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last update Fecha de publicación: 2022-10-08 21:31:40

E então agora sim. Eu vejo a malícia em seus olhos. Adoro o jeito como ele me olha com amor e desejo em medidas iguais. A mistura desses olhares sempre me deixa louca.

Nick me beija da mesma maneira que me beijou na noite do acidente, antes de tudo acontecer. Um beijo cheio de desejo e promessas safadas.

— Esse sim é o Nick que eu adoro quando me beija.

— Eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a nossa vida seja a mesma que sempre foi.

— Ótimo. — sorrio.

— Começando por isso.

Franzo a testa. Nick j**a água em mim e se afasta nadando.

— Acho que tenho que começar com o que é mais fácil pra mim minha linda.

— Ah é claro. — sustento-me na beira da piscina enquanto ele nada para cada vez mais longe de mim. — Sorte sua que eu não posso nadar agora ou deixaria você no chinelo.

— Eu ouço isso o tempo todo. — ele se escora na beira do outro lado da piscina — Mas olha só que curioso, não me lembro de você ter ganhado de mim nenhuma vez Ellen e não pense que eu deixarei você me ganhar só por causa da sua condição.

Hora de brincar.

— Então quer dizer que é mais fácil pra você ser um bastardo idiota?

Abaixo a cabeça e em um instante o Nick está na minha frente.

— Amor me desculpa. — ouço quando ele engole — Eu exagerei Ellen. Perdão.

— Você é incrivelmente idiota às vezes. — levanto o olhar pra ele e vejo seus olhos preocupados — Ainda bem que eu gosto demais do seu lado idiota. — sorrio.

Ele solta o ar audivelmente e sorri junto comigo. Chegando bem perto de mim, ele fala próximo à minha boca.

— Não se faz esse tipo de brincadeira com um namorado apaixonado garotinha travessa. — ele prende com força meu lábio em seus dentes e o lambe depois de soltá-lo — Talvez eu devesse fazer alguma coisa por isso.

— Não pode. — sorrio — A minha condição não permite punições.

É ótimo poder brincar com ele sobre isso. Talvez minha vida não vá mudar tanto assim.

Depois de nos secarmos após um bom tempo brincando um com o outro na água, descemos para o piso inferior. A enfermeira Agnes que chegou enquanto eu ainda me vestia, está esperando por nós, sentada no sofá da sala.

— Boa tarde, senhor Hoffman. — ela se levanta para cumprimentar o Nick e depois a mim — Senhorita Muller.

— Boa tarde, Agnes. — dizemos em uníssono.

Nick insistiu que seria conveniente contratar alguém para ficar comigo enquanto ele não estivesse em casa. Eu, sendo eu, relutei no início dizendo que não precisava de uma babá, mas agora após a minha primeira experiência de tentar trocar de roupa sozinha, vejo que ela realmente será útil pra mim. Nick passará um bom tempo fora de casa trabalhando e eu não vou ser arrogante ao ponto de achar que posso me virar sozinha.

Além do mais, eu gosto da Agnes. Ela me tratou muito bem durante a minha estadia no hospital e também está na cara que não é tipo de mulher que o Nick curte, com seus quilinhos a mais e padrão de beleza um pouco inferior para os seus padrões.

Ai meu Deus. Eu vou para o inferno por pensar assim de outra pessoa. Mas o que eu posso fazer? Eu é que não vou dar mole para o azar e aceitar uma enfermeira gostosa dentro da casa do meu namorado. Ele nunca falou, mas tenho certeza que se amarra em uma fantasia. Não vou ser eu a pessoa a lhe entregar isso de bandeja.

— Bem, Agnes, suas tarefas aqui não serão iguais ad que você tinha no hospital logicamente. — Nick começa ao sentar-se — Ellen está bem e não vai precisar de uma enfermeira como no hospital. Está mais para uma dama de companhia, digamos assim.

— Sim senhor, como quiser. — ela diz sorrindo — Eu estou perfeitamente ciente desse tipo de funções.

— Dama de companhia? — pergunto levantando as sobrancelhas — Eu por acaso tenho sotaque britânico e uma coroa na cabeça?

Nick sorri com a minha insinuação.

— Pode não ser a rainha da Inglaterra, mas é a minha rainha e como minha rainha, eu posso sim trazer para a corte quantas damas de companhia forem necessárias, milady.

— Sim assim deseja milorde, fique à vontade. — bato os cílios para ele. Nick pega minhas mãos e as beija fazendo reverência.

Nos olhamos com amor. Seu rosto está pertinho do meu e se não fosse minha nova “dama de companhia” eu o puxaria pra mim agora mesmo. Já faz muito tempo que não demonstramos nosso amor na cama.

