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EPÍLOGO

last update Data de publicação: 2026-03-06 22:46:45

KILLIAM

No dia em que Aurora me disse que estava em trabalho de parto, eu quase enlouqueci. Meu coração disparou de um jeito que nunca antes havia sentido. Corri para casa, e o mundo pareceu entrar em câmera lenta.

Não foi fácil para ela. Aurora estava exausta depois de quase doze horas de dores intensas. A cada contração, eu sentia como se parte da minha própria alma estivesse sendo testada junto com a dela.

Segurei sua mão o tempo todo, sentindo os ossos dos meus dedos quase se esmagarem cont
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Comentários (2)
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Gilda Rocha
história linda amei
goodnovel comment avatar
Topazio Huhn
amei, muito bom
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Último capítulo

  • Protegida pelo Alfa   EPÍLOGO

    KILLIAMNo dia em que Aurora me disse que estava em trabalho de parto, eu quase enlouqueci. Meu coração disparou de um jeito que nunca antes havia sentido. Corri para casa, e o mundo pareceu entrar em câmera lenta.Não foi fácil para ela. Aurora estava exausta depois de quase doze horas de dores intensas. A cada contração, eu sentia como se parte da minha própria alma estivesse sendo testada junto com a dela.Segurei sua mão o tempo todo, sentindo os ossos dos meus dedos quase se esmagarem contra os delas — e, ainda assim, não soltei.Sua respiração estava acelerada, o suor escorria por sua testa, mas seus olhos… aqueles olhos brilhavam com uma determinação que me deixava sem ar.— Você consegue, pequena… já está tão perto — murmurei, tentando soar firme, embora minha voz tremesse.E então aconteceu.Um choro agudo e forte preencheu o ar, cortando qualquer outra sensação, como se o mundo inteiro tivesse parado apenas para ouvir aquele som.Meus olhos arderam instantaneamente. Quando n

  • Protegida pelo Alfa   35 — DECLARAÇÃO

    KILLIAMO quarto estava mergulhado em um silêncio quase sagrado, quebrado apenas pela respiração serena de Aurora ao meu lado. A luz suave que atravessava a janela desenhava sombras delicadas sobre o corpo dela, ainda levemente corado depois do que havíamos compartilhado.Fiquei ali, imóvel, como se qualquer movimento pudesse desfazer aquele instante.Meus dedos deslizaram devagar por uma mecha do seu cabelo, afastando-a de sua face. Era impossível não sorrir — não um sorriso de desejo, mas de gratidão.Olhei para trás, para tudo que vivi, para o homem que eu fui.Jamais imaginei que encontraria paz. Muito menos uma felicidade tão inteira, tão viva, a ponto de doer no peito de tão intensa. Aurora foi um pulo no escuro. Tínhamos um laço, é verdade… mas laços não vêm com garantias.Houve um tempo em que eu acreditava que momento assim não eram feitos para mim.Passamos por tempestades que quase nos afogaram. Feridas que pareciam profundas demais para cicatrizar. Escolhas difíceis — algu

  • Protegida pelo Alfa   34 — RENDIÇÃO

    AURORAJoyce e Suelen comemoraram meu retorno à alcateia como se eu tivesse voltado de uma guerra.Suelen precisou sair para trabalhar, mas Joyce assumiu a missão de me mimar. Enchia meu prato sem piedade, repetindo que grávida não podia passar fome — como se aquela fosse a lei mais sagrada do mundo.Passei o dia entre risadas, histórias acumuladas e aquela sensação rara de pertencimento. Era reconfortante recuperar uma parte da minha vida que parecia ter ficado suspensa por semanas.Eu sabia que Killiam havia me machucado.Talvez eu o tivesse perdoado rápido demais.Mas eu acreditava no arrependimento dele — caso contrário, não estaria tentando da forma como vinha tentando.Não queria gastar energia remoendo a dor. Preferia reconstruir o que nos foi roubado… tudo aquilo que aquela cadela — agora apodrecendo no inferno — tentou destruir.Imaginei que ele tentaria algo mais íntimo naquela noite.Mas Killiam me surpreendeu.Era carinhoso. Cuidadoso. Respeitoso ao extremo. Limitava-se a

  • Protegida pelo Alfa   33 — ENTRELINHAS

    KILLIAMAquela desgraçada havia armado tudo.Meu lobo rugiu, tomado por uma fúria tardia. Nayara já não estava mais ali — e não existia vingança possível contra os mortos. Restava-me apenas focar no presente — e o presente era reconquistar minha mulher.Eu sabia que não podíamos continuar adiando certas verdades.Peguei a xícara, mas o café esfriava entre meus dedos.— Eu errei. Errei ao permitir que tudo chegasse a esse ponto, ao não impedir que você fosse magoada, ao deixar que essa situação nos afastasse… — respirei fundo. — Mas não errei sobre o que Nayara fez você acreditar.Os olhos de Aurora não vacilaram.— Então me explique… por que você a trouxe para dentro de nossa casa?A pergunta não carregava gritos. E isso doía mais.— Naquela época, Nayara ameaçou ir embora. Disse que levaria o bebê com ela. — Minha mandíbula travou. — E eu acreditava que ele era meu. Eu não podia correr esse risco. Aurora apertou a xícara com força; os dedos ficaram esbranquiçados.— Então você pref

  • Protegida pelo Alfa   32 — RETORNO

    AURORAJá fazia duas semanas que Killiam estava em Bloodhowl. Kael tocara no assunto algumas vezes, mas, na última conversa, fora direto — a situação havia se tornado insustentável.Killiam não saíra do quarto nem uma única vez. Manter outro alfa ali por tanto tempo poderia gerar interpretações perigosas dentro da alcateia.— Ele ainda tem espaço no seu coração? — Alana perguntou, com uma calma que feria mais do que qualquer acusação.A pergunta reverberou dentro de mim.Por mais que Killiam tivesse me magoado, meus sentimentos não haviam simplesmente desaparecido. Minha loba deixava isso claro a cada silêncio pesado, em cada batida inquieta no peito.Eu sabia que ele errara. Sabia que me ferira.Mas também sabia que ele permanecia ali — suportando o constrangimento, o peso de estar sob o teto de outro alfa… apenas por mim.Eu precisava ir até ele. Encarar o homem que me destruíra — e que, ainda assim, fazia meu coração perder o compasso — já não era uma escolha. Era inevitável. Ass

  • Protegida pelo Alfa   31 — EXÍLIO

    KILLIAMNunca me senti tão perto de perder o controle.Minha pele queimava como se algo tentasse rasgá-la de dentro para fora. Os músculos permaneciam tensos, vibrando sob a pressão da fúria contida, e meus olhos ardiam, alimentados por uma raiva que eu já não sabia conter.Meus punhos estavam cerrados. Se eu afrouxasse o domínio por um único segundo, esmagaria qualquer coisa que estivesse diante de mim.Duas semanas.Duas malditas semanas desde que Aurora partiu.Eu tentava — incessantemente — alcançá-la pelo nosso elo mental. Forçava minha mente contra a dela, chamando-a no silêncio. E todas as vezes… era repelido.Rejeitado.Meu lobo arranhava minha consciência, uivando pela ausência dela. Pela ausência do que era nosso. Pela ausência de nossa metade.A transformação veio sem aviso.Num instante eu ainda lutava contra o impulso. No seguinte, corria pela floresta, consumido pela fera. Galhos se partiam sob meu peso, troncos eram marcados pelas minhas garras. Um rastro de destruição

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