LOGINLaura só queria alguns dias longe de tudo. Miguel só queria descidir seu futuro. Eles não se conheciam. Não tinham nada em comum. E jamais imaginariam que um acidente mudaria suas vidas para sempre. Depois de um desastre aéreo, Laura e Miguel se veem presos em uma ilha paradisíaca, cercados pelo mar, pela mata e por perigos que nenhum dos dois estava preparado para enfrentar. Sem comida, sem ajuda e sem saber se alguém irá encontrá-los, eles precisam aprender a sobreviver juntos. Mas, enquanto lutam contra a natureza, algo ainda mais perigoso começa a acontecer. Eles se apaixonam. Naquela ilha, longe do mundo e de tudo o que conheciam, Miguel e Laura descobrem um amor que parece impossível de existir em meio ao caos. Cada olhar, cada toque e cada promessa faz com que voltar para a vida que tinham antes pareça cada vez mais difícil. Porque algumas histórias de amor começam quando tudo dá errado. E algumas pessoas precisam se perder no mundo para finalmente encontrar o amor de suas vidas.
View MoreO quarto do hospital ainda estava silencioso quando dois policiais chegaram acompanhados de uma funcionária da administração. Laura, que estava sentada ao lado da cama de Miguel, levantou-se imediatamente. — Bom dia. Vocês são Laura e Miguel? — perguntou um dos policiais. — Sim — respondeu ela, um pouco apreensiva. — Somos da polícia local. Precisamos confirmar a identidade de vocês e registrar oficialmente o que aconteceu. Como vocês foram encontrados após um período desaparecidos, precisamos concluir alguns procedimentos. Miguel, ainda deitado, assentiu. — Tudo bem. Um dos policiais puxou uma cadeira, enquanto o outro abriu uma pasta com formulários. As perguntas começaram. Queriam saber quando haviam desaparecido, onde estavam antes do acidente, como haviam chegado à ilha e quantos dias passaram isolados. Perguntaram sobre as circunstâncias da queda, os ferimentos, a falta de comunicação e a maneira como conseguiram chamar a atenção do navio. Laura respondeu p
O hospital parecia pertencer a outro mundo. Depois de tantos dias na ilha, Laura quase se sentia perdida em meio às paredes brancas, às luzes fortes e ao movimento constante de médicos e enfermeiros. Assim que chegaram, Miguel foi encaminhado para a emergência. — Vamos levá-lo para fazer alguns exames — explicou uma enfermeira. Laura tentou acompanhá-lo. — Posso ir com ele? — Por enquanto, você precisa aguardar aqui. Assim que terminarmos, alguém virá falar com você. Laura assentiu, embora não gostasse da ideia de ficar longe dele. A maca desapareceu pelo corredor. E, pela primeira vez desde o resgate, Laura ficou sozinha. Sentou-se em uma das cadeiras da sala de espera e olhou para as próprias mãos. Ainda havia sujeira sob suas unhas. O cabelo estava embaraçado. As roupas estavam sujas e amassadas depois de tantos dias na ilha. Ela ainda não conseguia acreditar que tudo aquilo havia realmente acontecido. Pouco depois, uma mulher se aproximou. — Laura
Laura ainda estava ajoelhada ao lado de Miguel quando ouviu um som distante vindo do mar. Ela ergueu a cabeça. Por alguns segundos, ficou em silêncio, tentando entender o que estava ouvindo. Então o som ficou mais claro. Um motor. Laura se levantou depressa e saiu do abrigo. Correu até a praia e olhou para o horizonte. Lá estava. um barco Era pequeno e distante, mas não havia dúvida. Estava se aproximando lentamente da ilha. — Meu Deus... Laura começou a acenar com os dois braços. — AQUI! AQUI! O barco continuou avançando. — Eles viram a gente... Laura sentiu os olhos se encherem de lágrimas. O pequeno barco começou a se aproximar da ilha, enquanto ela continuava acenando. Quando finalmente chegou perto da margem, dois homens desembarcaram. — Você esta sozinha aqui? — um deles perguntou. — Não! Somos nós! — Laura respondeu, quase sem conseguir conter a emoção. — Nós vimos o sinalizador e depois a fumaça. Estávamos tentando descobrir se havia
Laura permaneceu ao lado de Miguel. Por alguns segundos, os dois ficaram em silêncio, olhando para o céu. A luz vermelha subia lentamente, deixando um rastro luminoso antes de começar a desaparecer entre as nuvens. — Agora eles vão nos encontrar — Laura disse, mais para convencer a si mesma do que a Miguel. Ela continuou olhando para o alto até que o sinalizador se tornasse apenas um pequeno ponto de luz. Então se levantou de repente. — A fogueira! Laura saiu correndo até o local onde haviam deixado a madeira empilhada. Sem perder tempo, começou a colocar todos os galhos secos que ainda tinham dentro das brasas. — Vamos... queima! — murmurou Laura, abanando o fogo com uma camiseta para alimentar as chamas. Aos poucos, as brasas ganharam força, e o fogo voltou a se espalhar, iluminando o pequeno abrigo. Pegou mais lenha e colocou sobre o fogo. Depois outra. E outra. As chamas começaram a crescer, alimentadas pela madeira seca, e uma coluna de fumaça subiu pelo ar. —












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