INICIAR SESIÓNElsie Davis sempre acreditou ter a própria vida sob controle. Faculdade, planos para o futuro e nenhuma intenção de deixar homens complicados bagunçarem sua cabeça. Então Mattie, o homem que marcou seu passado, reaparece justamente quando Jae e Marck Shimith se mudam para a casa ao lado. E tudo sai do controle. Mattie traz lembranças que Elsie tentou esquecer. Marck desperta seu lado mais impulsivo e perigoso. Mas é Jae, com seu sorriso provocador, ciúme impossível e sentimentos cada vez menos escondidos, quem começa a atravessar todas as barreiras que ela criou. O que deveria ser apenas desejo sem compromisso se transforma em uma confusão de atração, descobertas, ciúmes e escolhas difíceis. Porque Elsie pode até gostar da liberdade de não precisar escolher... Mas, quando sentimentos verdadeiros entram no jogo, ela descobre que dividir prazer é muito mais fácil do que dividir o coração. Agora, entre passado, tentações e um homem disposto a tê-la somente para si, Elsie terá que descobrir se está pronta para abandonar as regras que criou... E admitir quem realmente deseja ao seu lado.
Ver másContar minha história não é nem um pouco comum, mas eu tenho certeza que você vai gostar de saber como acabei com Jae Marck e Mattie em cima de uma cama confortável suada e satisfeita...
Era uma sexta-feira quando minha longa jornada para descobrir quem sou começou. Engraçado pensar nisso agora, porque, naquele momento, eu só queria aproveitar algumas horas de paz. Não fazia ideia de que a minha rotina estava prestes a ser virada do avesso — e muito menos de que eu ajudaria a empurrá-la ladeira abaixo com as minhas próprias escolhas. Não havia nada de especial naquele dia, estava deitada na beira da piscina da minha casa escutando uma música qualquer nos fones de ouvido quando o sol simplesmente foi coberto por uma nuvem passageira. Tentar ter uma marca decente no corpo nos dias de hoje passou a ser complicado e isso não é de se esperar quando mora em uma cidade que é fria por ela mesma, sem precisar do inverno para tal. Sentei na beirada tirando um fone por vez e virei colocando os pés para dentro da água. Joguei o corpo para trás esperando a quentura do sol voltar, mas logo meus ouvidos capturaram um som ao longe e eu tive que abrir os olhos. Fazia quase cinco meses que não morava ninguém na casa ao lado da minha, mas isso estava prestes a mudar pelo visto. Levantei do chão procurando minha toalha e olhei entre as brechas da cerca o que estava acontecendo no fundo daquela casa. Uma nova família. Uma nova família estava se mudando... Ótimo. Ou pelo menos era isso que eu deveria pensar. Naquele instante, ainda não havia motivo nenhum para desconfiar que a chegada daqueles vizinhos faria meu autocontrole parecer uma piada de muito mau gosto. Eleonor não precisará mais reclamar de ter que ficar sozinha durante as manhãs enquanto eu estou na faculdade e o papai vai trabalhar. De hoje em diante parece que terá companhia. Pela quantidade de coisas que saíam daquele caminhão, julguei ser uma família muito grande, e esse foi um pensamento completamente equivocado. Voltei para dentro em busca de algo refrescante quando encontrei Eleonor chegando da escola. Jogou sua bolsa em cima da mesa de centro da cozinha e tomou o copo de limonada da minha mão tomando tudo de uma vez até não restar nada e bateu sobre o mármore do balcão. Cruzei os braços encarando seu rosto. — Aconteceu alguma coisa? — O professor não me deu a nota máxima pelo trabalho que eu demorei duas semanas para fazer. Isso é tudo que eu preciso fazer, berrar e reclamar. — Talvez você não tenha feito do jeito que ele gosta. — Sabe o que ele quer Elsie? Que eu me ajoelhe entre as pernas dele e chupe seu pau enquanto encaro? Porque eu já fiz de tudo para conseguir uma nota máxima, mas ele não me deu, nada, eu me esforço para caramba e não recebo sequer um elogio, sendo que toda a turma conseguiu um A, MENOS EU. - Gritou a última parte pegando sua bolsa de volta e saiu da cozinha subindo as escadas pisando duro. Eu posso dizer alguma coisa ou tentar remediar o que me foi dito? Não vejo Eleonor uma jovem de dezessete anos chupando um professor no último ano do ensino médio. Ela é tão perfeita quanto eu nesta época. Somos boas pessoas e merecemos nota máxima sim. Subo para meu quarto relendo minhas mensagens e recebi uma nova de Annie, parece que hoje à noite terá uma festa na casa de seu novo namorado. Ela disse que Jack é um homem maravilhoso e que está prestes a herdar a casa de campo do pai. Homens mais velhos são um charme, eu não posso negar. Tranquei a porta do meu quarto e aproveitei