FAZER LOGINReencontrar o Bryan depois de tudo que passei foi muito difícil, tive que ser uma boa atriz, porque minha vontade era de dar um tiro em sua cabeça. Tenho tanto ódio dele, por sua causa, perdi tudo. Depois que ele descobriu meu envolvimento com Karl, não olhou mais na minha face, no dia seguinte tentei uma aproximação, joguei todo meu charme para tentar o reconquistar, mas foi em vão, sua família que não gostava muito de mim o cercou de todas as formas, fui proibida de entrar na empresa, e seu pai o mandou para fora do país, tornando minha missão de tê-lo de volta impossível.
Nunca fui apaixonada por ele, ser sua secretária fazia parte de um plano que arquitetei com meu amante, seu primo Karl. Conheci Karl em uma noite em que estava com meus amigos da faculdade em um barzinho, foi quando observei um belo moreno bebendo sozinho. Karl exalava sensualidade e poder, me atraiu instantaneamente. Aproximei-me, assim que me viu ofereceu uma bebida, fingi não estar a fim e voltei para onde estavam meus amigos, tudo não passou de tática de sedução, porque algo nele realmente me atraiu, e por suas roupas, pude perceber que ele era um homem bem financeiramente, poderia juntar o útil ao agradável, já que estava contando moedas para ir à faculdade, e sobrevivia com o pouco que minha mãe ganhava, para conseguir um pouco de lazer tinha sempre que seduzir alguém para que pagassem minha bebida.
Karl ficou um bom tempo me observando, eu sorria porque sabia que ele estava analisando para ver se eu estava acompanhada, na verdade, fui ao bar porque minha amiga que era a fim de mim, disse que pagaria minha bebida, a otária pensava que eu não sabia que ela gostava de mulher e morria de amores por mim, e eu tirava proveito disso.
Neste bar havia uma pista de dança, eu e as meninas, fomos para a pista, aproveitei para sensualizar movimentando bem meus quadris, observei que Karl não tirava os olhos de mim, sorria satisfeita de saber que meu plano estava funcionando e a sorte sorrindo para mim. Fui ao banheiro estrategicamente e quando saí ele estava me esperando, se apresentou todo galanteador, disse que gostou de mim, fiz um papel de boa moça que não dorme com um cara na primeira noite, ele disse que queria apenas me conhecer e ofereceu novamente pagar uma bebida. Aceitei e ficamos até tarde conversando, realmente gostei dele. Trocamos telefone e ele me convidou para jantar, depois disso começamos a namorar, assim fui trabalhar na RTC Corporation.
O emprego na RTC Corporation surgiu como uma oportunidade de aumentar minha renda, e amarrar de vez o Karl. Conforme os dias foram passando observei que ele sentia um pouco de inveja de seu primo que estava sendo preparado para se tornar CEO da empresa, muitas vezes ele reclamava que era mais capaz que seu primo para assumir a esse cargo, que era de tamanha responsabilidade.
Seu primo era diretor financeiro da empresa, Bryan Campbell, um cara muito bonito, ele arrancava suspiros por onde passava, mas para mim não fazia meu tipo, ele é daquele tipo de cara muito bonzinho que não me atrai.
Karl por sua vez, além de ser muito bonito, era do tipo cafajeste, que é o que me atrai em um homem, detesto homem meloso.
Conforme fui me envolvendo com Karl, fui plantando a semente nele de que ele deveria assumir o lugar do Bryan, até que um dia o projeto que ele tanto trabalhou para desenvolver, foi vetado pelo seu primo, com a minha ajuda, Karl tomou a decisão de acabar com Bryan e tomar seu lugar. Arquitetamos um plano para o destruir. Seduzi o tonto do seu primo e consegui as senhas das contas da empresa, desviamos milhões e armamos para que quando descobrissem ele fosse considerado culpado pelo desfalque, e automaticamente seu pai não o confiaria o cargo de CEO, e por sorte o expulsaria da empresa e Karl seria o novo CEO, mas infelizmente Bryan descobriu o nosso plano antes de conseguirmos executá-lo.
