เข้าสู่ระบบO dia foi exaustivo como sempre, faculdade, escritório,xerox e muito relatório.E depois a lanchonete gordurosa com clientes chatos!
Eu já passei por muita coisa,sou do interior do estado,bem no lugar que Judas perdeu as botas!Sou morena, baixinha 1.60 de altura, traços fortes e olhos verdes,muitos me consideram bonita.Mas como papai do céu me deu beleza e não dinheiro tenho que ralar todos os dias. Preciso arrumar um outro emprego, não posso deixar as coisas em cima da Paloma, pensei nisso o dia todo, não quero voltar para o interior para a casa da minha tia.Não que ela não seja boa pessoa,mas desde que minha mãe me abandonou na casa dela eu me tornei " um fardo a mais", minha tia é doceira a melhor da cidade,eu cresci sentindo o aroma dos doces que ela fazia e ainda faz .E depois que me tornei adulta,passei a fazer o que podia para juntar dinheiro,eu era babá, faxineira, literalmente a faz tudo. Me inscrevi em uma faculdade pública para poder ganhar uma bolsa de estudos.E consegui! Ouvi comentários maldosos sobre mim.Afinal sempre fui a sobrinha que a mãe abandonou com a tia,mas não me importei,virava as costas e seguia em frente.Juntei um pouco de dinheiro e me despedi de tia Maria,a única pessoa que se importava comigo, sobretudo porque eu amava minha tia. A minha projenitora me abandonou na casa dela com somente um ano de idade e sumiu no mundo. Minha tia me criou fazendo doces para as pessoas, e quando completei 18 anos, juntei o dinheiro para ir para capital e consegui a bolsa de estudos na faculdade.Eu fugi do meu passado, para correr atrás de um futuro. Um passado de dor. De revolta. De abandono. Eu fui deixada na porta da casa da minha tia como se fosse um objeto ou um animal de estimação, que você rejeita e resolve colocar no quintal do vizinho. É isso que sinto,uma tristeza infinita pela rejeição. Mas eu encontrei boas pessoas : minha tia e Paloma são as mais importantes. E agora estou lutando para conseguir arrumar alguma coisa para não ter que sair da faculdade e conseguir ajudar a Paloma nas despesas do apartamento. Vi uma colega de trabalho terminar o turno dela e se arrumar toda .Ficou elegante sem aquele uniforme que somos obrigadas a vestir. _ Tchau,para quem fica, disse debochada. _ Helena,ouvi você comentar que precisa de um emprego imediato? _ Sim preciso, você conhece algum serviço? _ Olha eu trabalho nos fins de semana em feiras comerciais, são eventos corporativos ,cheio de gente bonita e com muito dinheiro para gastar!A gente recebe por horas trabalhadas,por sinal hoje foi meu último dia nessa lanchonete gordurosa,eles pagam muito bem,só no último fim de semana consegui pagar três meses de aluguel, além de outros benefícios. _ Obrigada,mas eu não faço esse tipo de serviço! _ Que isso ficou doida menina, não é programa não! _ Mais que tipo de serviço é esse que não é esse programa e você ganha por horas trabalhadas é tão bem assim? _ É simples, eles precisam de moças bonitas para apresentar os produtos,os estandes das feiras.Nem precisa falar é só sorrir.Se você estiver afim, aqui está meu número é só me dizer que na hora te coloco dentro desses eventos. _Obrigada Kira, mas acho que eu não combino com isso. _ Ok ,se quiser é só me ligar, beijos e bom trabalho! Depois que ela saiu da lanchonete,meu coração estava acelerado,e se eu tentasse? Cheguei mais uma madrugada no apartamento da minha amiga Paloma.Abri a geladeira tinha poucas opções, água,um suco quase vencido,uma fatia de pizza .Eu não podia deixar tudo nas costas da Paloma. Tomei um banho para tirar a cheiro de gordura do corpo e dia cabelos,e apaguei . No dia seguinte resolvi ligar para Kira, afinal não tinha problema eu saber um pouco mais sobre esse trabalho que ela me chamou. Combinei com ela que naquele fim de semana não faria horas extras na lanchonete,e aceitei o trabalho, seria somente aquele fim de semana,ajudaria a Paloma e depois tudo voltava a ser como o de sempre, trabalho e mais trabalho.Helena Martins. Depois de adormecer de tanto chorar,meu coração estava acelerado e meu corpo doía. Estava deitada em cima de um pedaço de papelão,sujo e o mofo das paredes estava me sufocando. Sentia fome e muita sede. Nem percebi se tinha passado muito ou pouco tempo,como o quarto era escuro e abafado,nem imaginava que horas poderia ser. Ouvi a porta abrir,a claridade vinda,cegava meus olhos. Imediatamente reconheci a voz da Márcia. _ Filhinha! Está gostando do tratamento VIP, que você está recebendo? _Marcia ? Então é você que está fazendo tudo isso? Porquê? _ Simples! Dinheiro,e agora quero que você ligue para o milionário do seu noivo! _ Pra quê? _ Sabe? Eu menosprezei você, quando nasceu, até achei você bonitinha,mas pensei no fardo que teria que carregar,e então te dei para a inútil da minha irmã.Achei que ela faria de você uma santa como ela...Bem, até que você é mais esperta do que pensei! Se soubesse teria a pegado de volta,para trabalhar para mim.Lucraria
