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Trinta segundos

Author: Roseanaautora
last update publish date: 2026-09-22 16:00:54

Então atendi ao pedido dela e a beijei. Minha língua invadiu a boca de Paige com violência. Nossos sabores se misturaram e eu me perdi na maneira como a língua dela se movia contra a minha.

Meus olhos se alternavam entre abrir e fechar, como se existisse uma necessidade quase desesperada, de vida ou morte, de observá-la enquanto sua boca se esfregava na minha.

Voltei a me movimentar sob o corpo dela, pressionando meu pau contra o t

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    — Sandro... — sua voz quase não saiu. — Precisa... me prometer uma coisa.— Não fale, vô. Guarde suas forças.— Não tenho mais forças... para guardar — respondeu, tentando sorrir, mas não conseguiu.Meu coração, que já estava partido, começou a se despedaçar.— O que quer que eu prometa, vô?Os olhos cansados dele encontraram os meus:— Esqueça a vingança... contra Paige.Meu avô me pediu aquilo diversas vezes. Será que ainda não percebeu que minha vingança contra ela terminou? Que eu desisti de fazê-la pagar?— Ela não é sua inimiga — continuou, lutando para respirar. — O passado já levou pessoas demais desta família. Não permita... que também leve a mulher que você ama.Esq

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    — O que você está fazendo? — atravessei o quarto tomado pela fúria.Paige deu um passo para trás, assustada, e o celular escapou de seus dedos, caindo no chão. Abaixei-me rapidamente, apanhei o aparelho e revirei as mensagens, as ligações e qualquer outra coisa que pudesse incriminá-la. Procurei conversas apagadas, números desconhecidos ou algum indício de que entrou em contato com alguém.Mas não encontrei nada.Encarei-a:— Por que você apagou?— Eu... não apaguei nada — respondeu, recuando novamente. — Eu juro que...Avancei na direção de Paige de forma intimidadora. Ela continuou se afastando até suas costas encontrarem a parede. Apoiei as mãos ao lado de sua cabeça, mantendo-a encurralada entre meus braços.O pânico estava estampado nos ol

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    Ele meneou a cabeça, furioso:— Só não digo um palavrão porque você é muito vingativo.Começamos a rir e, logo depois, ele saiu.Quando cheguei à enfermaria, o médico examinava Paige. Depois de uma breve avaliação, fez as recomendações:— Os ossos cicatrizaram bem, mas, depois de dez semanas imobilizados, os músculos estão fracos e as articulações, rígidas. Ela precisará de fisioterapia para recuperar os movimentos e a força.Ele apontou para a perna dela:— Nada de apoiar todo o peso de uma vez. Começará com auxílio e aumentará aos poucos, conforme o fisioterapeuta permitir. Também não deve correr, subir muitas escadas ou chegar perto de motocicletas.— Essa última recomendação foi médica ou pessoal? &mda

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    POV AlessandroDez semanas em que fui feliz de uma forma como nunca imaginei ser em toda a minha vida. Durante aquele período, não visitei o quarto secreto. Também não contei a Paige o que eu guardava lá.Paige não voltou a perguntar sobre o significado das minhas tatuagens. Tampouco questionou por que eu a raptei ou continuava culpando-a.Cheguei a me perguntar o motivo daquele silêncio. Depois, simplesmente concluí que, assim como eu, ela também queria enterrar o passado.Todas as pessoas da minha casa passaram a ser chamadas pelos nomes que Paige deu a elas. E o mais incrível era que pareciam gostar.Eu a deixei viver como queria, desde que permanecesse sob os meus olhos. Paige passou a ocupar meu quarto, minha cama e todos os espaços da minha vida.As visitas ao meu avô também se tornaram diárias. Ele parecia mais disposto a cada

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    Alessandro não perguntou novamente. Segurou minha blusa e puxou para cima, deixando meus seios expostos. Por algum motivo, eu estava sem sutiã. Também não usava as mesmas roupas da queda. Alguém me trocou enquanto eu permanecia inconsciente, mas decidi que investigaria aquele crime contra a minha privacidade em outro momento.Seus lábios encontraram meus seios, e ele deslizou a língua sobre os mamilos sem pressa, fazendo meu corpo se contorcer sobre a cama.Claro que eu queria o pacote completo, com todas as preliminares disponíveis. Mas não sabia se conseguiria aguentar. Esperei tempo demais por aquilo.Quando Alessandro chupou um dos meus seios e apertou o outro com força, gemi sem qualquer controle. Ele cobriu minha boca com a mão e avisou, num fio de voz:— Você está numa enfermaria. Se gritar, todos pensarão que está morrendo.—

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    Alessandro entrelaçou os dedos nos meus e abaixou a cabeça, aproximando a boca do meu ouvido:— Eu não odeio você, Paige — sussurrou, e sua voz ficou ainda mais fraca. — Eu amo você.Senti todo o meu corpo estremecer antes de paralisar. Não me movi. Nem sequer respirei. Por alguns segundos, imaginei que aquilo fosse apenas uma invenção da minha cabeça. Alguma fantasia que criei para continuar sobrevivendo dentro daquele castelo.Alessandro beijou suavemente o meu pescoço e manteve o rosto próximo, com os lábios repousando sobre a minha clavícula:— Eu amo você, minha pandinha. Não importa o que fez ou o que ainda fará. Amo você mais do que tudo o que já amei na vida. Amo tanto que meu peito parece prestes a explodir sempre que estou perto de você.Senti as lágrimas brotarem em meus olhos e de

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