O pai de Karl havia perdido toda a sua fortuna em dívida de jogo, ficaram na miséria e o senhor Campbell o adotou como filho, depois que seus pais se suicidaram, o fez seu herdeiro. Depois que fomos descobertos, Karl foi deserdado e expulso da empresa, não foi preso porque eles não queriam jogar o nome da família e da empresa na lama.
Bryan me humilhou na frente de todos, fui para a empresa como fosse um dia normal de trabalho chegando lá fui chamada para uma reunião extraordinária, imaginei alguma crise nos portos, para minha surpresa estava todos os diretores, inclusive Karl, um delegado da policial federal e os advogados da empresa, achei estranha a presença da polícia, todos estavam em silêncio aguardando a chegada do senhor Franklin Campbell, pai do Bryan.
Assim que ele entrou na sala com seu semblante mais frio do que o normal, sentou em sua cadeira na cabeceira da mesa de reuniões, Bryan colocou no telão um vídeo em que eu estava deitada em minha cama com Karl e minha mãe sentada na beira da cama nos dizendo que deveríamos tomar cuidado porque poderia ter sido o Bryan que nos pegassem juntos, ali eu falava que já não estava mais aguentando fingir que o amava, Karl contava para minha mãe, todo o nosso plano, que já estava próximo da última cartada.
Se olhar matasse eu estaria morta, o jeito que Bryan me fuzilava com o olhar e suas mãos em punho, eu creio que se ele pudesse naquele momento mataria eu e Karl, fiquei sem chão, não tinha como escapar de uma prova como aquela. Bryan nos fez assinar um termo onde nunca mais poderíamos colocar os pés na empresa, Karl teve que devolver todo o dinheiro, caso não aceitássemos o acordo, saíramos dali direto para a prisão.
Nunca fui tão humilhada, fiquei sem dinheiro e sem casa, porque não conseguimos mais pagar a hipoteca, minha mãe ficou desesperada quando fomos despejadas, passou mal e sofreu um enfarto morrendo em seguida em meus braços. A prometi que me vingaria de Bryan por sua morte. Fui para a casa de Karl que não me recebeu dizendo que a culpa de tudo era minha, ele me virou as costas no momento que mais precisei, o remorso o consumiu e ele se tornou um alcoólatra, meses depois foi encontrado morto em seu apartamento. Sem ter para aonde ir, e sem dinheiro, fui morar na rua, tive que me prostituir para sobreviver. Por ser uma mulher muito bonita consegui emprego em uma casa de prostituição e me tornei acompanhante de luxo, meus clientes eram ricos e me proporcionavam o luxo que gostava.
Uns dos meus clientes era Ramon, um mexicano que passou a me contratar com frequência, ele era um Dom e eu fazia todas as suas vontades, me tornei sua submissa e ele me levou para o México com ele, nos primeiros meses foram ótimos, Ramon fora do quarto de jogos fazia todas as minhas vontades, me levava a lugares fantásticos, me enchia de joias e roupas dos melhores estilistas, muitas peças do meu closet vinham de Nova York.
Tudo mudou depois de uma festa em sua casa em que um dos convidados flertou comigo descaradamente na frente dele que ficou possesso, eu apenas sorria com o elogio do seu convidado para não ser indelicada. Ele, por sua vez não tirava os olhos de mim. Ramon passou a festa toda com o semblante sombrio, porém, não disse nada. Depois que todos os convidados foram embora, Ramon me levou para o quarto de jogos, e lá se tornou um sádico, me bateu tanto com o chicote tirando sangue da minha pele sensível, a todo tempo ele dizia que eu era puta e desrespeitei seu Dom, fez todo tipo de tortura, fui parar no hospital, desmaiada, ele me deixou lá, nunca mais me procurou.
Um mês depois de estar internada recebi alta, não sabia o que fazer, pois estava em um país que não era meu só com a roupa do corpo, foi quando uma enfermeira disse para que eu procurasse o dono do hospital que ele tinha um centro para desabrigados e poderia me ajudar.
