INICIAR SESIÓN— Emily ele é como qualquer outro garoto. — falei e me sentei em uma cadeira.
O som das ondas e das conversas me fazia ficar a vontade para conversar, Rick se cansou de nos encarar e finalizou o trabalho com a barraca.
Emily sentou ao meu lado em uma cadeira.
Lia estava sentada com Natalie e suas amigas, bebendo e fumando cigarro.Eu não conseguia entender porque ela havia começado com isso, cigarro fedia.— Você diz que ele é como qualquer outro garoto, mas tem um igualzinho a ele como namorado.— brincou ela.— E afinal você não está com raiva dele por não ter te contado ter um irmão gêmeo?
Pensei sobre aquilo, sim, eu ficara com ódio dele, quando descobri, mas sentir raiva de Scott a longo prazo era algo que eu não conseguia, por mais que tentasse.
Era ele piscar aqueles olhos verdes que eu amolecia.
— Já nos entendemos. — respondi.
— Sabe o que acho Mia?
— Diga.
— Que você tem muita paciência com ele, mais do que ele realmente merece.
— Emily! Vem aqui! — Justin irmão de Emily a chamou, ele estava montando uma barraca, estava praticamente montada.
— Já estou indo! — exclamou ela e em seguida se levantou caminhando até o irmão, conversaram rapidamente e parecia que ele a estava repreendendo por algo, seja qual for a razão isso atraiu a atenção de Scott por um instante, mas logo voltou seu olhar para nossa barraca.
Estava quase pronta.
— Cerveja para todo mundo! — exclamou Peter trazendo um isopor carregado de cervejas que depositou na areia ao alcance de todos, gritos de comemoração ressoaram.
Um aparelho de som foi ligado e a banda Maneva começou a tocar, tocava aquela música "Seja para mim".Olhei para o dono do aparelho de som, Scott sorriu para mim enquanto segurava a caixinha de som no colo, seu sorriso era tão encantador, não me cansava de me impressionar com ele.
Após dois anos meu coração ainda batia acelerado ao olhar para ele.
O sol foi se pondo após horas, passei o dia recolhendo algumas coisas de higiene pessoal que Scott comprou para mim, pasta de dente, escova, biquíni, shorts e blusas.
Já na barraca peguei uma toalha daquelas bem leves, finas e de fácil secagem, bem apropriada para um acampamento.Eu não sabia onde ficava o banheiro coletivo aqui, então estava esperando por Scott para me levar, enquanto eu juntava minhas coisas na bolsa ele abriu a entrada da nossa barraca.
— Vamos amor?
Sai da barraca, o céu já alaranjado do por do sol.
Enquanto caminhávamos Lia correu até nós, levava uma bolsa azul-claro nos ombros e segurava uma toalha.
— Prima posso ir com você? Não quero ir tomar banho sozinha, tem muitas pessoas aqui que não conhecemos. — justificou.
— Mas é claro! — Respondeu Scott antes que eu pudesse responder.
Olhei para ele surpresa.
— Ela pode não é amor? — me perguntou inseguro diante do meu olhar.
— É claro que sim.
Seguimos os três em direção aos banheiros que não ficava muito longe.
Era uma estrutura de madeira improvisada, embora por fora não fosse tão atraente ao entrar eu me surpreendi ao encontrar os box todos com divisórias, portas e inacreditavelmente com um chuveiro e um vaso sanitário.
A limpeza já era outra questão, deixava um pouco a desejar e só quando olhei para o chão entendi como era necessário um chinelo e agradeci por estar usando um.
— Pode esperar lá fora Scott. — falei já que ele estava parado encostado em uma das pias.
— Esse banheiro é unissex, acho que vou esperar aqui mesmo.
Fiquei chocada quando ele disse isso, como se o universo quisesse confirmar suas palavras, um garoto baixinho de cabelos escuros entrou assobiando tranquilamente, nos cumprimentou e entrou em seu próprio box, ligou o chuveiro começando a tomar banho.
Olhei de volta para Scott que exibia uma expressão de "Eu te disse" e logo me apressei em dizer.
