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Capítulo 8

Penulis: Luarina
Uma jovem delicada, vestida com um vestido rosa e segurando o braço de Henrique, apareceu. Marina tinha se maquiado cuidadosamente, com as bochechas coradas, parecendo uma flor delicada. Henrique vestia um terno branco, os dois juntos formavam um par harmonioso.

Ao ver Marina, Laura esboçou um sorriso irônico nos lábios. Ela finalmente tinha chegado.

O colar de joias no pescoço de Marina era idêntico ao de Laura. Quanto ao vestido, se não fosse pela mudança de última hora, estariam usando o mesmo.

Os dois caminharam até Hilda. Imediatamente, ela segurou a mão de Marina e perguntou afetuosamente:

— Está cansada, querida? Venha, sente-se aqui na minha frente.

— Sra. Hilda, feliz aniversário! — Marina olhou de lado para Laura e respondeu.

— Eu estou muito feliz que você tenha vindo!

Bianca também olhava para Marina, com um ar de satisfação. Aos olhos dela, Marina era a nora ideal para a família Nicácio.

Henrique aproximou-se de Laura, com um sorriso acolhedor:

— Querida, ela é filha de uma amiga da mamãe. Ela soube que era aniversário da vovó e pediu que eu a trouxesse. Não fique chateada.

— Não faz mal, contanto que a Sra. Hilda fique feliz.

Henrique relaxou por um instante, até ver Laura estender a mão e arrancar o colar do pescoço, jogando-o direto no lixo. O rosto dela transbordava arrogância, e os cantos de sua boca tinham um toque de sarcasmo.

— Henrique, você gosta de comprar joias idênticas para dar às pessoas?

— Querida, me deixa explicar. Eu não esperava que Marina gostasse tanto, por isso eu... — Henrique parou surpreso.

— Quem é a sua esposa, afinal? — Retrucou Laura.

Henrique ficou sem palavras. Tentou segurar a mão dela, mas ela desviou com leveza.

— Eu pensei que você me acompanharia na festa de aniversário, agora vejo que não passo de uma secretária.

— Laura, não envergonhe Henrique na frente de todos. — Bianca interferiu. — Henrique é seu noivo e, além disso, a presença de Marina não ameaça sua posição. Marina já é casada e está grávida.

Laura refletiu por um momento e concordou. Com seus saltos altos, ela se aproximou de Marina.

— Srta. Marina, onde está seu marido? Por que ele não a trouxe pessoalmente? Será que é assim tão conveniente usar o marido dos outros?

Ela alongou a última sílaba, e todos ouviram. Ninguém ousou interrompê-la, pois Laura ainda era, oficialmente, a noiva de Henrique.

Marina empalideceu, ela gaguejou e olhou para Henrique.

— Por que está olhando para o meu noivo? Henrique é o seu marido?

— Não, querida. — Henrique apressou-se em proteger Marina. — O marido dela está fora da cidade viajando.

— Ah, entendi, parece que me enganei. — Laura riu baixo e segurou o braço de Henrique. — Henrique, vamos fazer um brinde à Sra. Hilda.

Marina lançou um olhar de desespero para Henrique, mas ele a ignorou.

— Srta. Marina, já que você não faz parte da família Nicácio, encontre um lugar para se sentar, por favor. Na mesa principal, por enquanto, não há lugar para você. — Laura ergueu levemente os lábios. — É um jantar em família. Querido, você consegue distinguir os convidados dos familiares, não é?

Henrique tentou protestar, mas percebeu que não havia como argumentar. Além disso, Laura estava especialmente bonita, com uma expressão levemente dominadora, diferente da fria Laura habitual. No peito de Henrique, uma chama se acendeu. Ele tinha que admitir que aquela Laura era fascinante.

— Não se preocupe, você está grávida, Henrique voltará. — Bianca sentou-se ao lado de Marina, tentando consolá-la.

Marina, naturalmente, não aceitou a situação. Ela não esperava que Laura ainda conseguisse controlar o coração de Henrique, e seus recentes gestos a envergonharam em público.

— Por que não deixou Marina se aproximar? — Hilda franziu a sobrancelha.

Ela não esperava que Laura tivesse se feito presente, seguindo seu neto descaradamente. Uma mulher assim não tinha lugar na família.

— Vovó, a Marina é uma convidada. Ela não deve se sentar aqui. Eu e Laura vamos fazer um brinde à senhora. — Henrique disse.

Laura não podia beber, e Henrique sempre bebia por ela. Mas hoje, ele parecia estranho, lançando olhares frequentes para Marina. Os olhos dos dois estavam conectados o tempo todo, e todos podiam perceber a tensão.

Laura bebeu o vinho de uma vez. Quando Henrique percebeu, reclamou:

— Querida, por que não me deixou beber por você?

— Você anda cansado, não pode beber mais.

A suavidade de suas palavras fez o coração de Henrique bater mais rápido. Ele não esperava que Laura se preocupasse com ele naquele momento. Mas, logo, um suspiro chamou sua atenção. Marina, segurando a saia prestes a cair, tinha uma expressão de injustiçada. Henrique rapidamente tirou o casaco e cobriu-a.

— Srta. Laura, este vestido foi enviado por você! Achei que estava sendo gentil, mas não imaginei que queria me prejudicar assim. — Marina lançou um olhar acusador a Laura.

— Eu enviei? — Laura sorriu.

Henrique percebeu então o quão familiar aquele vestido era. Não era o mesmo que ele havia enviado a Laura? Como apareceu em Marina, ainda por cima aberto?

— Laura, o que está acontecendo? — Com o rosto fechado, Henrique olhou para Laura. Seus olhos já diziam tudo. Henrique não acreditava nela, confiava nas palavras falsas de Marina.

— O vestido não foi você quem deu? — Laura arqueou as sobrancelhas. — Eu ainda tenho um idêntico.

— Esse vestido é único, feito sob medida. Não pode haver outro! — Disse Henrique com firmeza. — Você está com ciúmes da Marina porque ela é minha secretária? Ela já é casada!

Laura admirava a audácia dele, conseguia mentir sem pestanejar. Homens já nascem sabendo se disfarçar, mas Henrique tinha conseguido manter a máscara por seis anos.

— Henrique. — Laura respirou fundo. — Você já parou para pensar por que eu tenho o endereço da Marina?

O rosto de Henrique empalideceu, enquanto Laura avançava cada vez mais.

— Henrique, lembra que te falei que alguém estava me seguindo? — Marina mordeu os lábios, seu corpo tremendo levemente. — Suspeitei que era ela. Ela contratou alguém de propósito só para me monitorar! Ela não acredita que sou sua secretária, acha que temos um caso, ela não confia em você, Henrique.

Henrique finalmente encontrou uma desculpa e apertou os dedos com força.

— Laura, quando você se tornou tão paranoica? O marido da Marina está fora da cidade. Eu me preocupei com a segurança dela e a trouxe para morar em uma das minhas casas. Fiz isso pensando no bem-estar da minha funcionária. Como podemos nos casar se você desconfia de mim desse jeito?

— É só não nos casarmos. — Laura disse, abruptamente.
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