Ao chegar no centro de desabrigados pedi para falar com o responsável, não acreditava que um dono de hospital estaria naquele local. Fui levada a uma sala onde fui apresentada a Steven Hayes que se identificou com idealizador do abrigo, um homem alto, elegante e muito bonito.
O contei a minha história, quer dizer inventei algumas coisas, disse que fui para o México com meu noivo que me roubou, me espancou abandonando-me no hospital, e que estava sozinha em um país desconhecido que não era mentira. Steven disse que era dono do hospital e que havia sido informado que uma mulher muito bonita havia dado entrada em estado grave e que não recebia visita, sendo que não havia ninguém responsável pelo pagamento de sua estadia, e que ele ordenou a quitação da dívida. Consegui um quartinho na fundação e me ofereci a ajudá-lo, ao menos uma vez por semana ele comparecia. Com o tempo, fomos nos conhecendo melhor, contava coisas a ele que me comovia, aos poucos nos tornamos íntimos e em apenas dois meses estava morando com ele em sua cobertura. Para minha surpresa, vi uma foto do Bryan com a filha do socialite e empresário Vendramini, dono de uma das maiores empresas dos Estados Unidos em uma revista de fofoca, desde que ele descobriu o meu caso com Karl, ele não havia assumido relacionamento com mais ninguém.
O meu ódio pelo Bryan crescia a cada ano, por sua causa, perdi minha casa, minha mãe morreu, o fraco e inútil do Karl me abandonou. Por sua causa tive que me prostituir e como consequência disso quase morri nas mãos de um sádico. Bryan Campbell destruiu minha vida, não teve um dia que não sonhei em acabar com ele e essa oportunidade chegou, Steven é o meu passaporte para minha vingança, segundo ele quase casou com Sarah Vendramini, ela foi seu primeiro amor, pelo brilho em seus olhos quando relatou seu envolvimento com ela, percebi que ele ainda a ama.
Com meu apoio, Steven realizou seu sonho de construir um hospital em Manhattan, precisava voltar para minha cidade natal para colocar meus planos em prática, consegui com a ajuda do senhor Dukan contratar a empresa SV Design que pertence a Sarah Vendramini, sem o conhecimento de Steven, como sua amante e secretária foi fácil. Tenho enviado e-mails e flores para Sarah, tudo faz parte do meu plano.
Para que Bryan ficasse noivo, é porque a ama, aquele idiota é um homem romântico e apaixonado. Não faz ideia como isso facilita as coisas para mim, primeiro pensei em seduzi-lo, mas tirar seu amor será muito melhor. Preciso fazer com que Steven a queira para que meus planos deem certo. Bryan Campbell não perde por esperar.
EPÍLOGOBRYANCheguei em casa por volta das cinco horas da tarde e Sarah não estava, nem Amy, para mim, era normal, a maioria das vezes chego antes dela e Amy provavelmente foi para sua casa, ela costuma ir embora cedo, mas antes de ir deixa o jantar pronto e a noite esquentamos. Subi para nosso quarto, em cima da cama havia um envelope com um convite para jantar no Four Seasons, um hotel que fica aqui em Manhattan, levei Sarah lá em uns dos nossos aniversários de mês de namoro, na época não podíamos viajar porque seria a inauguração do hospital do Steven e ela que havia feito o projeto, por causa disso não pude fazer como os outros meses que a levei para outro país. Sarah conseguiu reserva na mesma suíte que ficamos hospedados quando tivemos nesse hotel.Sorri porque sabia que minha mulher estava armando alguma coisa, eu adoro fazer surpresas para Sarah, nosso casamento nunca caí na rotina, e gosto ainda mais quando ela me surpreende.Tomei um banho de banheira bem demorado porque ain
