INICIAR SESIÓNMateo é um alfa temido, dono de um poder que ninguém ousa questionar. Herdeiro de uma família implacável, criado na dureza depois de perder a mãe ainda criança, ele carrega uma única missão que o pai jamais deixa esquecer: encontrar sua luna antes que seja tarde demais. Amália construiu a vida com as próprias mãos, dona de uma loja, filha adotiva de um casal simples que guarda seu maior segredo: ela é loba, e ninguém pode saber. Os dois se cruzam em uma festa que nenhum dos dois esperava que mudasse tudo. Um único olhar, e o instinto fala mais alto que qualquer razão. A noite que se segue os une de um jeito que nenhum dos dois consegue explicar e que nenhum dos dois estava preparado para sentir. Mas quando o sol nasce, o orgulho de Mateo fala mais alto que seu próprio lobo. Ele a rejeita, dizendo que foi só uma noite. Amália sai daquele quarto jurando esquecê-lo. Ele jura nunca mais procurá-la. Nenhum dos dois imagina o quanto essa promessa será impossível de cumprir.
Ver másA mansão se ergue em tons de cinza e preto contra o céu da manhã, como se a escuridão que carrego dentro de mim tivesse tomado forma em pedra e vidro. As paredes altas, os jardins bem cuidados que escondem um perímetro de segurança que poucos conhecem, os corredores silenciosos onde meus passos ecoam como um aviso. Aqui, ninguém entra sem que eu permita. Aqui, eu sou lei.
Desço as escadas principais já vestido para o dia, terno escuro, relógio caro no pulso, e encontro três dos meus lobos mais próximos esperando no salão. Miguel, Fernando e Breno, homens que lutaram ao meu lado, que sangraram por mim, que sabem exatamente o que acontece a quem me trai ou me desafia.
— Algum problema durante a noite? — pergunto, direto, sem cumprimento.
— Nenhum, Alfa — Miguel responde, olhos baixos por um segundo antes de me encarar. — Patrulha completa. Território limpo.
— Bom. — Não elogio. Não sorrio. Fazer o trabalho certo é o mínimo esperado, não motivo de festa. — Se aparecer qualquer merda de alcateia estranha rondando nosso perímetro, quero saber na hora. Não depois. Na hora.
— Sim, Alfa.
Eles curvam a cabeça, um gesto de submissão que aprenderam a fazer sem pensar, porque sabem o que acontece quando alguém hesita perto de mim. Não preciso levantar a voz para ser obedecido. Minha presença já basta. Meu lobo é forte o suficiente para fazer até os alfas mais confiantes baixarem o olhar, e isso não é vaidade, é fato.
Saio pela garagem, onde meu carro me espera: um Lamborghini preto, motor que ruge como uma ameaça, importado direto da fábrica na Itália para minhas mãos e mais ninguém. Entro, ligo o motor, e o som preenche o espaço fechado como um rugido contido. Dirijo rápido pelas ruas estreitas, ultrapassando limites que não me interessam, porque regras humanas nunca foram feitas para mim.
Em poucos minutos, chego à sede da empresa do meu pai, segurança, vigilância, proteção corporativa para quem pode pagar o preço que cobramos. O prédio é imponente, todo vidro escuro e aço, e quando entro, o manobrista já sabe quem eu sou.
— Sr. Mateo — ele diz, curvando-se de leve enquanto pega minha chave. — Vou deixar bem na frente, como sempre.
— Faça isso — respondo, sem nem olhar para ele.
Todos aqui me conhecem. Filho do dono. O herdeiro que aparece de vez em quando, só para lembrar quem realmente manda, mesmo sem estar todos os dias atrás de uma mesa. Meu trabalho não é esse. Meu trabalho é outro, mais bruto, mais real, cuidar da minha alcateia, garantir que nenhum inimigo pise onde não deveria.
Subo até a sala do meu pai. Túlio não levanta os olhos quando entro, concentrado em papéis espalhados pela mesa de mogno.