para escolher um vestido bonito. Não quero causar uma má impressão no o cara mais velho e nem em seus amigos. Se bem que não me vejo indo para cama com nenhum deles. Não me vejo indo para cama com ninguém. Escolho um vestido preto sem decote, no entanto, deixa minhas pernas completamente de fora, e para completar o meu look, separo botas longas que vão até as minhas coxas, isso vai compensar a falta de pano. Tomo um banho rápido para relaxar os músculos, me arrumar para festas é algo que gosto muito, mas ficar nelas por mais de uma hora é raro. Nunca vou me acostumar com a quantidade de festas que existem na faculdade. Nossa! Parece mais que estou em uma casa noturna, e o ruim de recusar uma ou duas é que você nunca mais vai saber de outra, então eu não vou morrer exatamente se por acaso eu comparecer em uma ou duas. Voltei ao quarto secando meu cabelo e abri a janela para entrar um ar, preciso de ar. Tirei a toalha olhando para meu corpo em frente ao espelho, eu continuo a mesma de sempre. Busco um sutiã que não apareça no vestido e uma calcinha fina para não fazer marcas e eu revejo minha escolha, fico feliz. Ainda me encarando no espelho, noto que algo parece estar errado, uma mancha me encara com olhos negros... Espera, mancha não tem olhos. Viro-me rapidamente procurando a origem daquele olhar e me deparo com olhos brilhantes na janela em frente a minha. Encaro seus olhos sem saber como reagir, não tenho como me esconder, não há nada para esconder, ele provavelmente viu tudo o que eu preferiria esconder, então o que fazer? Sorrio sem graça e reviro os olhos indo até a cortina e a fecho. Abro apenas uma fresta para saber se aquele curioso ainda está lá, e sim, ele ainda está lá. Encara minha janela com olhos brilhantes... E seus olhos são realmente lindos. Vira de costas olhando ao redor e volta a fitar minha janela, se ele espera que eu abra novamente, não terá o que quer gatinho. De repente, ele tira a camisa jogando-a para o lado, engulo a seco ao reparar naquele tanquinho maravilhoso, e que braços fortes são esses, meu amor? Ela se vira novamente e sai andando enquanto bagunçava o cabelo atrás. Tenho uma visão perfeita da bunda dele, seu rebolado também. Que homem do caralho, meu Deus. Meu vizinho novo é maravilhoso. Como devo cumprimentá-lo depois de ter a absoluta certeza que ele me viu pelada e de peças íntimas? Sem pensar demais na minha desgraça, coloco o vestido deixando expostas minhas pernas. Todas as minhas amigas dizem que eu sou bonita, devia me envolver com alguém legal para poder curtir a vida, mas meu pai sempre diz que uma mulher bonita é sempre aquela que sabe o que quer, e eu quero me formar, ter duas ou três faculdades concluídas, um emprego bom, uma casa própria e só depois penso em ter uma família. Isso é o que todas as adolescentes têm que pensar. E eu ainda não me sinto preparada para dar-me tanto assim. Tenho só vinte e dois anos. E todos me veem como uma melhor amiga de peitos grandes e inocente e é justamente isto que sou. Termino a minha maquiagem e por fim calço minhas botas, e dando uma última olhada no meu visual, gosto do que vejo e saio do quarto. Meu pai ainda não chegou, e isso não me surpreende nem um pouco. Não encontro Eleonor em lugar nenhum e isso também não me preocupa. Chamo um táxi para chegar mais rápido no endereço que Annie me deu e saio de casa para esperar esse bendito. Assim que chego ao jardim, meus ouvidos outra vez fazem seu trabalho me deixando consciente de que tem alguém ao redor, olho para o jardim do lado e minhas pernas parecem tremer um pouco. Vejo um homem de costas, ah uma tatuagem enorme em suas costas, é um urso, um leão, eu não sei. Espera, ainda agora não tinha uma tatuagem nas costas. Abaixo o celular, curiosa com o que vejo, logo o homem se vira com uma caixa nas mãos e nossos olhos se encararam, desviou rapidamente olhando para o celular. Não é o mesmo cara da janela, e por que estou corando. — Hey! - Sua voz é rouca, ergo a cabeça encarando sua face e minhas pernas ameaçam ficar bambas quando vejo seu corpo vir em minha direção. Seu tronco é largo e vejo as gotas de suor deslizando até a entrada da felicidade. Que calor, que calor. — Você deve ser a filha de Miguel, não é? - Estreitei os olhos esquecendo qualquer calor entre minhas pernas. — Oh, sim. — A senhora que nos vendeu a casa disse que vocês poderiam nos ajudar com qualquer coisa. - Avisou e parou perto do cercado que dividia nossos jardins. — Sou Marck Shimith. — Elsie... Elsie Davis. - Sorri. — É bom saber seu nome - Ele murmurou deitando sua cabeça em cima dos braços apoiados no cercado — você tem olhos muito bonitos. - Ele sorri em minha direção e minha garganta logo fica seca. Devo me preocupar com isso? Respiro fundo tentando me conter quando vejo o outro sair de casa, ele olha ao redor e quando abre a boca para dizer algo ele vê a mim, e talvez seu irmão porque a semelhança é grande. Minha bochecha queimar neste momento. Esse cara me viu pelada e eu nem sei seu nome. Rapidamente o táxi buzina ao meu lado e corro para dentro dele antes do outro se aproximar o suficiente para encarar meu rosto. Não acredito que estes homens vão morar ao lado da minha casa.