Sinto vontade de arrancar a blusa vermelha de gola em V que ele acabou de colocar e cravar minhas unhas em seu abdómen sarado e suas costas largas enquanto ele me come.

Com uma tosse forçada a Agnes nos trás de volta para a sala. É sério? Tossir? Poderia ser mais clichê? Alguém deveria inventar uma forma melhor de chamar a atenção dos outros em momentos como esse.

Mas a culpa é minha. Eu não deveria estar pensando em safadezas assim quando tem gente por perto. E nem ele porque pelo olhar que ele me lança antes de voltar a atenção à Agnes, eu vejo que seu pensamento também era imundo.

Disfarçando sem conseguir convencer muito, Nick e Agnes agora começam a tratar de negócios. É a minha deixa pra ir tomar algo. Vou até a cozinha e enquanto pego algo na geladeira para beber, sorrio sozinha com a percepção de que terei esse homem para sempre na minha vida porque ele me ama. Deus, ele me ama. Como eu consegui isso? Tento me servir sem ter que sair de perto da geladeira, mas não consigo com precisão, assim, minha mão vacila e a jarra de limonada cai no chão de uma vez. É bem mais difícil do que eu imaginei pegar um copo e encher de suco. Ponho as mãos na testa e bato algumas vezes freneticamente. Conto até dois e...

— Ellen? — Minha intenção era contar até cinco, mas obviamente o Nick não demoraria tanto em me ajudar. Ele está sempre atento a mim. — Amor, você está bem?

— Estou Nick. — respondo guiando a cadeira pra longe do desastre na cozinha — Foi só uma jarra no chão.

— Não se machucou? — há uma verdadeira viga entre suas grossas sobrancelhas.

Oh Deus, ele é muito paranoico.

Tenho que me lembrar de evitar correr riscos ou vou provocar um infarto nele antes mesmo de ele completar vinte e cinco.

— De verdade Nick, não foi nada demais. — passo os polegares no lugar da sua viga de preocupação e aliso um pouco para desfazê-la — Eu quero que relaxe ok.

— Ok. — ele concorda, mas ainda visivelmente agoniado.

Caramba, controle-se homem.

Talvez ele precise de algo para relaxar. Talvez algumas horas fazendo sexo ajudem a tirar dele toda essa pilha.

— Bem Agnes, parece que o seu trabalho começa agora. — ele vira-se para a mulher que nos observa do batente do grande portal da cozinha.

— Sim, senhor. — ela concorda e ele mostra a ela onde ficam as coisas de higiene.

— Não sabia que ela seria empregada doméstica também. — comento enquanto ela limpa o chão.

— Ela não é. — ele diz sério — Mas ela está sendo pra cuidar de você e de tudo o que você fizer. — depois ele termina com um sorriso — Isso inclui essa bagunça enorme na nossa cozinha.

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Último capítulo

  • Recomeço    Epílogo

    Quando Nicholas e Ada saíram da bela casa em Miami Beach, não viram que Asher os espreitava perto de uma árvore. Assim que o casal entrou no táxi, Asher sacou o celular e fez uma ligação interurbana.— Ele está saindo. — disse ao homem que atendeu sua chamada.— Ele está sozinho? — o homem perguntou, curioso.— Não. Está com uma loira. Acredito que seja a tal ex-noiva.— Com certeza é ela. — o homem do outro lado da linha disse com um sorriso — Ela me disse com todas as letras que só iria embora depois que soubesse que não tinha mais chance de ser a futura senhora Hoffman.— Eles passaram um bom tempo lá dentro. — Asher soltou um sorrisinho frio — Acho que não é difícil imaginar o que estavam fazendo.— Ótimo. Mesmo sem saber, ela me fez um grande favor ao ir procurá-lo. E quanto à tal da Ellen?— Ela saiu pouco tempo antes deles. Estava chorando. Acho que não receberá mais cartões do dia dos namorados do Nicholas.— Perfeito. — o homem disse muito satisfeito.— Então acho que isso li

  • Recomeço    78

    Tudo bem, não sou hipócrita ao ponto de não admitir que rolou um clima naquela noite, mas não aconteceu nada. Eu logo o afastei. Porém, vendo essas fotos dessa forma, qualquer um entenderia isso errado. Posso ver nos olhos do Nick a pergunta que ele ainda não fez, mas que está se coçando pra fazer. E de repente, um novo calafrio percorre o meu corpo.— Nick, eu posso explicar tudo isso.— Tenho certeza que sim, mas por que eu acreditaria em uma única palavra sua?— Por que tudo o que sempre disse a você é verdade.— Sabe, houve um tempo em que eu olhava dentro desses olhos verdes e acreditava no que você dizia pra mim. Pra falar a verdade, eu realmente achei que existiria uma explicação razoável para essas fotos, mas devido aos novos fatos que eu presenciei...O quê? Que fatos? Meu Deus, o que aconteceu em Nova Iorque que virou a cabeça do Nick desse jeito?— Nick, o que está dizendo? — peço com pavor. Não quero acreditar que ele está duvidando de mim. Ele tem que me deixar explicar.

