LOGINQuando cheguei à festa a música já estava alta o suficiente para não ouvir quanto à corrida deu. Mas consegui depois do motorista repetir duas ou três vezes gritando na minha cara. Coloquei meus pés ali prontos para correr para minha casa de volta, sorri para alguns amigos até encontrar Annie no colo do seu namorado. Não o conheço, é claro, e logo ela vem até mim para apresentá-lo.
— Annie, este é Jack - Quando Annie falava dele eu achei que este fosse um cara normal, mas esse homem de quase dois metros na minha frente com tatuagens dos pés à cabeça e o peitoral largo me parece daqueles tipos perigosos que só fazem o que querem. — E Jack essa é a minha melhor amiga, Elsie Davis. — Prazer... Você tem um rosto bonito. - Me elogiou. — Sim ela tem sim. Quer beber alguma coisa? Os refrigerantes ficam para aquele lado e se quiser suco, não sei onde encontrar. — Me ajudou muito, não bebo nenhum tipo de bebida que contém álcool e pelo olhar de Jack me lançou deve ter entendido isso. Eles saíram para dançar ou fazer outra coisa enquanto me enturmei com algumas amigas, Gina parecia vibrar enquanto encarava seu alvo da noite e Helena quase não me viu ao se engraçar para o lado de Jhones e Daniel, eles parecem um casal triplo tão bonitinho. Se não brigassem tanto estariam no auge da loucura da nossa faculdade. — Olha, parece que temos uma surpresa - Pode ter se passado alguns anos, mas eu sempre reconheci a voz do homem que me levou algo precioso. Sorrio ao sentir um beijo no meu ombro. — Quanto tempo faz que nós não nos vemos? — Não sei, talvez cinco, seis anos, Mattie. - Viro-me para ver seu rosto, continua o mesmo desde a época da escola, olhos azuis que continham um brilho perfeito, sem comentar sobre o cabelo loiro tão bagunçado que o deixava sexy e um homão da porra, se não fosse o maior canalha pervertido do universo. — E podia ter sido mais tempo. — Ah espera - ele segurou meu braço quando tentei me afastar — Não vai me dizer que ainda está com raiva de uma brincadeira que ficou no passado? — Claro que eu ainda estou. Contar sobre como você me comeu em detalhes para seus amigos não é algo que um homem de verdade faz. - Ele fez um bico e de repente, por milagre talvez, ficou pensativo até sorrir daquele jeito convencido e tocar no meu rosto. — Eu sinto muito. Mas isso faz tanto tempo. Podíamos repetir o que tivemos, afinal, eu tenho certeza que não houve outro depois de mim. — Como você sabe? — Gina me contou ontem à noite. - Perco meu sorriso ao pensar na possibilidade desses dois terem transado e não me assustaria se isso de fato aconteceu. — Perguntei sobre você. — Quando chegou? Achei que ainda estivesse por aí viajando pelo mundo com seu padrinho. — Chegamos tem duas semanas, estava procurando um lugar para ficar. Me mudei com dois amigos, e você? Ainda mora no mesmo lugar? Posso passar por lá amanhã depois do meio-dia. — A gente se mudou, e não, eu não quero você perto da minha casa - Tento ir novamente e o sinto me puxar para mais perto. Minha costa b**e em seu peito e percebo que ainda que seu rosto não tivesse mudado nada, algo ali naquele corpo mudou, e eu não ousaria pensar no que senti. — Por quê? Não vai admitir que deva sentir algo por mim ainda? - Sua mão para na minha coxa e sua cintura mexe para o lado dançando com a música lenta, faço o mesmo dando um sorriso — eu fui seu primeiro, o primeiro a gente nunca esquece. Você não tem namorado por enquanto, e eu estou morrendo de saudades do seu cheiro. — Por isso dormiu com a Gina? - Pergunto sorrindo, e ele acena beijando meu pescoço e então me solta. O encaro por inteiro e até penso na possibilidade. Nós éramos novos quando nos