Compartilhar

Três

Autor: Karol Dark
last update Data de publicação: 2025-01-17 02:34:14

Collin Morris [Cinco meses antes]

— És uma mulher directa, gosto disso numa mulher — completo num sorriso maroto e satisfeito. Só faltou pular de emoção e soltar alguns balões agora.

Porra! A minha deusa de ébano concordou com a minha loucura, o que vai me garantir uma noite muito quente de sexo doce e selvagem ao lado dela. Não pensei que fosse realmente terminar assim a noite mas porra! Isso saiu mais do que o esperado, ela é um verdadeiro anjo sedutor e porra! Eu sou um verdadeiro fraco por cair no feitiço dela.

— Porra! Onde está essa deusa de Ébano? — falo andando de um lado para o outro totalmente impaciente, ela não me deu um bolo, me recuso a aceitar que levei um bolo de uma m*****a feiticeira de Ébano. Ela não pode ter feito isso comigo.

Não sei o nome dela, não sei onde fica o quarto dela, não sei nada sobre ela, a única coisa que sei sobre ela é que ela é um verdadeiro pecado e uma verdadeira tentação para mim, não sei como vou resolver o meu problema de bolas roxas, mas parece que terei que lidar com o meu pequeno problema, por conta própria. Olho para o relógio pela décima vez, mas nada de ela aparecer.

— Será que ela vai parecer? — estou falando sozinho pelo quarto igual a um louco.

A desejo tanto que dói, estou enfeitiçado por ela, pela imagem dela desde que a vi, com sua imagem sedutora e encantadora, ela é alta, magra, com pernas torneadas, uma cintura fina de vespa e uns peitos altos e fulgentes. Seu cabelo perfeitamente amparado pelo lenço de capulana. O desejo é tanto em mim que sinto vontade de me afundar dentro dela e me amparar nos cabelos lindos dela. Sinto vontade de devorar seus lábios carnudos, beijar seu pescoço esguio. Nunca agi assim como uma mulher, mas porra que se foda, eu quero ela para mim, mesmo que seja por algumas horas ou alguns minutos.

Um som suave preenche o meu quarto, um toc toc bastante fino e suave vindo da porta, eu sei que não devo ficar com muita expectativa, mas porra! Eu desejo que realmente seja ela. Abro a porta com bastante expectativa e como esperado, ela está na porta esperando por mim. Ela está deliciosamente tímida, olhando-me com suas duas íris castanhas café, ela está com a respiração totalmente ofegante, seus lábios parecem mais carnudos e beijaveis. Olhando para ela agora mais clareza, vejo o quão linda e totalmente tentadora ela.

— Eu sei que você me deu uma chave — ela sussura timidamente olhando entre mim e a cama completamente arrumada e esperando por ela para terminar com a minha sanidade mental — Mas não me pareceu correcto entrar aqui, assim sem mais nem menos — ela completa passando seu cabelo para trás, só agora percebi que ela não está mais com o lenço.

Seu cabelo é tão belo que porra! É um verdadeiro martírio, tentar parecer um cavalheiro diante dela, sendo que a única coisa que quero dela e j**a-la na cama e comer sua boceta.

— Fico contente que tenhas vindo — Sussurro finalmente, quando consigo recuperar o meu fôlego que nem sabia que estava prendendo.

Dou espaço para que ela entre dentro da minha suíte, eu planejava ser um verdadeiro cavalheiro com ela, planejava ir devagar com ela, mas porra! Não me vejo indo devagar. Cedendo aos comandos mais selvagens da minha mente, prendo-a contra os meus braços a deusa de ébano logo treme, não a dou tempo de sequer processar o que está acontecendo, não resisto aos seus lábios. Abaixo a minha cabeça até a sua boca e a tomo para mim. Eu só quero sobrea-la mais uma vez, só mais uma vez, para tentar dissipar essa névoa que tanto me consome. Mas quando os nossos lábios se fundem, esqueço completamente a minha intenção de levar as coisas com calma. A deusa de ébano reage com ardor e rodeia-me com seus braços. Sua pele arde em contacto com a minha. Desejo tê-la nua, estar nu também, em contacto com a pele dela. Eu tinha o plano de seduzir ela aos poucos e poucos, mas agora, eu não sei quem está seduzindo quem.