— Não sai daí, eu não demoro!
Entrei no box e tirei a roupa rapidamente, joguei a toalha e a bolsa por cima da porta, já que não havia lugar onde pudesse pendurar, Jesus que precariedade.
Ao menos tinha um vaso, imagine só ter que cagar no mato, enquanto deixava a água cair sobre a minha cabeça tentei me lembrar da razão de estar naquele acampamento.Scott era a razão.
Fechei o chuveiro, me sequei e me vesti.
Quando sai Lia já havia tomado banho e estava ao lado de Scott, eles pareciam estar discutindo, mas quando me viram tentaram disfarçar.
Aquilo me incomodou, ele a segurava pelo braço enquanto os dois sussurravam, ao me verem se afastaram de imediato.
— Vamos Mia. — Disse ele e segurou minha mão me puxando para fora.
Passei o caminho todo tentando não pensar naquilo.
Ao chegar no acampamento já estava escuro, as pessoas estavam ao redor de uma fogueira e Peter tocava violão.
Scott foi pegar alguns, sanduíches de frango e nos entregou.
Procurei involuntariamente por Rick e quando o achei ele estava indo com uma toalha verde e uma mochila preta em direção aos banheiros.
Quando olhei para o lado Lia havia sumido?Voltei a olhar na direção de Rick que já estava longe, e bem distante dele perto do mato estava Lia, o seguindo.Droga.
Olhei para Scott entretido com o violão que Peter o entregara agora e decidi, iria impedir Lia de passar uma grande vergonha se oferecendo daquele jeito.
Me levantei e fui seguindo de longe os dois.
Quando Rick entrou no banheiro eu corri na direção de Lia que estava prestes a entrar, segurei em seu braço e a puxei.
— O que está fazendo! — Exclamei para ela que tinha uma expressão de choque, ao ver ser eu me empurrou para a areia e exclamou irritada.
— Não se meta! — entrou no banheiro, eu me levantei rapidamente e entrei atrás, tentei puxa-la pelo braço novamente, mas ela me empurrou de novo.
— Pare com isso, o que vai fazer! — sussurrei ao ver a toalha verde pendurada no último box.
A mochila estava pendurada também, escorada na parede.— Já falei não se mete! Que merda me solta! — sussurrou ela de volta revoltada!
Começando uma briga não tão silenciosa enquanto ela tentava chegar no último box e eu tentava segura-la, tentando impedi-la de se humilhar assim, eu sabia melhor que ninguém o que Rick pensava de mulheres que apareciam nuas na frente dele do nada.
Mas Lia era burra demais para perceber que ele não era como os outros e eu estava tentando ajuda-la.
Então o impensável aconteceu, Mia tropeçou enquanto se sacudia tentando se livrar de mim e caiu na porta do box, deixando-a escancarada, ela caiu no chão molhado e Rick ficou por um segundo longo demais em choque com a cena.Aquele um segundo antes que ele cobrisse sua parte íntima com as mãos foi o suficiente para eu ver que ele e Scott não eram tão idênticos assim, Rick, por assim dizer havia sido mais sortudo em uma certa área.
— Pode se dizer que estamos quites agora Mia. — Foram suas palavras com um sorriso.
