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Autor: Anny lago
last update Data de publicação: 2022-01-02 19:59:01

Reviro os olhos e acelero a moto, alcançando-o rapidamente. Ele dá um sorriso divertido, provavelmente achando graça da minha insistência.

- Não vai não. - digo, firme, enquanto o observo.

Tyler sorri para mim, prestes a sair do estacionamento, quando uma picape preta entra no local. Não é uma manobra brusca, mas definitivamente rápida demais para o horário. Reconheceria aquele carro em qualquer lugar.

- Ei... Oh, ei, cara. - Tyler diz, aproximando-se da picape enquanto o vidro desce, confirmando minhas suspeitas. - Estamos fechados, cara.

- Droga. - ouço Aaron murmurar de dentro do carro, a voz carregada de cansaço. - Eu só preciso de um café, desenrola essa pra mim.

- Sinto muito, irmão. Já passa da meia-noite. Ficamos além do horário e as chaves nem estão conosco. - Tyler responde com sua calma habitual, apontando para nós. - Mas tem um posto de gasolina com loja de conveniência 24 horas a algumas quadras daqui. Eles vendem café.

Tyler se aproxima mais do carro e começa a dar as coordenadas exatas do caminho até o posto. Aaron agradece com um aceno e sai do estacionamento acelerando mais do que deveria. Fico parada, observando o carro desaparecer na escuridão. Que diabos tá acontecendo?

- Universitários. - Tyler diz com um sorriso brincalhão, quebrando o silêncio. - Bom, vou nessa, Sophie. Ainda preciso dar comida pro meu gato.

- Você nem tem gato, seu idiota. - retruco, rindo, enquanto ele também ri.

- Tenho sim. Peguei um faz duas semanas. - ele dá de ombros, como se não fosse grande coisa.

- Não vai mesmo aceitar a carona? - pergunto, subindo na moto novamente e colocando o capacete.

- Valeu, gata. Mas duas rodas não é muito a minha praia. - Ele sorri antes de se despedir e seguir na direção contrária à que eu iria.

Acelero pelas ruas tranquilas, já pensando no conforto do meu apartamento. Mas, ao passar em frente ao posto de gasolina que Tyler havia indicado a Aaron, algo me puxa para parar. O lugar estava praticamente vazio, exceto pela picape de Aaron, estacionada em uma parte bem iluminada. As portas estavam completamente abertas, mas não havia sinal algum dele.

Eu sei, não é da minha conta. Eu não deveria parar. Posso simplesmente seguir em frente, afinal, não tenho nada a ver com aquilo. Mas algo dentro de mim, algo que eu não posso ignorar, me diz que tem algo errado. Então, faço uma volta rápida com a moto, sentindo a brisa fria cortar meu rosto, e sigo de volta até o posto, estacionando em frente à conveniência.

Desço da moto, ainda relutante, mas com uma sensação incômoda me invadindo. Tento ignorar, mas não consigo. Me aproximo devagar do carro de Aaron, tentando não fazer barulho, orando para não encontrar o que eu temo. Para o meu alívio, o carro está vazio. Mas o som... o som de respiração ofegante me puxa para o outro lado, como um imã. O medo aperta meu peito.

Fazendo a volta ao redor da picape, encontro Aaron do outro lado, completamente fora de si. Ele está apoiado no capô, como se estivesse tentando se segurar a qualquer custo. A respiração dele é irregular, ofegante, como se estivesse lutando para simplesmente respirar. Suor escorre pela testa e pescoço, e seu rosto está pálido, quase cinza, com uma tonalidade esverdeada que me faz engolir em seco.

Antes que eu possa falar, ele se curva de novo, e o som de seu vômito é tão pesado e desesperado que eu me congelo por um segundo. Cada espasmo parece mais forte que o anterior, e o cheiro forte de álcool e algo amargo me atinge, fazendo meu estômago se revirar também. Ele não reage a mim, como se não soubesse que estou ali.

Quando finalmente ele para, ainda se mantém apoiado na picape, mas agora com a cabeça caída para trás, os olhos fixos em algum ponto distante, sem foco. Sua pele está tão fria que parece quase irreal. Ele tenta se manter de pé, mas mal consegue. Eu me aproximo, hesitante, e estendo a mão para tocar seu ombro, tentando trazer ele de volta para a realidade, mas ele parece perdido.

- Aaron? - minha voz sai mais fraca do que eu queria, mas ele não reage. Apenas respira pesadamente, sua cabeça balançando como se não tivesse controle sobre o corpo. Seus olhos, agora semi-fechados, ficam vagos. Ele parece estar em um lugar distante, completamente fora de si.

