LOGINBianca abriu a geladeira e começou a separar os ingredientes para a omelete.Enquanto preparava tudo, sentia o olhar de Bruno acompanhando seus movimentos. Não era um olhar insistente ou inconveniente, mas ela tinha consciência da presença dele o tempo inteiro.Quebrou os ovos em uma tigela, acrescentou os temperos e começou a misturar.— Você sempre cozinha para o Bernardo quando ele chega com fome no meio da madrugada? — perguntou Bruno.Bianca sorriu.— Infelizmente, sim. Ele tem esse hábito desde criança.— Eu ouvi isso — protestou Bernardo, ainda sonolento.— Era para ouvir mesmo.Bruno soltou uma risada.— Então ele sempre foi assim?— Sempre. Quando éramos crianças, ele acordava de madrugada e dizia que estava com fome.— E você fazia comida para ele?— Algumas vezes. Quando minha mãe deixava.Bernardo apoiou os braços sobre a bancada.— Ela sempre cuidou muito bem de mim.Bianca lançou-lhe um olhar divertido.— Não exagera.— Não estou exagerando.O cheiro do café recém-passad
Já era madrugada quando deixaram a casa noturna. Somente Bernardo estava sem motorista.Bruno se prontificou a levá-los para casa, enquanto um dos seguranças conduziria o carro de Bernardo.— Não precisa se preocupar. Eu posso ir no meu carro — protestou Bernardo.— Vou me sentir melhor se eu os levar. — afirmou Bruno.— É melhor irem com ele. Eu vou com Rogério e Laura — concordou Gabriella.Depois de se despedirem dos demais, Bruno entrou no carro, e Bianca sentou-se entre ele e Bernardo.— Caramba! Nunca entrei em um carro tão luxuoso — comentou Bernardo, admirado.Realmente, o carro era um luxo só, com um interior espaçoso e sofisticado, quase como uma limousine.Bianca olhou ao redor e se sentiu pequena. Não apenas pelo luxo do carro, mas principalmente por estar sentada ao lado de Bruno.Ela já tinha entrado em outro carro de luxo dele, uma vez, quando foram almoçar, já fazia tanto tempo, mas esse não se comparava aquele.Agora ela tinha uma dimensão muito maior de quanto ele er
Bruno continuou pelo salão até chegar a uma área mais afastada da pista de dança. Ali, o movimento era menor e o som da música chegava mais abafado.Foi quando enfim a viu. Bianca estava sentada em um dos bancos altos diante do balcão do bar, conversando com um homem. O mesmo da pista de dança.Bruno parou, surpreso. Por alguns segundos ficou sem reação, apenas observando.Bianca sorria enquanto conversava com o rapaz que deveria ter a mesma idade que ela, enquanto conversavam ela estava completamente à vontade.Sobre o balcão, havia uma taça diante dela.Bruno franziu o cenho.O homem disse alguma coisa, e Bianca riu novamente. Em seguida, ele empurrou a taça na direção dela.Bruno sentiu uma súbita inquietação ao vê-la levar a mão à taça. Algo se acendeu dentro dele, ele atravessou a pequena distância entre eles em passos rápidos. Quando Bianca levou a bebida em direção aos lábios, uma mão segurou seu pulso.Ela se assustou e virou o rosto.— Bruno?!Ele segurava firme seu delicado
Helena estava na sala quando ouviu o carro de Eduardo parando em frente à mansão. Logo em seguida, ouviu o som da porta do carro sendo fechada.Seu coração disparou.Havia esperado pela volta dele desde cedo.Ele não havia respondido à sua mensagem nem retornado sua ligação. Durante o dia, Helena desejara ligar novamente, mas sabia que ele estava ocupado e, se não havia falado nada na noite anterior, provavelmente não atenderia.Assim que ouviu os passos dele se aproximando e a porta da frente sendo aberta, levantou-se e ficou parada no meio da sala.Quando Eduardo entrou e a viu, estacou surpreso, mas nem tanto, ele já sabia que ela o esperaria.Os dois permaneceram em silêncio.O momento que Helena tanto esperara e Eduardo tanto evitara finalmente havia chegado.Era hora de esclarecer as coisas ou não.— Eduardo... você chegou. — A voz dela saiu quase como um sussurro.— Ainda acordada. — Ele falou baixo, e o cansaço era evidente em sua voz.— Você jantou?Era uma pergunta simples,
Bianca escolheu um lugar mais afastado de Bruno e se acomodou no sofá, entre Gabriella e Eliane. Bruno percebeu, mas não se incomodou. Apenas permaneceu onde estava, conversando ocasionalmente com Rogério e Bernardo.As bebidas começaram a chegar, e a conversa ficou cada vez mais descontraída.Bianca, que normalmente bebia pouco, acabou aceitando mais uma taça. Depois outra. Não estava embriagada, mas a bebida já começava a deixá-la mais solta, fazendo-a rir com mais facilidade.Quando a música mudou e ficou mais animada, Laura se levantou.— Chega de ficar sentados. Vamos dançar!— Eu topo — respondeu Rogério imediatamente, levantando-se atrás dela.Bernardo também levantou e estendeu a mão para Gabriella.— Vamos?Gabriella arregalou os olhos.— Eu não sei se...— Gabriella — interrompeu Eliane, rindo. — Pare de procurar desculpas.Leonardo também se levantou.— Vamos. Ninguém aqui está preocupado em impressionar ninguém.Aos poucos, todos começaram a deixar o mezanino.Bianca perma
No restaurante, o grupo de amigos continuava conversando animadamente, sem demonstrar qualquer pressa de ir embora, quando outra pessoa chegou, já quase no final do jantar.Era Eliane.Ela havia jantado em outro restaurante, ali perto, com seu empresário e alguns novos clientes para uma campanha de publicidade que seria realizada no Brasil.Eliane era conhecida internacionalmente e fazia muito sucesso na Europa e na Ásia. No Brasil, também era conhecida no meio da moda como uma modelo de carreira internacional.Sua chegada animou ainda mais o grupo.— Laura me mandou uma mensagem me convidando, mas eu tinha outro compromisso. Como estava aqui perto, resolvi passar para dar um oi.— Seja bem-vinda, Eliane — disse Leonardo, levantando-se prontamente para providenciar uma cadeira para ela.Como todos já haviam jantado, pediram apenas mais algumas bebidas, e a conversa logo encontrou um assunto em comum.Começaram a falar de John e Elizabeth Walker e do jantar de gala oferecido para recep







