LOGINASSIM QUE TERMINARAM as gravações do primeiro álbum, começaram as grandes festas e eventos. Tocavam em todos os tipos de lugares, desde pequenos bares, até eventos com milhares de pessoas. Para Dylan, tanto fazia os lugares em que cantava, ele queria mais e mais...
Estava viciado em cantar... – em ter a atenção das pessoas...
Era algo que preenchia o vazio do meu coração...
Dylan continuou saindo junto com o Billy, pois assim, sabia que não estava saindo com garotas “que eram fruto de minha imaginação”.
Um pouco antes de a turnê começar, a banda recebeu um baque que foi completamente difícil de aceitarem, David, o principal compositor da banda e líder decidiu sair, estava com outros planos e não poderia cair na estrada com eles.
— Você é louco? – Gritou Billy – depois de tudo que passamos para chegar até aqui, você pula fora do barco...
Billy tentou avançar sobre David, mas Dylan entrou em sua frente e o abraçou afastando-o de David.
— Um dia você vai entender o que estou falando, conheci uma pessoa muito especial...
— John Lennon também tinha conhecido uma pessoa muito especial, por isso os Beatles acabaram, cara, acorda...
— Para de drama, vai, Billy – disse Paul tentando apaziguar.
— Desculpe galera, mas acho que estou fora do que vocês querem para o futuro, por muito tempo investi na banda, conseguimos alcançar o topo do mundo, mas acho que tenho outro caminho a seguir.
Billy segurou até onde conseguiu.
Após terminar a reunião, David foi dar um abraço em Billy e ele lhe desferiu um soco que fez David cair.
— Você é um fraco – gritou Billy enquanto Paul o segurava – nunca vai ser ninguém na vida sem a gente, e esquece, essa porta jamais se abrirá para você novamente.
David se levantou um pouco tonto, limpou o sangue que escorria de sua boca e depois cuspiu do lado.
— Não quero fama, Bill, quero apenas ser feliz, e é por isso que não posso continuar com vocês, sei que esse tipo de ceninha só está começando, adeus...
Ver David sair por aquela porta deixou o coração de Dylan completamente amargurado, ele sabia que David era o cérebro da banda, tudo tinha dado certo por causa dele.
— Vamos ensaiar – disse Billy – nós temos uma banda para colocar no Hall da Fama.
NESSA ÉPOCA DYLAN COMEÇOU A SAIR com uma modelo chamada Jude Brown – ela era a modelo favorita de sua agência, e de quase todos os desfiles da Europa – e sem dúvidas a mulher mais linda com quem Dylan poderia sair em toda a sua vida – até aquele momento.
Ela era extremamente sensível, nem parecia que era fruto de um mundo absurdamente capitalista, talvez fazia aquilo apenas por dinheiro, mas ela era uma pessoa muito simples e de gostos simples.
Ela começou a ir a todos os shows da banda – era a primeira turnê pelo país. Dylan estava muito empolgado com tudo aquilo, apesar da saída de David. Seu irmão acabou aceitando a proposta de ser o empresário, pois todos da banda já o conhecia, e todos gostavam muito dele, mas Dylan não comentou com ninguém que a ideia foi de David, Billy não podia nem sequer ouvir falar do ex-companheiro.
ELES TOCARAM EM TODAS as grandes capitais e casas de shows dos Estados Unidos – de outros países também – como Inglaterra, Paris, Austrália, Japão entre outros países mais.
Dylan nunca fez aquilo por dinheiro, na verdade, o que menos ele viu em toda a vida foi dinheiro.
Seu irmão administrava tudo para ele, se ele queria alguma coisa, pedia diretamente para o irmão. Nunca esteve nem aí para isso, morava junto com o Billy para poder ter sempre a segurança de não voltar a delirar coisas novamente, mas o seu maior medo é que tudo aquilo fosse mais uma vez um delírio, mas sabia que não era, pois tinha seu irmão que jamais me deixaria na mão.
CERTA VEZ DYLAN CHAMOU Jude de Monique, ela perguntou quem era Monique, Dylan não teve como esconder aquilo dela, apesar de gostar mais da Jude do que gostou da Monique, acabou contando a verdade para ela.
Jude ficou extremamente chateada com ele, uma semana depois terminou tudo com Dylan alegando ser impossível conviver com alguém dividido.