— Mateo. — Ele fala meu nome como quem confirma um compromisso na agenda, nada mais.
— Pai.
— Como está a alcateia?
— Sob controle. Como sempre.
Ele finalmente levanta o olhar, me estuda por um segundo, como se buscasse alguma falha na minha resposta. Não encontra, porque não existe falha. Eu não erro nesse tipo de coisa.
— Os negócios não podem parar, Mateo. Tenho a segurança para cuidar, e ainda o hotel na Itália pedindo atenção. Não posso estar em dois lugares.
— Eu sei. Só passei para ver como estavam as coisas por aqui. Vou resolver umas pendências e volto pra mansão.
Ele assente, seco, e volta os olhos para os papéis. Não há abraço, não há "cuide-se", não há nada além dessa troca fria que sempre existiu entre nós dois. Foi assim desde que minha mãe morreu, quando eu ainda era pequeno demais para entender o motivo de tanto silêncio na casa. Meu pai nunca soube, ou nunca quis lidar com aquilo de outro jeito além da dureza.
Saio da sala sem me despedir de verdade. Pego minha chave de volta, entro no carro, e antes de dar a partida, minha mente foge para um lugar que tento evitar.
Lembro dela, não, não lembro o rosto, porque nunca cheguei a guardar isso direito. Lembro a ausência. O quarto vazio que era dela, esvaziado rápido demais depois que ela morreu. Lembro meu pai me chamando para treinar lutas quando eu ainda nem tinha idade para entender o que era perder alguém, dizendo que chorar era fraqueza, que um alfa não tem esse luxo. Aprendi cedo que sentimento é coisa que atrapalha. Que amor é coisa que mata, do jeito que matou minha mãe, ou pelo menos foi assim que meu pai tratou aquilo, como uma falha a ser corrigida, nunca mais repetida.
Cresci assim. Frio. Duro. Foi o que me tornou o que sou.
Dou a partida e sigo para a mansão, o pensamento ainda preso naquilo que meu pai não para de cobrar: encontrar minha luna. Já conheci várias lobas, filhas de aliados, cada uma mais bonita que a outra, mas nenhuma delas faz meu lobo reagir. Nada. Silêncio total, como se meu próprio instinto se recusasse a escolher.
Isso me irrita mais do que deveria.
Chego em casa, subo direto para o quarto, tiro o paletó e jogo na cadeira. Passo horas ali, revizando alguns papeis, algumas pendencias e dia, passa voando.
Horas depois, escuto batidas na porta.
— Entra — digo, sem me virar.
Meu pai aparece, ainda de terno, o mesmo olhar calculista de sempre.
— Recebi um convite. Festa da família Moretti, esse fim de semana. Reunião de famílias influentes, humanas e das nossas, todas disfarçadas de sociedade rica. Vai ser importante você aparecer.
— Não tenho interesse em festas, pai. - disse, dando de ombros.
— Não é sobre interesse, Mateo. É sobre posição. — Ele me encara sério. — Você precisa encontrar sua luna. Já está demorando demais.
Não respondo na hora. Só fico ali, olhando pela janela, pensando no que ele não precisa dizer em voz alta: se eu não encontrar minha companheira, se eu não tiver um herdeiro, o título de alfa pode passar para outra pessoa da linhagem, tipo, o meu tio, e só de pensar nisso fico puto, penso. Eeu não vou permitir. De jeito nenhum.
— Eu vou — respondo, finalmente, encontro os olhos dele.
Meu pai assente, satisfeito, e sai do quarto sem mais palavras.
Fico sozinho, olhando o teto, sem imaginar que aquela festa vai virar minha vida do avesso.
