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29- Os presentes do Recife.

Author: CaHostins
last update publish date: 2026-09-01 08:58:22

A água não passava da cintura em boa parte do caminho, mas as pedras escorregadias exigiam atenção.

Logo encontrou vários mariscos presos às rochas.

Miguel foi soltando-os um a um e colocando-os dentro da camiseta que havia improvisado, como se fosse uma pequena sacola, amarrando as mangas e a parte de baixo para que os mariscos não escapassem.

Era uma boa descoberta.

Mais adiante, avistou pequenos cardumes escondidos entre as formações de coral.

Tentou acertá-los com a lança.

Uma v
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  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   44- A picada

    O dia amanheceu tranquilo. A luz do sol atravessava as frestas entre as folhas, iluminando aos poucos o interior do abrigo. Laura foi a primeira a acordar. Enquanto preparava as frutas e castanhas que tinham para o café da manhã, observou Miguel ainda deitado, aproveitando os últimos minutos de sono. Quando ele finalmente abriu os olhos, ela sorriu. — Bom dia. — Bom dia — ele respondeu, ainda sonolento. Os dois comeram juntos antes de começar mais um dia na ilha. Miguel se levantou e começou a vestir a camiseta que havia deixado dobrada ao lado do colchão improvisado. No instante em que passou a mão pela lateral do quadril para ajeitar a roupa, sentiu uma picada forte. — Ai! Ele parou por um segundo. — O que foi? — Laura perguntou. Miguel levou a mão ao local. — Alguma coisa me picou. — O quê? — Não sei. Deve ter sido algum inseto que estava na roupa. Ele sacudiu a camiseta, olhou rapidamente para o tecido e depois para o chão. Não encontrou nada. — E

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   43- Um jantar especial.

    Quando chegaram ao abrigo, o céu já começava a escurecer. As primeiras estrelas surgiam entre as nuvens, e a fogueira mantinha o lugar aquecido, lançando sombras dançantes. Miguel colocou o peixe próximo ao fogo para terminar de assar e, enquanto organizava algumas frutas que haviam guardado, seus olhos encontraram as duas garrafas de vinho. Ele ficou alguns segundos olhando para elas. Então sorriu. — Laura... Ela levantou os olhos. — O que foi? Miguel pegou uma das garrafas. — Vamos fazer algo diferente esta noite. Laura franziu a testa, curiosa. — Diferente como? — Nosso dia foi bom. Conseguimos pescar, encontramos vinho, o sinalizador, temos comida e até conseguimos manter a fogueira acesa. Acho que tivemos sorte hoje. Ele olhou para o vestido que ela havia encontrado na mala. — Então pensei que poderíamos comemorar. Laura sorriu. — Comemorar como? Miguel apontou para o vestido. — Você gostou dele, não gostou? Ela assentiu. — Muito. — Então v

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   42- Um dia de sorte

    A água continuava fria, mas o banho seria um verdadeiro luxo depois de tantos dias. Ela deixou as roupas próximas às pedras e entrou devagar na água. Quando a água caiu sobre seus cabelos, Laura fechou os olhos. Por alguns minutos, esqueceu a ilha. Esqueceu o acidente. Esqueceu o medo. Usou o sabonete cuidadosamente, limpando a pele e os cabelos, sentindo-se pela primeira vez em muitos dias um pouco mais próxima da mulher que era antes de tudo aquilo acontecer. Depois escovou os dentes e lavou o rosto. Ao terminar, sentou-se sobre uma pedra e ficou observando a água cair. Pensou em Miguel. Esperava que a pesca tivesse mais sorte daquela vez. ____ Perto do rio, Miguel preparava a linha. Prendeu uma das minhocas no anzol de espinho e lançou a linha na água. Esperou. Nada. Mudou ligeiramente de posição e lançou novamente. A correnteza fazia a linha se mover devagar. Miguel permaneceu imóvel, atento a qualquer sinal. Naquele momento, não sabia se cons

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   41-Presentes do mar.

    Antes de começarem a explorar a região, Miguel pegou algumas brasas e as colocou cuidadosamente dentro de um pedaço grande de bambu, usando-o para transportá-las sem deixá-las apagar. Os dois subiram até o alto do morro e, com folhas secas e pequenos galhos, conseguiram reacender a fogueira. Quando as chamas finalmente cresceram, Miguel acrescentou mais madeira para mantê-la acesa. Só então voltaram para perto do abrigo e partiram para explorar a ilha. Quanto mais se afastavam do abrigo, mais sinais do acidente apareciam. Havia galhos espalhados pela areia, folhas acumuladas entre as pedras e pedaços de madeira que provavelmente haviam sido carregados pelas ondas. Em alguns pontos, encontraram pequenos fragmentos de plástico, pedaços de tecido e objetos que pareciam ter pertencido aos passageiros. Laura caminhava devagar, olhando para todos os lados. De repente, parou. — Miguel... Ele voltou imediatamente. — O que foi? Ela apontou para a areia. Entre alguns gal

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   40- Depois da tempestade.

    O dia amanheceu com um sol fraco, escondido entre algumas nuvens que ainda cobriam o céu. O vento frio continuava soprando pela ilha, fazendo as folhas das árvores balançarem sem parar. Laura acordou sentindo o corpo pesado e dolorido depois da noite difícil. Por alguns segundos, permaneceu deitada, observando o teto improvisado do abrigo. Ela se levantou devagar e foi até o lugar onde haviam deixado as roupas. — Vou tentar lavar tudo de novo — disse, pegando os tecidos ainda úmidos e sujos. Caminhou até a cachoeira e começou a lavá-los, esfregando cuidadosamente a sujeira que havia ficado presa nas fibras. Depois de enxaguá-los, voltou para o abrigo e estendeu as roupas ao lado, onde poderiam receber um pouco do sol e do vento. Enquanto isso, Miguel decidiu procurar alguma coisa que pudesse servir para fazer fogo. Andou pela mata, afastando folhas e galhos espalhados pelo chão. Depois da tempestade, porém, quase tudo estava encharcado. Ele tentou encontrar pedaços de ma

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   39- A tempestade.

    A noite chegou lentamente sobre a ilha. Depois de um dia cansativo, Miguel e Laura haviam terminado de organizar o abrigo e se preparavam para descansar. O céu, porém, começava a mudar. Nuvens escuras cobriram as estrelas, escondendo a lua. O vento, que antes soprava suavemente entre as árvores, ficou mais forte. Laura olhou para o céu, inquieta. — Miguel... acho que vem chuva. Ele se levantou e observou as nuvens. — Parece que sim. Precisamos reforçar o abrigo. Os dois começaram a trabalhar rapidamente. Miguel firmou os galhos enquanto Laura tentava prender melhor as folhas que cobriam a estrutura. Mas não tiveram tempo suficiente. Um forte trovão ecoou pela ilha. Laura se assustou. Poucos segundos depois, a chuva começou a cair. Primeiro, em gotas grossas e espaçadas. Depois, como se o céu tivesse se aberto. O vento aumentou violentamente, fazendo as árvores se curvarem. As folhas do abrigo começaram a se soltar, e os galhos rangiam sob a força das rajada

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