Seu maior medo naquele momento era que começasse tudo novamente, mas com a loucura da turnê, Dylan não tinha tempo de pensar naquilo, e outra, o Billy sempre falava que existiam mais mulheres do que homens no mundo, e que não era para me preocupar com aquilo não...
Mulher nunca faltaria para nós...
Realmente ele estava certo, mais uma vez, não sabia se ele era um filósofo ou profeta, mas tudo o que ele falava se cumpria, e Billy falava tão bem que o confortava.
Toda vez que ficava solteiro, saía com várias garotas ao mesmo tempo, muitas delas eu nem sabia o nome – quase todas para ser sincero – apenas aproveitávamos o momento que passávamos juntos.
Billy levava tudo na brincadeira, se entupia de cocaína e depois falava que não importava em saber os nomes delas...
Criava menos remorso para ele...
Dylan sempre quis saber se Billy se importava mesmo com aquelas garotas, ou se ele não fazia aquilo para se mostrar para alguém, ou até para ele mesmo, que era capaz de algo na vida, mas nunca conversamos sobre isso.
BILLY SEMPRE TIRAVA SARRO DE DYLAN, pois ele acordou inúmeras vezes com seus sonhos com Monique. Sempre dizia que essa mina estava deixando-o paranoico, que perdeu a melhor garota do mundo por causa dessa Monique e que já era hora de enterrar o passado, pois se ela não o quis, é porque ele realmente não merecia o seu desprezo e nem seu desafeto para comigo.
Ele era realmente um louco viciado, mas no fundo tinha toda razão, já era hora de enterrar o passado de vez com a Monique.
Perdi Jude de bobeira por causa dela, que mais eu teria que perder para aprender a esquecê-la?
Dylan não queria perder mais nada naquela vida, já tinha perdido seu orgulho próprio, a mulher mais linda do mundo...
E ela ainda levaria minha vida toda para o buraco?
Jamais ele poderia aceitar aquilo.
Dylan tentou inúmeras vezes falar com Jude, mas as agendas de ambos estavam sempre lotadas. Quanto mais ele tentava se aproximar dela, mais sua agenda com a banda e com propagandas publicitárias crescia.
Eles eram a banda do momento “ACROSS”, somente isso já era motivo de encher as casas noturnas e estádios.
Dylan sempre quis saber qual era a sensação de se estar nesses eventos com todas as maiores bandas do mundo, e dessa vez ele estava lá.
Conheceu todas as maiores bandas de rock e blues do mundo. Era sensacional o sentimento de se estar no meio deles.
JON VON DOILE – O BATERISTA – tocou com uma cantora de country muito famosa chamada Brooke Weenighan – foi bem na época o divórcio de seus pais – pois como ele não fazia mais muitos shows em sua cidade. Seu pai começou a dar outros tipos de desculpas para a sua mãe, mas ela acabou descobrindo tudo sobre eles, mas Dylan não queria se envolver em tudo aquilo.
Dylan decidiu sair com ela depois de muita insistência de Jon, sabia que Jon era muito centrado em sua vida, e não o enfiaria em nenhuma enrascada – como o Billy sempre o fazia entrar. Mas foi exatamente com ela que Dylan começou a fumar e a usar drogas, não tinha como dizer não, ela era extremamente convincente, sedutoramente diabólica, pois todos da banda usavam – menos ele e seu irmão –, Michael até chegou a usar por um bom tempo, mas depois que Jonathan nasceu ele decidiu parar com aquilo de vez e se dedicar à sua família, mas Dylan não tinha família, estava longe de tudo aquilo, sua vida agora era o seu sucesso.
A canção que Brooke cantou com a banda no novo álbum foi um sucesso mundial, passaram de banda mediana almejando o topo para uma máquina de fazer dinheiro. Não tocavam mais em casas noturnas, apenas em estádios – ou lugares com uma grande capacidade de concentração de público –, particularmente Dylan já não aguentava mais aquilo, estava muito cansado.
NO COMEÇO, usar drogas até o ajudou, mas depois de certo tempo, a cocaína começou a fazer muito mais mal do que bem, pois aquelas viagens sensacionais que fazia no começo, já demoravam muito para acontecer. Aquela sensação de felicidade, também era coisa do passado.
