Mag-log inThorne observava Phillip conversar com os trigêmeos, distribuindo sorrisos e elogios como se fosse um velho conhecido da família. A facilidade com que aquele homem se comportava dentro de sua casa o irritava profundamente. Não bastava ter aparecido sem avisar; agora agia como se tivesse todo o direito de participar da intimidade deles.“Phillip, acho que já ficou tempo suficiente”, disse, interrompendo a conversa.O primo ergueu os olhos, ainda agachado diante de Tomas, e abriu um sorriso.“Já? Mas acabamos de começar a nos conhecer melhor.”“Não quero que continue aparecendo aqui sem ser convidado.”Natasha lançou um olhar discreto para Thorne, mas permaneceu em silêncio. Conhecia o temperamento do noivo e sabia que aquela conversa poderia terminar mal.Phillip se levantou tranquilamente, ajeitando o paletó.“Não preci
“Natasha! Você está ainda mais bonita do que da última vez que nos vimos.”Phillip entrou na mansão Sullivan com um sorriso encantador, segurando um buquê de flores em uma das mãos e uma garrafa de vinho na outra. Aproximou-se de Natasha com a naturalidade de quem visitava velhos amigos, ignorando deliberadamente a expressão fechada de Thorne.“Trouxe estas flores para você. Espero que goste.”“São lindas, Phillip. Obrigada.” Natasha aceitou o buquê, um pouco surpresa com a visita. “Não precisava se incomodar.”“Não é incômodo algum presentear uma mulher bonita.” Ele lhe lançou uma piscadela antes de voltar a atenção para o primo. “E trouxe um vinho para nós dois. Não sei se a marca é boa o suficiente para o seu paladar refinado, Thorne, mas o vendedor garan
Natasha continuava olhando para a intimação quando Thorne entrou no escritório. Ele havia passado a manhã resolvendo assuntos da empresa e parecia disposto a aproveitar alguns minutos com ela antes do almoço, mas seu sorriso desapareceu assim que percebeu a expressão preocupada da noiva.“Aconteceu alguma coisa?”“Recebi uma notícia do Brasil.” Natasha girou o computador em sua direção. “Meu advogado encaminhou uma intimação. Preciso prestar depoimento no processo contra Dante.”Thorne se aproximou e examinou o documento. A simples menção ao nome daquele homem foi suficiente para endurecer sua expressão.“Você vai precisar comparecer pessoalmente?”“Pelo que entendi, sim. Ainda vou conversar com meu advogado para confirmar os detalhes, mas parece que terei de viajar.”“Ent&a
Natasha encontrou Sarah na cozinha, pouco depois do café da manhã. A babá estava organizando algumas frutas para levar ao jardim, onde os trigêmeos brincariam naquela manhã, mas havia algo diferente em seu comportamento. Ela parecia nervosa, distraída, e olhava constantemente para a porta, como se temesse ser surpreendida.“Bom dia, Sarah.”A jovem se sobressaltou, deixando uma maçã escapar de suas mãos. A fruta rolou pelo balcão antes que Natasha conseguisse segurá-la.“Desculpe, senhora Natasha! Eu não ouvi a senhora chegar.”“Está tudo bem. Não precisa ficar tão assustada.” Natasha colocou a maçã novamente na fruteira. “Aconteceu alguma coisa?”“Não, senhora. Está tudo bem.”A resposta veio depressa demais. Natasha observou a jovem com mais aten&cced
O sol parecia decidido a matá-la.Terry caminhava havia horas por uma extensão de terra árida, cercada por elevações rochosas e uma vegetação tão escassa que mal oferecia sombra. O horizonte se estendia diante dela sem qualquer sinal de civilização, e a cada passo compreendia melhor por que seus perseguidores não haviam demonstrado tanto desespero quando ela conseguira escapar.Não precisavam correr atrás dela. A própria região se encarregaria de impedir sua fuga.Eram quilômetros e quilômetros de absolutamente nada.Quando avistou uma árvore solitária, quase chorou de alívio. Arrastou-se até ela e desabou sobre a terra, protegendo o rosto do sol com os braços. Sua garganta estava seca, os lábios rachados e a cabeça latejava de maneira insuportável. Não sabia quanto tempo conseg
Natasha fechou cuidadosamente a porta do quarto das crianças e permaneceu alguns segundos no corredor, em silêncio.Estava exausta.Sarah estava de folga e, embora houvesse outros funcionários na mansão dispostos a ajudá-la, Natasha passara praticamente o dia inteiro cuidando dos três. Sofia parecia ter acordado decidida a testar todos os limites possíveis, Tomas derramara suco no tapete da sala e Theo tivera uma crise de choro porque não encontrava um brinquedo que, no fim, estava embaixo da própria cama.Thorne ajudara quando chegara do trabalho e, antes de se recolher, fizera questão de entrar no quarto das crianças para dar um beijo de boa-noite em cada uma delas.Agora, finalmente, os três dormiam.Natasha só queria um banho e a cama.Ao entrar no quarto, porém, percebeu que não encontraria imediatamente nenhum dos dois.Eleanor







