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Capítulo 164 — Então o próximo passo é proteção, Lia.

Autor: Maerley Oliveira
last update Última actualización: 2026-02-06 21:43:50

POV LIANNA

A casa dormia, mas eu não.

Havia um tipo específico de silêncio depois de uma explosão. Não era paz, era rescaldo. Os corredores pareciam mais longos, as paredes mais finas, e cada rangido soava como aviso. Eu deitei ao lado de Selina por alguns minutos, observando o subir e descer regular do peito dela, o polegar enfiado no canto da boca. Selin dormia do outro lado do quarto, de bruços, o cabelo caindo nos olhos. Os dois respiravam como quem acredita que o mundo é confiável.

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Comentarios (2)
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Miriam Menezes de Miranda
quando ela ser livra desse homem.
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Isa de Jesus
este livro está na mesmice dos outros livros que estou lendo muita enrolação e pouca soluções entre Lianna Adrian e essa situação entre Lianna e Zayden... tá ficando cansativo e chato..nada de novidade...
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    POV LIANNASaí do hospital com a sensação de que tinha esquecido algo importante, mas não era objeto, nem tarefa. Era um pedaço de mim que ficava sempre para trás quando eu precisava funcionar.O estacionamento estava cheio demais para o fim de tarde. O céu de Genebra pesava, baixo, como se prometesse chuva sem cumprir. Entrei no carro, fechei a porta e fiquei alguns segundos com a testa apoiada no volante. Respirei. Uma, duas, três vezes. O corpo respondeu devagar, como um animal assustado que aprende a confiar de novo no próprio pulso.O celular vibrou.Não era Zayden.Era o advogado.— Recebi o encaminhamento do juiz de plantão — ele disse. — As medidas provisórias saem amanhã. Hoje, evite qualquer confronto. Se houver insistência, registre.— Ele não gosta de “evitar”. — respondi.— Por isso mesmo. — ele disse. — Quanto mais contido você estiver, mais claro fica o padrão dele.Desliguei com um gosto metálico na boca. Padrão. Palavra limpa para uma coisa suja.Peguei as crianças na

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    POV LIANNAA casa dormia, mas eu não.Havia um tipo específico de silêncio depois de uma explosão. Não era paz, era rescaldo. Os corredores pareciam mais longos, as paredes mais finas, e cada rangido soava como aviso. Eu deitei ao lado de Selina por alguns minutos, observando o subir e descer regular do peito dela, o polegar enfiado no canto da boca. Selin dormia do outro lado do quarto, de bruços, o cabelo caindo nos olhos. Os dois respiravam como quem acredita que o mundo é confiável.Acreditei nisso por eles.Fechei a porta com cuidado e voltei para o meu quarto. Tranquei. Conferi a janela. Tranquei de novo, só para garantir. A rotina tinha se tornado um ritual, não por paranoia, mas por sobrevivência. O corpo aprende rápido quando precisa.Sentei na beira da cama e só então permiti que o cansaço me alcançasse. Não era físico; era aquele peso antigo, emocional, que gruda nos ombros como um casaco molhado. O celular vibrou.Adrian.Fiquei olhando a tela por um segundo a mais do qu

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