As performances no palco melhoraram e muito, pois nem mesmo ele sabia mais o que estava fazendo, soltava tudo de si nos palcos – como se estivesse possuído por algum espírito musical.
Quando terminou a turnê do segundo álbum, Brooke o largou, mas Dylan nem se lembrava muito bem de como tudo transcorreu, só se lembrava que ela saiu sem falar nada e nunca mais voltou.
Talvez fosse até melhor assim...
A BANDA GRAVOU O TERCEIRO álbum ao vivo em New York, ensaiaram como loucos, pois a moda era gravar ao vivo, e ter toda a emoção de um show.
Foi incrível, era para ser uma coisa única se não fosse o Billy ter uma overdose bem na última música.
Na noite anterior, Billy quebrou todo o quarto do hotel quando estava passando um show de David na televisão, sinceramente, ninguém da banda imaginava que ele conseguiria fazer tanto sucesso com as músicas que ele mostrou inicialmente para a banda, mas a maneira como ele estava tocando agora era completamente diferente, a musicalidade que tinha, fazia muito tempo que Dylan não ouvia um som tão gostoso.
Assim que Billy foi socorrido, cantaram a última música sem ele mesmo, e cantaram mais alguns de seus sucessos para que a galera não se dispersasse muito por causa do ocorrido.
Dylan nem imaginava que aquele seria o último show ao lado de seu melhor amigo.
Até hoje Dylan se culpa por não ter ido com ele na ambulância.
Os paramédicos disseram que Billy só perguntava onde Dylan estava. Foi muito dolorido para Dylan ouvir aquilo, não por causa da banda, mas pelo amigo que perdeu sem poder dizer adeus... sem poder estar ao lado dele no momento em que ele mais precisava do deu apoio.
Dylan queria morrer também, já não estava mais nem aí para mais nada dessa vida.
NO ENTERRO DE BILLY, Dylan viu Brooke, mas ela o tratou como se fosse um completo desconhecido para ela...
Dylan retribuiu o favor.
No dia seguinte, toda a banda se reuniu para que tomassem uma decisão, a banda não poderia acabar, eles tinham acabado de gravar o melhor álbum até aquele momento, e Billy tinha deixado mais dois álbuns inéditos gravados no estúdio.
Não podíamos abandonar o barco – com certeza não era o que o Billy desejaria –, a banda era a vida dele e a nossa também –, então decidimos continuar com a banda até que terminássemos tudo quanto Billy tinha deixado para nós...
Com a recusa de David em voltar a tocar com a banda, o que já era imaginável, Dylan começou a tocar guitarra no lugar de Billy, mas não era a mesma coisa.
Billy tinha uma energia que era somente dele nos palcos, apesar da galera não ver diferença alguma – eles sentiam.
Nosso líder e grande amigo tinha infelizmente ido embora...
Nessa época, Dylan estava mergulhado nas drogas, não queria saber de mais nada.
Foi quando as ilusões voltaram com tudo.
Toda vez que Dylan usava cocaína, sentia que todos os seus amigos de infância estavam com ele ao mesmo tempo, além dos fantasmas de Monique, e agora do Billy...
AQUELAS VIAGENS ERAM muito cansativas e estressantes, não era fácil para Dylan ver todos da banda com suas famílias e ele lá, sozinho, sem ninguém do seu lado. Querendo ou não, era mais fácil quando Billy estava por perto, pelo menos alguém para motivá-lo a sair de sua agonia.
Quando apareceu Tonny Watson na vida de Dylan, sem sombra de dúvidas a imaginação mais perto de Monique que já tinha acontecido.
Ela vinha exatamente nos dias em que ele tomava a decisão de se matar.
Quando Dylan chegava próximo do ato, ela aparecia e o abraçava, como se fosse uma esposa.
Todos da banda achavam que ele tinha enlouquecido de vez, pois as performances no palco, eram verdadeiros espetáculos à parte, ele pulava, se jogava no público, queria apenas que aquelas três turnês acabassem o mais rápido possível, assim estaria livre do fantasma do Billy em sua vida.
