo que estou entendo, de vez em quando alguém dessas tribos consegue escapar e se infiltrar na sociedade.

—Não poderia ter resumido de melhor forma, um exemplo são seus protegidos, Eva e Adam... então, porque Salém não se torna a capital de transição dessas tribos, digamos, peneirando as pessoas que se socializarão conosco.

 —Impossível – meu chefe jamais concordará com isso.

—Porque não? – disse um homem extremamente bem alinhado ao adentrar na sala de reuniões, era sem sombra de dúvidas o homem mais bonito confiante, carismático e elegante que David já havia visto.

—A quem devo a honra da presença? – disse David solícito pela presença cativante do intruso.

—Meu chefe – disse Ken Briant –, Karl Carmington Johnson.

—Ah! Então os Johnson’s estão aqui também? – Ele se virou para Ivy e disse num tom de desculpa – você entendeu o que quis dizer, não é querida?

Ela sorriu gentilmente.

—Acredito que tenha tido alguns inconvenientes com alguns dos meus antepassados, David, posso te chamar assim, não é? – David assentiu sem se mostrar preocupado com aquele detalhe inútil – mas quero que fique bem claro que tudo isso é passado, meu único interesse é apenas no futuro da humanidade.

—Tenho certeza que sim, afinal, os fins justificam os meios, não é verdade?

—Eu diria que o meio é justificado pelo início, o final está longe de chegar até nós por enquanto, mas... você terá muito trabalho caso queira ser aceito por nós.

 —E se eu não quiser ser aceito?

—Já ouviu aquela expressão: Quem não é por nós é contra nós... – então, no nosso mundo é exatamente assim que as coisas funcionam, você pode simplificar e resolver um problema do qual não temos o menor interesse e pararmos de desprendermos esforços em ficar mandando aviões e devolvendo essa gentinha para seus verdadeiros lares, matando-as, ou simplesmente podemos usá-los para que façam algo de útil para toda a sociedade, o que na minha opinião é o momento ideal para isso acontecer.

Norman interviu.

—Realmente acredito que é uma boa oportunidade de fazer essa ponte, David, você é a pessoa certa para isso, digamos que tem a humanidade que eles precisam para que os acolham em nosso seio social, a N.O.M. não liga a mínima para os selvagens, mas sei que você teria o tino necessário para cumprir com isso.

David encostou a cabeça na cadeira pensativo.

—Sinceramente, querido – disse Ivy solícita – é um caminho do qual podemos ajudar outras pessoas, precisamos de mão de obra para levantarmos uma cidade, precisamos da tecnologia que eles têm e também precisamos de um propósito aqui, esse é o mundo deles, nós mesmos temos que nos adaptarmos ainda a muitas coisas, e porque não nos adaptarmos ajudando outras pessoas que também querem fazer parte deste mundo?

David se levantou e ficou cara-a-cara com Karl.

—Do lugar de onde venho, minha palavra vale muito, espero que a sua valha alguma coisa.

Karl estendeu a mão.

—Acredito que faremos grandes negócios juntos, David, somos os homens mais ricos do mundo, então, temos algo em comum, além do fato de querermos deixar um legado para o futuro, acho que mil anos foram suficientes para preparar a humanidade para o verdadeiro futuro, quem sabe daqui mil anos celebrem alguma festa em nossa homenagem.

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