Desenho uma linha de beijos em seu pescoço, enquanto tento abrir de forma impaciente o zíper do seu vestido. Sua pele suave e cremosa fica a amostra, ela é macia e doce como pérolas do mar. Encaminho os meus lábios até sua pele amostra, de forma desesperada e aflita. A deusa geme suavemente e treme enquanto a minha língua desliza pela curvatura do seu ombro. O vestido cai no chão provocando um som totalmente sedutor e satisfatório. A minha deusa de ébano fica despedida, vestindo apenas uma reduzida peça de lingerie, a calcinha vermelha de renda, deixa pouco para a imaginação. Sua imagem quase nua e totalmente tentadora, ela me deixa sem fôlego, contemplo totalmente embasbacado a forma arrendada dos seus seios. Seus mamilos entrumescidos parem me chamar efusivamente.

Brinco com os mamilos de forma desvergonhada, a deusa solta um gemido contigo. Agarro um peito na mão e baixo a cabeça para beijar o círculo de seu paraíso. Seu sabor explode em minha boca, doce, delicado como uma flor, feminino, perfeito. Theos¹, esta mulher está me deixando louco, deixa-me com a sensação de estar fazendo amor pela primeira vez na vida. Tenho que ir com calma, para não parecer um adolescente emocionado. Primeiro tenho que deixar ela louca por mim, totalmente entregue e só depois, poderei a possuir. Ela está se entregando a mim com facilidade, a única coisa que preciso fazer é ser calmo e deixar que a noite seja óptima para nós os dois. A deusa de ébano fraqueja em meus braços, como se não aguentasse mais ficar em pé, os joelhos dela logo cedem, a seguro em meus braços e a guio até a cama. Deito-a e começo a tirar a minha própria roupa. Os olhos negros de café, acompanham cada um dos meus movimentos. De forma atenta, como se ela quisesse guardar cada um dos meus traços.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Os Bebés Rejeitados Do CEO    Capítulo Vinte E Nove

    Collin Morris Dois anos se passaram desde os dias sombrios que quase destruíram tudo o que construímos. Hoje, enquanto o sol se põe num céu pintado de tons quentes sobre a nossa pequena casa na região da Provence, eu, Collin, reflito sobre a longa jornada que nos trouxe até aqui. Sinto que cada cicatriz, cada lágrima derramada e cada palavra de perdão foram, de alguma forma, tijolos na reconstrução do nosso lar.Manuela, minha amada, está grávida novamente. Dessa vez, é como se a esperança tivesse se renovado em nossos corações, um símbolo vivo de que o amor pode florescer, mesmo depois de tanta adversidade. Ver o brilho nos olhos dela, ao anunciar a chegada desse novo bebê, me enche de um sentimento que jamais imaginei ser possível depois de tanto sofrimento.Lembro-me claramente dos momentos de desespero – das dúvidas que quase me consumiram, das mentiras e das intrigas que quase nos separaram. Houve dias em que eu me perguntava se algum dia seria capaz de perdoar e seguir em frent

  • Os Bebés Rejeitados Do CEO    Capítulo Vinte E Oito

    Manuela Morris Seis meses se passaram desde que tudo parecia ter desmoronado. Hoje, nossa vida, apesar das cicatrizes do passado, resplandece com uma luz serena e reconfortante. Collin e eu, agora longe de todas as pessoas que um dia nos fizeram mal, construímos um refúgio na tranquilidade de uma pequena vila na França. Aqui, entre os campos dourados e o som suave dos riachos, nossos filhos – Helena e Caio – crescem felizes, e nosso lar se enche de risos, conversas sinceras e a esperança de um futuro melhor.Eu me lembro das noites longas e frias, dos momentos em que a dor e a dúvida pareciam esmagar meu coração. Eu me senti tão perdida, tão sozinha, mas o apoio inabalável de Collin, da nossa família e de amigos verdadeiros ajudou a transformar aquele desespero em uma nova oportunidade de recomeço. Agora, cada dia é uma batalha vencida, cada sorriso dos meninos, uma prova de que o amor pode florescer mesmo depois de tanta adversidade.Nossas manhãs começam com a luz suave do sol pene