conhecemos e ainda éramos novos quando eu perdi minha virgindade. Ele continua sendo imaturo e ainda mantém esse sorriso de vadio safado, um tarado de primeira. Mas me faria mal voltar às origens depois de anos sem dormir com alguém. Seria divertido ou não? — Por isso eu encontrei com ela na saída do aeroporto, a gente tomou um café enquanto eu esperava meus amigos chegarem, não pense nessas bobagens - Ele sorriu outra vez fazendo meu interior ferver. — Pode ser - Comentei quando o vi perder as esperanças em seu olhar e com uma resposta ele vem em minha direção, seus lábios tocam nos meus antes de sua mão tocar na pele do meu pescoço segurando minha nuca e o levando para perto do seu. Sua pegada havia melhorado, assim como seu beijo. E que beijo. Me entrego aprofundando aquele contato e o sinto tocar na minha bunda. Não posso fazer nada além de sorrir entre o beijo, eu tinha gostado daquilo. — Vamos para minha casa? Não conheço direito o Namorado da Annie, não faço ideia do que posso fazer nos quartos. - Eu assinto. Claro que prefiro ir para um lugar mais reservado. Será melhor para nós dois. Dentro de outro táxi eu envolvo com meus braços ainda beijando sua boca. Sua mão adentra meu vestido procurando minha calcinha, devíamos tentar parecer calmos na frente do motorista, mas ele parece sem se importar com a pegação que acontece no banco de trás, pois canta uma música qualquer; fecho os olhos procurando tirar a camisa de Mattie, mas me contento apenas em tocar em sua pele por debaixo do tecido. Sua mão também é exigente chegando a minha vagina, solto um gemido pequeno voltando a beijar sua boca... — Chegamos! - O homem fala eu recebo mais beijos pelo pescoço. Mattie me puxa para fora do carro e eu me envolvo mais naqueles braços fortes. Não sei quando ele ficou tão forte assim. Ele segura minhas pernas erguendo-me do chão, o beijo outra vez e o sinto andar. Seus beijos são tão gostosos, e gargalhou enquanto noto seu desespero em abrir a porta. Mal deu tempo de eu fazer alguma coisa quando vejo a porta fechada, Mattie me puxa para o sofá deitando em cima do meu corpo e beija meu pescoço deslizando suas mãos para minhas pernas. Ele sobe meu vestido e solto um sonoro gemido ao sentir sua mão entre minhas coxas, ele deixa o meu pescoço abaixando seu corpo até a minha vagina, puxa minha calcinha para o lado mergulhando sua língua dentro de mim. Ergo minhas costas terminando de tirar a droga do meu vestido. Mattie ergueu uma das minhas pernas levando para seu ombro, estou outra vez pronta para ser dele e isso me parece bom. Tiro meu sutiã jogando ao lado e eu respiro fundo quando ele vai mais fundo dentro de mim sugando e chupando meu clitóris. Minhas pernas tremem até os dedos do pé se curvarem. Fecho os olhos em puro êxtase, eu quero mais, mais do que a sua língua dentro de mim. Sento no sofá atrapalhando seu oral, porém, por uma boa causa, puxo sua camisa para cima retirando finalmente e foco minha atenção em sua calça e no desespero que eu tenho ao tirar seu pau para fora. Ajoelho no sofá o massageando, ele me sorri tirando o cabelo do meu rosto enquanto fecho os olhos ao começar a lamber as laterais de seu pau. — Isso Elsie... Passa a língua em todo ele... Ele te esperou tanto... faz sua marca - Ele j**a a cabeça para trás gemendo meu nome — puta merda, você é maravilhosa - Diz ao gemer novamente, puxa todo meu cabelo para trás enquanto o coloco na boca ele geme movendo sua cintura para frente, entra e sai da minha boca deixando um gosto de quero mais — foder sua boca é tão bom quanto sua boceta. — Idiota - resmungo ao levantar a cabeça. Ele me empurra no sofá e dessa vez não tenho escapatória, seu