Helena Martins. Minha vida realmente era cheia de altos e baixos. Quando eu esperava tão pouco, reencontrei minha paixonite da adolescência. Nosso reencontro gerou meu maior tesouro, nosso filho Miguel. No entanto, não foram somente flores,e infelizmente demorou um pouco mais para chegar aonde estou. Acho que quando pulamos as faces, deixamos a atração superar todos os outros sentimentos,e somente depois de nos reorganizarmos, conseguimos realmente nos conhecer. Hoje ,estou indo experimentar pela última vez antes do casamento, meu vestido de noiva. Combinei de me encontrar com a minha tia e Paloma na loja de noivas. Estava aguardando as duas, quando uma mulher, muito parecida comigo, sentou ao meu lado. Os seus olhos eram verdes como os meus,seu cabelo longo e soltos caiam até sua cintura. A mulher me encarou e começou a conversar comigo. _ Minha filha? Até que enfim consegui me reencontrar com você? _ O quê? Quem é você? _ Helena!Sou eu sua mãe? _ Mãe? _ Helena
Maria Martins. Depois que minha irmã saiu, fiquei muito nervosa,pois eu tinha certeza, após o anúncio do casamento de Helena,sua mãe iria aparecer. Essa conversa de dizer que estava doente, precisava da família e depois dizer que a casa também é dela.Tudo isso ,com certeza é algum golpe armado por ela. Mas o que eu ia fazer? Não podia contar para minha sobrinha! Escutei o barulho na porta,e vi que era Paloma. _ Tia? A senhora está bem? _ Não! Paloma,meu maior medo aconteceu. _ Tia? A senhora está me deixando nervosa._ O que aconteceu? _ Minha irmã,a mãe da Helena ,acabou de sair daqui! _ O quê? _ Sim , veio com uma conversa furada dizendo que estava doente e precisando da família. _ Nós sabemos que isso é mentira. _ Sim! Ela não me enganou,mas não quero preocupar a Helena.O casamento está tão próximo! _ Claro,mas devemos contar para o Vitor,ele vai ajudar. _ Claro! Vou ligar agora para ele. _ Mas eles estão juntos tia, não tem como vocês conversarem ago
POV Márcia Martins Depois de sair daquele restaurante de quinta, fui arrumar minhas coisas para voltar, para o lugar que jurei, não por meus pés, novamente. Estar naquela cidadezinha fuleira, irritava até as pontas do meu longo cabelo. Mas talvez dessa vez essa viagem pudesse se tornar vantajosa. A minha irmã Maria, sempre foi uma sonsa ,mas graças a ela e à minha falecida mãe, nunca precisei quebrar uma unha trabalhando para sustentar meus luxos. Sempre fui bonita,meus olhos são verdes como esmeraldas,o que sempre chamou a atenção dos homens.Quando estava com 17 anos,meu pai, gentilmente me ensinou que ser boazinha não me levaria a lugar nenhum. Eu me tornaria o mesmo que minha irmã Maria e minha mãe eram,duas coitadas que vieram ao mundo somente para trabalhar. Meu pai sempre foi ambicioso, logo passou a me oferecer para os homens ricos,ele me ensinava ,dizendo como eu tinha que fazer para conquistar" o pato",como ele se referia aos bobos que caíam na minha lábia.
O encontro das cobras. Acordei tarde, esse país está acabando com a minha pele.Daqui só quero o dinheiro. Combinei conversar com a mãe da Helena, vamos ver o que a mãe daquela lá. Quando cheguei no restaurante, no qual combinamos de nos encontrar.O que vi era o oposto de Helena.Uma mulher com aparência de menos de 50 anos.Porém vestida como se tivesse 20 anos,uma velha tentando passar por jovem. Senti nojo, cabelos longos,tingidos, excesso de maquiagem e além das roupas vulgares a mulher exalava oportunismo. Era tudo que eu não queria ,mas antes teria que ter estômago para encarar a tal Márcia. _ Então! É você a Márcia Martins? _ Sou sim! Mais carne do que osso!_ O quê a patricinha quer comigo? _ Eu quero meu homem de volta! _ Simples assim! _ Hum! Tudo na vida têm um preço? _ Eu sei bem , que você cobra por hora trabalhada,mas eu quero o serviço completo? _ Aí vai sair mais caro! _ Não me importo! _ Você quer me contratar ,para transar com seu homem? _ Ima
POV Maria Martins. Sabe aquele frase que a gente escuta," É fácil apontar o dedo!" Esse foi talvez o meu maior erro. Sempre vivi no interior, eu,minha irmã,e nossos pais. Meu pai era um homem rígido dentro de casa e minha mãe, uma mulher humilde, sempre submissa ao marido...Ela suportava as grosseiras e tapas do meu pai, sempre a rebaixando Enfrentou o calor de vários tachos de doces, que fazia para sustentar a família.Esses doces, muitas vezes levavam suas lágrimas de dor. Além da agressão que ele praticava dentro de casa,meu pai era um homem instável, sempre que conseguia um bom emprego,era demitido por ser agressivo. E assim nossa vida seguia, sendo sustentada pelos doces que minha mãe timidamente conseguia fabricar e vender aos vizinhos, e alguns outros clientes, que apareciam em nossa porta para comprar enquanto meu pai não estava em casa. Isso mesmo! Além de não conseguir sustentar a própria família,ele não gostava que minha mãe vendesse seus doces,