DAVID DEMOROU ALGUNS SEGUNDOS para entender e absorver o que estava acontecendo com sua esposa quando ouviu um barulho e um selvagem que ele conhecia muito bem abriu a porta e disse:— Desculpe, Sr. Heringer – disse Chain –, mas temos que sair imediatamente ou uma guerra vai eclodir por causa de seu filho.— Guerra? Que merda você está falando, Chain?— Seu filho... senhor Heringer... ele está no comando de tudo e está pronto para tirar tudo do senhor.David olhou para a esposa sem vida na sua frente.— Não sei se eu tenho tanta coisa assim para ser tirada, Chain... simplesmente mais nada...
IVY COMEÇOU A SENTIR as contrações:—David, está na hora.David a levou até ambulatória que tinha mandado fazer no prédio de seu escritório em Londres.—É a melhor sensação do mundo, querido.—Não fale nada você precisa descansar e se concentrar.Norman havia acompanhado toda a gravidez e tinha orientado que não havia mais partos naturais naquela época, mas Ivy foi efusiva quanto a isso.—David – chamou Brady – preciso realmente fazer uma cesárea, é muito perigoso um parto normal.—Ela escolheu assim, Norman, tenho que respeitar a sua vontade, ela sabia de todos os riscos.—Não entendo a teimosia de vocês, sabia?—Não é teimosia, é fé.—Se ela morrer, só quero ouvir sua justific
KARL ARRUMOU A SUA MESA enquanto Brian ficou olhando sentado com os pés na mesa da presidência da N.O.M.—Te desejo sucesso, Brian.—Acordo é acordo.—O que você fez foi realmente o melhor para todos, espero que seja tão feliz quanto fui.Karl colocou um documento em cima da mesa.—Só assina, você sabe o que é... te concedi poderes temporários sobre a N.O.M., mas não te dá o direito de usurpá-lo, sabe que Kev deverá sucedê-lo e não haverá negociações.—Eu sou um Johnson também.—Você é só um moleque mimado.Brian quase nem viu o movimento que Karl fez, o segurando pelo pescoço, apertou um botão e a janela se abriu.—O... o... que... você... fará? – disse em um esforço heroico.
— ESTAVA ANSIOSO EM SABER MAIS DETALHES do porquê ter me convidado para jantar, Brian.—Tenho o nome da pessoa que irá voltar no passado.—Acredito que não será de graça essa informação.—Meu preço é bem salgado, espero que esteja preparado.—Só preciso do nome, Brian, e um mundo novo se abrirá para você.Brian estender um contrato e Karl o leu atentamente.—Você é louco, não é?—Você sabe que sou, mas agora só desejo que assine... uma assinatura por um nome.—Não... um reino por um nome você quer dizer.—Sabe muito bem que se Burke vencer, você jamais existirá, os Johnson’s jamais chegarão ao poder e o mundo como conhecemos jamais existirá.—Assinarei de bom grado
TAT ACOMPANHAVA DE PERTO toda a construção de Salém, mas acima de tudo acompanhava de perto a vida do homem que desejava ardentemente se vingar, ela sabia muito bem no que aquilo implicava, morreria para tirar a vida do homem que tirou tudo dela.Olho por olho e dente por dente...Apesar de ser uma inscrição milenar, ela achou que valeria a pena arriscar tudo, era simplesmente sua vida, ou o que restara dela.Tat acompanhava a restauração de uma das cidades mais antigas do mundo e ver aqueles homens desnudos trabalhando fez com que sua libido voltasse à mil por hora, pela primeira vez desde que conheceu Norman desejava estar com um homem novamente.Conheceu alguns selvagens que a fez rever seu conceito sobre eles.SUA MAIOR FONTE DE INFORMAÇÕES eram aqueles que conheceu e trabalhavam nas obras e passavam informaç&oti
COMO EM UM PASSE DE MÁGICA, em pouquíssimos meses o projeto deslanchou, toda a mão-de-obra que precisava estava com os selvagens, que usaram de seu desejo mais íntimo em fazer parte daquela sociedade que não se preocuparam em trabalhar ao extremo por suas ambições.David recebia relatórios semanais e aquilo estava fazendo um bem danado a ele, seu sonho enfim estava começando a se concretizar, a cidade de David estava se erguendo como nos tempos antigos, mas agora para nunca mais ser tombada.Brady mostrou a planta atualizada e David disse que queria tudo de mais moderno que estava à disposição da tecnologia, o aeroporto seria o maior de todos da União dos países, além de um prédio comercial que abrigaria um escritório dos principais fornecedores do mundo todo, além de um convênio que ele conseguiu firmar com o