MATEO.Aprofundo o beijo, sentindo o gosto de vinho ainda na boca dela, e sem quebrar o contato, murmuro contra os lábios dela:— Vem, te levo pra casa. Não precisa chamar seu motorista. Eu mesmo faço isso. — me afasto um pouco, para olhar em seus olhos.Ela sorri pra mim, parece estar gostando da ideia. Ela assente, e então, se aproxima mais de mim, não querendo parar de me beijar enquanto andamos os últimos passos até o carro. Abro a porta pra ela, mas antes de entrar, Ana para, um sorriso malicioso no rosto, e passa a mão devagar pelo meu rosto, descendo até os ombros.— Antes disso — ela sussurra, puxando minha gravata de leve — eu quero fazer uma coisa. Algo que não dá mais para evitar, Mateo. — sussurra, roçando sua boca em minha barba rala. Ela se aproxima mais, porém, ao invés de sentar no banco, se acomoda no meu colo, as pernas de cada lado do meu corpo, e me beija de novo, mais intensa dessa vez, mais decidida.Seguro a cintura dela, aprofundando o beijo, sentindo cada cu
MATEO.Passo a manhã inteira revisando o perímetro da propriedade com meus lobos, cada detalhe, cada ponto cego que precisa de reforço.— Quero câmeras extras naquele trecho do bosque — ordeno, apontando pro mapa estendido sobre a mesa. — Qualquer um que se aproximar sem autorização, paga com a própria vida. Sem exceção, sem segunda chance.— Sim, Alfa — Rocco confirma, anotando tudo.Sou rígido com meus lobos porque preciso ser. Frouxidão custa vidas, custa território, custa respeito. Aprendi isso cedo, e não vou mudar agora.Mas nas últimas semanas, mesmo com tudo sob controle na alcateia, meu próprio lobo continua uma bagunça só. Insuportável, teimoso, recusando esquecer aquela mulher sem nome.— Descubram quem estava naquele evento dos Moretti — ordeno pra Tiago, mais cedo naquele dia. — Quero lista completa de convidadas, fotos do evento, qualquer registro que exista. Preciso saber quem é uma loba específica que estava lá.— Vou correr atrás, Alfa — ele responde, sem questionar.
AMALIA.Se passaram semanas, desde aquela noite, e minha menstruação ainda não veio. Fico contando os dias no calendário do celular, tentando entender se estou só estressada ou se é outra coisa qualquer. Nunca atrasei assim antes, nem nos períodos mais corridos da loja.Na segunda-feira, arrumando as araras de roupa, sinto uma tontura repentina, forte o suficiente pra eu precisar me apoiar no balcão por um segundo.— Amália? — Vanessa se aproxima rápido, preocupação estampada no rosto. — Você tá bem? Ficou branca do nada.— Tô, tô sim — respondo, respirando fundo até a tontura passar. — Só levantei rápido demais.Ela me olha desconfiada, os olhos correndo pelo meu rosto, pelo meu corpo.— Você emagreceu, sabia? E tá com uma cara péssima essa semana toda.— É estresse do trabalho, Van. E a TPM que insiste em não chegar direito, sabe como é.— Ah, TPM do inferno — ela faz uma careta de compreensão. — Nada que um chocolate bem gordo e um pote de sorvete não resolvam. Olha, você quer ir l
MATEO.Desço pra cozinha e encontro meu pai já sentado à mesa, café na mão, um sorriso satisfeito demais estampado no rosto. Sirvo meu próprio café em silêncio, sentando na cadeira de sempre, sem me alongar em cumprimentos.— Dormiu bem? — ele pergunta, e eu sei exatamente por que está tão bem-humorado hoje.— Dormi. — dou uma rápida olhada nele e dou um gole no café, que está amargo, como gosto. — As ligações renderam bom resultado — ele continua, ignorando meu tom seco. — Já tenho três encontros marcados pra você hoje. Famílias de peso, Mateo. Vai gostar do que vai ver. Todas são lindas, por favor, preste atenção nelas, em cada detalhe. — Vou ver — respondo, tomando mais um gole do café.— Não se atrase no primeiro encontro, por favor. É importante fazer boa impressão. — ele me olha por alguns segundos e limpa sua boca após terminar de comer. Só assinto, sem discutir. Estou fazendo exatamente o que ele sempre cobrou de mim, então não faz sentido nenhum bancar o difícil agora. Ter
Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.