pênis entra em mim me causando calafrios e uma sensação maravilhosa... — Mattie... — Puta merda... Tão apertada - ele vai mais fundo e minhas mãos cravaram em suas costas descendo até sua bunda — arranhar com força... Eu adoro isso - Mal penso no que ele fala, Mattie começa a se mover e meu corpo todo reagiu com isso, tremo pelo prazer e quase perco a sanidade quando ele acelera seus movimentos certeiros. Mordo seu ombro arranhando suas costas, ele morde minha orelha murmurando tantas besteiras e tudo que me fala faz meu corpo tremer. Sinto prazer em seus toques em seus beijos, é totalmente diferente da primeira vez que fizemos sexo, mas ainda tenho a mesma sensação. Transar com Mattie não é ruim, ruim seria se ele contasse outra vez para os amigos, mas que se foda, eu gosto do que ele está fazendo, eu gosto de como ele me penetra, lento e gostoso, às vezes vai mais fundo e acelera me fazendo revirar e apertar os olhos. Ele ergue uma perna minha colando em sua cintura. Jogo minha cabeça para trás apertando suas costas e desço até sua bunda o empurrando contra minha vagina, não quero que aquele prazer acabe até eu gozar, não quero mesmo. Sinto seus beijos de volta ao meu pescoço que vão até os meus seios. Ele sabe o que está fazendo, até mesmo onde me tocar e isso é tão bom. Tão bom que me perco ao vê-lo sair de dentro de mim, me viro ficando de quatro e dessa vez ele adentra mais duro. Seguro no braço do sofá para segurar suas entradas e saídas.O celular de Lua começou a tocar.Mãe.Ela olhou para Antônio.O dele começou segundos depois.Raquel.Os dois se encararam.— Não atende — disseram juntos.Silêncio.Depois começaram a rir.O celular parou.Tocou novamente.— Elas vão vir para cá — Lua falou.— Vão.— Quanto tempo acha que temos?Antônio olhou para o relógio.— Minha mãe? Vinte minutos.— A minha?— Quinze.Lua ficou séria.Antônio também.— Aquela viagem — ele disse.Os olhos dela brilharam.— Você está pensando o mesmo que eu?— Faça uma mala.— Antônio...— Nós queríamos viajar.— Agora?— Melhor momento impossível.Lua começou a rir.— Você é maluco.— Você quer passar os próximos meses com nossas mães decidindo nome, quarto, roupa, hospital, médico e provavelmente a posição em que você deve dormir?O sorriso desapareceu.— Faça duas malas.Victoria chegou primeiro.Raquel chegou três minutos depois.Nenhuma precisou dizer por que estava ali.— Você também viu? — Victoria perguntou.Raquel mostrou o celular.— O p
O Nosso Segredo— Não.Lua nem precisou olhar para Antônio para saber que ele estava sorrindo.Continuou encarando o cardápio como se estivesse completamente concentrada nele.— Você nem sabe o que eu vou dizer.— Sei, sim.— Então diga.Ela finalmente levantou os olhos.Antônio estava sentado do outro lado da mesa, elegante demais para um simples jantar de sexta-feira, com uma das mãos apoiadas sobre a taça de vinho e aquele pequeno sorriso arrogante que Lua aprendera a reconhecer perfeitamente.— Você vai sugerir alguma coisa indecente.— No restaurante?— Você não tem vergonha.— Tenho.Ele tomou um gole da bebida.— Só não tenho muita com você.Lua revirou os olhos.O restaurante ficava no último andar de um hotel no centro da cidade. Da janela enorme ao lado da mesa, era possível enxergar boa parte das luzes da cidade.Lua estava encantada.Ainda se encantava facilmente.Às vezes com coisas caras.Às vezes com coisas absolutamente simples.Naquela tarde, por exemplo, ficara quase
