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Capítulo 111: Revelações e responsabilidades

Author: Evy
last update publish date: 2025-11-29 20:42:57

A estrada para Fogo Negro parecia mais longa do que qualquer outra, mesmo para quem já tinha cruzado metade do continente fugindo ou caçando. O carro avançava numa velocidade constante, os pneus cantando no asfalto úmido enquanto a paisagem mudava, de campos abertos para florestas densas e cidades pequenas que piscavam ao longe. Passaram por espaços totalmente humanos com seus grandes prédios, uma vida frenética que nunca parava, alheios ao sobrenatural, ou apenas o ignorando por completo por t
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    Mesmo antes de qualquer um ver os portões, antes das primeiras muralhas aparecerem entre as árvores, o vento já trazia o aroma estranho daquele lugar, a mistura amarga de suor velho e sangue seco, a marca de muitos corpos vivendo apertados demais e sem dignidade. A floresta ao redor parecia mais silenciosa do que deveria, como se até os pássaros soubessem que ali não se cantava, e quando o exército da Dentes de Prata atravessou a última linha de árvores, a visão foi clara: um território construído para vigiar, não para acolher. Cercas altas, vigias em pontos estratégicos, e um portão de entrada largo, reforçado, onde a madeira tinha marcas de garras e as pedras tinham manchas escuras que não eram só lama. Killer vinha à frente, enorme em sua forma de lobo, os olhos vermelhos acesos como brasas, e ao lado dele a maioria dos lobos pareciam filhotes.Matteo já estava esperando.Não escondido, não em posição defensiva como um covarde que sabe que está errado, mas ali, no portão, em forma

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    Algumas horas depois.O calabouço da Dentes de Prata não era um lugar feito para visitas elegantes.A umidade impregnava as paredes de pedra, formando pequenas manchas escuras que desciam em filetes lentos até o chão frio. O ar era denso, carregado com o cheiro ferro, terra molhada e sangue velho. A iluminação vinha de tochas presas nas paredes, e a luz tremulante projetava sombras longas que se moviam como fantasmas inquietos.Ilana estava sentada no chão.A manta que antes cobria o corpo agora estava suja, manchada de poeira e seja lá o que estivesse impregnado no chão nojento. O cabelo estava embaraçado, os fios claros grudando na pele suada do rosto. A mulher que chegara à Dentes de Prata com postura de princesa parecia, agora, apenas uma loba encurralada.Ela mantinha o queixo erguido, mas a elegância havia sido arrancada junto com a autoridade.Do outro lado das grades, Melia permanecia parada.Os braços cruzados, o rosto impassível, os olhos prateados observando como se estives

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