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26• Aaron

Author: Anny lago
last update Petsa ng paglalathala: 2023-07-03 07:49:39

Ava Narrando. 

Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. 

Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. 

Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. 

— Não sabe o quanto eu ansiava por  isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. 

Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura,  me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazendo arfar em meio ao beijo. 

Minhas mãos entram por baixo de sua camisa acariciando seus músculos,  arranho suavemente suas costas e sorrio em meio aos beijos ao ouvi-lo gemer. 

De repente em um breve impulso ele se afasta, Chris me olha confuso. Seus olhos negros pareciam tão perdidos enquanto sua respiração lutava para se normalizar. O mesmo se aproxima,  unindo novamente nossas testas enquanto uma de suas mãos acaricia minha face. 

— Me perdoa pequena. — Sua voz sai falha. — Eu não deveria ter feito isso, eu deveria ter me controlado.

O mesmo diz enquanto acaricia minha face. Fecho os olhos ao sentir suas caricias,  instantaneamente um sorriso surge em minha face. 

— Não tenho oque perdoar Chris, posso dizer que eu quis tanto quanto você. — digo acariciando sua face. 

—  Independente do que aconteça daqui para frente, me promete que nada vai mudar. Que nós ainda vamos ser os mesmos. — ele diz pouco receosos. 

— Eu prometo Chris. — digo acariciando sua face e depositando um selinho em seus lábios. 

Christopher me envolve em um abraço apertado, ficamos assim por um bom tempo. Não faço ideia de quanto tempo ao certo. Momentos depois o mesmo me ajuda a descer da bancada. Pegamos os lanches nos sentamos a mesa. 

Conversamos sobre diversas coisas, de fato era como se nada realmente tivesse acontecido. Eram por volta das 04:23 quando terminamos de comer, lavamos oque havíamos sujado e então sem mais nem menos vejo Chirs se direcionar a porta. 

— Chris.  — Oh chamo atraindo sua atenção. — Fica. — digo seguindo até o mesmo, seguro em suas mãos oh trazendo para meu quarto.  

— Pequena,  eu...— o mesmo parece buscar palavras para dizer algo. 

— Apenas dorme aqui. Me faz companhia.  — digo sorrindo e  o mesmo me puxa para um abraço depositando um beijo em minha testa.  

Me deito na cama e momentos depois sinto o outro lado afundando após as luzes serem apagadas. As mãos de Chris envolvem minha cintura. Me puxando para si, deito a cabeça em seu peito e acabo adormecendo em meios a seus carinhos em meus cabelos. 

✯✯✯✯✯✯✯✯✯

Estaciono minha moto em uma das poucas vagas restantes no estacionamento do campus, repito a mesma rotina monótona de todas as manhãs. Hoje no entanto parecia ainda mais chata, ignoro totalmente o falto de que provavelmente estou atrasada. 

Levando em conta que as três primeiras aulas seriam do professor bonitão, que pelo que percebi tem arrastado asa para mim nos últimos dias, "Homems," se eu pudesse já teria pedido distância de alguns. Oh raça complicada. 

Desco da moto e faço a mesma caminhada diária em direção ao meu armário, os corredores que outrora estavam vazios começavam a encher, anunciando que mais uma aula havia terminado. 

Pego os livros suficientes em meu armário e logo depois sigo para a sala de aula. Entro pela porta dos fundos, enquanto o professor está escrevendo algo no quadro, me sento em minha carteira e começo a copiar algo que talvez eu venha julgar ser importante mais para frente. 

Minha mente se volta rapidamente para essa madrugada, os beijos de Chris veem em minha mente me fazendo viajar se assim posso dizer. Acordamos incrivelmente atrasados, tanto Chris para o trabalho quanto eu para a faculdade. 

Acontece que graças aos céus não ficou aquele clima estranho entre nós dois. Pelo contrário, era como se oque aconteceu noite passada fosse normal, e sim de certo modo isso me assustou um pouco. 

Minha amizade com Chris nunca chegou nem perto de ser igual minha amizade com Jack e a forma como o mesmo me trata. Muito pelo contrário, eu vi no olhar Chris ontem a noite. Eu não minto quando digo que aqueles olhos castanhos tinham um misto de desejo e confusando estampados neles quando cessamos o beijo. 