Ela abriu a boca.Fechou.Abriu novamente.— Eu não estou tentando ocupar o lugar dela.— Eu sei.Sua voz ficou mais calma.— Mas casamento tem duas pessoas.Raquel ergueu uma sobrancelha.— Às vezes três, quando a sogra é competente.Antônio apontou para a porta.— Pode ir embora.Ela riu.— Estou brincando.— Você é perigosa brincando.Raquel juntou os papéis.— Eu só quero que vocês façam tudo certo.— Nós vamos errar.Ela parou.A frase era parecida demais com algo que Lua provavelmente diria.— Vamos comprar coisas feias.— As almofadas já provam isso.Antônio segurou o riso.— Vamos discutir.— Espero que não muito.— Vamos gastar dinheiro com alguma coisa inútil.— Lua parece boa nisso.Ele lançou um olhar de advertência.— Cuidado.Raquel sorriu.— Está apaixonado mesmo.Antônio não respondeu.Não precisava.Ela conhecia aquele olhar.— Mas é justamente isso, mãe.Ele voltou a falar.— Se fizermos uma escolha errada, a escolha é nossa.Raquel ficou mais séria.— Eu não quero ve
— Depende do conselho.— Está vendo?— Estou vendo o quê?— Você está na defensiva.Antônio respirou fundo.Ainda tinha dezenove minutos até sua reunião.Talvez dezoito.— Fale logo.Raquel pareceu ofendida.— Que delicadeza.— Mãe.— Tudo bem.Ela abriu a bolsa.Tirou algumas folhas.Antônio olhou.Depois olhou para ela.— O que é isso?— Algumas ideias.Ele não tocou nos papéis.— Ideias para quê?— Para vocês.— Para nós o quê?— A casa.Antônio soltou uma risada descrente.— Não.— Você nem viu.— Não preciso.— Antônio, são só sugestões.— Então pode levar embora.Raquel ficou séria.— Você está sendo desagradável.— Estou evitando que você perca seu tempo.Ela abriu uma das folhas.— Olhe. Eu pensei que vocês poderiam trocar alguns móveis. A Lua é jovem e está empolgada, então é normal que faça escolhas um pouco... — Ela procurou a palavra. — Peculiares.Antônio já sabia exatamente sobre o que ela falava.— As almofadas?Raquel arregalou os olhos.— Você viu?— Ainda não.— São a
Antônio soube que havia alguma coisa errada quando sua secretária entrou no escritório sem bater.Ju normalmente não fazia aquilo.Nem quando o prédio estava pegando fogo.Ela parou perto da porta, com uma pasta apertada contra o peito e uma expressão estranha no rosto.— Senhor Melo...Antônio continuou olhando os documentos sobre a mesa.— O que foi?— Tem uma pessoa querendo falar com o senhor.— Tenho reunião em vinte minutos.— Eu avisei.— Então mande voltar depois.Ju permaneceu parada.Antônio finalmente levantou os olhos.— O quê?Ela respirou fundo.— Sua mãe.Ele fechou os olhos.Claro.Só podia ser.— Diga que estou ocupado.— Eu disse.— E?Uma voz surgiu atrás de Ju.— E eu disse que sou sua mãe.Antônio passou lentamente a mão pelo rosto.Raquel apareceu na porta com um sorriso satisfeito, carregando uma bolsa em um braço e uma sacola de alguma loja no outro.Ju olhou para Antônio como se pedisse desculpas silenciosamente.Ele apenas fez um gesto com a cabeça.— Pode ir.
— Eu passei anos sem saber nem qual era minha comida favorita, mãe.A expressão da mulher mudou discretamente.Lua continuou:— Porque você escolhia meu café da manhã. Escolhia minhas roupas. Escolhia meus horários. Até quando eu poderia sair.Respirou profundamente.— E, quando eu me casei, achei que simplesmente trocaria você e meu pai por outro dono.A mãe franziu o cenho.— Não fale dessa maneira.— Mas foi assim que eu me senti.Lua passou a mão pelos cabelos.— Só que Antônio nunca fez isso comigo.Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios.— Na primeira manhã que passamos juntos, ele pediu um monte de coisas para o café porque não sabia do que eu gostava.Sua mãe permaneceu em silêncio.— Quando perguntei se podia comer apenas o que eu quisesse, ele me olhou como se aquela fosse a pergunta mais absurda do mundo.Lua riu baixinho.Os olhos estavam marejados.— Porque, para ele, era óbvio que eu podia.A mãe desviou o olhar.— Lua...— Ele não escolheu a decoração da casa. Não esco