  • Recomeço    77

    Atravesso as portas duplas da boate e saio com a cara para cima, tomando um pouco de ar fresco. É incrível como está quente lá dentro. A brisa vinda dos mar, quarteirões à frente, me atinge em cheio. Embora existam prédios e casas entre o mar e a boate, aqui ainda dá pra sentir os efeitos dele e a brisa sempre foi minha favorita. Como a brisa que invadia o quarto do Nick quando dormíamos com as portas de vidro abertas.— Mas podemos não beber, se quiser. Por que não vamos ao cinema? — ele me traz de volta ao agora com uma pergunta — Se tivermos muita sorte podemos conseguir um ingresso para aquele filme que você tanto fala.— Qual? — pergunto confusa. Não me lembro de ter falado em nenhum filme ultimamente.— Cinquenta tons de cinza. Você só falava nele desde que soube que lançaria esse ano. Hoje é a estreia.Ah claro. Cinquenta tons de cinza. Eu fiz planos no ano passado de assistir esse filme com o Nick. Não poderia de jeito algum vê-lo agora com outra pessoa. Principalmente com o A

  • Recomeço    76

    Fico pensando bastante na minha conversa com o Oliver ainda por várias horas depois que desligo o celular. E a cada dez minutos, ligo para o Nick e deixo mensagem na sua caixa postal. Tenho plena certeza de que ela já está totalmente lotada, mas eu não me importo. Preciso falar com ele. Mas quando o Benny acorda, pouco depois do meio dia, eu ainda não consegui ouvir a sua voz. Pelo menos não a voz real. Apenas sua voz eletrônica típica, dizendo que está ocupado no momento e para ligar depois. Para me distrair, e também é claro pelo fato de eu não cozinhar muito bem, proponho sairmos para comer fora.Quando chegamos ao Joe's, faço-o pedir o ensopado de lula e polvo que é um dos pratos mais famosos do restaurante. Meio desconfiado, ele segue minha sugestão, mas só por precaução, peço uma porção de camarões à milanesa e arroz branco para mim porque se ele não gostar do ensopado, podemos trocar de prato e eu sei que ele adora camarão. Porém, quando o garçom serve os nossos pedidos, ele de

  • Recomeço    75

    — Vocês se mudaram? — ele pergunta olhando pelo vidro e apontando o polegar para trás, onde a casa ficou distante.— Eu me mudei. — respondo meio séria.Benny analisa a minha resposta por um tempo e após uma aceno de cabeça, me questiona quando não dou maiores explicações.— Eu vou querer saber o motivo?— Quando chegarmos em casa.Depois de contar tudo ao Benny sobre as mais recentes coisas que eu descobri, ele senta-se ao meu lado na cama e me abraça forte. Mais forte do que jamais o fez. Eu não posso resistir à sua demonstração de paternidade e choro em seus braços até ficar aos soluços. Achei que não tinha mais lágrimas depois de todo esse tempo, mas obviamente elas ainda estão aqui. Só precisavam de alguém para fazê-las sair.Ele não sabe, mas deve imaginar pelo quê eu estou passando. Estaria mentindo se dissesse que esse aborto não me afetou mais do que qualquer outra perda que eu já tive. O choque inicial quando eu soube não chega nem perto do que realmente tem se passado no me

  • Recomeço    74

    — Fico imensamente feliz em saber que você já está pronta pra outra, Ellen. — Terry me diz com um sorriso reconfortante ao me readmitir no meu antigo emprego.Não diria que totalmente pronta pra outra, mas certamente, pronta pra deixar o passado pra trás e focar no futuro.— É claro que será um honra tê-la de volta à minha equipe no clube.— Obrigada, Terry. Eu estava ficando louca por não ter o que fazer.Uma semana depois da partida do Nick para Nova Iorque, eu acordei com uma vontade renovada de conseguir de volta tudo o que eu tinha antes, começando pelo meu emprego. É verdade que tirar umas férias, passar algum tempo sem fazer nada é bom, mas chega uma hora em que a vida tem que voltar à sua velha rotina.— Eu imagino que sim. Por mim, você já poderia começar hoje mesmo, mas acho melhor vir só segunda.— Também acho. Preciso ver bem direitinho como vai ficar a minha rotina daqui pra frente.Afinal de contas, não é só o emprego que voltará à minha vida, eu serei estudante novament

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