LOGINEu estava caminhando pelo território da alcateia, deixando o sol quente tocar minha pele enquanto ouvia os pássaros cantando de um lado para o outro acima de mim. Foi então que notei uma mulher vindo em minha direção. Seus olhos já estavam brilhando de lágrimas antes mesmo de ela chegar até mim e, quando chegou, estendeu a mão e tocou suavemente meu braço.“Obrigada”, disse ela, com a voz quase falhando. “Obrigada por salvar meu filho.”A confusão em meu rosto deve ter desaparecido rapidamente, porque não demorou para tudo fazer sentido.“Você é a mãe dele, não é? O garotinho — Kellan — eu o salvei”, falei, sentindo minha própria voz falhar.Ela assentiu, e as lágrimas começaram a escorrer livremente por seu rosto.“Sim. Eu queria encontrar você desde que soube do que aconteceu. Você salvou a vida do meu filho, Lyra. Não existe nada que eu possa fazer para retribuir isso.”Minha garganta apertou. Sem pensar, puxei-a para um abraço.“Você não precisa me agradecer”, falei. “Só fico feli
Thorian assentiu lentamente, com o rosto impossível de decifrar.“Pode continuar, capitão. Qual é a situação?”O capitão pigarreou.“Alpha, a alcateia ainda está tentando se reerguer depois da guerra. Perdemos muitos bons guerreiros, e o moral não está onde deveria estar. Mas estamos seguindo em frente — trabalhando para reconstruir tudo e colocar as coisas novamente sob controle.”Ele fez uma pausa por um momento, como se estivesse procurando as palavras certas para descrever o quanto a situação estava ruim. E, sinceramente, eu me peguei pensando a mesma coisa. Será que estava realmente tão ruim assim?“Montamos uma base temporária na antiga floresta de carvalhos. Nossos batedores fizeram buscas nas áreas ao redor e, até agora, não há sinal de nenhuma atividade dos renegados que tenha restado.”Vaelin interrompeu, com a testa franzida de preocupação.“E os civis? Como eles estão lidando com tudo isso?”“Estamos fazendo o que podemos”, respondeu o capitão. “Mas os suprimentos estão es
Meus olhos se abriram lentamente, ainda um pouco turvos enquanto eu observava o quarto ao meu redor. Os bipes constantes das máquinas misturados ao cheiro limpo e forte do hospital foram as primeiras coisas que percebi. Mas ver os rostos familiares dos meus companheiros — Soren, Thorian e Vaelin — sentados ali fez meu coração dar um salto.Eles haviam puxado cadeiras para perto da minha cama e me observavam com expressões que misturavam preocupação e alívio.Soren parecia preocupado, mas continuava relativamente calmo. Foi o primeiro a falar.“Lyra, graças à Deusa da Lua você está acordada. Estávamos morrendo de preocupação com você.”Thorian se inclinou mais perto, segurando minha mão com força, como se nunca quisesse soltá-la.“Estivemos aqui o tempo todo, apenas esperando você voltar para nós.”Ele disse isso com um pequeno sorriso, e não consegui evitar sorrir de volta.Olhei para Vaelin e percebi como ele estava quieto. Então, ele segurou minha mão delicadamente, seus olhos encon
O medo fazia meu coração disparar enquanto eu corria direto na direção do renegado e da criança, com a espada pronta na minha mão. A cada passo, um novo pânico tomava conta de mim: o medo de que o renegado pudesse machucá-lo, de que eu chegasse tarde demais, de que eu pudesse falhar completamente.Meus pensamentos eram uma confusão de terríveis possibilidades, e eu arfava em busca de ar. Sentia meu pulso martelando dentro do peito enquanto meus dedos apertavam ainda mais o cabo da espada.Quando cheguei perto o suficiente, o renegado ergueu a cabeça e nossos olhos se encontraram. Ficamos nos encarando por um instante, enquanto nada além dos gemidos baixos da criança preenchia o ar.Parei de repente, com um dos pés ainda suspenso no ar. Eu estava com medo de me aproximar, com medo de que qualquer movimento brusco fizesse o renegado atacar a criança.Então, alguma coisa dentro de mim se libertou. Lembrei exatamente por que estava ali, lutando e arriscando tudo. Eu precisava proteger aqu
“Cuidado atrás de você. Fique perto e se proteja!”Enquanto eu continuava lutando ao lado dos guardas, notei uma pequena mudança na maneira como eles me olhavam. Eles assentiam em aprovação, lançavam palavras rápidas de incentivo para mim e se moviam em sincronia comigo, como se eu realmente fosse uma deles.Mas então me deparei com um renegado que não era como os outros.Ele era maior, mais forte e muito mais habilidoso — sua espada cortando o ar com uma precisão mortal.“Você é linda… que pena que vou ter que marcar esse seu rostinho bonito”, ele disse com um sorriso malicioso, e pude sentir o perigo emanando dele enquanto erguia a espada.Aparava seus golpes, mas ele era implacável, empurrando-me para trás a cada ataque. Tropecei, meu apoio escorregando, e por uma fração de segundo senti o gosto amargo da derrota.O renegado percebeu minha fraqueza e aumentou a pressão, sua lâmina brilhando sob a luz fraca. Levantei minha espada para bloquear, mas seu golpe me fez cambalear para tr
Os guardas estavam em enorme desvantagem numérica, mas ainda lutavam com todas as forças para impedir que os renegados avançassem. Eles golpeavam com as espadas usando movimentos precisos e treinados, derrubando alguns dos atacantes. Mesmo assim, eles simplesmente eram numerosos demais, e não demorou muito para que os guardas fossem completamente cercados.Observei horrorizada quando um deles foi dominado, sua espada voando de sua mão. Ele tentou revidar apenas com os punhos, mas era inútil. Os renegados eram fortes demais e havia muitos deles.Um dos renegados golpeou a cabeça do guarda com o punho da espada. O homem desabou no chão, inconsciente. Então os renegados começaram a arrastar os não combatentes para fora da câmara, enquanto seus gritos e súplicas desesperadas ecoavam por toda parte.Agarrei a mão da mulher que estava sendo brutalmente puxada por um deles e chutei o renegado com força entre as pernas, libertando-a. Aquele único movimento fez todas as cabeças se virarem na m







