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Capítulo 216

Author: JacqueAuthor
ARIELLA

Acabei escorregando pela parede ao lado da porta até me sentar no chão, com os joelhos puxados contra o peito e a cabeça enterrada nos braços.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, envolvida pelo som das batidas do meu próprio coração e pela dor de tudo o que acabara de presenciar.

Mas então... ouvi.

Clique!

O som suave da porta se abrindo. Ergui a cabeça de repente e lá estava ele... Asher.

De pé no vão da porta, imóvel e silencioso, olhando para mim. Tentei me levantar às pressas
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    ASHERQuando o voo pousou de volta em casa, eu estava cansado e um pouco frustrado, mas também determinado a cumprir a promessa que tinha feito a Ariella e ao Leon. Precisava agir rápido. Precisava ser diligente. Precisava ter cuidado.No caminho, observei as câmeras de casa. Eu só queria tomar um banho, dormir algumas horas, acordar e ir ver o Luca com uma nova estratégia. As câmeras estavam desligadas de novo. Eu já sabia. Dinara e Dominic, sempre que queriam fazer as suas coisas, costumavam desligá-las desde que eu disse que havia câmeras na casa.Eu não me importava muito com isso. Sabia que eles estavam transando de qualquer jeito.Entrei em casa em silêncio, como sempre, para que ninguém percebesse que alguém estava entrando. Não pretendia ouvir nem ver nada, mas então ouvi vozes vindo do meu escritório. A princípio, achei que estava ouvindo mal. Não liguei muito... Mas era o meu escritório.Por que diabos os dois estavam no meu escritório?Eu sabia que o Dominic às vezes e

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    ASHEREndireitei-me, o pulso acelerando.— E eu disse a mim mesma que ia te contar, e que você ia me ajudar.Ela balançou a cabeça.— Eles me disseram a verdade dura, abriram meus olhos, Asher... Que você ainda não era o Don. Ele estava apenas te ensinando os caminhos naquela época. E você não tinha poder de verdade. Como poderia ter me ajudado?As mãos dela tremiam de leve, e senti uma pontada aguda de culpa.— Com o tempo, percebi que ela tinha razão — continuou, a voz mais baixa agora. — Também sabia que não podia fugir com o meu pai. No instante em que nos encontrassem, ele morreria. Também sabia que não podia te contar, porque isso significaria a morte dos meus pais. Mas eu também sabia que estava grávida, então a minha mãe estava pressionando para o casamento andar mais depressa... para que eu pudesse dizer que o filho era do seu pai.Não consegui conter a onda de emoções que desabou sobre mim. Nojo. Raiva. Fúria. Choque. Dor no coração. Uma mistura violenta de tudo isso

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    ASHER— O seu pai... — começou ela, a voz baixa e trêmula. — Ele... ameaçou exterminar a linhagem dos Costa.— Você quer dizer... a linhagem de sangue dos Costa? — perguntei, só para ter certeza de que estava ouvindo direito.— Sim — disse ela, com um fôlego trêmulo. — Ele disse ao meu pai que, se você descobrisse de qualquer forma, se ele ao menos suspeitasse de que você sabia de alguma coisa, se eu te contasse ou pedisse a sua ajuda... seria o nosso fim.Ela continuou:— Bastaria ele dar a ordem, e a minha mãe, eu, todos nós... Ele disse que acabaria com todos os Costa vivos e encerraria a nossa linhagem. Viva ou ainda não nascida. Prometeu que todos esqueceriam que os Costa algum dia existiram.Ela engoliu em seco, e vi a sombra no rosto dela.— Vi o que isso causou ao meu pai — continuou. — Porque, de um lado, eu era filha dele. Ele queria me salvar. Mas, do outro, havia todas aquelas pessoas, pessoas inocentes, cujas vidas de repente estavam em risco. Pessoas que nem sabiam

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    ASHERA minha voz era quase um sussurro agora, suplicante.— Talvez eu tivesse discutido, mas teria querido saber. Teria tido curiosidade o bastante para tentar. Curiosidade o bastante para fazer um teste de DNA, para lutar por ele. Por que você não contou?Os ombros dela caíram enquanto soltava um suspiro trêmulo.— Eu só... — disse ela, a voz falhando — não quero te culpar, Asher. Mas às vezes eu também me pergunto por quê. Muitas coisas aconteceram... e nem todas são a minha história. Algumas envolvem outras pessoas.— Outras pessoas? — perguntei, franzindo a testa, o pulso acelerando. — Como assim?Ela olhou para mim então, olhou de verdade, os olhos cheios de algo que não consegui nomear.— Deixe-me começar do início — disse por fim, a voz firme, decidida. — Deixe-me contar o que aconteceu há cinco anos. Pode ser?Assenti, todos os músculos do corpo tensos, em alerta.— Estou ouvindo.— Tudo começou com a visita do Don, eu diria.— Meu pai, você quer dizer? — perguntei.

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