Eu estava na varanda vendo pai e filho brincarem nos campos, algumas semanas haviam se passado desde que Rick acordou, ele permaneceu alguns dias em observação no hospital, fazendo inúmeros exames de todos os tipos, afinal ele havia acordado de um coma de cinco anos sem sequelas aparentes, os médicos estavam impressionados, seus avós estavam radiantes por ter o neto de volta, todos os dias estavam sendo como uma festa pela volta dele, aos poucos fomos contando a ele tudo que havia acontecido com sua família durante esses anos, seu pai assassino sentenciado a perpétua, sua mãe que trocou de nome e foi para outro país com um homem, e seu irmão que havia se matado na prisão, eu lhe contei sobre a carta que ele me deixou, cada palavra que ele havia dito nela, ele apenas assentiu e nesses primeiros dias mesmo que ele dissesse estar feliz conosco eu sabia que ele estava triste por todas essas coisas mas não o pressionei para me contar n
CINCO ANOS SE PASSARAM DESDE AQUELE TIRO NO HOTEL...Eu olhei para o menino correndo pelo campo, ele sorria e pulava brincando com seu cachorro, seus cabelos castanhos voavam ao vento, ele olhou para mim e seus olhos verdes cintilaram ao sol exatamente como os do pai dele costumava fazer no passado, seus olhos eram um lembrete constante de Rick.— Mãe olha para mim! olha! — ele gritou com sua voz infantil, então começou a dar piruetas no ar, o cachorro caramelo ao seu redor pulando contente.Eu sorri e acenei da varanda para ele, hoje era seu aniversário de cinco anos.— Estou vendo meu amor, você é incrível!— gritei de vo
Eu já estava com seis meses de gravidez quando os avós do Rick me ofereceram a fazenda para morar com eles, olhei para a casa onde nasci e cresci, mas também onde inúmeras mentiras foram contadas e resolvi deixar tudo para trás, eu não tinha trabalho nem dinheiro para mantê-la, e mesmo se tivesse não queria, foi nessa casa onde perdi minha mãe brutalmente assassinada, nessa casa onde mandei o amor da minha vida embora, onde meu pai teve um AVC, onde todas as minhas tristezas aconteceram...Dei uma ultima olhada e entrei no carro dos Harpers mais velhos que estavam contentes de eu ter aceitado, no carro da frente estava a Sra. Lockwood com meu pai, mesmo depois de eu ter dito que não poderia pagar mais seu salário ela se recusava a nos deixar, havia meses que eu não a pagava.
Os dias seguiram foram estranhos, o estado de Rick não mudou.Ele continuou em coma, seus avós foram avisados e finalmente eu os conheci, eram pessoas maravilhosas que realmente amavam o neto, eu lhes contei minha história, toda ela.Mas eles já me conheciam, porque Rick falou de mim.A Vovó Harper eram uma Sra. muito bonita para a idade e vi de onde veio os olhos verdes dos Harper, a semelhança quase me fez chorar, seus olhos eram calorosos e compreensíveis, seu nome era Amélia, seu marido se chamava Sam, e era igualmente amável, vi muitas características de Rick vindas dele, ele era firme e ao mesmo tempo amável, não falou nenhuma vez com o filho quando o viu no hospital.
Quando Scott sacou sua arma Ward que eu nem tinha notado entre os convidados sacou a sua também, porém ele não teve tempo de ordenar que Scott abaixasse sua arma, porque o canalha disparou, Rick me protegeu com seu próprio corpo me cobrindo, nós dois caímos ao chão e Ward disparou contra Scott, que levou um tiro no peito e caiu ao chão.Rick foi baleado na perna e sangrava profusamente, seu sangue por todo o chão e meu vestido, eu coloquei sua cabeça em meu colo e comecei a chorar e gritar por uma ambulância.Um sangue vermelho vivo.— Por favor Ward! Rick está ferido! socorro! por favor! socorro!Eu gritava entre choros e soluços descontrolados, Ward imediatamente veio até nós e pediu uma ambulância pelo r
Eu me olhei no enorme espelho sobre a parede.Eu parecia outra pessoa.O longo vestido branco se destacava por conta própria, ele exibia um decote em formato de coração, descendo até minha cintura havia uma fita cinza brilhante que marcava a curva da cintura, abaixo ele se alongava cheio por todos os lados, reluzindo como se fosse cravejado de pedras preciosas, e talvez fosse, Scott gostava de coisas caras.Meu rosto estava com uma maquiagem impecável, feita por uma maquiadora muito famosa na região, meu reflexo no espelho estava deslumbrante, meu cabelo havia sido escovado e hidratado, com um penteado que prendia parte dele a cima com um prendedor em formato de coração com um brilhante em incrustado, e a outra parte dele caía como ondas até minha cintura, sedoso