— Sua amiga, a Ellie acordou antes de chegar ao hospital. Estava elétrica e tiveram que ceda-la, mas acordou de manhã. — Ellie… - Soprou o nome dela com raiva e ódio ao mesmo tempo. Ela não tinha culpa de ter sido levada para os braços daquele homem, mas mesmo assim, não conseguia mais ouvir ou ver aquela garota se não se lembrasse do quanto Taylor falou e falou e ameaçou usando o nome dela. — Como ela está? — Um pouco traumatizada, mas vai ficar bem, os pais dela estão aqui desde ontem quando tudo aconteceu - Sadie virou para olhar sua mãe — Você lembra o que aconteceu? — Eu me lembro da Ellie sair do carro e me mandar dirigir, mas não consegui me mexer, acabei desmaiando. Não queria sair dali sem ela. - A mãe sorriu e abaixou o olhar. — E aquele homem? — Bom, parece que o seu ex-noivo atropelou aquele homem na tentativa de salvar vocês duas. Os pais dele não deram queixa e até pediram para pagar as despesas do hospital. A irmã contou à polícia o que ele fazia com a namorada n
O galpão no final da estrada de barro parecia silencioso quando Ellie desceu do carro batendo a porta logo em seguida. Olhou ao redor procurando qualquer movimento de pessoas ou do próprio Taylor. Não ia negar que estava com medo e que agora entendia o motivo dos garotos quererem se proteger. Talvez se não soubesse que a polícia chegaria a algum momento, não tivesse a coragem de realmente ir até Taylor e o olhar de novo, ouvir sua voz ou estar em sua presença. Como isso desencadeia tantos momentos ruins, momentos em que ela achou que morreria sozinha em um chão frio e úmido. Respirou fundo colocando as mãos dentro do casaco e andou em direção à entrada daquele galpão. Suas pernas estavam mais trêmulas do que nunca, o coração acelerado como se fosse morrer a qualquer momento, e quem sabe isso podia mesmo acontecer. Taylor era um homem perigoso por diversão, imaginava sentindo raiva? Ele seria capaz de tudo, até mesmo um assassinato. Parou na entrada quando escutou um gemido baixo, con
Ellie respirou mais fundo buscando forças para sorrir e então virou para os outros — A Sadie está bem. Ela está na casa de uma amiga e o celular acabou descarregando - Contou mantendo um sorriso no rosto. Vicent revirou os olhos se jogando no sofá — Estamos nos preocupando por nada. — Por nada? Ela some o dia todo não apareceu no trabalho, nem na faculdade. Mas é claro que iriamos nos preocupar. Acabamos de voltar. Posso me preocupar com minha namorada. — Claro que pode. Mas vamos pra casa? Eu passei o dia em pé andando de um lado para outro, eu quero dormir. - Pediu quase num suspiro imediato. — Vamos. Tudo bem. Se ela disse que estava bem. Não vamos nos preocupar com isso agora. - Vicent foi o primeiro a levantar, desceram juntos outra vez e seguiram para o carro. O silêncio foi mantido durante todo o trajeto, mesmo Rylian e Vicent conversando sobre as ruas estarem cheia para o filme novo que estreou naquela semana. Comentavam sobre o fato o tempo todo. No entanto, a única pe
Antes de o sol nascer naquela manhã de segunda, Ellie já estava de pé, acordou ansiosa para o que seria seu primeiro dia de trabalho. Não sabia o que poderia esperar, mas desejava que fosse um dia próspero, que as pessoas gostassem do seu atendimento e o que o novo patrão a respeitasse como tal. Bom, se a tratassem como gente já devia ser alguma coisa. Seu primeiro emprego foi na agência de modelo longe da sua cidade, as pessoas passaram a gostar dela e a convidar para qualquer tipo de trabalho, mas quando se é convidada e muito solicitada por ser bonita e gentil, suas colegas de trabalho que deviam a deixar cheia de orgulho de si mesmas, acabaram desejando ter aquela mesma atenção. Brigas e algumas mentiras foram espalhadas por todo lugar, e a reputação de Taylor todas as vezes que ia a um dos locais que trabalhava não ajudava. Sempre arrumava confusão com todos, até com os clientes homens que estavam presentes. Aos poucos, aquele sonho foi se acabando, se perdendo por entre os dedos












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