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Capítulo 53

Autor: Mara Santos
last update Data de publicação: 2026-08-02 08:30:09

Karina

​O barulho dos aplausos e os parabéns dos colegas de hospital ainda ecoavam na minha mente, mas a verdade é que tudo ao nosso redor parecia ter ficado em segundo plano. Miranda se aproximou com um sorriso enorme, me deu um abraço apertado e, com todo o cuidado, transferiu a pequena Sofie para os braços do Richard.

​— Meu dever de cupido por hoje está cumprido — Miranda piscou, visivelmente emocionada. — Agora, vão para casa comemorar. Vocês merecem toda a felicidade do mundo.

​— Obrigad
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  • Quando o coração escolhe uma família    Capítulo 100

    Karina ​— Deita aqui, querida, deixa eu te ajudar — disse o Richard, ajeitando-me com todo o cuidado no sofá da sala, enquanto a respiração dele já estava curta de tanta adrenalina. ​Enquanto isso, Bernadete, percebendo que a situação exigia foco total, agiu rápido e subiu para o quarto com a Sofie, mantendo a mais velha protegida e longe daquela correria. ​Com as mãos trêmulas de nervosismo e carinho, Richard me ajudou a ajeitar a roupa. Logo em seguida, Miranda já estava a postos com suas luvas e a maleta, posicionando-se para o exame com rapidez e precisão. ​Ao terminar o toque, ela levantou o olhar para mim com os olhos arregalados e um sorriso misturado de surpresa e urgência. ​— Amiga, não vai dar tempo de chegar no hospital — sentenciou ela, num tom que fez o ar sumir dos meus pulmões. ​— Então me leva pro quarto! — implorei, sentindo o desespero bater. ​— Amiga, não vai dar tempo de chegar nem no quarto! — Miranda respondeu, já abrindo os materiais. — A bebê está

  • Quando o coração escolhe uma família    Capítulo 99

    KarinaEntrar no quarto da Karoline era como caminhar por um conto de fadas: os tons pastores, o berço impecável com dossel, os detalhes em dourado e o cheirinho de talco que impregnava o ar transformavam o espaço em um verdadeiro reino de princesa.Aos nove meses gestação, eu já não cabia em mim mesma — literalmente. Cada movimento exigia um suspiro, e o peso da barriga me lembrava a todo instante que a reta final havia chegado. Eu só aguardava a pequena decidir que era hora de conhecer o mundo.​Naquela tarde, Richard estava no hospital — uma cirurgia de emergência o havia chamado às pressas logo cedo —, enquanto eu ficara em casa na companhia de Bernadete e da pequena Sofie. A nossa mais velha estava numa fase curiosa, correndo pela sala com seus passinhos firmes, encantada com a ideia de que logo teria uma irmãzinha para dividir os brinquedos.Sentada no sofá, tentando achar uma posição minimamente confortável entre uma almofada e outra, senti a primeira onda.​Não era uma dor lan

  • Quando o coração escolhe uma família    Capítulo 98

    Richard​— As duas estão ótimas — respondi, dando um sorriso bobo ao lembrar das minhas meninas. — A Karina passou o dia cuidando da Sofie lá em casa, brincando com a baixinha enquanto eu trazia o Kelvin para cáA Ju abriu um sorriso radiante e, na mesma hora, bateu as mãos uma na outra, já fazendo planos.​— Ah, não acredito! Então vocês dois não vão embora agora. Liga para a Karina agora mesmo e chama ela e a Sofie para virem almoçar aqui com a gente! Vou pedir para prepararem algo leve que meu estômago aceite, e a gente aproveita para matar a saudade e comemorar o novo emprego do Kelvin.​Eu bem que queria, e a ideia de passar o dia reunido com eles era tentadora, mas olhei para o relógio de pulso e balancei a cabeça negativamente, fazendo uma careta de quem estava com o tempo contado.​— Queria muito, mas hoje vai ficar para a próxima — expliquei, ajeitando a gola da minha camisa. — Eu não posso ficar para o almoço porque daqui a pouco eu entro no plantão. Preciso voltar para casa

  • Quando o coração escolhe uma família    Capítulo 97

    RichardO sol da manhã de Londres cortava a neblina lá fora, refletindo nas janelas dos prédios enquanto eu dirigia rumo ao bairro onde o Léo morava. O Kelvin vinha no banco do passageiro, ajeitando o colarinho da camisa social pela milésima vez, visivelmente tenso com o compromisso. Era compreensível: depois de tudo o que ele havia enfrentado no Brasil, aquela era a chance real de virar a página.​— Respira, cunhado — falei, dando uma olhada rápida para ele antes de voltar os olhos para a pista. — O Léo é meu melhor amigo de longa data, um cara super tranquilo. Relaxa que vai dar tudo certo.​Ele soltou um suspiro longo, tentando afastar a ansiedade, e deu um sorriso fraco.​— Fácil para você falar, Richard. Chegar em um país novo já é um baque, agora imagina ir direto apresentar currículo para o dono de uma multinacional que é amigo do meu novo cunhado? Minhas mãos estão geladas.​Dei uma risada curta, entendendo perfeitamente o nervosismo dele, mas mantendo a firmeza para passar co

  • Quando o coração escolhe uma família     Capítulo 96

    Richard​O elevador subiu em silêncio até o andar onde ficava o nosso apartamento, mas o clima dentro da cabine já deixava claro que a minha discussão brincalhona com a Karina na sala do Kelvin ainda renderia. Assim que destranquei a porta e entramos, antes mesmo de eu conseguir tirar o paletó, a Karina já cruzou os braços, virando-se para mim com aquela expressão de quem ia me dar uma bronca daquelas.​— Você não tem jeito mesmo, né, Richard? — ela disparou, erguendo uma sobrancelha, embora houvesse um sorriso disfarçado no canto da boca dela que ela tentava esconder a todo custo. — Ficar pilhando o meu irmão desse jeito logo no primeiro dia? O garoto acabou de sair de um voo longo, tá com a cabeça cheia de fuso horário e você já quer virar o cupido de boate em Londres?​Fechei a porta com o pé, soltei as chaves no aparador da entrada e abri um sorriso largo, dando dois passos para me aproximar dela.​— Ué, amor, eu só tô olhando pelo bem dele! — defendi-me, levantando as mãos em sin

  • Quando o coração escolhe uma família    Capítulo 95

    KarinaChegamos ao prédio e a viagem do aeroporto pareceu passar voando. Assim que o Richard estacionou o carro na garagem, eu mal esperei que ele pegasse as malas para já puxar o Kelvin pelo armário da entrada até o elevador. Subimos direto para o segundo andar.​Quando paramos em frente à porta do apartamento e eu tirei a chave do bolso, minhas mãos até tremiam de animação. Girei a chave na fechadura e empurrei a porta, dando passagem para o meu irmão.​— Seja bem-vindo à sua nova casa, mano! — falei, abrindo o sorriso mais largo da minha vida.​O Kelvin deu os primeiros passos para dentro e parou na mesma hora. Ele foi andado devagar pela sala espaçosa, admirando a luz natural que entrava pelas janelas amplas, a decoração moderna que preparamos e o acabamento impecável de cada canto. A reação dele compensou cada segundo do meu cansaço do dia anterior.​— Gente... isso aqui é grande demais! É muito espaço para mim sozinho — ele falou, boquiaberto, olhando em volta com os olhos brilh

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