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Prova de Fogo

Autor: Evilyn Sá
last update Data de publicação: 2025-05-26 20:31:00

Era madrugada novamente.

Valentina tentava dormir, mas a mente fervilhava. O documento, as ameaças veladas ao advogado, a mudança no comportamento de Dante… algo não fazia sentido. Tudo parecia conectado, mas ainda lhe faltava uma peça crucial.

No quarto ao lado, Dante encarava o teto. Uma taça de uísque intocada na mão. Ele perdera o apetite, o sono e, aos poucos, o controle sobre Valentina. Desde o acidente, desde a noite em que ela quase cedeu, tudo vinha mudando. El
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Último capítulo

  • Sob Contrato    EPÍLOGO — O Amor Que Multiplica

    O som mais bonito do mundo, para Valentina, não era mais o tilintar de taças em uma sala de reuniões, nem o barulho do teclado enquanto fechava um contrato milionário. Não.O som mais bonito, agora, era aquele que preenchia seu lar nas manhãs: o suave balbuciar, seguido de risadinhas e pequenos grunhidos doces de uma vida que ela e Dante haviam colocado no mundo.No colo de Valentina, aninhada contra seu peito, estava Aurora.Aurora Marini.Tão pequena. Tão perfeita. Tão absurdamente linda que parecia ter sido desenhada à mão pelo próprio universo.A bebê dormia serena, com os lábios levemente entreabertos, as bochechas gordinhas e rosadas. Os cílios longos, escuros, repousavam contra a pele clarinha. E os cabelos... ah, os cabelos! Uma nuvem de fios pretos, lisos e brilhantes, que faziam todos os que a viam comentarem, encantados: “Ela é a cara da mãe...”.Mas quem olhasse com atenção notava também a expressão determinada — aquele franzir sutil das sobrancelhas, aquele queixo ligeira

  • Sob Contrato    A Nossa Primeira Noite Para Sempre

    A recepção ainda pulsava com risos, música e brindes, mas, para Valentina e Dante, o tempo já parecia correr em outro ritmo. Um ritmo que pertencia apenas a eles dois.Quando se despediram dos últimos convidados — em meio a abraços, desejos de felicidade e flashes que eternizavam cada segundo —, Dante segurou a mão de Valentina e a levou, quase em silêncio, até o carro que os aguardava. Seus olhos se encontraram, e não foi necessário dizer absolutamente nada. Ambos sabiam exatamente para onde aquela noite os conduziria.O caminho até o hotel parecia diferente. Como se a cidade, normalmente apressada e barulhenta, entendesse que aquela noite era sagrada e se curvasse, silenciosa, diante deles.Dentro do carro, Dante segurava a mão de Valentina com força, como se precisasse daquele contato físico para se manter no presente, para se assegurar de que, sim, tudo aquilo era real. Seus polegares acariciavam o dorso da mão dela em movimentos lentos, quase reverentes.— “Estamos casados...” —

  • Sob Contrato    E Que Comece a Nossa Eternidade

    O som das palmas ainda ecoava, misturado às risadas e aos sorrisos emocionados, quando Valentina e Dante atravessaram o corredor repleto de pétalas brancas, de mãos entrelaçadas, já como marido e mulher. A leveza que pairava no ar parecia quase palpável, como se o próprio universo, cúmplice daquela união, sussurrasse bênçãos silenciosas a cada passo que eles davam.A poucos metros dali, sob uma grande tenda de vidro montada em meio aos jardins, aconteceria a recepção. E, assim como tudo naquela noite, não faltava absolutamente nenhum detalhe. O lugar parecia um cenário de filme, e, mesmo para quem estava acostumado com festas luxuosas — como boa parte dos convidados —, aquele evento conseguia arrancar suspiros genuínos.A entrada da tenda era formada por um arco de flores naturais: peônias, rosas brancas, orquídeas e ramos de eucalipto, que exalavam um perfume fresco e delicado. Lustres de cristal gigantes pendiam do teto, refletindo a luz dourada e criando um efeito mágico, como se m

  • Sob Contrato    Diante do Sempre

    O som suave dos instrumentos de corda começou a preencher o ambiente. As notas flutuavam no ar, criando uma atmosfera que parecia pertencer a outro mundo — um mundo onde o tempo desacelerava, onde tudo girava em torno de uma única expectativa: a chegada dela.O local da cerimônia parecia ter saído de um sonho cuidadosamente desenhado. Um jardim exuberante, cercado por árvores centenárias e flores que exalavam um perfume sutil. Ao centro, uma estrutura de vidro e ferro, com delicados arabescos dourados, abrigava o altar, adornado com arranjos de peônias, rosas brancas e folhagens verdes que desciam como cascatas vivas.As cadeiras, perfeitamente alinhadas em ambos os lados do corredor, estavam tomadas por rostos conhecidos — amigos, familiares, colegas, todos vestidos em tons neutros, elegantes, criando uma paleta que deixava o espaço ainda mais sofisticado e leve.Dante estava ali, em pé, no altar, com as mãos cruzadas à frente, respirando fundo várias vezes, como se isso fosse sufici

  • Sob Contrato    O Dia Que Mudaria Tudo

    O sol amanheceu de forma diferente naquela manhã. A luz parecia mais dourada, mais suave, como se até o universo compreendesse que aquele não era um dia comum. Era o dia. O dia em que Valentina D’Ávila e Dante Marini, depois de idas, vindas, embates, contratos e recomeços, selariam não apenas um compromisso — mas uma escolha.O relógio marcava seis e meia da manhã quando Valentina abriu os olhos, antes mesmo do despertador tocar. Por um segundo, ela ficou ali, deitada, olhando o teto do quarto do hotel, tentando processar que aquele era, de fato, o dia do seu casamento.O coração batia mais forte, apertando o peito com uma mistura de ansiedade, empolgação e uma pontada de nervosismo que nem ela, tão acostumada a reuniões decisivas e negociações milionárias, conseguia controlar.A equipe já estava a postos. O quarto foi transformado em um pequeno ateliê de beleza. Espelhos iluminados, cabides com vestidos alinhados, caixas de sapatos, bandejas de maquiagem, e arranjos de flores frescas

  • Sob Contrato    Entre Sussurros e Abraços

    O céu noturno já dominava a cidade quando Valentina finalmente atravessou a porta do apartamento de Dante. O dia tinha sido longo, exaustivo — uma sucessão de compromissos, decisões e reuniões para acertar os últimos detalhes do casamento. Ainda assim, havia algo leve em seu coração, um sentimento novo que a fazia caminhar com um brilho discreto nos olhos.Dante a esperava na sala, sentado no sofá com uma expressão que misturava ansiedade e carinho. Quando a viu, levantou-se rapidamente, quase derrubando o livro que segurava, para recebê-la com um abraço firme e envolvente.— “Você chegou.” — disse ele, a voz rouca de emoção. — “Eu estava contando os minutos.”Ela sorriu, sentindo o calor daquele abraço como um porto seguro. A fadiga dos dias intensos parecia dissolver-se ali, no aconchego dos braços dele.— “Queria estar só com você agora. Sem nada no meio.” — murmurou, olhando para ele com ternura.Eles permaneceram ali, entrelaçados, por alguns minutos, deixando que o silêncio fala

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