E talvez seja esse meu maior medo, não saber se oque aconteceu pode vir acontecer de novo e o pior de tudo é me perguntar internamente se eu estou errada em ter gostando tanto assim de algo que claramente não voltaria a se repetir. 

Volto minha atenção para a frente da sala onde o professor falava algo a respeito de um trabalho que teríamos de fazer, anoto tudo oque estava sendo passado. Ou quem sabe eu tento já que a vista do lado de fora parece um pouco mais interessante. 

A manhã passou se arrastando e eu juro que tentei não bocejar ou dormir em meio a aula, mas se levarmos em conta minha ótima noite de sono, com o horário que acordei. Bom, eu posso dizer que falhei miseravelmente.  

Saio de meus devaneios quando ouço o sinal anunciado o término das aulas da manhã, guardo meu material porém antes que eu pudesse sair da sala, ouço o meu nome ser chamado por meu professor . 

— Ava, espere um momento por favor. — Ele diz se aproximando de mim com um sorriso estampado em sua face. — Precisamos conversar mocinha, você tem perdido muitas aulas ultimamente, não tem apresentado os trabalhos e suas notas não estão nada boas, você corre o sério risco de reprovar esse semestre. — ele diz com aquele mesmo sorriso estampado em sua face. 

— Está bem Steven,  e oque devo fazer para não reprovar. — digo tentando não deixar transparecer o quão tedioso aquilo era. — Horas extras, atividades extracurriculares, aulas por fora ? Diga-me estou incrivelmente curiosa para saber mais a respeito. Principalmente por você ser o único professor que me procura para falar de minhas notas. — digo soltando o ar, já estava farta daquilo. — pode me tirar essa dúvida? Como diabos estou com notas altas em todas as outras matérias e justamente na sua, a qual eu entreguei todos os trabalhos passados estou com nota baixa. ? — pergunto erguendo uma de minhas sobrancelhas e percebo o mesmo engolir em seco. 

— A senhorita tem faltado bastante senhorita Montego e isso acabou influenciando em suas notas. — Ele diz fechando o semblante. — Eu não faço ideia da dinâmica com a qual meus colegas trabalham, porém eu posso afirmar que comigo a as coisas são bem diferentes. — ele diz após assumir uma postura Rígida. 

— Se queria tanto sair comigo, porque simplesmente não pediu meu número ao invés de fazer todo esse teatro ? — pergunto olhando em sua face e vejo o mesmo se desfazer de toda aquela armadura. 

— Oque está insinuando ? — ele pergunta com um semblante curioso. 

— Estou dizendo que pela faculdade eu tenho acesso a minha grade de notas. Poucos alunos sabem, mas temos esse privilégio, então eu sei que minhas notas em sua matéria não estão tão baixas professor. Porque simplesmente não esperou os outros saírem e conversou comigo como um ser humano normal ? Eu não mordo Steven. — digo calmamente olhando para o mesmo que parecia não saber oque dizer.

— Ava, podemos conversar? — a voz estridente atrás de mim atrai nossa atenção.  Respiro fundo me virando para encar o dono da voz. 

Aaron se mantinha parado atrás de mim, com as mãos nos bolsos e aquele maldito óculos escuro. Respiro fundo voltando minha atenção para o professor. 

— Professor, ah o senhor poderia me mandar por e-mail as atividades que faltan ? Se sim eu agradeço. — digo a Steven o mesmo apenas confirma e eu me afasto saindo da sala e sendo seguida por Aaron.  

Caminhamos lado a lado sem dizer uma única palavras, até em fim chegarmos ao campo de Lacross o lugar estava vazio, já que não haviam treinos hoje. Me sento na arquibancada e Aaron faz o mesmo, se mantendo ao meu lado. 

— Seus olhos estão vermelhos novamente, por isso está de óculos escuro. Andou usando drogas novamente Aaron,  me diz que merda tem na cabeça? — digo calmamente, fixando meus olhos em algum  lugar ao longe. 

— Porque mentiu sobre o PUB ? — perguntou o mesmo com voz calma. 