  • Os Bebés Rejeitados Do CEO    Capítulo Vinte E Sete

    Collin Morris Desde que voltamos à França, os dias passaram como se estivessem divididos entre a esperança de um recomeço e as sombras persistentes do passado. Manuela e eu havíamos deixado para trás o caos e a dor de Moçambique, carregando conosco as cicatrizes das feridas abertas e a promessa de um novo começo. Contudo, mesmo em meio às tentativas de reconstruir nossa vida, a presença insidiosa de Lois continuava a assombrar nossos dias.Eu me lembro claramente do dia em que decidi que bastava. Estávamos há poucas semanas de reestabelecermos a rotina em nosso novo lar, tentando, com todas as forças, reconstruir a confiança e o afeto que outrora nos unira. Os nossos bebês, Helena e Caio, agora dormiam tranquilamente em seus berços no quarto que cuidadosamente preparamos para eles. Manuela, com seu olhar sereno e levemente triste, ajeitava alguns brinquedos sobre uma pequena mesa, enquanto eu revisava relatórios da empresa em meu escritório. Mas, por mais que tentássemos seguir em fr

  • Os Bebés Rejeitados Do CEO    Capítulo Vinte E Seis

    Manuela MorrisEu não sabia exatamente quando, mas algo dentro de mim começou a mudar. Aquela jornada de dor, humilhação e dúvidas – tudo aquilo que se acumulou nas últimas semanas – lentamente cedeu lugar a um sentimento tênue de esperança. Depois de tantos dias longe de Collin, após o turbilhão de acusações e lágrimas, percebi que ainda havia algo em nosso amor que merecia ser resgatado. Talvez eu pudesse, finalmente, perdoá-lo e encontrar forças para recomeçar.Lembro-me da manhã em que, após longas conversas com meus familiares em Maputo, senti que era hora de tomar uma decisão. Eu estava exausta, tanto física quanto emocionalmente. Ainda sentia o peso das acusações que ouvi, as mentiras que foram espalhadas por Lois, e o desamparo de ter sido afastada da única casa que eu conhecia. Mas, ao mesmo tempo, a lembrança dos nossos momentos juntos – dos sorrisos compartilhados, dos abraços que aqueciam a alma, das promessas feitas com tanto fervor – invadiu meu coração.Naquela manhã, a

  • Os Bebés Rejeitados Do CEO    Capítulo Vinte E Cinco

    Collin Morris Eu não sei exatamente quando a decisão tomou forma em minha mente – talvez na madrugada solitária depois de tantas noites de angústia, ou talvez no exato instante em que percebi que nada mais poderia consertar o que eu havia deixado desmoronar. O que sei é que, a cada batida do meu coração, a dor da separação de Manuela me corroía e a certeza de que eu precisava fazer algo me consumia. Eu precisava reerguer o que havíamos construído, mesmo que para isso tivesse que pedir perdão aos familiares dela e implorar que ela voltasse para mim.No dia seguinte, após uma noite em claro tentando ordenar os pensamentos, decidi que iria a Maputo. Havia descoberto, por meio de contatos confiáveis, onde Manuela estava sendo acolhida pelos seus parentes. Eu sabia que, se quisesse ter uma chance de reparar nossos laços, teria de enfrentar não apenas a dor, mas também aqueles que a amavam e que, provavelmente, a julgariam por tudo que havia acontecido.Com o coração apertado e a determina

  • Os Bebés Rejeitados Do CEO    Capítulo Vinte E Quatro

    Manuela Morris As luzes de Maputo brilhavam ao longe enquanto Manuela caminhava pelas ruas quase desertas, os braços pesados com o peso dos dois bebés. O cheiro de maresia e as vozes distantes de alguns notívagos eram tudo o que acompanhava seu passo vacilante. O cansaço era insuportável. Seu corpo tremia não só pelo frio da madrugada, mas pelo choque de tudo o que acontecera nas últimas horas.Ela não sabia exatamente o que a mantinha em pé. Talvez o instinto de mãe, talvez o puro desespero. Só sabia que não podia parar.Quando finalmente chegou à porta da casa de sua avó, sentiu um nó se formar na garganta. Era ali onde crescera, onde aprendera a distinguir o certo do errado, onde sempre encontrara um abraço nos momentos difíceis. Mas será que ainda havia um lugar para ela ali?Manuela respirou fundo e bateu à porta. Uma, duas, três vezes. O som ecoou pela noite silenciosa. Seu coração batia forte contra o peito.Demorou alguns segundos até ouvir um barulho do outro lado. Depois, p

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status