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Capítulo 33

last update Data de publicação: 2024-11-04 20:54:34

Verônica

Meu coração acelerou. Cadu estava falando sério? Ele queria que eu fosse sua namorada? Aquele garoto que eu conhecia pouco, mas que demonstrava ser totalmente desapegado, agora estava ali, vulnerável, me pedindo para ser sua? A confusão se misturou com a surpresa, e um turbilhão de emoções me invadiu.

Aquele Cadu, o que me pediu em namoro há poucos instantes, me levando para um encontro com seus pais, era diferente do garoto mimado e com ego inflado que eu conhecia. Ele parecia genuina
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  • Orgulho e Paixão    Capítulo 53

    Cadu Chegamos no prédio e fomos direto para o elevador, indo para o último andar onde fica o escritório do meu pai. Quando as portas se abriram, eu estava com a mão no quadril da Verônica, mas o que eu não esperava era ver aquele monte de gente saindo da sala de reuniões no final do corredor, inclusive meu pai, Lorenzo e Enrico. Meu coração deu um salto e pareceu parar no mesmo instante. Eu senti os músculos do meu rosto se contraírem, tentei sorrir mas foi em vão. Verônica percebeu minha tensão. — Cadu? O que houve? Você está gelado! — Não é nada, baby. Eu estou bem. — murmurei baixinho, tentando melhorar minha expressão, enquanto sentia as mãos transpirando. Não tive tempo de pensar em uma resposta melhor. Meu pai já estava caminhando em nossa direção, com Lorenzo e Enrico atrás dele. Quando chegaram perto, o olhar que meu pai me lançou, dizia: “cuidado com o que você vai dizer.” — Filho, não esperava você por aqui hoje. — ele olhou para Verônica com um sorriso educado. — Como

  • Orgulho e Paixão    Capítulo 52

    CaduAcordei com o sol entrando pela janela e um sorriso que não cabia no meu rosto. Pulei da cama, quase tropeçando no cobertor que havia rolado para o chão e corri para tomar banho. Em alguns minutos eu já estava pronto: camiseta e tênis brancos, calça jogger e jaqueta de couro, pretas. Estava arrumando a mala, quando Sophia entrou no meu quarto com uma pilha gigante de toalhas e lençóis cheirosos de amaciante. Quando me viu, parou de repente na porta.— Caramba! Você acordado às seis da manhã num sábado? Parece que as coisas estão mesmo mudando por aqui! — ela pôs as roupas de cama na minha cama, ajeitou o cobertor que eu tinha deixado no chão e olhou para mim com um sorriso divertido. — Eu encontrei algo esses dias, quando estava lavando suas roupas… caiu do bolso da sua bermuda azul, aquela que você usa para dormir. Estava só esperando você aparecer com essa cara de quem ganhou na loteria para perguntar… — ela meteu a mão no bolso do avental, tirou uma calcinha de renda branca e

  • Orgulho e Paixão    Capítulo 51

    CaduA porta do carro fechou e eu liguei o motor. O caminho até Vale do Silício começou em silêncio, um silêncio que pesava o ar, tão incômodo que eu quase ouvia o barulho dele. Não consegui aguentar por mais de cinco minutos: alcancei o botão do rádio e aumentei o volume, só o suficiente para não ficar mudo, mas também não para não podermos conversar, caso ela quisesse.A primeira nota suave de Because of You do Ne-Yo começou a soar pelos alto-falantes e eu senti ela se encolher na poltrona do passageiro. Olhei por cima do ombro e a vi levantar a mão e começar a mexer no próprio cabelo, passando os dedos por trás da orelha, sem parar. Nervosa. É claro que ela ficou nervosa! Aquela música era nossa. A música que eu toquei e cantei pra ela no meu quarto, naquele dia que nunca saiu da minha cabeça.Verônica passou toda a viagem olhando pela janela, de frente para o céu laranja que já começava a pintar o fim do dia. Mas eu não sou bobo: toda vez que eu dava uma olhada rápida nela, conseg

  • Orgulho e Paixão    Capítulo 50

    VerônicaDiante daquela situação, eu não tinha outra alternativa a não ser tentar me explicar, mesmo sabendo que seria difícil pra caramba. Olhei para o Benjamin, que parecia confuso, e disse:— Já volto.Levantei e saí rapidamente da cafeteria, mas quando a porta bateu atrás de mim, Cadu já estava atravessando a rua.— Cadu, espera! — gritei, mas ele nem diminuiu o passo. Aquele orgulho me irritava, mas eu precisava que ele entendesse. Ele tinha que saber a verdade, não a versão distorcida que sua mente maluca havia criado.A buzina estridente de um carro me assustou, mas, ver o Cadu se afastando me impulsionou para frente. Ignorei os olhares furiosos dos motoristas e continuei correndo, porque, no fundo, eu não queria nem pensar na hipótese de me afastar dele. Cadu já tinha se tornado mais importante do que eu tinha coragem de admitir em voz alta, e a ideia de perdê-lo doía mais do que eu poderia imaginar.Finalmente o alcancei, e o agarrei pelo b

  • Orgulho e Paixão    Capítulo 49

    Verônica Assim que fechei a porta do apartamento, um suspiro de alívio escapou dos meus lábios. Que manhã! Eu precisava urgentemente de um momento de silêncio, porque a veia da minha cabeça estava prestes a explodir. A enxaqueca estava me matando. Tomei um banho morno e vesti roupas leves, depois fui para a cozinha, preparar um macarrão instantâneo.— Uau, que cheirinho bom! Cozinheira de mão cheia agora? Faz um pouco pra mim? — Isabella invadiu a cozinha, carregando sacolas de compras. — Passei no mercado e trouxe frutas frescas. Vou fazer uma salada. Quer?A tagarelice dela é um sinal claro de nervosismo, uma forma de evitar encarar algo que a incomoda.— Oi, Isa! Claro, quero sim. Mas deixa a salada de frutas pra depois, porque já vou servir o macarrão. Assim, você pode me contar o que está te deixando inquieta, enquanto nós almoçamos. — Falei, pegando os pratos e servindo as porções.Ela inspirou, arrastando uma cadeira para se sentar à mesa.— É o Vinícius… ele quer me apresenta

  • Orgulho e Paixão    Capítulo 48

    Cadu— E chegamos à Fallingwater, a Casa da Cascata de Frank Lloyd Wright, — o professor Elliot anunciou, e a imagem da icônica casa, equilibrada sobre a cascata, surgiu no telão. — Wright não apenas projetou uma casa, ele criou uma simbiose perfeita entre a arquitetura e a natureza. Observem como as linhas horizontais da construção ecoam as camadas rochosas, como a água se torna parte integrante do espaço habitável.Simbiose perfeita, arquitetura e natureza… blá, blá, blá. A casa é legal, não vou mentir, mas eu não consigo prestar atenção. Minha cabeça está em outro lugar, mais especificamente, nas últimas duas semanas com a Verônica. A gente tem se visto quase todas as noites, e nos finais de semana, somos quase inseparáveis. Temos nos divertido pra caramba, rindo de coisas idiotas, descobrindo lugares novos nas outras cidades. Mas, sei lá, às vezes ela parece meio distante, como se estivesse com a cabeça em outro lugar também.— A Casa da Cascata é um manifesto da arquitetura orgân

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