SARAHUM ANO DEPOISA Sarah barraqueira, aquela que arrumava confusão, ficou lá traz, bem antes de conhecer o Bryan, mas tem horas que dá vontade de chamar essa, Sarah de volta. Estou eu aqui tranquilamente com meu belo marido no luau que o hotel está realizando essa noite, vocês não devem estar entendendo nada, eu e B estamos fazendo um ano de casados e viemos comemorar no mesmo hotel em que passamos a nossa Lua de Mel em Montego Bay, Jamaica, o hotel é maravilhoso, tem uma praia particular onde está sendo realizado o luau.Voltando ao assunto, é um problema muito sério ser casada com um Adônis destruidor de calcinhas, todos os lugares que vamos, pode ser um simples supermercado, B chama muita atenção, no auge dos seus quase quarenta anos, ele esbanja beleza, seu porte grande e musculoso é de tirar o folego. Seus olhos, esmeraldas são um espet&
SARAHDepois da maquiagem retocada minha mãe me deixou sozinha dizendo que eu teria que descer em dez minutos. Meu coração estava uma mistura de ansiedade, felicidade e frustação. Estou frustrada porque o Luke não veio falar comigo, está acontecendo alguma coisa para que ele esteja me evitando. Meu peito dói, nunca imaginei que no dia do meu casamento ele não estaria ao meu lado, sonhei tantas e tantas vezes com ele fazendo os planos comigo, nós dois juntos escolhendo o vestido, e principalmente ele ao meu lado no momento de me entregar ao meu futuro marido. Ouço alguém bater na porta.— Sarah meu amor, vamos, está na hora, meu menino está muito nervoso, anda de um lado a outro no altar.— Vou descer Amy, me ajude por favor — deixa que eu pego seu buque.— B deve estar com medo que eu não ap
SARAHHoje é o grande dia, o dia em que me tornarei a senhora Campbell, sairei vestida de noiva da minha casa, a casa onde moro com o Bryan, para a cerimônia que será na mansão dos meus pais. B não me deixou organizar nada referente a decoração e organização da cerimônia, minha mãe e minha sogra quase surtaram com essa decisão, que surpreendentemente ele tomou. A única que não reclamou foi a vó Beth, ainda ficou de o ajudar no que ele precisasse na organização, Lily também se prontificou em ajudá-lo.Lembro da vó Beth dizendo “Filho o casamento é seu faça o que quiser, elas não têm nada que ficar se metendo", minha mãe e minha sogra murmuraram, eu e Lily rimos, B beijou sua avó com um sorriso bobo nos lábios e a agradeceu sussurrando em seu ouvido, eu também
SARAHFaltam exatamente uma semana para meu casamento, não sei o que está acontecendo, meu irmão tem me evitado, se eu não soubesse que ele e Bryan se amam como irmãos, pensaria que ele não é a favor do nosso casamento. Estou muito triste, nem na Vendramini consegui vê-lo. Fiz uma surpresa, fui até a empresa para chamá-lo para almoçar comigo, ele não me atendeu dizendo que estava em reunião e não tinha hora para acabar. Será que Luke não quer me ver por que caiu sua ficha que a culpa dele estar em uma cadeira de rodas é minha?Não sei o que pensar, sinto tanto sua falta, se não fosse esses dias que estou atarefada com a organização do meu casamento, não suportaria. Combinei com meu pai que ele e Luke me levariam ao altar, os dois homens da minha vida me entregando ao meu terceiro homem, meu amor, mas es
BRYANFinalmente minha mulher está de volta, ontem abrimos o nosso coração e tudo que estava nos impedindo de seguir em frente ficou no passado. Sarah se abriu completamente e reafirmamos o nosso amor, pude tocá-la novamente, sentir o seu gosto e estar dentro dela. Sou um homem de sorte por tê-la em minha vida. Nos amamos a noite toda, matei saudades da minha mulher, da minha mulher, porra. Tomei seu corpo e nos amamos intensamente, os sentimentos e as sensações estavam multiplicados por mais de dois meses de afastamento. Amor, sexo, luxúria, tesão e saudade, muita saudade.A pedi outra vez em casamento, comprei outro anel porque infelizmente o primeiro que dei para ela a puta da Melissa roubou. Quando Sarah retornou do cativeiro e me contou sobre o anel, mandei imediatamente fazer outro, aguardei o momento certo para entrega-la, e ontem enquanto eu a amava com estocadas lentas a pedi em casa