Eu posso ver que ele está em pânico, mas não sabe como pedir ajuda. Cada respiração que ele tenta é mais difícil que a anterior, e eu não sei o que fazer. Ele parece uma sombra do que costumava ser, e uma sensação de urgência aperta meu peito. Não sei o que aconteceu, mas sei que ele precisa de ajuda agora.

Eu passo a mão pela testa, tentando manter a calma. Preciso pensar rápido. Minha mente dispara, mas a única coisa que consigo lembrar é que ele não pode ficar assim por muito tempo. O que foi que ele tomou? O que aconteceu com ele?

- Aaron, você... precisa de ajuda... - digo, mais para mim mesma do que para ele, já sabendo que ele não vai me ouvir direito. O pânico começa a tomar conta de mim enquanto vejo ele tentando se apoiar, mas vacilando. Eu preciso decidir o que fazer, e rápido.

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Último capítulo

  • Quando o Sol se Põe   28•

    Aaron narrando.Observo a cada movimento de Ava enquanto ainda permaneço em meu carro. observo a forma como Christopher há abraçou e a forma carinhosa que ela o trata, não tenho ideia do porquê me importo tanto com tudo isso, na verdade não faço ideia do porquê ah quero tanto. E o porquê eles me afastam tanto dela. Eu jamais seria capaz de machuca-la, eu só há quero para mim. nada mais que isso, Ava será minha, ela é minha garota e não aceito ficar longe dela. observo quando Chris e ela se soltam, ela o beijo na bochecha, seus olhos se voltam em direção ao meu carro, nossos olhares se cruzam e logo em seguida ela entra no carro dele. Que logo depois da a partida, saindo com o carro. respiro fundo e dou a partida em meu carro, dirigindo um pouco mais devagar, eu poderia sim retornar a meu apartamento. porém desvio meu caminho seguindo o carro de Christopher que ao invés de ir para o apartamento de Ava, segue diretamente para seu apartamento. observo que antes de chegarem o carro par

  • Quando o Sol se Põe   27 • A tatuagem.

    Ava Narrando. Não demora muito para que chegasse-mos ao estúdio de Jack, na verdade tivemos de retornar ao campus pois minha moto havia ficado no estacionamento. Assim que saímos de lá, seguimos a caminho do estúdio de tatuagens. desço de minha moto e logo Aaron estaciona seu carro próximo a minha moto, adentramos no local que estava lotado. O estúdio de Jack tem estado bastante lotado nos últimos dias, isso é bom, significa que o mesmo está tendo o trabalho reconhecido e sinceramente eu não poderia estar mais feliz por ele. Não demora muito para que Jack saia para chamar um novo cliente, ao me ver seu semblante parece se suavizar. porém logo se torna rígido novamente ao notar a presença de Aaron.— Sem companhia hoje Ava, o lugar tá lotado pequena. vai ter que mandar seu amigo passar depois. — Disse Jack com certa rispidez. — Ele vai fazer uma tatuagem. E dessa vez não estou brincando. — digo ao mesmo que nos encara por um momento.— Você não pode forçar os outros a fazerem uma

  • Quando o Sol se Põe   26• Aaron

    Ava Narrando. Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. — Não sabe o quanto eu ansiava por isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura, me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazen

  • Quando o Sol se Põe   25• De volta às pistas.

    Ava Narrando. Estaciono no lugar onde aconteceria a corrida, retiro meu capacete e solto meus cabelos. Observo o movimento a minha volta, nada novo se assim posso afirmar, haviam diversas pessoas. Carros e motos de luxo, música alta e um bar improvisado, sem contar com o intenso cheio de maconha que se misturava a brisa da noite. Desço da minha moto, caminhando até onde os outros estavam, Jack se mantinha encostado em seu carro com os braços ao redor dos ombros de kiara, Rick e Monique estavam abraçados e riam de algo que Rick acabará de dizer. Alex por sua vez parecia aéreo a tudo, se quer notando minha presença quando me aproximo do mesmo. Ele haviam vindo na frente, já que posso dizer que fiquei precrastinando em meu sofá até a última hora. A verdade é que havia muita coisa se passando minha mente, Aaron, Alex, e até mesmo Chris estava presente em meus pensamentos. Algo que eu se quer conseguir entender. — Finalmente chegou, achei que não viria. — disse Jack atraindo minha

  • Quando o Sol se Põe   26•

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  • Quando o Sol se Põe   25 • De volta às pistas.

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