— Porque eu não oh queria onde eu estava ontem,  entenda Aaron, você é um cara legal. Mas não se encaixa em tudo aquilo, a maioria daquelas pessoas são pessoas vazias, quebradas e que buscam algum sentido na para suas vidas se arriscando sobre duas rodas. Aquele lugar não é lugar para você. — digo calmamente enquanto retiro um cigarro da minha  bolsa e  acendo o mesmo, percebo os olhos curiosos de Aaron me observando por um tempo. 

— Está dizendo que se importa? — Ele pergunta pouco receosos. 

— Eu não estaria aqui se não me importar-se com você. — digo com calma, dando um trago em meu cigarro em seguida. 

Acontece que sim, eu não estou mentindo quando digo que me importo com Aaron. Apesar da pose de babaca pegador, o mesmo é uma ótima pessoa. Porém essa sua ideia de querer se envolver em algo que não lhe diz respeito pode acaba prejudicando-o, e para ser bem sincera, eu já mais me perdoaria se algo ruim acontecesse com ele em um desses rachas. 

— Oque me diz se sairmos um pouco ? Que tal um cinema, já que não poderei chegar em casa tão cedo até que a vermelhidão nos olhos passe. — ele diz coçando a nuca. 

— Porque não. Vou ligar para Jack e avisar que chegarei mais tarde no trabalho, vamos logo playboy antes que eu desista. — digo me levantando e pegando minha mochila, sendo seguida por Aaron.  

✯✯✯✯✯✯✯✯✯✯✯

Saímos do cinema parecendo duas crianças,  já que optamos por assistir um filme infantil, Os olhos de Aaron já não estavam tão vermelhos assim. E isso era um bom sinal. Passamos na praça de alimentação e almoçamos em meio a uma pequena guerra de batata-frita. 

— Ava. — o mesmo me chama, atraindo minha atenção. — Acho que vou fazer uma tattoo. — o mesmo diz como se aquela fosse a coisa mais normal do mundo. 

Eu realmente poderia dizer algo, mas preferi ficar quieta e ver até onde isso iria.

— E qual seria o tamanho, e a inspiração ? — Pergunto tomando o último gole do meu refrigerante. 

— Uma sereia, algo que tomasse toda a proporção das minhas costas. — ele diz cok

Paro para observá-lo por um breve momento tentamos encontrar algo em sua face que demonstre que o mesmo esta apenas brincando. Porém respiro fundo ao perceber que ele estava falando bastante sério. 

— Aaron . — chamo pelo mesmo que sorri. — Acho que não seria uma boa ideia, digo, seus pais iriam surtar. Sem falar a dor que enviaria uma tatuagem e... — Ele me interrompe antes que eu pudesse terminar de falar. 

— Eu sou adulto Ava, meus pais não tem que me permitir fazer nada. Não quando já não vivo no mesmo teto que eles. — o mesmo diz com um semblante um tanto quanto sério. 

— Quando aconteceu e por que ? — pergunto me referindo a saída do mesmo da casa de seus pais. 

— Meu pai esta traindo a minha mãe, eu descobri isso. Contei a ela porém a mesma não pareceu surpresa, ela disse que já sabia e que eu não deveria me meter em nada daquilo. Afinal, eram apenas negócios. — ele diz e posso ver o ar de repulsa em sua voz. 

— Eu sinto muito Aaron.  — digo em uma tentativa falha de consolar o mesmo. 

— Não sinta, já estava na hora de eu tomar um rumo. A propósito,  se souber de algum lugar onde estiver precisando de alguém para trabalhar. — o mesmo diz dando de ombros com um breve sorriso em sua face. 

— Achei que trabalhasse com seu pai. — digo tomando outro gole do meu refrigerante.  

— Como eu disse, preciso tomar meu rumo. — ele diz rindo. 

— Pois bem, Vamos lá. Vamos até o estúdio, você escolhe o desenho e eu faço.— digo rindo e vejo a cara de espanto do mesmo. 

— Você vai fazer? — Ele pergunta pouco receoso. 

— Se preferir, eu peço a Jack.  Mas já aviso, ele não é tão delicado. — digo rindo e o mesmo arregala os olhos em espanto. 

Terminamos de comer e logo depois saímos em direção ao estacionamento do shopping,  não tenho a menor ideia se realmente seria uma boa Aaron Fazer determinada tattoo.   Porém quem sou eu para impedi-lo. 

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