INICIAR SESIÓNOs sintomas de Isabel haviam finalmente dado uma trégua, e ela se sentia revigorada. O enjoo matinal era uma memória distante, e a energia que voltara a sentir a encheu de um ânimo renovado. A barriga já começava a se fazer notar, uma pequena protuberância que ela amava acariciar. Patrick, que a acompanhara com preocupação e dedicação a cada passo da jornada, decidiu que era hora de celebrar._ Que tal sairmos para jantar neste final de semana, meu amor?, ele sugeriu, com um sorriso enigmático. Para comemorar nosso aniversário de casamento, nós nunca fizemos isso antes. Isabel aceitou com entusiasmo, havia muitas coisas que deixaram de fazer como um casal comum faria, mas dia após dia, Patrick vinha compensando com carinho e dedicação, seu cuidado estava presente ao redor de Isabel o tempo todo. Na noite de sábado, ela se arrumou, optando por um vestido confortável mas elegante que destacava sua nova silhueta, uma variação de vermelho, mais escuro e intenso. Os cabelos estavam soltos
Patrick subiu os degraus lentamente, a conversa com Liam ainda em sua mente. Ele sabia o peso que o irmão carregava e sabia das feridas que estavam em seu coração, mas agora ele também sabia que tudo pode mudar. Quando abriu a porta do quarto, Isabel estava se ajeitando de novo debaixo das cobertas. Ela parecia cansada ainda, e uma expressão de preocupação cruzou o rosto de Patrick. _ Está tudo bem, Isa? Você vomitou de novo? ele sussurrou, aproximando-se da cama. Ela suspirou e fez uma careta, mas um sorriso fraco iluminou seu rosto. _ Minha bexiga... acho que ela já sabe do bebê. Preciso ir ao banheiro a cada meia hora, parece. Patrick sentou na beirada da cama, o alívio substituindo a preocupação. Ele riu baixinho e beijou sua testa. _ Não está com fome? Precisa de um lanche? Isabel rolou os olhos de brincadeira. _ Patrick, você me fez comer tanto antes que acho que não vou precisar de comida por uma semana inteira. Estou satisfeita. Ele deslizou para debaixo das
Na manhã seguinte, o jardim estava banhado por uma luz dourada. A brisa fresca da manhã acariciava as flores que ornavam o arco simples de madeira, decorado com ramos de eucalipto e lírios brancos. O perfume suave pairava no ar, misturando-se ao cheiro da terra úmida. O som de risadas e conversas animadas preenchia o espaço, mas uma tranquilidade reverente dominava o ambiente. Jéssica, em um vestido de noiva leve e minimalista, parecia uma fada da floresta, radiante e nervosa. Leon, ao seu lado, a olhava com a adoração que só o amor verdadeiro é capaz de expressar. A cerimônia foi curta, mas intensa. A cada palavra do juiz de paz, os olhos dos noivos brilhavam com a certeza de que haviam encontrado um no outro a paz e a alegria que tanto buscavam. Quando chegou a hora dos votos, a voz de Leon soou firme e cheia de emoção. Jéssica chorava, as lágrimas de felicidade escorrendo por suas bochechas. Quando ela começou a ler seus votos, a voz tremia de emoção. Isabel, sentada na primeira
A água quente do chuveiro era um bálsamo. O vapor preenchia o ar, criando um santuário para os dois. O mundo lá fora, com o caos do casamento e a tensão familiar, parecia ter desaparecido. Tudo o que existia era o som da água caindo e a respiração deles. Patrick a virou de costas, pegando o sabonete. Suas mãos se moveram em círculos suaves e gentis, lavando as costas dela. O toque era um conforto, um carinho que não tinha pressa, apenas cuidado. Isabel inclinou a cabeça, fechando os olhos, entregando-se ao momento. Ele se inclinou, os lábios se movendo para a pele sensível de seu pescoço, o beijo quente em contraste com a água que corria. _Você está se sentindo melhor agora?, ele sussurrou, a voz grave e cheia de ternura.Ela se virou, a abraçando forte, a cabeça encostada em seu peito. _ Estou, ela murmurou, a voz abafada. O toque dele era um alívio para a alma, um conforto que ela precisava desesperadamente. O som da água havia cessado. O ar no banheiro estava saturado de vapor
O som da porta do carro se fechando quebrou a tensão no ar. Connor, com uma mochila nas costas, sentou-se no banco de trás, o sorriso nos lábios. _ E aí, casal? Prontos para o caos familiar? Seu olhar caiu sobre Isabel, e o sorriso desapareceu. A aparência pálida dela era uma contradição com o brilho nos olhos de Patrick. Patrick lançou a ele um olhar de advertência, quase imperceptível, mas que dizia tudo. Connor entendeu, e o silêncio retornou ao carro, um silêncio diferente, agora carregado de preocupação. _ Oi... Connor. Acho que será bom... Disse a voz fraca de Isabel. Quando eles chegaram à mansão, era o final da tarde e todos já estavam lá. O silêncio do grande corredor parecia um alívio. Henry os conduziu para a suíte de hóspedes. Mas quando eles estavam entrando, Isabel avançou, uma mão na boca, o rosto perdendo a cor. Sem uma palavra, ela correu para o banheiro. Patrick, Connor e Henry ficaram no corredor, olhando para a porta fechada do banheiro da suíte. O silêncio
A passagem dos meses se desfez no brilho do sol de outono que banhava uma das mansões isoladas de Liam. O local desta, uma fortaleza de pedra e vidro incrustada na colina, era agora um palco para a celebração, seu jardim imenso um labirinto de cores e perfumes, com flores brancas e arcos de luz que indicavam o caminho para a festa. No meio da tarde, o primeiro carro da família parou na entrada de cascalho. Arthur desceu, sua postura ereta e séria, seguido por Vanessa. Ela, em um vestido de verão elegante, parecia deslocada, mas estava ao seu lado como uma fiel assistente. Liam os esperava na entrada. O cumprimento entre os dois homens foi um aceno de cabeça rápido, prático e sem calor. Liam, com seus olhos frios e perspicazes, os examinou por um momento, antes de gesticular para seu assistente. Henry, o assistente de Liam, sempre silencioso e eficiente, se aproximou. _Seus quartos estão prontos, ele disse, com uma voz sem emoção. _ Lado a lado. A menção foi feita com uma natu







