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Capítulo 58

Author: corinthiAna
last update publish date: 2026-08-18 02:44:04

POV: Léo

Acordo sozinho, como todos os dias, mas hoje é diferente.

Demoro alguns segundos para entender que ela realmente não está ali, e que o escuro dqui de dentro não condiz com a claridade que está depois da janela.

O lado dela da cama está frio o suficiente para eu saber que faz tempo que ela se levantou e Isso me incomoda mais do que qualquer coisa que eu lembro de estar pendente.

Estou quase me sentando, decidido a descer e procurar por ela, quando a porta se abre e ela está ali de n
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    POV: Léo O gosto de avelã ainda estava grudado no fundo da minha garganta quando fechei a porta atrás de mim. Não era só o gosto que tinha ficado. Era a porra da manhã inteira. Tudo o que tinha sido arrancado de um lugar que eu passei a vida inteira mantendo trancado. Eu já estava rasgado antes mesmo de entrar nessa sala. Em carne viva. Deixei o pacote que Candance me entregou no caminho, depois de um cumprimento, sobre a mesa, sem olhar para ele. "Problemas com a garota?" Mikey fechou a porta que dava para o porão e entrou, ajeitando o paletó como se aquilo fosse uma manhã qualquer. Não era. Meu peito ainda estava pesado, mas não daria a ele o prazer de perguntar o porquê. Passei a mão pela mandíbula, tentando empurrar para algum lugar que não alcançasse o resto de mim tudo aquilo. "Como ele está?" Perguntei por Anton apenas para colocar alguma coisa entre mim e o que eu estava sentindo. Eu sabia a resposta. Mikey o visitava diariamente. Eu tinha permitido que Bella d

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    POV: LéoAcordo sozinho, como todos os dias, mas hoje é diferente. Demoro alguns segundos para entender que ela realmente não está ali, e que o escuro dqui de dentro não condiz com a claridade que está depois da janela. O lado dela da cama está frio o suficiente para eu saber que faz tempo que ela se levantou e Isso me incomoda mais do que qualquer coisa que eu lembro de estar pendente. Estou quase me sentando, decidido a descer e procurar por ela, quando a porta se abre e ela está ali de novo. Ela entra trocada, um short e blusa simples, o cabelo ainda molhado do banho grudando no pescoço, equilibrando uma bandeja com as duas mãos. Fecha a porta com o pé, sem jeito, o suficiente para a bandeja balançar e ela praguejar baixinho antes de perceber que estou acordado. Linda para caralho. "Ei." Ela para no meio do quarto, ajeita o equilíbrio da bandeja e sorri, um sorriso rápido, quase automático. "Bom dia.""O que é isso?""Feliz aniversário. De novo."Ela atravessa o resto do cami

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